As pombas voam pelas praças
Lá vou-me célere pela estrada.
Alegre, mas só, como se nada
Tivesse, mas confio que minh’alma
Está acompanhada e penso, calmo..
A alegria de ter algum dia uma amada.
O Sol é tão opaco…
Mas o frio que congela, também anima…
E me faz querer ter a vista de cima,
De tudo e quase nada. Como se num lapso
Cantasse o fator de carnasso…
E helênico visse os campos da Arcádia.
Entretanto, só vento poeira e fumaça…
Algum dia, inda encontro minha amada…
Mas o sol opaco,
É como lapso… Ainda vou célere..
Porque cantam os pássaros,
E vêem-me a imagem de quem jamais vi.
Impressionante tecnologia encanta…
Em sua galhardia diáfana sobreposta
Aos tempos que se alevantam…
Mas passeio calmo, pensando em nada…
Olhando cada detalhe de pedra…
E como se cada pedra sorrisse..
Como se cada pessoa unisse…
Cada humano se felicitasse..
E não mais carro passasse
Nem barulho fizesse…
Tanto mais estivesse só.
E num sonho só..
Vi dragões dominando o mundo,
Mas agora, é o viver calmo serene…
Deixo os tempos de agonia,
E canto as moças, os pássaros, os lugares…
E sobre tudo as imagens irregulares…
Aquelas imagens elementares,
Douradas, eternas no tempo e espaço,
Que fazem melhor o viver e o sentir.