Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Brincando de árcade.

In Arcadismo em pleno séc XXI?, Neo romantiquismo, crítica? on 25, Junho, 2009 at 21:49

As pombas voam pelas praças
Lá vou-me célere pela estrada.

Alegre, mas só, como se nada
Tivesse, mas confio que minh’alma
Está acompanhada e penso, calmo..
A alegria de ter algum dia uma amada.
O Sol é tão opaco…

Mas o frio que congela, também anima…
E me faz querer ter a vista de cima,
De tudo e quase nada. Como se num lapso

Cantasse o fator de carnasso…
E helênico visse os campos da Arcádia.
Entretanto, só vento poeira e fumaça…
Algum dia, inda encontro minha amada…

Mas o sol opaco,
É como lapso… Ainda vou célere..
Porque cantam os pássaros,
E vêem-me a imagem de quem jamais vi.
Impressionante tecnologia encanta…
Em sua galhardia diáfana sobreposta

Aos tempos que se alevantam…
Mas passeio calmo, pensando em nada…
Olhando cada detalhe de pedra…
E como se cada pedra sorrisse..

Como se cada pessoa unisse…
Cada humano se felicitasse..
E não mais carro passasse
Nem barulho fizesse…

Tanto mais estivesse só.
E num sonho só..
Vi dragões dominando o mundo,
Mas agora, é o viver calmo serene…
Deixo os tempos de agonia,
E canto as moças, os pássaros, os lugares…
E sobre tudo as imagens irregulares…

Aquelas imagens elementares,
Douradas, eternas no tempo e espaço,
Que fazem melhor o viver e o sentir.