Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Julho, 2009

News

In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, cotidiano torpe on 30, Julho, 2009 at 9:16

Nothing is going to change…?
___
What are all those ends?
++++
Am I unwritten?
__

C’mon, welcome to the jungle
+++
Ugle ugle ugle ugle…
+++
Cheat up, I don´t wanna hear you…
__

That´s violent pornography
++++++
We’re fulfilling a dream…
++++++
An American Dream.
__
But is it real?
The realm is over,
Our city is crowded.
And the Fuel is loaded.

Welcome to the sparks
To the thunders
Of a lost country.

Three billion watch three people
Every second, every moment.
That´s a wise prophecy.

losin’ sense

In Poesia base on 27, Julho, 2009 at 13:49

Perspectiva conflituosa numa estrada retardatária.
Per spectiva con fli tu o sa nu ma es tra da re tar da tá ria;
Per spec tiva ria con o sa ma tra da re tar fli tá da tu nu
…………………………………………………………………
Espectro Pergaminho Ativa
Spec Per tiva ma tra da re tar fli
Es ga va trama dare flitar
Esquiva ‘flitiva nu Ativa ma
E-s-q-u-i-v-a
P-e-r-s-p-e-c-t-i-v-a-?
Não. É boleia.
Caldeia.
Dinheiro fala
falta dinheiro
caldeiajudeiadinheiro
Nada.
Juventude Hitlerista…
Exterminada exterminada.

Nazismo mancha.
P-e-r-s-p-e-c-t-i-v-a.
Mannachazismo
Suerrealidade
é o meu compromisso.

fora aos pântanos. bushes, pauls e brushes transparentes.

Achismo.
a…

Destino

In Poesia base on 21, Julho, 2009 at 16:00

Quem afinal das contas será o destino?
Será pobre humor que desatino?
Será a nova força das manhãs?
Será o prazer e a ausência de afãs?

Destino é um pobre menino
De quem roubaram um doce
E por mais ligeiro em si fosse
Não passou dum ingênuo trapaceiro.

Controlando tudo com o Acaso
Como seu sublime padrinho
E a chuva batendo fininho…

Ah! Não… Minto minto por inteiro!
Destino é a desconstrução dos desatinos
De erros e acertos que sinta.
___

And

In Poesia base, Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira on 21, Julho, 2009 at 15:04

and is nothing
It´s related to ending
And is sneezing.

What do we seek?
And. And. And….
But and is a land
Of flowers in hell
Or liquid steel.

Just here …
Here it´s and.
And it´s nothing.
And everything it is.

“Una creek du croup”
On a high way covered
by burned hails…

And is thought of group
Not seen or interested in being
What we think, and
what and is…

That´s just
And
And is the first sound in my mind…
And is a picture which could be mine.

Ok, We´ll be fine.
But the willed Death
Won´t let us shine…
Just because,

There’re dragons on our world.
And these dragons are being eaten
By dragonflies.

Those swimming in the souls of
Simple mortals
Coming down one more time
After the scream of the
Deads Husskarls.

And is just ice spitting in our eyes
Don´t worry, after dead,
(sic) Everyone is fine…

But Don´t wish dying…
After some time
your ancestors
Mix with your soul
in a how you won´t want to know…

But if you can fly
And are born wings in your back
Show yourself strong
And that´re uniteds alones

They’re the biggest party
in the Cosmos’ Congress.

Poema do fim do mundo XII

In Poesia base on 19, Julho, 2009 at 0:34

Haicais dos momentos decisivos
I
Masmorra sem fãs
Tal das grandes cinzas vãs
modelam cidades.
II
Pássaros revoam
Pessoas com amenidades
Cinzas distoam.
III
Nasce sonho antigo
em si se passe o alarido
Fanho sem amigo…
IV
Civilização
limpa: longa construção;
Pássaros sonham!

Desafio do capítulo LV de Dom Casmurro

In The unnamed feeling, Trovas pra ninguém, crítica?, sátira? on 9, Julho, 2009 at 23:27

Oh, Flor do céu! Oh, flor cândida e pura!
Quem que contigo pode, quem te atura?
Quem tal perfeição contraída insinua?
Sois pó e vento, amargura e sofrimento!

Candura nada vale à vida dura
E quanto mais se marchem os buquês
Mais fazem panegíricos a ataduras
Afinal, tal formosura pra quê?!

Enorme mar de gentes morre em fome
grande bando indigente em si poluente
P’ra Elite da Academia* e pince-nez.

Ahh Quem me dera ao menos uma vez**…
‘Cabar de vez com toda essa gentalha***:
- Perde-se a vida, ganha-se a batalha!****

_____
Ao leitor comum:
* Sim, isto é uma crítica direta a Machado. Elitista, mesmo tendo subido na vida, mesmo sendo saído das camadas baixas e tendo cutucado a burguesia, ele o fez de maneira tão sutil que não surtiu lá grande efeito fora do âmbito pessoal. Sem falar que ele advogou pela República, criticando duramente Antônio Conselheiro e Canudos, por quem nutro certa afinidade ideológica. Nada contra a obra dele que até vale como bom material… Homero era filho da aristocracia grega e nem por isso era mau poeta.
** É exatamente copiado do Legião Urbana. Propositadamente.
***Como diria Kiko do Chaves, “Gentalha, gentalha, bzzzz!”
****E sim, é baseado no desafio de escrever esses versos em negritos em um soneto que está em “Dom Casmurro”, no capítulo LV. Uns lugares comuns, umas frases clichês das mais irritantes!,

Prepotente…?

In Poesia base on 7, Julho, 2009 at 19:14

Sei.
Eu sei muita coisa.
Queria saber menos.
Saber é um fardo.

Como dardo.
Me atinge…
Me restringe…
Como um escudo.
E se algumas vezes me faço de surdo,
Não é por mal.
é por pensar saber demais.

Meus versos. II

In Poesia base on 6, Julho, 2009 at 22:21

De repente me vi
Me vi um Vômito
Decrépito arroto
Da cripta temporal
Dos poetas imortais.
De repente me vi sonso
Tanso. Nada.
Minha poesia vi-a sem brilho
Todo meu escrito
Sem sabor
sem sentido.

De repente vi um mar,
Vi um sorriso, um olhar
Esqueci-me tudo…
E faço rimas toscas
Que me perseguem feito moscas.

Inimigo meu dirá:
-estava na hora…
Eu só tenho a lamentar…

Pois ainda que seja vômito
Ainda que seja subproduto
De classicismo perdido,
De um desexistir de arte
Andando pelo esgoto
Eu ainda assim…
Clamo minha poesia.
Poesia como minha.

Mesmo não tão boa
é muito melhor
Que muita rima à toa
E muita coisa feita apenas pra vender.

Criando clichês…

In Poesia base on 6, Julho, 2009 at 21:01

Faz de conta que o mundo
Fosse todo só um dia.
Inventa que todo tempo
Fosse o espaço e sorria!