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Ode aos poetas si(m)lógicos mortos

In meta linguagem on 7, março, 2010 at 16:12
Eu tenho um pito de revolta do Augusto dos Anjos,
Alguma coisa de parnasiano do Billac,
um pouco da poesia engajada do Drummond
A paixão nos versos,  a herdei de Morais,
E digo mais…
O surrealismo puxei de Mendes combinado com M. Andrade.
E mais Quintana…
Pessoa ressoa em meus pensamentos,
da filosofia que escoa,
E de Alphonsus Guimaraens, Boca do Inferno,
Tenho as lições de liberdade de expressão,
Com os árcades e Clarice Lispector,
Aprendi a valorizar o passado e o campo…
E com os senhores da música,
Aprendi a músi’a  urbana…
E com Oswald,
descobri que nada disso importam mais…
magnificentíssimo
Nada…
E que o silêncio diz ancestrais
medos que não se mudam mais
E que somos o pó, poeira de estrada.
Poetas,
Cujo silêncio diz bem mais bem mais bem mais…
Eu os nego, relego,
E convosco aprendo a escrever…
Eu os nego não os quero
Em meus poemas mas não tem como
não tem como mais,
As influências que não existem…
E que persistem,
São de João Cabral de Melo e Neto
o requício, ranço Cerebral.
E docilmente me anteponho,
Como Bandeira,
na ordem inversa do latim formall,
Sobre formas e conteúdos,
navalhas e rostos sisudos,
Aos poucos destruo,
E reconstruo como não devia de ser.
E por fim, a plêiade homérica
de arquênteros medievais,
Só nos restam os prelúdios ilusionistas ancestrais,
E toda a miríade poética coloquial,
Só me contradizem e homologam,
grande Homero, Shakespeare
a revolução helicoidal dos tempos…
Que abstrato merdal de folhas
antigiências e arsênicas, do mal mesmo
Do mal mesmo. do mal mesmo
Do mal mesmo. Do mal mesmo,
Do mal mesmo…
Pobre dos anjos que viveu entre os infernos dos tempos,
entre os vermes e os banimentos.
Meu horror pelos pútridos parnasianos,
não me excusa da admira de Billac,
Grande poeta que nunca disse nada.
E Drummond, o pai dos pais
da poesia de que conhecemos mais,
Concreta, igual não se faz,
E o poetinha que muito me admira
, tenha de fato amado alguém, uma vez.
Amar a todas, quem não ama?
Mário de Andrade, O chará Quintana,
O Murilo Mendes… Todos caíram do azul,
E foram parar na grama,
e nos versos efetivos da poesia de cama.
No banheiro também se declama.
O Pessoa e Camões destruíram
debulharam
Tudo quanto pudesse compreender
até então resolver,
o que se voa sem se compreender.
Dos demais, nada tenho a dizer.
Só o que me resta é um link
para Leminski
Poder compreender..
Que de tanto sair do passado,
De tanto negar o passado,
E de tanto ser eu mesmo,
Enfim, eu sou alguém
Que Muitos outros também vão ser.
E que, algum dia, alguém há de dizer,
Que fui poeta,
como tantos poetas,
que não fui esteta,
como falsos poetas…
E que cheguei ao topo,
sem ao topo ter ido,
E tido muito sofrido,
Compreendo
O que ninguém vai entender.
Trocando o todo pelo sentido
tosco fechado de um hino,
a poesia que ninguém quer ler…
Está bem,
Tomara que não durma
enquanto não terminar de ler…

Sonhos… III – Definitivo

In Poesia base on 27, fevereiro, 2010 at 11:56

Sonho com um dia sem celulares
ou vestibulares
Sono de uma vida inteira

Sem feitio de canto triste,
Sem a pura necessidade inconsequente
de ser perfeito, para qualquer um.

Sonho com um dia sem preocupações
fatigadas em lares,
Sem violência e morte de pares,

como se vida humana
fosse toda ela, só um vale –
Um buraco que separe

O certo e errado
O fato e o inexato
A fé sã da vã.

Sonho com o dia sem floemas
de gente que se aglomeram
em sistemas que não fecham,

E fluxos de pessoas irascíveis,
geladas ou dominadas por emoção…
Sonho com o equilíbrio são.

Sonho neste mundo recorrente,
haja
justiça
haja
torrente de gente para solução…

___________Não pra insistir ______________em pisar no erro,
_______________quais cada qual_________ sabe quais são.
Sonho_______ com mundo______________ sem lamento
_________________sofrimento, ___________desentendimento
Sem conflito,_____________________________ doença e praga…

da miséria_______________________ que não se cala.

Sonho que possamos voltar
aos nossos lares e cantar
a qualquer hora e chegar
a qualquer hora e deixar
a qualquer hora
——————————————a porta aberta…
E que não sejamos manipulados,
Como não queremos…

Sonho que__________________ cada um VIVA,
sua vida como ___________________DEV(E s)er,
Como precisa——————–_———— entender,
E que não ____________________________conviva com as mortes
Derradeiras, _____________________________como se a tragédia maior
da vida da vida fosse a morte
E, tenhamos sorte, como
é o que devia ser…

Sonho co’um mundo sem medo…

Filosofando III { Cientificismo no more

In Poesia base on 25, fevereiro, 2010 at 20:56

Ó razão pobre absoluta
Hão de ser anacolutas
tuas falhas sempre justas,
Obstruente das permutas,
De entender um mundo
como uma luta.
Obstrução de vida estufa
O que não diz e pela perdiz,
o gosto
não saí do nome
em latim… Nem da saliva…
Ou da percepção neural.
O gosto é a percepção sensorial
macaquiada pelo que não se entende,
prontamente equinocial.

Que bom seria,
se no mundo fosse só por um triz
E não mitificassem coisas,
que são coisas,
Não são mais que nada,
Não são mais que coifas e coisas…
Pequenas e minúsculas…
Bom seriam
Descobertas sinceras,
Com apoios sem interesse,
Se o mundo não fosse um joguete…

Ó razão absurda,
Hão de ser meras escutas,
hão de ser quimeras putas,
Os que em ti creem
como perfeita absoluta…

Ó razão ampoula complexa:
fala muito, diz pouco…
É guiada por sádicos e loucos,
A bombas, genocídios
E nunca se chega a quem precisa…

Ah maldita crença,
de que tudo se resolve,
só pela ciência.

Consenso

In Poesia base on 23, fevereiro, 2010 at 23:42

O mar do que se fala
Não tem nada, só se cala,
a conclusão vem espremida
pelo tempo,
e não sai sem algum lamento.
É toda hora, todo momento
Só se sabe com o senso
de que se busca consenso,

Espere a espátula do tempo
Enxugar cada discernimento
Logo depois, jogue tudo ao vento
E espere que os explosivos
cumpram a natureza,
só então, dos destroços,
Verá algo mais duro que um diamante
Conclusão de dois amantes…
Um consenso.

Filosofando II {Estética

In Poesia base on 23, fevereiro, 2010 at 23:34

E quanto vale a métrica
vale mais
a forma poética
que não vale mais!

E quanto se quer estética
Não importam quadros
a beleza
a pureza,
E nem a força de como pintá-los.
que me importa e estética.

O que será a ti belo
O que será mais…
Gosto e quero
Das belezas surreais,
Mas o feito feio
Pode ensinar mais.

Será menos ou belo mais?
A beleza não está nos traços da amada
Não está na escultura articulada
Não está na ciência adocicada
Não são os sete palmos de face.

A beleza ilumina cada fase,
é articulada pelas nossas próprias
visões espectrais.

Filosofando I {Ética

In Poesia base on 23, fevereiro, 2010 at 21:15

E não tem como
Não ser o certo
O incerto é completo
E não certo pois correto
E que seja o certo
O que não infla no ego
E não certo seja o incorreto
O que incorreto não certo
é.

___

Não correto errado é
Errado é ser não ser
Como correto não quer
E não certo incerto
Só o que sobra é fé.
E não é como não
Pode ser o correto
certo que não foi
O correto é o pra muitos
certo foi.
E não obstante,
o bastante certo,
como incerto, incorreto é.
E errado como qualquer…
Não é o que ser quer.
é correto o incorreto
errado quando não certo não tiver.

“Quero ver se tem atitude, se vai encarar?”

In Poesia base on 18, fevereiro, 2010 at 23:56

Eu encaro, você não?
Meu verso caro é disparo
De bala de canhão,
Só uso o faro
pra me livrar de confusão
E da sanha de amá-la,
A Amo e amo mais então…
Eu traço o Trapo no chão,
E não tenho nem dó no coração:
Quem deixa pra trás,
quem trai, quem não cuida,
leva logo esporão.

É o trapo… é o trapo.
E canta sapo,
Vai em frente,
tente ser melhor
que meu relato.

Só sei que eu trago comigo o mar
De provisão humana…
Um dia consegui navegar,
E não, não foi ilusão.
Bastou seguir meu instinto,
de voar…

E eu a venci,
Como um perdedor vence
O luar no dia de São João.

Antiinglorium

In Poesia base on 16, fevereiro, 2010 at 11:12

Vivo como canto…
—-Será?
Não sei portanto
O que é ser vencedor,
de fato, apesar de vencer,
é difícil me convencer
De que não sai da réles mente
A ideia que acabou de nascer!
E todo meu absurdo foi nada…
A conclusão óbvia?
– quem aprendeu a perder,
vence melhor que qualquer
qualquer qualquer qualquer qualquer
um que se ache um vencedor.

Inglorium

In Poesia base on 16, fevereiro, 2010 at 2:18

Mas não sei ser vencedor
Não importa quanto a dor,
Destituído de todo amargor
Eu não sei ser vencedor,
O sono destrói pela madrugada
O que me sobra da sombra
Inválida penumbra…
Eu não sei ser vencedor.
Não sei jogar…
Como quero ser vencedor?
Não sei ser vencedor.
Não sei sair como estou…
Será que há algum segredo nisto?
Ou serei eu apenas um perdedor?
É tanta coisa,
Tanto não sei…

Não sei direito mesmo ser vencedor.

É o desconforto de quem já passou
por muita dor.

Acabou uma era, hora de começar uma nova

In Poesia base on 14, fevereiro, 2010 at 11:32

Mais fácil que a vida
é a morte
é o caos
é a descida…
Mais fácil que a morte
É a dívida,
é o pranto
é a dor…
Mais fácil que o caos
é a dor
é a cor
é o que não se quer mais.
Mais fácil que a dor,
é a descida
para onde não se quer mais…

E o donde não se quer mais
É donde me levanto,
E agora, dos escombros
De tudo quanto já se foi,
Só vejo o Sol à frente
Amor ao lado,
E ar novo, revigorado.
___

Uma era terminou,
Uma nova acabou de começar.
Deixe a luz entrar,
Porque o Sol bate lá fora,
E os fétidos absurdos do mundo
Aquilo que há muito a criticar…
Sim, tá na hora de melhorar,
Não vão deixar precisar mudar,

Mas agora,
É uma nova era…
Absolutamente…
De sentimento,
De gente ser mais gente,
Não importa,
Se cristão, pagão, negro,
branco, amarelo, xintó,
budista, ateu, sem religião
Não importa, se francês,
estadunidense,
brasileiro, chinês
sírio, ugandense…

O Sol bate nas costas,
é a janela do mundo…
Uma nova era começa,
sem fundamentalismo
sem esquisitice,
Sem palpite, espero
que se mude e se evolua,
E esses novos tempos,
de novos Céus e novas Terras,
cheguem a todos.

Série II. Poema XIII – À Marinara

In Poesia base on 13, fevereiro, 2010 at 21:28

não há nada que possa pagar
o bem de por ti estar
e não não não!
esse mundo, de total escuridão,
tornou-se luz, no brio do teu sorriso
coisa única que merece contemplação
prova maior de Deus são
teus olhos,
e membros quentes,
teus meigos e completos olhos
que me são entrementes
minha maior solução.

Nós (artigo nominal)

In Poesia base on 10, fevereiro, 2010 at 23:55

Nós…
Como tudo implícito
Exagerado em caos
numa estrada não vai terminar…
E quando é explícito
Nós…
Andamos do Camboja ao Laos
Sem sair do lugar…
E tudo relampeando
Como se se alumiasse
algum pensar!
Nós…
No submundo de aquarela,
palpita o fogo queimando
na cripta da vida singela
Andando pela estrada
à noite calma e morna
Só o céu como teto
E os muros, telas..

Nós…
aqueles que incomodam:
A Verdade precisa ser dita!
Nós…
Convivas bêbados
Que não ébrios por algo
senão nosso sono,
nosso pensamento…

Nós dois,
sem lua neste momento
Mas sorriso, que em ti se insinua,
É a lua nova, crescente,
é tudo.

Nós,
nosso proveito
É o ajuntamento
Do bem com algo superior…

Nós:
somos o complexo perfeito
harmônico que jamais se desmanchou.

Chão de Fábrica

In Poesia base on 9, fevereiro, 2010 at 8:26

Pobre Cão que passa à máquina
O dia inteiro e nada muda
O mesmo desespero, pátina
De papel amarelado que ser forma
Sobre seus dedos,
Dado a vida para quem, por eles
Apenas nutre desprezo.

Bestial carga lhe sobe contato
E quanto lhe diga o mesmo,
É certo que o incerto Mercado
há de lhe impor medo.

Pobre Cão que passa à máquina
É maior que o auxiliar
Sempre menor que o patrão.
Seu padrão não existe:
O pensamento é só um borrão.

Enquanto isto, fúteis meninos vãos
Que nem sabem o que é graxa
Tentam ganhar uma discussão:
“Não passará do chão de fábrica,
peão!”

Não tem maior dignidade que o cão
Mente corroída de vermes,
Como aprende e aprende tanto
E não aprende a tratar seu irmão?

Capiau II.

In Poesia base on 7, fevereiro, 2010 at 23:04

Io qui mi ve’o cum sardade
Nas hora ruim du fim di taRde
Mansamenti co’os baruio da cidade…

Esp’randu mi’a si’óra,
Qui non te’o na’a…
Só mi’a te’r’a mi’a morada…
I us pássaro qui me vem ni revoada…

Io me fiz fraco num jarro d’água
I mi passo ni na’a, numa nuova ni’ada.
qui io sê qui amô di ama’a é iscudo
É ispada… É la própria istrada…

I qui du poco qui tenho me ve’o bem
No preciso, non me queda lo excesso
Expresso, io prefiro u qui tenho.

non sastifeito cum qui sou,
mas co’o qui tenho,
Mas hei de merecê mais:
Hei di sê muito mais!

Purque é na simpricidadi
Qui’o posso mais.

I non naset’queta
No’nas ap’rênça,
Surriso farso, às moda francesa,
O na lógi’a dus grego/alemão/japonês…
O na arrogântia dus am’ricano do norte
O do puevo CUrit’bano.

Ma’ mio si’ô, non mi levi à mar
Non mi é sardáve generalizá,
Ma’ qui mi é penoso cuma
qui podi tanta cuisa ruim
r’eunida num só lugar…?

Oração anti-ganância

In Poesia base on 7, fevereiro, 2010 at 22:23

Ó Senhor dos desgraçados e humilhados
Que tanto tirastes de quantos mundos…
Porque eles não conseguiram entender!

Ó Senhor Supremo de todos os mudos
E quanto que se passa de tanto absurdo…
Por erros de não fazer o que é de ser.

Ó Senhor, escutai minha súplica,
Que a justiça feita seja única
Seja coberta de Tua Sagrada Túnica,

E de tantas riquezas que obtiver
Que A Eliminação das Grandes Desgraças
Seja verdadeira, eterna e única.

De que adianta, Senhor, ter tudo
Perdendo o ser dentro de cada um?
Senhor,
Só lhe peço não nos deixe apodrecer
Não seja para guerra nosso poder…

E que nós não usurpemos dos fracos,
Sendo apenas agentes de teu santo poder.

Harder than a rock

In Poesia base on 2, fevereiro, 2010 at 19:48

That´s today
Tomorrow, that´s under my veins
See? That thunder over the mountains?
I´m not interested in ends…

Yeah, but those soul suckers
into the plateau of no succor…
Force damn’d lost games,
I’m not interested in play…

But I must do it as it’s said.
Just the way we’re paid,
We gotta know the whys
They are never finished!

Trough the hills we’ve made
with petroleum and blood,
Over those lost waves
Of cruelty and sadness…

And when the pure insanity
In peace breath…
There, I wanna sing,
Like my ancestors…

_______________________________

While a few love
Lots of people
Are forced to die…
That´s the pure insanity
You can´t free the world
alone.
why people won´t shine…
Very few are made to make things bright
And… All the other are just mass…
massive flash crowded waiting for nothing…
Voting for being always threatened.

Like our ancestors,
We must fight
We must shine…
We must dive in this world
To make it better
To extract best of it.

Poesia de banheiro III

In Poesia de momento on 1, fevereiro, 2010 at 0:38

E eu vou cantar a latrina:

Ó que vaso fétido
Que se guarda na latrina
Fátido, Pútrido, falho,
Que leva embora nossa ruína.

Pelos alienados que somos
Os vermes que somos…
Os vermes que nos corroem,
Desses lugares que se detroem.

Mas, também vai pra lá
Toda toda poesia má.
E a má poesia.

Gente que expressa
Em formas vazias
Coisas vazias.

Ahhh Meu Deus!
Que Iria pra latrina,
Esta sua poesia…

___________________________________________________

Fodam-se suas infensas geografias.
Seu parnasianismo se dispensa
Me apurrinha.
Cante decentemente.
Como poeta,
Como gente!
Porque não é de rima
Não é de verso
Não é de métrica
Que sobrevivem poesias.
Mas sim
Diga alguma coisa
Coisa, qualquer coisa..
Que ajude ao povo.

Não sou hipócrita a dizer:
“ah, eu sou o bom,
Ruim é você”
Porque eu também tenho
meu momento parnasiano…
Mas puta que o pariu…
Eu tive sono
Quando terminei de ler você.
____________________

Tenho, para cada situação
Um humilde palavrão,
Que se escapa condoído
Perante ditosa visão.

Merda para quando
Dá-se em bosta
Qualquer resposta.

Foda ambígua
Artimanha da língua:
Complicação ou fornicação?
Que se foda isso então!
De qualquer forma
-é danação!

Os elfos do “Sonhos de uma Noite
de Verão”! que se fodam!
Fodam-se também os senhores
Daquela situação.
Fodam-se todos aqueles que são!
–Claro os que são in(__________) qualquer coisa.

Justiça social II

In Poesia base on 30, janeiro, 2010 at 10:12

Dê ao pobre o que do rico nunca foi,
Mas que foi tomado pelo rico
Circunstancialmente,
Comumente,
O que
Normalmente,
Não propriamente
Teria de modo honesto…
E assim, o pobre fica mais rico
O rico, um pouco mais pobre…
Até religiosiamente, isto é nobre…
Moralmente é caridade, é altruísmo,

Mas por que este altruísmo
Precisa ser forçado pelo Estado, irmão?

Dividir para crescer.
Desenvolvimento subentende divisão…
_______________________________________________E não acumulação.

Justiça social I

In Poesia base on 30, janeiro, 2010 at 9:45

São tantos modos,
Tantos lógicos
Observados como nada
Os sublevados entremeios…
forçados, forrados.

Cadê a base igual,
De oportunidade social…?
Por que moldaram norte
comportamento normal?

Guiam e guiam as pessoas
Pela mesma via,
No mesmo e exato frio,
Calculado e racional.

Mas não seria sensacional,
Que fosse assim de fato?
E pra quê? Virar apenas instrumento
Um PC orgânico:
Sem amar, nem viver!

Falta ensinar a sentir…
Igual se ensina a ler e a calcular.
Mas é possível?

Torniquete

In Poesia base on 30, janeiro, 2010 at 9:32

Avança
A manhã é uma brisa
A tarde, um porrete…
Cantamos perdidos,
O nada, grande pó que somos.

Recua…
No período da tarde
As águas escorrem nas frontes
Nos asfaltos de morte
E aliviam o calor doente…
De quem não tem sorte.

E apertados,
Os patrões apertam os operários
Com ameaças de perda de cargo
E queda de salário…
O merecimento é relegado
A ser parente de político salafrário…

É o torniquete do sistema
Pessoas que não nem vivem por si,
Nem por ninguém…
Fantasmas brutalizados, reificados,
Colocados como meros objetos,
Marginalizados.

Torniquete dum mundo de paz,
E continuam com milhares de acres de terras concentrados…
Senhores do pó.
Eles mesmos, sós.

E ai de quem fale mal!

Mas o maior do maior dos torniquetes,
É o próprio pensamento
A postura acrítica…

Mas que fazer,
Se a maldade é cíclica?
E tudo sugere, indica,
— força —-
A ser assim?

Fogo

In Poesia base on 28, janeiro, 2010 at 9:21

Termina um ciclo odioso
Como vim esperando toda vida,
Agora é a saída,
É o tempo da despedida do passado,
Do balanço contábil do aprendizado,
Da gênese duma nova vida,
Um novo eu, revigorado,
Agora há um novo Céu
E uma nova Terra –
E tudo está mudado,
São novos sorrisos e desafios
que custuraram uma alma dilacerada.

mas assim é a natureza:
tudo termina, acaba, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa
Tudo termina, começa

Só não termina o tamanho do amor,
Do fogo por quem se ama.

Altares

In Poesia base on 24, janeiro, 2010 at 10:30

I
O altar primeiro é a vida
é mais que sagrada
É construída ilógica
E problemas de ótica…

— Apesar de doída —
________________
II
Os altares subsequentes são
— Respectivamente —
Corpo, Cama, Casa, Amor, toda e qualquer rua
Toda fileira nua de terra…
Toda a vida que sobrevém
–Pulula, como nunca —
E vivemos com um certo tremor
na base da nuca…
São altares….
__________________________

III
O corpo, é um dos principais
Das nossas casas e nossos lares.
Nosso espírito ali habita são
Quando lá está são.

O amor é a nossa correspondência divina,
que, retirado de seu lado vão,
Vive em tudo sem contestação.

E os altares são onde nos amamos
Onde vivemos, cantamos, choramos.
E os sacrifícios menores
São sempre os mais bem-vindos.

____________________
IV

Elevação de ser
Transcende o mítico eu de não ser
O que perdido fala de ressonâncias
O que se perde na opacidade racional
que de tão racional, virou prisão
Antes de liberdade e experimentação.

O altar maior de nossas vidas é a cama.
Ali passamos 1/3 de todo o tempo…
E procriamos, descansamos e sonhamos…
Dê à cama um dos maiores respeitos.

Daqui em diante…

In Poesia base on 23, janeiro, 2010 at 10:36

I
Saldo novo
Conhece o jogo?
Sabermos se somos
Nós os certos
Se somos os donos
Ou os sonos
De tudo o que vivemos.

É o istmo ocidental
Duma porção de terras orientais.
Vivemos nos cruzamentos ancestrais,
Do tolo querer menos ou mais,
Do racismo iliterato de intelectuais,
Os humores de faltas de escrúpulo
E as têmperas do mergulho no ar.

Hoje é o dia a se eternizar.
E toda a sensação de viver
Como a vida fosse só o momento.
Agora é o momento de realizar…
________
II
Saldo novo…
Conhece mesmo o jogo?
Agora sei. De fato sei.
Os erros e os acertos são preparação:
– Aceite, humilde, o saber novo
Que não vem da razão.

O transcendental amor
Nunca lhe deixará,
De pai, de mãe, de irmãos
E namorada.
A transcendental paz
De viver como jamais
E como ser em si e o que isto traz.

O transcendental eu,
Vive agora fazendo o futuro
Com um prazer taciturno,
Iluminando o novo mundo
Se afigurando em novos mares
E em bases de poemas e altares,
Se constrói novos lares.

Haiti

In Poesia base on 21, janeiro, 2010 at 11:51

Como sempre o sempre passa
Como o nada o nada fala

E como assim em si se canta
O que via a frente em cada ala

Cinzento céu sobre nós exala
unguentos de pó de cabala

Complementos em si se cala
Ansiedade paciente nunca fala.

É ente de idade imemorial… Não que valha
Assim, que se passa é o tempo.

É o sempre sempre passa…
E sempre somos novos o tempo todo

A mudança é o tempo de nada
E o agora é azul-cinzentado

Esperando desabar o mundo … de novo?
O mundo inteiro agora é vala.

Corpos pelo chão, numa ilha
Ratos no porão roendo pilhas…

E o material de pão, baunilha…
Palmilha que carrega frieiras…

Cadê, cadê as bordas, as beiras?
Milhares de mortos, té freiras…

Será o mundo inteiro vala?
Uma massa se cala inconsciente

-Todos mortos como indigentes,
Uma massa ferida e miserável.

A Expoliação Natural dos Erros
Nunca será explicada…

Quais erros? Mente cala.
Corpos caídos pelo chão

Dor, sofrimento, escuridão
Escombros, devaneios, solidão

Escombros, um clarão!
……. Tremor, chão.

Incrível como mamíferos
viram abelhas desnorteadas…

Haiti,
Tempos melhores hão de vir a ti.

“O Fim é um começo”

helicoidais e fraternais,
continuemos.

Surreais e sobrenaturais
Nos reconstruiremos…

Porque o que é construído
Ajuda a construir. Reciprocidade maior não há…

Sine qua non

In Poesia base on 13, janeiro, 2010 at 8:22

Cultura desculturada
Da massa encefálica desconstruída
Incomoda muita gente…
O mais difícil é reconstruir
o raciocíno estilhaçado.

Sonhos…II

In Poesia base on 13, janeiro, 2010 at 8:19

Traz consigo, cansa’o,
O enfado de nada conjugado,
Pare’o ao mar de estado,
Se’a co’os fatos de’orde’ados,
E plane’a o que não pode…

Escorre seiva de inseto,
Na pátina do papel,
Inseto, por que não vive?

Erga-te e viva!
Erga-te e viva!
Erga-te e viva!

zzzzzzzzzzzzzzzz
Voa, voa pelas correntes do ar!
Medo, medo, medo.

Traz consigo cansa’o
O encargo de uma eternidade
Um trato de obscuridade
Um jato de insanidade.

Um sonho perturbado…
E tudo muda mais um fato.
ato ato ato ato…

Não tenha medo!
É só um certo canto
De um mundo que não a entende
Criatura.
Hoje é um dia bom
E todo dia é bom.
É só sentir o som e o tom
Do vento,
Que corre no coração do tempo
Nas esquinas arteriais do sentimento…

Só deixe correr
Se acalme, o sonho e o real se misturam
Nao sabemos o certo o errado…

Não tem diferença…
Extensão… Extensão…
Ex – tensão.

Dúvidas

In Poesia base on 12, janeiro, 2010 at 12:01

Será tão complicado tirar luz do escuro
Será tão fácil viver no absurdo medo
Será tão nada quanto ser minúsculo?
Será tão simples ser rejeitado mudo?
Será todo mundo calado, tal absurdo?
-O semblante é outro estado fractal
E vivemos como nunca fosse final…
O semblante é em quem perde real…

Será o isolamento a pena total?
Será tão segregado por não existir?
Será que tiram quem se quer
Só por diversão cruel e infernal?
Será de tanto lutar, possível sorrir?
-O estado arfante é mortal
E corremos como se fosse tal
O artefato é sobremodo carnal
Sobrevém outra iena ou chacal.

Será a raposa branca vista em sonho
ainda quando criança, espéci’de sinal?
Será o que engradece surreal? Não…
Será ser possível ser original, cão?
Será o chão voando, apto fanho?
-O estanho que se perde direto
Complemento predileto de nada
desdenha alquimia de insetos
O complemento é incompleto…

Fazer o que será certo?
Hoje, amanhã, ontem
Será hoje o teto?
O ápice, limite…
Acredite,

Será que amor ainda existe?

Acredite…
A crença é subjetiva:
Só se crê no que em si persiste.
No que se sente…

Senão, é tudo carbono e química
E acaba a graça infinita da vida.

Passado

In Poesia base on 10, janeiro, 2010 at 21:10

É um buraco negro
Um castição ameno
Um aterro de lixo
E uma pilha de livros…

Constantes

In In fluxo de consciência., Surrealidade, The unnamed feeling, Trovas para alguém, trovasugestiva on 7, janeiro, 2010 at 15:25

Dedicado a Marinara Kort Cerávolo

Nutre-se o espaço
Com o vento e todo sentimento
É como passa a vida
Num único momento.

Ah, os pensamentos líquidos
Caem no fogo, apagam o forno
da quentura do que destrói
Simples fáctuos e ávidos

Pelo carbono de metais,

E quanto voam dragões fractais
Se vê na escada gema de torque
E o próprio toque vira árvore
Caindo do fundo no céu

O fundo da alma vira mar
E canto de sereia vira todo cantar,
Não passa dos arrecifes de corais
Simples, sempre demais,

Coloridas anêmonas queimam
No ígneo mar vermelho fervente
Onde alguém jamais foi.
só se espera, só se espera…

O respeito pelos ancestrais.

Todo amor, em certo momento,
vira papel corroído e queimado
Porque todo calor de encontro,
Também,
queima na saudade que sente
O pobre apaixonado dilacerado.

A relação é custo benefício,
E sempre beira ao vício,
Contudo,
é sempre revigorante compromisso
Fremente semente de mundo novo…

E o céu vira prisma,
decompondo a luz de seu sorriso…
A terra engole os caprichos
O vento conversa contigo.
Palpitações…
Promoções de alma
E liquidações de anêmonas no mar de magma,

É como passa a vida
A vida num único instante
O olhar é profundo e cortante.
É infinito o espaço
quando praticamente não há tempo.

Só ficam as velocidades,
dos olhares dos amantes,
Porque todo resto é variante.

Fadiga

In Poesia base on 6, janeiro, 2010 at 22:55

ardem as pernas de andar
Como basta o tempo esfregar
O que sente o tempo em passar…
E o atrito entre os dois lados,
é a mais esquisita pena dos homens
sob o luar.

Somos todos um?

In Poesia base on 6, janeiro, 2010 at 21:02

Somos todos um
Como se pode ser um
Sendo todos uns os mesmos,

os tempos que andamos a esmo..
As coisas que nos separam,
nossos próprios medos.
Somos todos um?
Só sei que contemplo o tempo
De ser quem sempre quis,

e tentar usufruir do que fiz
Ainda que pouco…

Eu sei.

Somos todos um?
Somos os ventos de nossos medos,
nos reconstruindo como casas,
Como prédios velhos…

Somos todos um?
Unidade é uma dádiva e uma perdição.
somos multiplamente unos,
cientes de nossa própria condição.

Levante!

In In fluxo de consciência. on 6, janeiro, 2010 at 20:58

Como passa o tempo,

De tanto sofrimento
Mas por que tanto unguento?
E tanto correr sem achar o destino
E perder-se num desatino,
Passam séculos
E os dragões voam sobre os matos…
E os cães continuam latindo

Dragões, fortes e orgulhosos
Dominam o mundo dos homens
E que levam tanto tempo…
Levam tanto lamento aos pobres
E bate raio e bate estaca e bate arma
Não pode parar,
O que te move é amor, é fúria, é raiva

é ceticismo, é crença, é tudo ao mesmo tempo
Seu humano de nada,
Anda… Como como se fosse aquela a última estrada,
E guarda tuas críticas,
tuas revoltas amargas
para as horas corretas,
As sombras draconianas das coisas restritas,
Não, não me dizem nada.

E as coisas amplas de mais são vagas.
O que te move,
é amor, é fúria, é ceticismo, é crença,
é tudo ao mesmo tempo
filho do amor com o vento,
Seu desgraçado, humilhado,
Erga-te pra mostrar pros dragões,

Não tem mau tempo.
E a perseverança que sustenta,
é a que te alimenta.
Levante, acorde, disperta…
É o amanhã que te move,
É o saber que de ti escorre….
E o não saber que te socorre…
Sabe… CORRE! ACORDE, sai do transe
Não é uma queda,

não é uma queda, não é uma hipnose..
que vai te sedar.

A queda

In In fluxo de consciência. on 6, janeiro, 2010 at 20:55

não, a chuva de sangue é o mar …
Canto canto enquanto triste o fogo arde…
E vejo toda tarde, todo canto cessar…
Fui eu? Minha culpa? Eu tentei…
Pelo menos, não podia ser…
E tudo é como tinha…

Atirado para o nada…
Pela estrada eu vou, com dardos,
Com revolta e pensamentos afiados,
queriam me segurar, me seguraram
me perdi, que seja, eu saí…
Saí de lá por amor…

A chuva de sangue é o mar,
De milhões de morreram
Para que estivesse vivo,
Agora, neste momento,
Aqui ao teu lado…
Escrevendo e escrevendo…
Como um doido alucinado.
É quanto passa… Eu sei…
Eu sei que tudo é passado,
E o presente é o momento mais sublimado,
Mas não…. não…
A chuva é o mar de sangue,
que lava e purifica os erros
E lava as lágrimas,
Dos fracos e perdidos,
Os que de tanto suar,
De tanto se perderem por tentar,
Um dia cansaram e caíram…
E o sangue é espírito….
Eu sei é esquisito,
Olho tudo a minha volta,

tenho ganas de soltar meu grito,
Mas meu brado é por meus erros,
dos quais sou parte culpado
E vítima ao mesmo tempo
E estou sendo punido por todos lados…
Só sei… só sei que o tempo é nada…
E o espaço irrelevante,
Com você ao meu lado,
E é a verdade que espero,
Há muito tempo, muito, muito…

Eu só sei…
Talvez pagar tudo só…
Fosse melhor,
Não, é tudo com tempo,
Eu sei…
Não, cala-te pobre caído,
Você Não sabe.
E a chuva é o mar de espírito
Que é o sangue de milhares
Unidos….

Como uma só nutrição…
às células do mundo…
Como uma só luz,
que livra de qualquer escuridão.

MKC

In Poesia base on 5, janeiro, 2010 at 8:02

Cozido de hemácias
Quantas vai?
Desnatura proteína
E não para mais.
Consome falácias
Como quem vai no supermercado,
Traído pro brácteas,
Embebido em endorfina,
E viciado em descida,
Os dragões amoniacais…
Os cantos, os haicais…
Nada me dizem mais.

Quero paz, paz!
– E alguém que sumiu há algum tempo atrás.

Fractal IV – Nonsense II

In Poesia base on 2, janeiro, 2010 at 0:06

A explosão é nada correspondente
Sobressaliente de modos desgraçados
São tantos e numerosos estados
São tantos e tantos pedaços…
Como dilacerados fossem pelos tempos,
E nada restasse após pós lamentos…

O sim não sim que dói
Que corrói nunca saber se acerta,
Se o correto é aquela coisa certa,
A certeza do que é certo inexiste:
É apenas errado estar certo,
Por mais certo que isto seja triste.

A explosão do nada é ascendente
Sobrecadente no fato de modos fados
São certos fatos, cá fátuos
E em si efêmeros espalhados,
Deslocados e desligados em todo lado,
Sem sentido é que tudo termina.