Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Julho 6th, 2009

Meus versos. II

In Poesia base on 6, Julho, 2009 at 22:21

De repente me vi
Me vi um Vômito
Decrépito arroto
Da cripta temporal
Dos poetas imortais.
De repente me vi sonso
Tanso. Nada.
Minha poesia vi-a sem brilho
Todo meu escrito
Sem sabor
sem sentido.

De repente vi um mar,
Vi um sorriso, um olhar
Esqueci-me tudo…
E faço rimas toscas
Que me perseguem feito moscas.

Inimigo meu dirá:
-estava na hora…
Eu só tenho a lamentar…

Pois ainda que seja vômito
Ainda que seja subproduto
De classicismo perdido,
De um desexistir de arte
Andando pelo esgoto
Eu ainda assim…
Clamo minha poesia.
Poesia como minha.

Mesmo não tão boa
é muito melhor
Que muita rima à toa
E muita coisa feita apenas pra vender.

Criando clichês…

In Poesia base on 6, Julho, 2009 at 21:01

Faz de conta que o mundo
Fosse todo só um dia.
Inventa que todo tempo
Fosse o espaço e sorria!