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Archive for the ‘Poesia base’ Category

Sonhos… III – Definitivo

In Poesia base on 27, fevereiro, 2010 at 11:56

Sonho com um dia sem celulares
ou vestibulares
Sono de uma vida inteira

Sem feitio de canto triste,
Sem a pura necessidade inconsequente
de ser perfeito, para qualquer um.

Sonho com um dia sem preocupações
fatigadas em lares,
Sem violência e morte de pares,

como se vida humana
fosse toda ela, só um vale –
Um buraco que separe

O certo e errado
O fato e o inexato
A fé sã da vã.

Sonho com o dia sem floemas
de gente que se aglomeram
em sistemas que não fecham,

E fluxos de pessoas irascíveis,
geladas ou dominadas por emoção…
Sonho com o equilíbrio são.

Sonho neste mundo recorrente,
haja
justiça
haja
torrente de gente para solução…

___________Não pra insistir ______________em pisar no erro,
_______________quais cada qual_________ sabe quais são.
Sonho_______ com mundo______________ sem lamento
_________________sofrimento, ___________desentendimento
Sem conflito,_____________________________ doença e praga…

da miséria_______________________ que não se cala.

Sonho que possamos voltar
aos nossos lares e cantar
a qualquer hora e chegar
a qualquer hora e deixar
a qualquer hora
——————————————a porta aberta…
E que não sejamos manipulados,
Como não queremos…

Sonho que__________________ cada um VIVA,
sua vida como ___________________DEV(E s)er,
Como precisa——————–_———— entender,
E que não ____________________________conviva com as mortes
Derradeiras, _____________________________como se a tragédia maior
da vida da vida fosse a morte
E, tenhamos sorte, como
é o que devia ser…

Sonho co’um mundo sem medo…

Filosofando III { Cientificismo no more

In Poesia base on 25, fevereiro, 2010 at 20:56

Ó razão pobre absoluta
Hão de ser anacolutas
tuas falhas sempre justas,
Obstruente das permutas,
De entender um mundo
como uma luta.
Obstrução de vida estufa
O que não diz e pela perdiz,
o gosto
não saí do nome
em latim… Nem da saliva…
Ou da percepção neural.
O gosto é a percepção sensorial
macaquiada pelo que não se entende,
prontamente equinocial.

Que bom seria,
se no mundo fosse só por um triz
E não mitificassem coisas,
que são coisas,
Não são mais que nada,
Não são mais que coifas e coisas…
Pequenas e minúsculas…
Bom seriam
Descobertas sinceras,
Com apoios sem interesse,
Se o mundo não fosse um joguete…

Ó razão absurda,
Hão de ser meras escutas,
hão de ser quimeras putas,
Os que em ti creem
como perfeita absoluta…

Ó razão ampoula complexa:
fala muito, diz pouco…
É guiada por sádicos e loucos,
A bombas, genocídios
E nunca se chega a quem precisa…

Ah maldita crença,
de que tudo se resolve,
só pela ciência.

Consenso

In Poesia base on 23, fevereiro, 2010 at 23:42

O mar do que se fala
Não tem nada, só se cala,
a conclusão vem espremida
pelo tempo,
e não sai sem algum lamento.
É toda hora, todo momento
Só se sabe com o senso
de que se busca consenso,

Espere a espátula do tempo
Enxugar cada discernimento
Logo depois, jogue tudo ao vento
E espere que os explosivos
cumpram a natureza,
só então, dos destroços,
Verá algo mais duro que um diamante
Conclusão de dois amantes…
Um consenso.

Filosofando II {Estética

In Poesia base on 23, fevereiro, 2010 at 23:34

E quanto vale a métrica
vale mais
a forma poética
que não vale mais!

E quanto se quer estética
Não importam quadros
a beleza
a pureza,
E nem a força de como pintá-los.
que me importa e estética.

O que será a ti belo
O que será mais…
Gosto e quero
Das belezas surreais,
Mas o feito feio
Pode ensinar mais.

Será menos ou belo mais?
A beleza não está nos traços da amada
Não está na escultura articulada
Não está na ciência adocicada
Não são os sete palmos de face.

A beleza ilumina cada fase,
é articulada pelas nossas próprias
visões espectrais.

Filosofando I {Ética

In Poesia base on 23, fevereiro, 2010 at 21:15

E não tem como
Não ser o certo
O incerto é completo
E não certo pois correto
E que seja o certo
O que não infla no ego
E não certo seja o incorreto
O que incorreto não certo
é.

___

Não correto errado é
Errado é ser não ser
Como correto não quer
E não certo incerto
Só o que sobra é fé.
E não é como não
Pode ser o correto
certo que não foi
O correto é o pra muitos
certo foi.
E não obstante,
o bastante certo,
como incerto, incorreto é.
E errado como qualquer…
Não é o que ser quer.
é correto o incorreto
errado quando não certo não tiver.

“Quero ver se tem atitude, se vai encarar?”

In Poesia base on 18, fevereiro, 2010 at 23:56

Eu encaro, você não?
Meu verso caro é disparo
De bala de canhão,
Só uso o faro
pra me livrar de confusão
E da sanha de amá-la,
A Amo e amo mais então…
Eu traço o Trapo no chão,
E não tenho nem dó no coração:
Quem deixa pra trás,
quem trai, quem não cuida,
leva logo esporão.

É o trapo… é o trapo.
E canta sapo,
Vai em frente,
tente ser melhor
que meu relato.

Só sei que eu trago comigo o mar
De provisão humana…
Um dia consegui navegar,
E não, não foi ilusão.
Bastou seguir meu instinto,
de voar…

E eu a venci,
Como um perdedor vence
O luar no dia de São João.

Antiinglorium

In Poesia base on 16, fevereiro, 2010 at 11:12

Vivo como canto…
—-Será?
Não sei portanto
O que é ser vencedor,
de fato, apesar de vencer,
é difícil me convencer
De que não sai da réles mente
A ideia que acabou de nascer!
E todo meu absurdo foi nada…
A conclusão óbvia?
– quem aprendeu a perder,
vence melhor que qualquer
qualquer qualquer qualquer qualquer
um que se ache um vencedor.

Inglorium

In Poesia base on 16, fevereiro, 2010 at 2:18

Mas não sei ser vencedor
Não importa quanto a dor,
Destituído de todo amargor
Eu não sei ser vencedor,
O sono destrói pela madrugada
O que me sobra da sombra
Inválida penumbra…
Eu não sei ser vencedor.
Não sei jogar…
Como quero ser vencedor?
Não sei ser vencedor.
Não sei sair como estou…
Será que há algum segredo nisto?
Ou serei eu apenas um perdedor?
É tanta coisa,
Tanto não sei…

Não sei direito mesmo ser vencedor.

É o desconforto de quem já passou
por muita dor.

Acabou uma era, hora de começar uma nova

In Poesia base on 14, fevereiro, 2010 at 11:32

Mais fácil que a vida
é a morte
é o caos
é a descida…
Mais fácil que a morte
É a dívida,
é o pranto
é a dor…
Mais fácil que o caos
é a dor
é a cor
é o que não se quer mais.
Mais fácil que a dor,
é a descida
para onde não se quer mais…

E o donde não se quer mais
É donde me levanto,
E agora, dos escombros
De tudo quanto já se foi,
Só vejo o Sol à frente
Amor ao lado,
E ar novo, revigorado.
___

Uma era terminou,
Uma nova acabou de começar.
Deixe a luz entrar,
Porque o Sol bate lá fora,
E os fétidos absurdos do mundo
Aquilo que há muito a criticar…
Sim, tá na hora de melhorar,
Não vão deixar precisar mudar,

Mas agora,
É uma nova era…
Absolutamente…
De sentimento,
De gente ser mais gente,
Não importa,
Se cristão, pagão, negro,
branco, amarelo, xintó,
budista, ateu, sem religião
Não importa, se francês,
estadunidense,
brasileiro, chinês
sírio, ugandense…

O Sol bate nas costas,
é a janela do mundo…
Uma nova era começa,
sem fundamentalismo
sem esquisitice,
Sem palpite, espero
que se mude e se evolua,
E esses novos tempos,
de novos Céus e novas Terras,
cheguem a todos.

Série II. Poema XIII – À Marinara

In Poesia base on 13, fevereiro, 2010 at 21:28

não há nada que possa pagar
o bem de por ti estar
e não não não!
esse mundo, de total escuridão,
tornou-se luz, no brio do teu sorriso
coisa única que merece contemplação
prova maior de Deus são
teus olhos,
e membros quentes,
teus meigos e completos olhos
que me são entrementes
minha maior solução.

Nós (artigo nominal)

In Poesia base on 10, fevereiro, 2010 at 23:55

Nós…
Como tudo implícito
Exagerado em caos
numa estrada não vai terminar…
E quando é explícito
Nós…
Andamos do Camboja ao Laos
Sem sair do lugar…
E tudo relampeando
Como se se alumiasse
algum pensar!
Nós…
No submundo de aquarela,
palpita o fogo queimando
na cripta da vida singela
Andando pela estrada
à noite calma e morna
Só o céu como teto
E os muros, telas..

Nós…
aqueles que incomodam:
A Verdade precisa ser dita!
Nós…
Convivas bêbados
Que não ébrios por algo
senão nosso sono,
nosso pensamento…

Nós dois,
sem lua neste momento
Mas sorriso, que em ti se insinua,
É a lua nova, crescente,
é tudo.

Nós,
nosso proveito
É o ajuntamento
Do bem com algo superior…

Nós:
somos o complexo perfeito
harmônico que jamais se desmanchou.

Chão de Fábrica

In Poesia base on 9, fevereiro, 2010 at 8:26

Pobre Cão que passa à máquina
O dia inteiro e nada muda
O mesmo desespero, pátina
De papel amarelado que ser forma
Sobre seus dedos,
Dado a vida para quem, por eles
Apenas nutre desprezo.

Bestial carga lhe sobe contato
E quanto lhe diga o mesmo,
É certo que o incerto Mercado
há de lhe impor medo.

Pobre Cão que passa à máquina
É maior que o auxiliar
Sempre menor que o patrão.
Seu padrão não existe:
O pensamento é só um borrão.

Enquanto isto, fúteis meninos vãos
Que nem sabem o que é graxa
Tentam ganhar uma discussão:
“Não passará do chão de fábrica,
peão!”

Não tem maior dignidade que o cão
Mente corroída de vermes,
Como aprende e aprende tanto
E não aprende a tratar seu irmão?

Capiau II.

In Poesia base on 7, fevereiro, 2010 at 23:04

Io qui mi ve’o cum sardade
Nas hora ruim du fim di taRde
Mansamenti co’os baruio da cidade…

Esp’randu mi’a si’óra,
Qui non te’o na’a…
Só mi’a te’r’a mi’a morada…
I us pássaro qui me vem ni revoada…

Io me fiz fraco num jarro d’água
I mi passo ni na’a, numa nuova ni’ada.
qui io sê qui amô di ama’a é iscudo
É ispada… É la própria istrada…

I qui du poco qui tenho me ve’o bem
No preciso, non me queda lo excesso
Expresso, io prefiro u qui tenho.

non sastifeito cum qui sou,
mas co’o qui tenho,
Mas hei de merecê mais:
Hei di sê muito mais!

Purque é na simpricidadi
Qui’o posso mais.

I non naset’queta
No’nas ap’rênça,
Surriso farso, às moda francesa,
O na lógi’a dus grego/alemão/japonês…
O na arrogântia dus am’ricano do norte
O do puevo CUrit’bano.

Ma’ mio si’ô, non mi levi à mar
Non mi é sardáve generalizá,
Ma’ qui mi é penoso cuma
qui podi tanta cuisa ruim
r’eunida num só lugar…?

Oração anti-ganância

In Poesia base on 7, fevereiro, 2010 at 22:23

Ó Senhor dos desgraçados e humilhados
Que tanto tirastes de quantos mundos…
Porque eles não conseguiram entender!

Ó Senhor Supremo de todos os mudos
E quanto que se passa de tanto absurdo…
Por erros de não fazer o que é de ser.

Ó Senhor, escutai minha súplica,
Que a justiça feita seja única
Seja coberta de Tua Sagrada Túnica,

E de tantas riquezas que obtiver
Que A Eliminação das Grandes Desgraças
Seja verdadeira, eterna e única.

De que adianta, Senhor, ter tudo
Perdendo o ser dentro de cada um?
Senhor,
Só lhe peço não nos deixe apodrecer
Não seja para guerra nosso poder…

E que nós não usurpemos dos fracos,
Sendo apenas agentes de teu santo poder.

Harder than a rock

In Poesia base on 2, fevereiro, 2010 at 19:48

That´s today
Tomorrow, that´s under my veins
See? That thunder over the mountains?
I´m not interested in ends…

Yeah, but those soul suckers
into the plateau of no succor…
Force damn’d lost games,
I’m not interested in play…

But I must do it as it’s said.
Just the way we’re paid,
We gotta know the whys
They are never finished!

Trough the hills we’ve made
with petroleum and blood,
Over those lost waves
Of cruelty and sadness…

And when the pure insanity
In peace breath…
There, I wanna sing,
Like my ancestors…

_______________________________

While a few love
Lots of people
Are forced to die…
That´s the pure insanity
You can´t free the world
alone.
why people won´t shine…
Very few are made to make things bright
And… All the other are just mass…
massive flash crowded waiting for nothing…
Voting for being always threatened.

Like our ancestors,
We must fight
We must shine…
We must dive in this world
To make it better
To extract best of it.

Justiça social II

In Poesia base on 30, janeiro, 2010 at 10:12

Dê ao pobre o que do rico nunca foi,
Mas que foi tomado pelo rico
Circunstancialmente,
Comumente,
O que
Normalmente,
Não propriamente
Teria de modo honesto…
E assim, o pobre fica mais rico
O rico, um pouco mais pobre…
Até religiosiamente, isto é nobre…
Moralmente é caridade, é altruísmo,

Mas por que este altruísmo
Precisa ser forçado pelo Estado, irmão?

Dividir para crescer.
Desenvolvimento subentende divisão…
_______________________________________________E não acumulação.

Justiça social I

In Poesia base on 30, janeiro, 2010 at 9:45

São tantos modos,
Tantos lógicos
Observados como nada
Os sublevados entremeios…
forçados, forrados.

Cadê a base igual,
De oportunidade social…?
Por que moldaram norte
comportamento normal?

Guiam e guiam as pessoas
Pela mesma via,
No mesmo e exato frio,
Calculado e racional.

Mas não seria sensacional,
Que fosse assim de fato?
E pra quê? Virar apenas instrumento
Um PC orgânico:
Sem amar, nem viver!

Falta ensinar a sentir…
Igual se ensina a ler e a calcular.
Mas é possível?

Torniquete

In Poesia base on 30, janeiro, 2010 at 9:32

Avança
A manhã é uma brisa
A tarde, um porrete…
Cantamos perdidos,
O nada, grande pó que somos.

Recua…
No período da tarde
As águas escorrem nas frontes
Nos asfaltos de morte
E aliviam o calor doente…
De quem não tem sorte.

E apertados,
Os patrões apertam os operários
Com ameaças de perda de cargo
E queda de salário…
O merecimento é relegado
A ser parente de político salafrário…

É o torniquete do sistema
Pessoas que não nem vivem por si,
Nem por ninguém…
Fantasmas brutalizados, reificados,
Colocados como meros objetos,
Marginalizados.

Torniquete dum mundo de paz,
E continuam com milhares de acres de terras concentrados…
Senhores do pó.
Eles mesmos, sós.

E ai de quem fale mal!

Mas o maior do maior dos torniquetes,
É o próprio pensamento
A postura acrítica…

Mas que fazer,
Se a maldade é cíclica?
E tudo sugere, indica,
— força —-
A ser assim?

Fogo

In Poesia base on 28, janeiro, 2010 at 9:21

Termina um ciclo odioso
Como vim esperando toda vida,
Agora é a saída,
É o tempo da despedida do passado,
Do balanço contábil do aprendizado,
Da gênese duma nova vida,
Um novo eu, revigorado,
Agora há um novo Céu
E uma nova Terra –
E tudo está mudado,
São novos sorrisos e desafios
que custuraram uma alma dilacerada.

mas assim é a natureza:
tudo termina, acaba, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa

Só não termina o tamanho do amor,
Do fogo por quem se ama.

Altares

In Poesia base on 24, janeiro, 2010 at 10:30

I
O altar primeiro é a vida
é mais que sagrada
É construída ilógica
E problemas de ótica…

— Apesar de doída —
________________
II
Os altares subsequentes são
— Respectivamente —
Corpo, Cama, Casa, Amor, toda e qualquer rua
Toda fileira nua de terra…
Toda a vida que sobrevém
–Pulula, como nunca —
E vivemos com um certo tremor
na base da nuca…
São altares….
__________________________

III
O corpo, é um dos principais
Das nossas casas e nossos lares.
Nosso espírito ali habita são
Quando lá está são.

O amor é a nossa correspondência divina,
que, retirado de seu lado vão,
Vive em tudo sem contestação.

E os altares são onde nos amamos
Onde vivemos, cantamos, choramos.
E os sacrifícios menores
São sempre os mais bem-vindos.

____________________
IV

Elevação de ser
Transcende o mítico eu de não ser
O que perdido fala de ressonâncias
O que se perde na opacidade racional
que de tão racional, virou prisão
Antes de liberdade e experimentação.

O altar maior de nossas vidas é a cama.
Ali passamos 1/3 de todo o tempo…
E procriamos, descansamos e sonhamos…
Dê à cama um dos maiores respeitos.

Daqui em diante…

In Poesia base on 23, janeiro, 2010 at 10:36

I
Saldo novo
Conhece o jogo?
Sabermos se somos
Nós os certos
Se somos os donos
Ou os sonos
De tudo o que vivemos.

É o istmo ocidental
Duma porção de terras orientais.
Vivemos nos cruzamentos ancestrais,
Do tolo querer menos ou mais,
Do racismo iliterato de intelectuais,
Os humores de faltas de escrúpulo
E as têmperas do mergulho no ar.

Hoje é o dia a se eternizar.
E toda a sensação de viver
Como a vida fosse só o momento.
Agora é o momento de realizar…
________
II
Saldo novo…
Conhece mesmo o jogo?
Agora sei. De fato sei.
Os erros e os acertos são preparação:
– Aceite, humilde, o saber novo
Que não vem da razão.

O transcendental amor
Nunca lhe deixará,
De pai, de mãe, de irmãos
E namorada.
A transcendental paz
De viver como jamais
E como ser em si e o que isto traz.

O transcendental eu,
Vive agora fazendo o futuro
Com um prazer taciturno,
Iluminando o novo mundo
Se afigurando em novos mares
E em bases de poemas e altares,
Se constrói novos lares.

Haiti

In Poesia base on 21, janeiro, 2010 at 11:51

Como sempre o sempre passa
Como o nada o nada fala

E como assim em si se canta
O que via a frente em cada ala

Cinzento céu sobre nós exala
unguentos de pó de cabala

Complementos em si se cala
Ansiedade paciente nunca fala.

É ente de idade imemorial… Não que valha
Assim, que se passa é o tempo.

É o sempre sempre passa…
E sempre somos novos o tempo todo

A mudança é o tempo de nada
E o agora é azul-cinzentado

Esperando desabar o mundo … de novo?
O mundo inteiro agora é vala.

Corpos pelo chão, numa ilha
Ratos no porão roendo pilhas…

E o material de pão, baunilha…
Palmilha que carrega frieiras…

Cadê, cadê as bordas, as beiras?
Milhares de mortos, té freiras…

Será o mundo inteiro vala?
Uma massa se cala inconsciente

-Todos mortos como indigentes,
Uma massa ferida e miserável.

A Expoliação Natural dos Erros
Nunca será explicada…

Quais erros? Mente cala.
Corpos caídos pelo chão

Dor, sofrimento, escuridão
Escombros, devaneios, solidão

Escombros, um clarão!
……. Tremor, chão.

Incrível como mamíferos
viram abelhas desnorteadas…

Haiti,
Tempos melhores hão de vir a ti.

“O Fim é um começo”

helicoidais e fraternais,
continuemos.

Surreais e sobrenaturais
Nos reconstruiremos…

Porque o que é construído
Ajuda a construir. Reciprocidade maior não há…

Sine qua non

In Poesia base on 13, janeiro, 2010 at 8:22

Cultura desculturada
Da massa encefálica desconstruída
Incomoda muita gente…
O mais difícil é reconstruir
o raciocíno estilhaçado.

Sonhos…II

In Poesia base on 13, janeiro, 2010 at 8:19

Traz consigo, cansa’o,
O enfado de nada conjugado,
Pare’o ao mar de estado,
Se’a co’os fatos de’orde’ados,
E plane’a o que não pode…

Escorre seiva de inseto,
Na pátina do papel,
Inseto, por que não vive?

Erga-te e viva!
Erga-te e viva!
Erga-te e viva!

zzzzzzzzzzzzzzzz
Voa, voa pelas correntes do ar!
Medo, medo, medo.

Traz consigo cansa’o
O encargo de uma eternidade
Um trato de obscuridade
Um jato de insanidade.

Um sonho perturbado…
E tudo muda mais um fato.
ato ato ato ato…

Não tenha medo!
É só um certo canto
De um mundo que não a entende
Criatura.
Hoje é um dia bom
E todo dia é bom.
É só sentir o som e o tom
Do vento,
Que corre no coração do tempo
Nas esquinas arteriais do sentimento…

Só deixe correr
Se acalme, o sonho e o real se misturam
Nao sabemos o certo o errado…

Não tem diferença…
Extensão… Extensão…
Ex – tensão.

Dúvidas

In Poesia base on 12, janeiro, 2010 at 12:01

Será tão complicado tirar luz do escuro
Será tão fácil viver no absurdo medo
Será tão nada quanto ser minúsculo?
Será tão simples ser rejeitado mudo?
Será todo mundo calado, tal absurdo?
-O semblante é outro estado fractal
E vivemos como nunca fosse final…
O semblante é em quem perde real…

Será o isolamento a pena total?
Será tão segregado por não existir?
Será que tiram quem se quer
Só por diversão cruel e infernal?
Será de tanto lutar, possível sorrir?
-O estado arfante é mortal
E corremos como se fosse tal
O artefato é sobremodo carnal
Sobrevém outra iena ou chacal.

Será a raposa branca vista em sonho
ainda quando criança, espéci’de sinal?
Será o que engradece surreal? Não…
Será ser possível ser original, cão?
Será o chão voando, apto fanho?
-O estanho que se perde direto
Complemento predileto de nada
desdenha alquimia de insetos
O complemento é incompleto…

Fazer o que será certo?
Hoje, amanhã, ontem
Será hoje o teto?
O ápice, limite…
Acredite,

Será que amor ainda existe?

Acredite…
A crença é subjetiva:
Só se crê no que em si persiste.
No que se sente…

Senão, é tudo carbono e química
E acaba a graça infinita da vida.

Passado

In Poesia base on 10, janeiro, 2010 at 21:10

É um buraco negro
Um castição ameno
Um aterro de lixo
E uma pilha de livros…

Fadiga

In Poesia base on 6, janeiro, 2010 at 22:55

ardem as pernas de andar
Como basta o tempo esfregar
O que sente o tempo em passar…
E o atrito entre os dois lados,
é a mais esquisita pena dos homens
sob o luar.

Somos todos um?

In Poesia base on 6, janeiro, 2010 at 21:02

Somos todos um
Como se pode ser um
Sendo todos uns os mesmos,

os tempos que andamos a esmo..
As coisas que nos separam,
nossos próprios medos.
Somos todos um?
Só sei que contemplo o tempo
De ser quem sempre quis,

e tentar usufruir do que fiz
Ainda que pouco…

Eu sei.

Somos todos um?
Somos os ventos de nossos medos,
nos reconstruindo como casas,
Como prédios velhos…

Somos todos um?
Unidade é uma dádiva e uma perdição.
somos multiplamente unos,
cientes de nossa própria condição.

MKC

In Poesia base on 5, janeiro, 2010 at 8:02

Cozido de hemácias
Quantas vai?
Desnatura proteína
E não para mais.
Consome falácias
Como quem vai no supermercado,
Traído pro brácteas,
Embebido em endorfina,
E viciado em descida,
Os dragões amoniacais…
Os cantos, os haicais…
Nada me dizem mais.

Quero paz, paz!
– E alguém que sumiu há algum tempo atrás.

Fractal IV – Nonsense II

In Poesia base on 2, janeiro, 2010 at 0:06

A explosão é nada correspondente
Sobressaliente de modos desgraçados
São tantos e numerosos estados
São tantos e tantos pedaços…
Como dilacerados fossem pelos tempos,
E nada restasse após pós lamentos…

O sim não sim que dói
Que corrói nunca saber se acerta,
Se o correto é aquela coisa certa,
A certeza do que é certo inexiste:
É apenas errado estar certo,
Por mais certo que isto seja triste.

A explosão do nada é ascendente
Sobrecadente no fato de modos fados
São certos fatos, cá fátuos
E em si efêmeros espalhados,
Deslocados e desligados em todo lado,
Sem sentido é que tudo termina.

Pós Fim do Mundo – Nova Era III

In Poesia base on 28, dezembro, 2009 at 16:34

Do passar dos tempos no Paraíso

A consubstância dos céus
A Terra prometida
Coberta de véus
O ponto de partida ao léu.

O tempo é o comprimento
Entre o espaço e o nada
Percorre num minuto
Milhares de anos sofridos

Não um tempo, o Tempo
Tem o canto tanto tanto
O verde mistura a água
E canta azul da tarja

E a cancha que baila talha
As coisas vezes falham,
E se vão calmas, nadam
Peixes nos céus averme’ados…

Traçando a queda do passado
Sobrevive como uma anágua
Um milagre epiléptico de força
Elétrica sem conserto ou decreto.

“Por que todo dia é novo?”
Se pergunta discreto…
É o passar das eras
Que lhe formou intelecto,

“Por que todo dia é novo?”
O espaço muda com o tempo
E o tempo se altera no espaço
No entroncamento de cones de luz….

“Por que todo dia é novo?”
E novo Céu sobre a nova Terra
Se ouviram sobre o estampido…
O tempo não tempo começa…

Passado, presente e futuro
A quem interessa?
Tudo se mistura no compasso
E o tempo vai piano, sossegado.

O tempo vai calcado nos planos
Vai subjugado nos galhos falhos
da árvore da vida, com toda pompa
Cresce para os lados.

E não há o que rompa
Os cantos passados,
Estão presentes,
Não há tanta sana, conta…

O tempo presente
Reanimou o aviltado,
Aproveitemos, mais uma vez.
O Paraíso é subjetivo, é translado:

só seguir sentimento sublimado.

Lixo poético II – Poesia, Caos e Ordem

In Poesia base on 28, dezembro, 2009 at 13:31

O Caos emplastrado
Toda sujeira que consome
Os pulmões e os corações
E tudo tudo espalhado…
A poesia vive,
Como um doente agonizante,
Como um morto vivo
Zumbi ambulante,
A poesia vive, antipoética
Sobrevive caótica…

Tão caótica que nos exige
Ordem.
E quando a ordem discorre
De volta pacificada,
A ordem sobrevê limpeza
E disciplina e estética acurada.

Ah, a ordem é premissa
De vida civilizada.

E o caos é a poesia sacra
Dos infernos que passamos.

Lixo poético I – Poder e Poesia

In Poesia base on 28, dezembro, 2009 at 0:27

Poder de poetar
não é mais que soletrar
a poesia contudo

é dotada do poder
De sentimentalizar, racionalizar
O que já não sei mais
Que não pode se dizer.
Em palavras simples,
Como os ínfimos repiques
E retoques de apliques…

É, o poder é a uma dádiva

uma maldição divina
que não se pode retirar,
A poesia é um dom que dói
n’alma e na fala,
No campo e na água
No sonho e no tom.

São ambos

O mesmo pó. a mesma cerca
A mesma anágua
Cisto de larva
O início do amanhã
Que se desbrava

Águas

In Poesia base on 21, dezembro, 2009 at 11:47

I
Vivo como já não quero mais
Ando tanto, quero paz…
Quem trata da vida aguenta,
O que já não se quer, faz.

Veja que o mundo pára
No que não te satisfaz
E trato, não jogo sal;
A areia é quente no coqueiral.

Reza para a vida, finta
Aumenta até não poder mais…
Dá-lhe a certa vinha
Cá na senha horizontal!

Vida ronda conto ancestral,
E a história fica igual na beira do cais,
Enquanto a maré se alevanta,
Já não quero mais…

II
E todo povo canta
A pesca que não veio em paz;
A tempestade se afigura,
Ai da gente sofre no cais…

Certo a marola água leva
Inúmeros lamentos mais,
Mas não me parece maior
Que o cinza viver traz;

O mundo já não te quer mais,
E a água sobe horizontal,
E lava a lágrima de sal…
A saudade do bem que fica

Já vive só memorial…
Pobre da moça bonita,
Agora é saudade do que ficou,
E do que já não vem mais.

Poesia de banheiro II

In Poesia base on 17, dezembro, 2009 at 19:17

Ai, os rins!
O inchaço encomoda as cores
As dores, as flores de jardins
Tão flores humanas que
Não compreendem nada são!
Tão flores quero esmagá-las
Com minhas botinas…
Botinas não! Desnecessário,
Bastam chinelos!
Tão flores, idiotas, plásticas
Não servem nem pra ikebana.
São flores de carnes elásticas…

Sacos de carnes:
comida de demônios e vermes…
Nem pra ikebana servem…
Coração carcumido de cupim!
Quem dera ver teu sangue rubro
Escorrendo pelo chão
Num tapete carmim…

Mas não! O pólen é venenoso
O cheiro da tua merda
Me diz a podridão interna –
no silêncio do sanitário
Eu encontro a paz eterna
Por dez minutos.
Suas flores são dores docemente
ácidas e amargas, flatulentes
inexatas parnasianas de nada
com coisa nenhuma.

São plásticos sentimentos falsos,
Nada mais.

Poesia de banheiro I

In Poesia base on 17, dezembro, 2009 at 19:09

A ambição flamejante,
Só diz errante o que não
o que não se diz contente;
Quer-se um bando de ogros
No fáctuo pó do tempo
Nos altares dos templos
Quer-se o sangue das virgens
Diáfanas nos banheiros;
Pessoas sem rosto,
Sem alma nem corpo.

A ganância discrepante
Encriptada e irrelevante
São os cactos publicados
Nos povoados dardos
Das esferas carmins
De rostos que sofrem
E só se proclama “ais de mins”;

Singelo, o cutelo do tempo
Molda as esguias paragens
Infernais de engrenagens
Abissais. Senhor, ai de nós!
E quantos seremos voz?
O sangue das virgens
se perde no cloro sanitário;
E nas perdizes do sanatório,
Vejo sábios poetas que jamais escreveram uma poesia.

Oras, mais sábios que os pan míticos
críticos de poesias eles,
Certamente,
São.

Prosaico

In Poesia base on 16, dezembro, 2009 at 8:07

Sou de longe o pior dos poetas
Não que isto seja claro
Mas é que não sou esteta.
Não quero a musa certa
Não me digna poesia de caixote
Nem quero saber de espúrios fétidos;

E entre-mentes,
Tem gente que coloca a forma
Na frente do conteúdo
E tem conteúdo que não vale nada.

Eu sei, prosaico mesmo,
Num poema de improviso,
Canto mais que solto riso,
Firme na construção do Paraíso.

Uma causa maior, por que não?

Os elegantes vampiros
E seres pálidos não vão deixar em paz.
Minha poesia é pra ser lida
Com vinte pedras na mão
E uma dor no coração.

Cada crítica fundamentada
Será levada em conta,
Composição dos nossos tempos
As nossas verdades,
As nossas indecisões,
Aqui estão.

E soltará as pedras
E as dores se esvairão…
As pedras jogará: Fará revolução,
As dores serão curadas com paixão.

Quem batalha sobrevive; quem ama a vida morre e renasce quantas vezes necessário!

In Poesia base on 16, dezembro, 2009 at 7:45

Qual não me importam quantas árias,
Quantos séculos e tempos passados,
Os marcos de uma arte em si clássica;

Não, não me importam nada nada nada!
Quis me perder nos teus olhos caídos
Tua fronte cingida no tempo e espaço
No regalo que não tem não tem como.

Toda escuridão se depreende, some,
Minha cara, quando me dirige a palavra!
Sei que tudo é relapso e em si é dividido;
Não se perde nada se de classicismo;

Tua beleza clássica é da mais mágica,
Da minha fúria me aparta, se preciso:
lavra, digna, meu coração corroído

– Que mesmo duro, partido, bate livre
Contigo.

iii

In Poesia base on 13, dezembro, 2009 at 12:54

O quanto que se vê
O amargo tempo
É complicado viver
Quando se está pra perder
Tudo o que se foi
É um pré tempo de Revolução;
Vai ser melhor
Sabemos.

O efeito da devastação…
Enfim,
Hora de praticar gratidão.

5 em 5

In Poesia base on 11, dezembro, 2009 at 19:37

Ah quem não sai da cabeça!
5 em 5 minutos, um 1/30 de hora
N vezes neste tempo.
Colabora… Some!
Fugaz fantasma simpática
Que me diria apático!
Ahhh… Mas é inevitável!
5 em 5 minutos,
Todo dia… Aprofundada…
é, é todo dia…
5 em 5,
desde terça-feira da semana passada.

Mas não some não!
Chegue mais, colabore,
Versemos sobre as vidas de então
– Deixe que caiam os raios
: Os relâmpagos alumiam a escuridão.

Meu azar é enorme,
Minha sina é ter azar no amor
Me perder no nome
Nos cristalinos recortes
E nos castanho-olhos
Daquela, só, que olho.

De 5 em 5 minutos,
Lá se vão meus recortes
Lá se vão meus toques,
Toda minha crise ao sistema
Toda a minha cara lavada
Se esvão
E, ela, é o meu enfoque…

Ensaio cotidiano

In Poesia base on 11, dezembro, 2009 at 19:01

Novo raiar de dia.
Como poderia, como poderia?
É tão suave pensar que vai chover
É tão amável conviver com milhões
Que você vê todo dia,
-Jamais irão lembrar de ti.
É tão humano ser você
Quando cobram outro você
E que não pode ser.
É tão serene sorrir
E aquele sorriso
Que merecia certidão em ISO
Como tudo não tem que ser…
Por que aquele sorriso,
Está longe de mim e você?
Eu tenho muito a dizer;
Tanto mais a fazer.
É com inexorável prazer,
Digo-lhe-ei que não…!
Ando voando. Como nunca.
E canto como você não ouviu
Eu sei, são as tardes de abril…
Em dezembro.
Só que meu sono sorriu
E meu viver dormiu
Queria poder sumir,
.
.
Mas aí teria de zunir,
Para que não desconfiassem
que morri.

Zumbis = proletariado

In Poesia base on 11, dezembro, 2009 at 18:54

E nos raios de luz,
Vi legiões de zumbis
Antes decaídos
Levantarem, sorrirem
Mais um dia enlatados
No carbono oxigenado
Do carbono feito gás
Feito feito fumaça
E feito asco.
Milhões de zumbis
Se aglomeram
Sem consciência
Pensando em si próprios,
Sua própria sobrevivência
Os espelhos, múltiplos
Trazem-os mais do mesmo….

AH, mas que horror!
Estes zumbis são humanos
só da prole societários.
Resignados a senhores autoritários.

E nos raios de luz
Eu vi, gente tomar consciência
E simplesmente sobrepor,
Derrotar, fazer cair,
Os senhores,
Não, não mesmo com dor.
Nem com amor.
Era a participação de todos
A opinião de todos…
E os sanguessugas
Os vampiros deixaram as rusgas,
Não iriam converter,
Se renderam às leis que se formaram
Dos novos donos do poder.

Profecias

In Poesia base on 11, dezembro, 2009 at 18:47

Funesto? Não Mais!
Do que me resto
é o quem completo
No passo como vou…

Não, não entende
Como se vive
Como se aprende
Plano traçou.

E quase monotom
Monto o som,
Monto o que falou!
Não, pouco importa…

Milhões morrem;
Verão, há de vir
Tempos melhores.

E não sou eu quem profetizou.
Está nos céus, nas estrelas,
Nos livros sagrados de meus avôs.

Certo, me sinto bem.

In Poesia base on 11, dezembro, 2009 at 18:41

Ah como ser tão mesmo
Na explosão de cores
Que correm como nunca antes
E complemento o que fores
O tempo é passa tempo que nunca
Nunca vou deixar contento
E o como os grandes traços que vejo são…
São tão eles próprios. como os fortes
os nobres
Compreendro os ursos do norte.
E quando quando vejo os bichos do sul
Queria ser eu mesmo como fui!

Uma nova esperança…

In Poesia base on 10, dezembro, 2009 at 14:47

Sorri como criança,
Nunca vi mais bela;
Olhos de vidro
Pintura fulgurante
Tela.
E me cala toda desarmonia
Frente dela.
Mas quem que foi que disse:
Um prado espelhado
Por três sóis iluminado,
dois são seus olhos,
O outro é seu sorriso encantado…

Hoje a razão está morta
O sentimento se esqueceu
se atreveram a tentar matar
Até mesmo Deus, coitados…
Mas não me tiraram a poesia
E só disso, faço girar de alegria
Este mundo poluído, massacrado.

Sorri de orelha a orelha
Depois que uso o poetinha
Mas que fascínio, meu Deus,
E explico o pessimismo que tinha
E resumo:
“o mundo tá uma merda”.

Que seja, as ondas de rádio
Os sais de Natrium, Lithium
E kalium, não os vão libertar.
São como espelhos…
São nada no meio do mar….

Meu Deus! Ela está lá!
E os prados d’alma
Antes secos,
querem se fecundar.

O crescente fértil da imaginação
Acalenta tal sóbrio coração
E caoticamente a peço para
Me mergulhar,

Senhor, por favor, dai-me
Postura militar!
Senão não vou aguentar.

Plástico

In Poesia base on 9, dezembro, 2009 at 15:44

Ela chorava… E chorava!
Meu Deus, que horror,
Por que tão brava?
Teria brigado com que ama
Teria caído na lama
Teria entendido a flama

De____________________quem______se perde?

______________Eu sei________ que sei                        muito pouco
___________Muito__________________________ pouco
__________O __________________que___________ espero
________Sei que______________ não_____________ sou desafeto
__________Que seja,________ livre,_pequeno__________ teto
______Pequeno_________feto,_simples sim_ de ______água e sal
____Que co_________move_simples simples sim_ e____ dói.
__Não era ___________________você _____________quem dizia
_Que poesia,____________ muita,______________ faz mal?
__________Talvez_______ lhe falte_________ poesia
____________Na sua______ Alma______ Amarga
_______________Nessa ____cozinha sem sal
______________________Sem pimenta,
_______O ocaso de teu sal, lágrima
_____Se perde em pátina do misto
___Dos teus contos como água___e
_Misto de nada com coisa nenhuma
__________________________Sem cor
___________________________Toda poética te abandonou;
___________________________é__Cópia horrenda do passado
___________________________Sim___Lhe canto, com tremendo asco

De certa
forma,
é, ela está
certa
Dá-me
a poética,
a poética
Depois
da ética,
antes
da estética
Mas se as lágrimas de água e sal
Destilarem o veneno dela, de cobra coral
E a poesia lha chegue afinal
Que me dirá de tal sinal?
Raiz é solidão imortal

A flor é de plástico.

Ponto

Final.

Evolução de pensamento

In Poesia base on 7, dezembro, 2009 at 22:01

Junta tudo quanto fosse bom
Misto numa sopa primordial

E levanta por si,
Cada conjugação verbal;
E cada presente passado
é de si em si só,
no papel colocado,
No papel sublimado;
E não te deixes levar pelo

Pelo que é que tenha sido
o qualquer que seja
O que foi que sobreveja,
Na verdade, é a destreza;
É a força, é a riqueza.
Só tenha calma;
felicidade não se tem num dia
Se constrói como carta de alforria
E cada pedaço d’ouro suado,

E cada coacervado que reste
No pedaço de sopa primordial
Que tem que estar preparado,
No teu coração,
Para que não fique sepultado.
Estes, estes sim,
São a sua única saída.

Ninguém é feliz ou triste o tempo todo,
E a felicidade na tristeza,
é, com certeza, o paradoxo maior
Da natureza humana,

Com toda certeza, tirana
De sua própria falência,
por gosto de sadomasoquista,
parece que o homo sapiens tem:

Fazer sentir e pronlongar a dor.

Guerra

In Poesia base on 7, dezembro, 2009 at 21:52

Já digo logo de cara:
é tudo um mero jogo
Um jogo transpassado
Descarado, sem regras,
Sem trapassas, portanto.
Um jogo parado,
De nada dito
Sã ‘scrito nada
Como água fito
O reflexo do norte
Na caixa do pleito,
Em cada dado,
Tire o menor palito.
O louco que fala consigo
Enlata colhe o figo.
vive no abrigo
Traz, não digo,
Capaz, amigo!
É o morcego vampiro
é o sangue corre rubro
Nas margens da Terra,
recrudesce na guerra,
Intermitente esparram;
Ó jogo ardil,
Quantos foram pelo fuzil?
E quanto há de tempo
Pra viver a vida
em paz, feliz, sem sofrimento?

Mulher

In Poesia base on 5, dezembro, 2009 at 18:13

Mulher,
É carne da minha carne
É espírito do meu espírito
É a tida por não dita
É a força do prazer inaudito.

É humana, animal, como eu
É o pó espiritual, é a morte
É a sorte, é como eu

É a dialética marxista
É pujância capitalista
É o questionamento
É livre/dependente, como eu!

É como não querem algumas,
Superiores, mulheres…
É simples pedaço de carne
A ser frito e assado,

Por alguém mais forte que eu.

Porque eu, bem eu, humano
Como bom fraco que sou,
Sou tentado pelas formas.

E as formas guiam meu tato
E sou simples e correlato
No meu agir só e sensato…
Contudo uma coisa é fato:

É a dialética marxista,
A derrocada do neo liberalismo,
É a doçura dos Céus na Terra!

Ou um câncer social.
Uma quase marginal,
Feito eu.

Poema puro

In Poesia base on 5, dezembro, 2009 at 18:01

“Suga aos cínicos o cinismo, aos covardes o medo, aos avaros o ouro,
E para que apodreça feito porcos, injeta-os pureza!

E com todo este pus, faz um poema puro”

Balada Feroz, Vinícius de Morais


E nos vales, há de cantar chagas
E nos cantos, há de viver marcas
E na vida, há de conter saídas
E no conteúdo, há de se entreter falas
No entretenimento, há de haver conteúdo;

Contudo,

No entretenimento há nada.
E somos condicionados pelo nada
a sermos nada. Como asfalto é moldado
Somos nós os grânulos de piche
Sendo assentados por rolos
Sendo o chão fechado
E a água poluída
Tal fala ardida
A aéra vida
é-se árida.

Porém,

Os infernos escondidos nos recantos
De paz e saúde e prosperidade
São infernos de raiva, pranto,
Da solitude partidária
Da própria falta de integral

E nos vales

Somos mancados por mais ou menos
Somos marcados por nada.
E nos cantares há de ver fadas
E nas fadas, há de sentir-se louco,
E no pouco, há de se sentir forte.
E na força, há de perder destreza,
Em não sendo destro, há de perder,
E na perda, há de ser mais nobre.

Na nobreza, há de ser nada.
E toda pureza convalida
Há de ser esquecida,
Apagada, dilacerada, triturada,
Esmagada, imperdoada, vendida,
Traída, indignada, complicada…

E toda sorte de humanos
Eis, algum dia, há de ser
Ou pó, ou céu;
ou chama, ou paz;
Ou perda, ou ganho.

Toda sorte de humanos
Há de ser apenas, simplesmente
À despeito de todo engano
Apenas humanos.

E assim,

A pureza far-se-á pranto,
E contra a tristeza me levanto
Escrevo versos, me levanto
Vi você fazendo pouco, dizendo tanto;
E imagine a mente do homem
Que acabou de sair do pranto…!
Minha revolta é profunda;
Mas não suprime meu sopro de vida!

E eis que enxergo a mais sublime saída:

Fingir me corromper,
o sistema distorcer,
E de cabisbaixa,
Quando só destroços sobrarem
De coração, de fome de vida,

“Faz de conta que o mundo
Fosse todo só um dia.
Inventa que todo tempo
Fosse o espaço e sorria!”

O sorriso é a subversão mais pura
É a corrupção, a distorção sincera
A mais sincera,
Deste mundo obscuro, que existe.
De tempos duros que persistem.

Hécate

In Poesia base on 3, dezembro, 2009 at 20:58

Não esperamos o fim de Lascio,
Se quer o fácil ante o certo
O duvidoso e o obscuro enxertos
Formam o feixe, o fascio…

Os todos unidos somos nada
Complicados na via do mundo
Como se paragem de estrada
Convivesse com o profundo.

Concorre o fado de viver
Com o estado pra dizer
As coisas não são ser
E que tudo não se vê.

A noite é mais sublime
É o topo da Lua que se vê
É no topo do mar de prata
Compêndios de dor e sorte.

É o que nunca quis dizer.
Bem-vinda, Hécate, cala-te
Pois tua magia deixou de ser
Contudo, seres em trevas

Não vão deixar esquecer:
Um dia viveu-se pela morte,
quis-se o veneno do pertencer

Hecatombe I

In Poesia base on 3, dezembro, 2009 at 9:37

Lanças para o alto!
Fazei, tomai de assalto…
A voz de contralto
Fazei de soprano…

Todo arcanjo,

Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.

Esperem! A morte os espreita…
E a meia-vida é pela metade
Uma metade de vida,
Substrato e decaída,
Correlata avenida de sons
E barulhos de sangue,
sofrimento e dor.

Cante, anjo decaído,
É grande tormento que causa
A tua obra é a tua casa,
Mas te lembre: a morte
Te aguarda!

Todo arcanjo,

Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.

O que esbanjo,
Não ver claro
Não é raro…
Você apenas não entendeu.
Os anjos decaídos
Estão por todos os lados.
Humanos amigos…

Você apenas não entendeu.
É o fim da horda
É a grande forca
A tua dose de stress diário.
Conta nós de corda,
Fabrica o engenho da morte.
Será, meu Deus, tão forte?

É nada é nada é nada!
Assim como todo arcanjo
Todo arcanjo,

Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.

A morte os espreita.
Mire veja! Não é nada
Sem as abelhas da Terra
Não é nada sem colheita
Teu veneno, decaído,
é a tua própria proveta!

Só você ainda não entendeu…
Humanos, humanos, humpf.

Criando clichês… III

In Poesia base on 30, novembro, 2009 at 22:34

“Eu sempre venerei a nossa amizade”

Já se venerou amizade?
Que bela falta de vontade!
Somos nada, somos a beira da estrada.
Amizade post mortem relaciones
Não existe.
Pergunte aos Ramones.

Mas eles só tem dois acordes.
Deixe, amanhã seremos mais fortes.

Sim, canto como podia
o pudor da veneração
Que jamais existia…
Essas coisas do coração
Mas quanta, mas quanta
mas quanto quanta
quanta…

Pura hipocrisia!

Silêncio

In Poesia base on 27, novembro, 2009 at 20:12

I
O povo vive surdo.
A mudez de quem muito diz
é um absurdo pouco feliz.
II
A mansa clara luz do dia
e tudo vai em harmonia…
Franca aparência. Mudos.
III
A multidão cala-se espanta
E canta e trota fractal…
Cada um sendo cada qual.
IV
Mas, o povo, será o ovo
Será o gérmen, único
púnico, fáctuo culpado?
V
O melhor dizer é quieto
Melhor falar calado
Com seus humildes atos.
VI
Seja correlato, isto…
Isto é só carrapato.
E não se diz o certo.
VII
Se convive surreal
Mundo esquisito,
Gente que nem moscas.
VIII
Os mosquitos de toucas
As louças, as marcas,
as roupas… Zunem quietos.

Pós Fim do Mundo – Nova Era II

In Poesia base on 25, novembro, 2009 at 10:55

Visto de relance
O novo alcance
De ignomínia e morte.

A virulência revolta do corte,
Se espera profundo e forte.
Sistema de revôlto campo.

Vista em transe
A nova chance
De se libertar e crescer.

Hoje se comenta:
é o processo,
A história fermenta.

Sobrevisto o caos,
Se inicia novo ciclo
Surreal. Afora, anormal.
.
.
.

E o Fim do Mundo
………………….É a lembrança
………………………..Mais viva que se vive.

Hieros

In Poesia base on 24, novembro, 2009 at 11:51

Sou subalterno hieros dum mundo
Sobressaltado de capital.
Sou subalterno hieros dum período
pós feudal
Orgulhoso quero sua queda fatal,
Prudente espero a mudança radical.
E cada tática mansa prospero
Num passo pra trás… Três de lado
Uma valsa, um tango, um estrago.

Sou subalterno hieros,
Amaldiçoo eros e as suas obras demoniais.
.
.
.
Mas quer saber:
Que se FODA a cultura clássica de gregos
Que sequer são meus ancestrais.
Que me venha a Toscana forma Veneziana
De descobrir que no Tingui ou em Bagdá
Eu sou brasileiro. Sou como está.

Sol subalterno de um mundo em colapso.

Please, free my soul of capitalism…!

In Poesia base on 23, novembro, 2009 at 22:12

E vi o gado correr pelos céus
Sobre o véu da morte correndo corte
Eu sou meu trato comigo
QUanto os faços seus fálicos
Campos tétricos da cultura de consumo
E os gados correm sobre o asfalto
E o piche e o lodo e a cama e a fama
A grandeza destrói ou ti consigo
E eu canto o fato e o lodo e a nódoa
E os 537 braçs recôndidos
___Convexos traços amplexos
___Não quero o traço fixo
___O fixo é estanque comprimido
_____Cingido científico e social
Sim traço, lapso social no golpe
__________Da morte na morte no….
Trote
___Termine seus dias pacatos
___Gado, gado, fato trato
___Inorgânico abismal.
______________Buraco Negro.

Corrente dominante

In Poesia base on 22, novembro, 2009 at 12:57

ma’ enfim,
__eu vou morrer da contra cultura.
_Abaixo ao mainstream.
_E às necessidades inventadas!
__E às piadas de saguão
__E aos saguis de beira de estrada..
__E às putas de salão…
__E às fodas de convenção
_E aos casamentos sem tezão
-E Imposições sociais
_De mera formalidade!
_Abaixo ao Mainstream..
-Abaixo às necessidades inventadas.

_A comida, a leitura
[] – Tudo de plástico.
– À favor do que não corre na mídia
No popularesco
Desinformado.
Como a minha eloqüencia…

– E as obras de Goya e Pablo Picasso.

Morte

In Poesia base on 20, novembro, 2009 at 23:21

Sumam os gráficos de cânhamo
Sumam as passagens de bálsamo
Se esconda a fraqueza humana.

Os que fomos convidados
A viver na festa dos viventes
Somos mortais contentes.
Uns pobres tão coitados.

Desextirpam-nos a ignorância
De que tudo tem um fim
Mas que seja assim!

Estimulam a ganância
Se entope de ouro, marfim,
Mas que seja assim!

Ahh, morte, coisa bizonha:
tão fria, gélida, risonha!
Ahh, morte de espírito:
Acomodação enfim.

A vida ante ardente
Em festa torrente
Em festa corrente.

Agora some vaga
Some… Some…

E se consome

Para que num outro
Plano paralelo de existência
plena no Sol espiritual
Do inexorável sobrexistir astral

E se renove

E a Morte, morta de ciúmes,
veja o renascimento
Seja de ideias ou de você.

Paranóia

In Poesia base on 17, novembro, 2009 at 22:49

Foca no tempo e espaço
Sem nada a contento visceral
E começa cinza o traço laranja
não sabe porque dói
Na rua, na estada, na canja…
E é cinza… A cor do céu
Cinza se vê todo rosto
Todo sorriso… Toda gente
Se desperta, só. Cinza.

E o traço laranja?
Em outro plano astral
Talvez. Compreenda
Entende.

A venda é
O essencial.

Mas que essência há
Na operação comercial?

Meu traço laranja
Acaba de traçar a lona…

Fractal III

In Poesia base on 15, novembro, 2009 at 22:56

“Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser” – Refrão de um Bolero;

Engenheiros do Hawaí

O quanto                               espero,
Tanto                           quero
Já não                      importa mais
pecados                                                 Que eu conheço
Meus                                  p               r             ecados não                                      importam
Meus                                              erros                        e                           defeitos
O                                  insensato                               espaço
E os meus                                                                                      defeitos
São                                              direitos não
Complementos                                             não são
direitos são                                 não importam

mais conheço de nada
como nada como nada

Não                                        importa                                mais
como um bolero
Eu fui sincero.
.. A música.
E o sono.

E sinceridade é um erro?
Um crime assim é tão um pecado
vulgar complementos não são

Sensos                           latos

E os cães latem…                       Eu percebo

O meu dinheiro                                                                                               queimando
E a                                 minha                                    liberdade evaindo
Percebo a                                   morte…
Porque                       suicidas                 atraem                           tanto…
Tanto?                       Um erro assim tão                                     vulgar…
Eu                                               fui                                                                                    sincero.                                 Uma                        pedra no   meio             o                      caminho             tinha         Uma                                          pedra sincero
E sincero vomito vômito
recondito                                             cômodo,               dragão   de   comodo.
Pecilotérmico,                  ágil…
Eu fui              sincero                                como não se pode ser.
E um                   erro              erro                    err              er                        e….

é um refrão                               de                                        tango

sem vocal.

Pós Fim do Mundo – Nova Era I

In Poesia base on 15, novembro, 2009 at 22:35

De repente me vi,
atordoado pelas dores ancestrais;
Senhor dos Céus, eu vi!
Quem tenha escárnio
Quem me desconsidera, não me importa.

Sorri. Sorriso pleno.
O Paraíso e os jardins florais,
Quanto tempo não as via,
Passava ao longe,
Como nada, sem nada…
Era um sonho que vivia.

O ar, puro, ameno
Os cantos de pássaros pardais
Quanto tempo não corria,
na ingenuidade de monge
Me perdi da estrada,
Era o tormento que tinha.

Vi o mundo, vi o fundo do poço.
Inglório, infértil, imundo.
agora é pra reorganizar.

Troglodita

In Poesia base on 12, novembro, 2009 at 12:39

Trilobite – Mastodon

“If you can’t get it
I can’t get it
Fly
Soul is single
Wind beneath us
I can’t take it
If you can’t take it
Fly
Soul is single
Wind beneath us

Shades of sixteen
You’re with me
Shades of sixteen
Remember”
_____________

Por favor não me ame:
Colabore;
Por favor não me ame:
Suma, evapore;
Por favor não me ame:
Sou um monstro
Que a tudo engole.
Por favor não me ame:
Suma na dor,
toda lágrima, engole.
Por favor não me ame:
Não sei comer direito,
não sei andar direito
Não sei falar direito.
Não mereço convívio social.

Eu sou um pária.
Por favor, não me ame.
E se quer saber,
Não tenho asas.
Nem cavalo branco indomável.
Não tenho espada,
nem ak 47, ou uma conta na suíça,
nem sou um gênio dos artigos eletrônicos.

Sim, por favor não me ame:
Eu não mereço a realeza
De um bairro de Curitiba,
ou então de Veneza,
qual a diferença?
Agem como reis e rainhas,
Mas não passam da limpeza.

Oh céus, quanta nobreza!

Mas me deixe com os
16 tampões de Sol,
E as sombras e os benefícios das asas cortadas…
Não mais sou anjo decaído.

Poema do Fim do Mundo XV

In Poesia base on 11, novembro, 2009 at 8:57

Quem sou eu, pra dizer que vai ser?
Nesse mundão de Deus sou o último
Dos homens o primeiro dos bodes…
Dos bodes expiatórios de lamento…

Dor, que será que fui ou fiz,
De tanto vexame passei
E tanta Lua que corri, cantei.
A escuridão vem bem lenta…

O que me alenta é saber
Ou me desespera conhecer
Só sei que a morte é violenta
O mundo não não aguenta.

Quem sou eu, quem tenta?
Como visto e não reconhecido?
É o final dos tempos, a aparência
Sobrepuja a simple’ essência.

É o alarido dos mortos
Dos falsos zunidos dos gloriosos
anjos decaídos que irão perder.
Lutarei e vencerei? Não sei.

Me desespera conhecer
Como nunca devia ser
Se como nunca antes ido,
Meu poema é corte zunido.

E machuco gente
“Cada um matará dez mil
à direita e mil à esquerda”
Mas quem sou eu

Pra dizer como vai ser?
Espero que a angústia
Da condição humana termine
E que nunca mais desatine…

A implorar perdão.

Capiau

In Poesia base on 10, novembro, 2009 at 9:20

Io mi fiz uletimamiente
num istado di dô
Io sô o qui num fala u qui
ocê pensá qui sô.
Io mi criei cum as vaca
Os bicho du campu

Aque’es que ocê
jamás cunsiderô…
A mi’a dô era dô
De trabaio duro e certo
que me trazia sustança certa
Dispois de tanto sufrê
por capiná, lidá com ela
cum carinho, com amô.

Ma’ hodje o pessoar
Nein qué mai sabê
Dexe que passe
Qui teño a dizê

Veví no baru da ignorânça
io nein sei comê derecho
U qui ferve, catei cum gostu
Comia r’ápido qui é pra nun
Perdê a hora di vê o Sor,
Pra recoiê as ovêia

Ahora nein disso mai
teño, só sardade
Q dói mardita,
Da tera que coria à vontadi
Qui tratava e ninsuno
Mi domaba, Tar caballo
de r’aça nobre.

dos campo,
das parada de tropero,
dos vale, das margem
De água ante pura…
Ahora non são mai
que a imagi do lixo
poluído, dize os dotô.

E mios fi’o hoy qué
Solamiente o baruio
De ca’r’o, ma’ meu caro
Io nein siqué falá english
pa mim, isso é qui nein pixe…
Negrecido, pegadjoso
Poluenti.

languarre de imperadô.

Ma’ dexe, só a palabra
dum capiau, meu sinhô.
Io quero as paragem do
pampa verdeiante;
Num as cinza capitar
tar a Nova Baber de Nova Iorque,
E a farsidade dus francês
Qui dispuseram us nobre
Ma’ purque quiria de sê iguar.

Hoy, io vevi da tera
no churume du lixo;
quere que io mi adapite
A tanto teror… Tanta guera qui dá.
Tanta coisa inútir que querim
Mi fazê tê, mi fazê sê…

Io sô libre.
Nada tenti mi impô.
Mi vença por argumentos,
Mi dê seus cumprimentos,
Ma’ me respeite no homê qui sô.

P

In Poesia base on 9, novembro, 2009 at 11:03

O pó
Poeira estrada
justiça debelada
revolta não considera
Que caímos com o tempo.
O esplendor de todo sentimento,
figura mais um tempo,
para passar
a dor;
passa?

venha e veja.

In Poesia base on 9, novembro, 2009 at 10:56

Veja só,
é o canto o templo o sol.
Veja só,
Cantos de mi fá sol.
Veja só.
Estamos todos em nós.

Corremos tanto para sermos
Sem teto de nós
Hipócritas sem dó.

Sócio – lógico

In Poesia base on 6, novembro, 2009 at 8:59

Poema sinceramente dedicado a todos os que atormetaram minha vida durante estes últimos quatro anos;  todos o que formaram um preconceito idiota e vil contra minha pessoa; àqueles que me humilharam e indignificaram; aos que agiram baseados em seus preconceitos a respeito de mim; aos que nunca me deram uma segunda chance pra me recuperar. A todos eu sou humildemente grato: sem eles jamais seria o poeta e a pessoa que sou; contudo, se eu preciso melhorar, muitos também – não estou só neste latifúndio e tenho plena convicção de que estou me tornando, aos poucos, um sujeito melhor.

 

É como se fosse réptil:
A pele escama, seca,
O corpo, pecilotérmico;

É como se fosse réptil:
A fauna e a flora
Do local se escondem;

Desconfiam,
Quem confiaria,
Num jabuti, num lagarto?

Eles querem raposas
e cotias, cães e gatos
Bichos de bom trato.

É como se fosse réptil:
quem confiaria num hermitão
No meio da selva de pedra?

É como se fosse réptil:
Quem vive só, egoísta,
Tem o prêmio da boa caça

“‘té comeria própria raça
Pela melhor colocação?”
______________________________________

É como se fosse inseto.
Inseto inseto inseto
rola bosta, insignificante.

Escaravelho, carrapato
sentelha ignorante;
A vida toda num instante.

E as sinceras saudações
Aos que agem falsamente,
Mas eles não sabem exatamente
O que os esperam

Insetos,
Só sabem da própria colônia
Como uma casta ralé
de orgulhosos vencededores.

Besouros virulentos
Pestes de humores
que instigam instintos violentos.

A fome dos répteis.
Vivem da caça de mamíferos
E deles.

Os que não são
répteis são insetos.
E os mamíferos… Onde estão?

Alguns poucos agem
De cabeça baixa,
junto com os bandos;

Cuidando para não atormentar
ou ferir os répteis.
Outros, se unem aos de escama.

Quando não agem
Feito aves
Que a esta hora já estão longe.

(confiaria mais na minha águia,
Se a tivesse, que no meu melhor amigo).

E os poucos humanos que sobram
Estes, perdidos na selva de pedra,
Se escondem, por medo e vergonha.

caos VI

In Poesia base on 4, novembro, 2009 at 10:54

Em si em si em si ti em mim
Em nada que é nada que algo
é como nada importunado
o dilacerado perdido em mim
em ti e as 567 cabeças
de mirocu
Em emim em si em nada
as mil cabeças de Kannon
E o começo da face reconstrução
a luz cega no comecço
luz cega luz cega luz cega
no começo nega, erga
reviravolta revolução.

A luz cega, cega era…

E a escuridão, té que enfim,
termina.
E as pessoas perdidas no Caos
Dessa nova Revolução.

Escrevo em versos sem sentido.
É o tempo mais bem vivido.
Mais bem partido, esperado
E discutido.

E o caos do egoísmo ergue a desconstrução.

A alavanca do caos
Dá impulso
em si em si em si em ti em mim.
5,67 bilhões de anos.
567 cabeças de dragão
E 948 bilhões de cabeças no chão
e olhos nos pés.

caos IV

In Poesia base on 2, novembro, 2009 at 23:18

é o fim do começo que começo
A crer que termina
como as criaturas o nada flutuam
no fluido espiritual das têmperas
Do neocórtex cerebral.
E que o amor seja mais que mais
que um conjunto de dados;
seja condição, seja estado
caótico mais organizado
que o meio América Central.

Caos III

In Poesia base on 2, novembro, 2009 at 23:14

Beira a beira do, precipício, ribeira
malefício, primeira, de péssimo
hábito e ótimo vício, mal vídeo
E comamos o, eco, do ar que cheira
à estação, primeira, da beira beira
da, figueira e a fogueira, que escorre;
Como a, trigueira, galhardia socorre
No caos da, passageira, ordem, idílio,
Que tenha, pessegueira, no sépito
nasal da falta da ignorância,
Que corre ao desbunde do precipício
Do fim do, armísticio, e do, caos.

caos II

In Poesia base on 2, novembro, 2009 at 23:02

as águas correm
despretensiosas não sabem
dos venenos dos tóxicos
dos alucinógenos dos martírios
dos fatos dos matos das merdas
dos cactos das areias dos abutres
das pontes de hidrogênio
dos humanos inumanos
das lâmpadas de tungstênio
do caos social
das ideias dos desamenos
dos desalmados desafetados
das anfetaminas das dores
dos amores.
Dos extasis,

do ar.

Do caos da constituição fractal.

caos I

In Poesia base on 2, novembro, 2009 at 22:50

Caos
Mortal.
Atmosfera
beira a estrada que passa
Na ribeira na ribeira
que beira
que não passa que viaja
e some no no no

caos.

Humildade

In Poesia base on 27, outubro, 2009 at 8:49

“O, mas quem sou eu
Pra dizer que vai ser mestre
Quem sou eu,
Pra dizer quem vai ser?”

“Por favor não confundir
Humildade com humilhação”;

E sair de abstrair
Que só com humilidade
É que se obtém condição
De crescer e evoluir.

Ser pequeno é ser grande,
é saber que tá ‘contecendo,
é maturar e compreender
sem se deixar levar pelo não ser,
Pela massa anencéfala
Midiaticamente espetacular.

aprendamos com os humildes,
Os pobres, os decaídos.
Na simplicidade dos oprimidos
Há força de questão ao sistema:
A própria evolução
Sintática solução do problema…

Dirá você: fora de moda dizer
Sobre mudar o mundo…
Ninguém quer saber;
Ninguém.

Mas não se podeixar de dizer,
de falar…

Sortidos

In Poesia base on 26, outubro, 2009 at 19:54

I
as olheiras fundas
A pálpebras nauseabundas.
O lamento de morte.
A chuva canta sua queda
junta.
II
As lágrimas na queda
O desalento
A perda
A Pedra.
E o mundo passa
Mais um tanto… Soturno.
III
Espírito rubro
líquido nas veias
queima queima
E cada erro é só
mais um passo ao abismo
Um passo ao absurdo.
IV
As garras mundiais
Sobre os sonos profundos
de Anjos Decaídos
E imagens sacerdotais
Que já não quero mais.
E as garras mundanas…
V
Fez-se dia em treva
Uma vez mais
A escuridão envolvida
Em ti…
Ó tenham pena,
Nobres ancestrais.
VI
Cada passo,
Um erro.
Um passo, dois, três
E três, seis, nove
Anda pra trás!
VII
Será o cadafalso
Da vida morta
O próprio opróbrio
das imposições sociais?
Não há como saber.
Somos seres muito axiais.
E nos esquecemos
ver o mundo
Simples, uma vez mais

A Gênese Revisitada

In meta linguagem, Poesia base on 26, outubro, 2009 at 10:39

O mundo é uma bola de gude
No mar absurdo de fluídos
Sem nada como todos sentidos
Perdidos em falta no grude
Dos australopitecos ancestrais
Um bola de gude extradimensional
Lançada em convergência
Concêntricas nas forças gravitacionais
A uma boa bola de fogo,
Que esquenta essa bola.

Somos pequenas bactérias
Na bola de gude…
Vivendo na miséria,
De quirelas em quirelas,
Conhecendo o Universo
Desconsiderando o multi…
os multiplanos paralelos,
E as outras bolas de vidro
De encapar a bola de gude
Em que vivemos.

O que conhecemos em nossa
Mente pequena de bactéria
É longe longe de explicar matéria…
E como tudo foi 7 dias,
Na verdade, 13,7 bilhões de anos
Quase 2 bilhões por dia.

E houve um dedo que lançou
Todas as bolas
Do caos inicial,
sendo tiradas da caixa
Do big bang integral,
Surgiu cada cada forma fractal.

E nós, as bactérias,
Somos um cultivo de transgenia
Evolutiva Seletiva Natural.
Sobrevivendo de modo especial.
E temos vaga ideia
do espaço do mundo,
suscetíveis a tudo
Do singelo ao absurdo.

Oras, mas que bobagem
há bactérias que não amam
E negam tudo.
Se’a como for.
Nos resignemos e aprendamos
Com a Grandiosa Natureza.
Deixaremos o estado de baixeza:

Pelo menos seremos
bactérias senhores
Da bolinha azul de gude.

Poema para Aline XLVII

In Poesia base on 23, outubro, 2009 at 17:43

Olhos que se afungentam
Os nervos que não aguentam
O nada dos teus unguentos
E o pranto do meu lamento…

Somos dois lados do mesmo
Perdido
Espaço.

Somos duas formações
Excêntricas,

E fractais nas nossas
Vidas e nossas cabeças

Somos dois.
Dois geniosos

Em conflito para melhorarmos
Um ao outro.

Somos dois
prólogos e epílogos
do mesmo tango,
da mesma vida
romance de ida.

Somos dois.
Independentes como seres
dependentes,
amantes frementes.

E… Desculpas pelos maus modos
Volta e meia
Sou bicho e sou gente.
Somos…

Então nos perdoamos.
A conclusão fractal disso tudo
se integra numa expressão…
uma função:
Nos amamos.

Aparência…

In Poesia base on 17, outubro, 2009 at 2:24

“You don’t know how you’re coming across” – Placebo, Come Undone

Gira o tempo e o espaço
Espiriladamente como
Se fosse tudo tudo
Sempre de novo e novamente
Anevoadamente…

E o tempo passa invisível
Invisível humanos somos
Totais, completos chegamos
Com total desalento
Desengano?

Ainda há Deus. Deus Deus…
Nossas faces soberbas
Nos perdemos nas esquinas
Nadando em problemas
Submersos em floemas
Sobram os embutidos de carne
Os enlatados de mesa.
Os enlatados na mesa.
E as ciências todas todas todas todas todas
Entoadas toadas caos. Nadas…
Não consolidadas, tão líquidas quanto
O próprio meio hipocritamente social.

E a forma não nos controla…
Só dita os padrões de comportamento.
(Poetinha dita música.
Poetinha dita poesia.
Poetinha diz bom não bom…
Boêmio fala de fidelidade,
Com nove casamentos
E uma vaga ideia de separação
Como se beleza
Como se beleza…
Dissesse alteza, mas não diz nada.)

E a conclusão…
Você não sabe como
Você está continuando.
Você não sabe como
Parece… Não sabe
A impressão que outrem
De ti padece.

Mulheres da minha vida.

In Poesia base on 17, outubro, 2009 at 1:41

Faz-se no céu laranja
De fáctuo fogo cacto
Ovo de sistema novo
Passa tanto canto ato.

As quero novas,
Como sempre novas
Galática super-novas
Sistema ressoa trovas.

Luminosidade
Atordoa, subsititui
Completa, salva, flui.

Sejam.
Como nunca nunca nunca
Escondem, esconde, foge…
Ideia forjante de estanho,
ímã, cobre.

Nobre. Nobre.
E sobressai do mundo pobre
-Pobre mundo perdido
Dilacerado, banido…
Aliás sem elas,
Seria mais um dilacerado
Perdido, banido…
Sim.

Digo, mãe,
irmã, namorada
E ideologia.
Como sempre dizia
Não se morre todo dia
Só se vive bem
Se se vive bem cada dia,
E a alegria alheia
Alumia.

Sim, elas.
As mulheres da minha vida.
As quero novas,
Sempre novas,
Super-novas…
E os 497 detalhes
Do céu laranja de seus
humildes espetáculos.

Digo as mulheres da minha vida
E a ideologia,
Mutante, como é vida
Como é o dia
A identidade que tenho
Só a fiz por elas.
Só a tenho delas.

In Poesia base on 12, outubro, 2009 at 23:33

Grotesco II

In Poesia base on 12, outubro, 2009 at 23:12

Fome, sede, frio…
Bem-vindo animal
Ao mundo que o pariu.

O desejo e a culpa
Em constante luta,
Amargam os floemas
E as seivas brutas.

Alcança-me a lupa!
Não enxergo bem,
Ou será que não há
gente sensata, humana?

O transcorrer profana
Pobre natureza humana
…………………………
Mas sem pena, piedade
ou o que for.
Só sinto fome, sono
e dor.

Gratidão intento.
Ideal mór.

animaninfa II – para Aline XLVII

In Poesia base on 12, outubro, 2009 at 23:10

Sobrexiste tal fato?
Pode tal encanto engenho
De simples artefato…
E girar o mundo parar
no mesmo lugar tácito?
É que desenho… Destino
E os traços laranjonegros
De arvoredos holografizam
E o que resta a mim?
O que resta enfim…
É só a animaninfa…
-Real, minha ao meu lado.
Verificados garbos
azulverdificados…
Substratos de hidrogênio
sobressaltados
E traços vivos na cor de fá…
Sabores que vejo em lá.
Amarelos rios em vinho…
Mostram correr fininho
Do tempo do som dó
Sol maior que compõe
E os pássaros substraem
Em couro de si bemol,

Animaninfa comigo…
Sempre no abrigo
Da tenda de seda carbonada.
___________________
– Sim, que dúvida…
A animaninfa é minha namorada.

Fiabhras – Fever = Ø » Febre^बुखार =∞

In Poesia base on 6, outubro, 2009 at 9:01

O coração paupita rápido rápido
Músculo de rubra pepita volúvel
Corroído pelo ácido da distância
Subo nível
da insapiência a Inteligência
Da inteligência ao Conhecer
Do conhecer ao Sentir…

A febre que desnatura,
Também salva.

XLVI – para Aline

In Poesia base on 4, outubro, 2009 at 14:06

Raspa de vontade minha garganta
Estranha como nunca como nuca
Parada, calada minha boca canta
Só versos nonsense, feito mulanta.

Agora e nunca como feito urca
Velho novo amor se alevanta,
O passado traz a mirta,
Errei ao renegar a murta…

A planta de vênus que se cala
Sem mais nem menos perpassa
A linhagem (in)exorável dos tempos

E quanto mais se abre ala
Mais dela o amor tem graça…
Só ela – Aline – minha amada.

Trova de Aniversário II

In Poesia base on 30, setembro, 2009 at 11:58

Resquícios de criticismo

Monto cego um quadro
Futuro de translado
Que me força a ver o adro
a vida, o lado, o cedro.
O humilde e o certo
Longe e perto
Ao contrário.
E que se perde
Ganha…
Como que se passa
E o movimento é a lei
De tudo que feito
Se fez…
Se fez em paz
De quem pondera
Vai atrás
Volta em frente.

Se enfrenta todo mundo
toda gente
Simples e profundo,
Com um ano a mais.
Ainda, ainda somos iguais.
Maduro, sim…
Mas o pomar do mundo
Não carece só de uma árvore a mais…

Mas de uma Amazônia inteira.

Totêmicos realocados

In Poesia base on 30, setembro, 2009 at 10:02

Cantando traço que se faça
Nada nada episcopal
E que vivemos num tempo surreal
As inorgânicas imagens de ancestral
é o que basta basta para
Os muares se conformarem
Com estes tempos sem igual
Tempos de lamento
Tudo pastam em sentimento
Em valores de foice cossenoidal.

E a derivativa logarítmica
da aritmética complexa diferencial…
Enquanto situa o campo matricial
Do magnânimo conjunto fractal.
E toda toda estética rítmica

Nada vale.

Cadê a ética a poética
Nos campos científicos
Nos po(ss)(ç)os específicos
Do cientificismo?

Neste país, mesmo gênios
Respiram do arsênio…
Respiram do veneno
Em pensar que tudo deve
deve deve deve deve
Continuar igual…

Enquanto isso os ingênuos
Muares do perifélio da miséria ancestral
Convivem com a morte à própria sorte…

O dinheiro é o que vale
Que permaneça igual,
Mesmo tudo infernal,
Se estiver bem aos oligarcas
Aos totêmicos re-alocados,
– no mesmo lugar, sistema macro burro
De capacidade crítica infinitesimal.

Desdesejo.

In Poesia base on 26, setembro, 2009 at 2:22

Desejava parar de escrever
Ardentemente, deixar de entender
Aquilo que ninguém mais entende
E compreender o que não se compreende.
Poesia é um fardo ancestral:
Alguns me admiram, outros me defenestram…
atingi a verdade do Inferno,
compreendi o sofrimento
Com amor fraterno.
Meu pensamento pesou sarcástico
Como o vento bravo de tempestade
E que, graças a Deus, não tombou eterno.

E registrei tudo em versos.
E escrevi tudo do Final dos Tempos,
como pude compreender.
Ainda mais que dizer.
Desejava parar de escrever
Porém depois que se começa a fazer o bem
O bem gera bem e todo escrito
Faz-se mais… faz-se muito mais…
Pois tudo dito agrada a alguém…

Re(a)mando

In Poesia base on 26, setembro, 2009 at 2:15

Passo o tempo inteiro
Te procurando…
Com os remos navegando
Pelos mares de ar
Vou transpassando…
Vou furando e contornando
A te achar no instante interno
Da eternidade empacotada
Como a dual particonda ondícula.

Quisera quimericamente criar
o teletransporte e ir direto
Para onde estivesse
E com sorte viesse a socorrê-la
De si mesma, perdida neste mundo
De dessabores complexos profundos.
De uma Razão Instrumental
Ditadora dum absurdo mundo
Tornado SUB ou DES ou RE
qualquer coisa…

Quando não Hiper, Super ou Mega.

Deixando de toleimas…
Sendo pró ou contra,
Vou furando o mar dos esquemas aéreos
Vou achando-na à medida que sou sincero…
Eletrizo-me e descarrego-me
__________Nela____________
Num sentimento do mundo líquido
O ar líquido nado e supero…

Passado negro que não mais quero.

Noite

In Poesia base on 26, setembro, 2009 at 2:03

Passa escura
Calma. Sincera
Misteriosa.
___Sem o mínimo de mistério_____
Grande Lua
___Pequena aos olhos humanos___
E Vê-la nua…
____De nuvens cobertada_______
Ver-te paz
___Do sangue e do etéreo_______
E o frio de todo dia
___De gelar o ministério_________
Que vira fumaça
___Que na verdade é vapor______
No sangue do corpo ancestral
______Movido a linhaça_________
Da vida imortal…
______Que um dia acaba________
Nada é
________E tudo diz_____________
Na noite escura.
________E que é clara, rara______

Noite que cega mais que a razão.
Cega o espírito.

Fractais II

In Poesia base on 26, setembro, 2009 at 1:55

O vento
_________passa

|_____________Organizando____________|

_________A ordem
dos átomos.
_____________________ΚαØΖ→χΑος__________________________________
Como passagens
________________________________________________Pálidos

IRRITADOS.

Iridium…
Perfilado.

Não esperem os sais de Urânio 238,
238,238,238,238,238,238,238,238,238,238….

Transmutar decaindo até virar ouro.

Certas coisas matam.

E o vento passar
E reordena.
E a tudo condena______________________________________________

Divididos divididos divididos autossomados.fract240

Oráculo

In Poesia base on 26, setembro, 2009 at 1:39

Não há como saber receptáculo
O Prazer do corpo nada tácito
É -se o nada complicado e plácido
Mugidos munidos murdidos n’espetáculo.

Quer-se saber o vento eletriza
Quer-se viver a vida ioniza
Quer-se compreender o Nada
Se ativa…Info translada.

Como fada ninfa ela vem e fala
É comunicação com deuses
Humilde som a minha boca cala.
E complicados tantas vezes…

Humanos, esquecemos nos ouvir
Como se fôssemos irmãos
Resta-nos o porvir do fim hermitão
Somos tantos nãos nãos.

E complicamos cada vez mais.
ô saudade dos dizeres populares
Das simplicidades elementares…
Tudo é elétrão e lógi’a capaz.

E o que diz a massa inspirada
é desconsiderado. Pouco visto.
E o grande público nunca muda
Bem ou mal ou simples cisto.

nados em olhos dágua salgada
Sou senhor de nada… Feliz servo
De uma humilde fada camponesa
Do final de tempos e cravos?

Conquistá-la a cada dia agradá-la
E viver-me…! Mas o fluxo dinâmico
Das radiais paralelas ondas universais
Os prazeres satânicos da poesia…

E a viva força da sinestesia
Mais me prendem que alforriam.
E não! É todo todo dia…
AH, mas tenho fada…

E me completam os nadas
E me sorriem pelas estradas
E me fingem dizeres veniais,
E minha vida vai mais mais mais….

Só uma palavra
Não digo nada meu.
Tudo que vem, vem de Deus.
Um poeta é um oráculo

E toda vida é receptáculo
Julgar bem ou mal humano
é tão blasfemo e profano
Quanto endeusar a ciência.

Porque esse mundo é um teatro…

In Poesia base on 24, setembro, 2009 at 11:38

Fechem as cortinas
Abram o espetáculo
Liguem as luzes
Tirem os capuzes.

Cada forma, cada olhar
E cada ser, cada amar
Cada viver e respirar
Todos interligados…

Todos supremos atos
simples de interpretar
Auto realizar e se expressar
De modo sensato

E a plateia alegrar…

-Mas nunca te esqueças
A cada ato, jamais se passa
De um réles teatro.

Ahá! Carpe diem!

In Poesia base on 22, setembro, 2009 at 10:58

Falta falta falta
O que não se acha
O que se passa
E não se vê mais.

Acha Acha acha
O que se quer
O que se pede
E não se acha mais.

Ama ama ama…
A que se ama
E só se ama,
Quando não desama
Nunca mais.

Geminilibre

In Poesia base on 19, setembro, 2009 at 20:42

Como um corcel selvagem
Não tente me entender
A cada vida, cada contagem
Sempre mais vou ser.

Eu vejo os campos
Num sobrevôo surreal
Vôo como nunca antes

Escamado no prazer do vento
Loopings concêntricos
Saio de banda na corrente vertical.

A visão sobrenatural apraz
Cantar a alma, cantar a paz.
Quando não voo, eu canto mal
E perdido no escuro, denuncio o mal.

Liquefeito.

In Poesia base on 17, setembro, 2009 at 12:08

Fato tácito
Compreenda
Não é. É. Não é.
E pode ser.

E não é mais…
Mundo líquido
Vastidão azul
Mutáveis abstratas…

Mutantes correlatas
Fazer um fundo sul
Ou um norte baixo…

Rosa dos ventos
Ensinou a correr
Num mundo incerto…

E somos assim.
Incertos.
Tudo escorre pelas mãos:
O vento, a água, o fogo…
A chuva, a terra ensolarada
A noite enluarada
A voz enamorada
A vida calma e agitada

Passam os tempos,
As ciências, os ciclos…
Se vão as gratidões
Os conflitos, os lamentos

Os jogos são ganhos
perdidos. Um dia no alto
Amanhã, no chão.

Somos todos cegos…
Todos todos servos
Da falta de orientação.
Mundo Líquido…
Eis nossa maior benção
e maldição.

Pseudo Fractal

In Poesia base on 16, setembro, 2009 at 17:52

Tanto canto tanto canto
Tanto canto
Tanto canto mal
Espanto espanto espanto
Espanto fractal.

A soma do esparso
Fáctuo tacto
Mato senso cacto
Cato traço lapso
Sonho mal
E pois fractal
Etc era tal
lapso lapso
lapso lapso
IMORTAL

Gera era era gera
O quintal
Fera mera quimera
Erra erra erra
Já era o mal?
era era já que tal?

Amor amor amor
Não existe mais
Capaz capaz capaz
Não satisfaz
Amor amor amor
Morte mais

Inconsequência é mal?
fato fato fato
Retrato ato
Sépito nasal
Recato regalado
De ouro jaspe
— Nada mal
Canto cansaço
De pacto luau
Delineado si bacanal

Alienado
Segregado
Computado
Ilhado e mal
– ilha do mal.
Não ‘parece
em Jornal Nacional…

Soa Natural
É o tanto passo
No vitral
Coloquial
E tanto temos
Aparecemos
Cremos
— Nada mal

Tudo tudo
tudo tudo
IGUAL…

A penca cerimonial

Ácido

In Poesia base on 13, setembro, 2009 at 21:44

Ácido sulfúrico
Opróbrio correlato
Sou amargo
Sou fraco
Sou ácido.

E minha saliva dissolve
As carnes das palavras doces
E torna tudo uma pasta só.
Uma pasta pasma sem sentido
Sem gosto.

Minha língua maneja os sons
Que se tornem palavras de revolta
De revolução.
E o amor que não se compreenda,
Se renegue.

Amor é para os tolos
E soldados.
Amor é para os poetas
Imortalizados.

Eu, eu não.
Sou só sombra…

Enquanto isso
Nada de áurico
Ou de sôfrego me comovem.
E as palavras se dissolvem
Junto a ‘plastros lógicos
De pacotes de onda, de dor.

(Des)Otimizar→∞

In Poesia base on 8, setembro, 2009 at 23:29

Eu otimizo
Tu otimizas
Ele / Ela otimiza
Nós otimizamos
Vós otimizais
Eles / Elas otimizam.

E os códigos digitais
Não reconhecem
Não reconhecem
Não reconhecem
Vermes, vermes… Vermes…. Conhecem…
Que otimização não existe no PC não.

Que pena que certas pessoas
Não tem coração.

Nunca foram otimizidas pela situação
nem tiveram desempenho ótimo.
São a própria desolação.

Não são otimistas
Nem ótimos.
é a mediocridade…

Virtuallis felicità V

In Poesia base on 8, setembro, 2009 at 23:18

Espaço tempo, como queria
com que sinfonia, fosse irrelevante
E só por instante ir a qualquer lugar
No tempo dum toque

De um sorriso de um instante.

Em tecnologia, sou infante,
Mas meu Deus, até quando…
Só por virtualmente viver,
Só virtualmente se entreter…
Cadê, cadê o que só se vê?
O vento que leva pra longe
Quase nunca traz de volta.
O passado, o distante
O agora e próximo
São todos irrelevantes…
IRRELEVANTES.

____

Sou mais um mais um
Falante no meio de muitos
apenas um solidário capitalista
De alma vendida, como tinha de ser.

Mas não tem dinheiro que compre
O prazer, mesmo sendo escravo,
De conseguir qualquer coisa
Sem pagar um centavo…
Nesse mundo líquido incerto
Irreal, virtual… Incompleto.

___
De resto é por certo
o resto que mais queria
ter quem mais quero por perto
E não só numa tela.

Não sei o que dizer I

In Poesia base on 7, setembro, 2009 at 23:05

O espaço aleatório clama teu sorriso
Esqueci se este é sanatório ou Paraíso.
O tempo passa por de baixo da ponte…
No Horizonte cinzento de Belerofonte.

E mesmo assim intimando a quimera
Da impossibilidade dos teus clamores,
Esparso desperto meu ar de vazio.
E canto o Soluço imortal de caniço

De tanto implorar se tornou castiçal
Sangue é fogo mas sinto tanto frio…
Mexe com brios, guria d’olhos brilhantes,

Cujo espaço aleatório pede sorriso
E o tempo contraditório exige: Cante!
E nada nada seja como dantes…