Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Sono III

In Neo romantiquismo, cotidiano torpe, simbolismorevisitado?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 22:33

I
Ela dorme ao lado
Doutro lado do Corredor
E concorre num translado
MInha vontade tê-la
Sem o menor pudor
E sonha e dorme e vira
Como se nada existisse
COmo se toda dor humana se resumisse
se resolvesse, se conquistasse
Apenas com o dormir,

Tomara Deus, meu Senhor…
______

II
Que será esse Corredor?
Eu não sei, não sei não.
É um espaço, um vão
É uma rota uma fuga?
E quem será ela?
Será um amor?
Interpretação tua, leitor.