De repente me vi
Me vi um Vômito
Decrépito arroto
Da cripta temporal
Dos poetas imortais.
De repente me vi sonso
Tanso. Nada.
Minha poesia vi-a sem brilho
Todo meu escrito
Sem sabor
sem sentido.
De repente vi um mar,
Vi um sorriso, um olhar
Esqueci-me tudo…
E faço rimas toscas
Que me perseguem feito moscas.
Inimigo meu dirá:
-estava na hora…
Eu só tenho a lamentar…
Pois ainda que seja vômito
Ainda que seja subproduto
De classicismo perdido,
De um desexistir de arte
Andando pelo esgoto
Eu ainda assim…
Clamo minha poesia.
Poesia como minha.
Mesmo não tão boa
é muito melhor
Que muita rima à toa
E muita coisa feita apenas pra vender.
Bom dia! Vim retribuir a visita que você fez no Canto do Escritor. =]
Muito obrigada pelo comentário, eu acho muito legal quando alguém leva a poesia a sério e ainda faz uma crítica. É para isso que servem os comentários, não é? XD
Bem, eu não pude resistir ao ver tantos poemas assim no seu blog: eu li vários. Gostei muito da sua poesia, é diferente, daquelas que não se vê em qualquer lugar. A única coisinha que eu poderia dizer que pode melhorar está na última estrofe do poema “Meus Versos II”. O último verso termina com “er”, e não vi outro assim para rimar. Talvez você queira ter feito assim mesmo, mas é que eu gosto muito de rimas. XD
Mas parabéns, vou continuar lendo seus poemas!
Eu estava gostando do caminho que estava tomando a referida, mas esse último verso, realmente, não quebrou, estraçalhou o encanto… u.ú
Se eu pudesse tirava ele, e só ele.
Pois porque faço rimas toscas
que me perseguem feito moscas
Resolvi me libertar delas.
Bem, obrigado por visitarem meu blog, moças. xD.
Bem, aquele último verso nesste em especial, é proposital por uns motivos aqui:
1) Preguiça/improviso – este quem vos fala em geral demora no máximo meia hora para escrever qualquer poema de lambuja. Então, acaba que eu escrevo primeiro e penso depois.
2) Sim, eu quebrei primeiro pra usar um artifício que usava Virgílio também. Era a a repetição: “muito melhor”/ “muita rima” / “muita coisa”. Eu podia ter cortado: “feita apenas pra” e assim teria um verso dentro da métrica, mas artificial, com sentido muito alterado.
3) Eu não sou escravo das rimas. Sou senhor delas. E a quebra de rimas e métricas indicam que eu tô pouco me lixando pro “poema”, mas querendo retornar à poiética, ou seja, o sentido, a poesia em si. Mas isso diria qualquer crítico de esquina de botequim. E pra dizer a verdade, não escrevi isso pra que fosse interpretado assim.
4) escrevi-lo porque qui-lo.
Tá… mas voltem sempre.