Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Ninguém é 100%

Nem há uma chance:
De agora em diante
Tudo fora do alcance,
Mas nada tão distante
Que não se possa sequer sonhar…

Há muitos obstáculos,
Mas para um guerreiro caminhante,
Sempre há sustentáculo!
Não mais errante,
Tão errante que não se possa pensar!

Pouco é repleto
E é repleto de pouco!
Nada é repleto/
E é repleto de nada!
Sem nada, desperto,
Só; perplexo; normal; anormal;
Talvez até louco…

Pouco é 100%:
Tem sempre algo sangrento,
Que o passado tende a esconder…
Ninguém humano é 100%–
Por mais que assim tente
Parecer!

Tente não julgar,
Tente se antecipar,
Pro mundo que cá está,
que está tudo a revirar!

Se pelo bom caminho for,
talvez até possa ao bom lugar
chegar…

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Nem tinha visto o erro de ortografia… xD