Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

In cotidiano torpe, crítica?, desaignesia on 17, Junho, 2009 at 23:06

O mundo é sempre o mesmo
O mesmo mutante convergente
Muda desde Governo a detergente
A realidade mesmo é à esmo.
E compreendem a falsidade
Superficialidade, banalidade,
irresistibilidade…
Dessas energúmenas transformações.
Enquanto é só a estrada
O mundo sobrevive de decepções…
E a crítica é própria
dos reclamões…
E os novos dilemas não se resumem
em ser ou não ser;
___Tupi or not Tupi;
Se resumem em ter ou não ter;
___________Aparecer ou não aparecer.

-Mas isso não importa:
Afinal estamos cada vez mais
Absoluta e diferentemente iguais,
não?