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Canção dos dragões – Anima et Sense

Dragões

Ó bravios inexistentes
Sobrepostos sobre o poente
Perdidos no passado displicente
Corroídos pela barbaridade indigente.

Fulguram aos mil
Sempre em vôo ardil
Tomando o sangue
Do circunspecto povo

Párias, sem pátria
Razão ou mangue
Têm tido uso novo
Para espantar o mesmo povo,
Circunspecto…
à falta veia átria
E dos dragões, sobrevôo!

Eis que se pega em transe.
Saber não se sabe,
Até que se lance.
E mais que não se acabe,
Dum coração flamejante,
Que ataca sempre adiante!

Eis o final.
Do corte,
À Lâmina.
Sem memorial,
Anima et sense
Sense et Anima!

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