Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Junho 17th, 2009

In cotidiano torpe, crítica?, desaignesia on 17, Junho, 2009 at 23:06

O mundo é sempre o mesmo
O mesmo mutante convergente
Muda desde Governo a detergente
A realidade mesmo é à esmo.
E compreendem a falsidade
Superficialidade, banalidade,
irresistibilidade…
Dessas energúmenas transformações.
Enquanto é só a estrada
O mundo sobrevive de decepções…
E a crítica é própria
dos reclamões…
E os novos dilemas não se resumem
em ser ou não ser;
___Tupi or not Tupi;
Se resumem em ter ou não ter;
___________Aparecer ou não aparecer.

-Mas isso não importa:
Afinal estamos cada vez mais
Absoluta e diferentemente iguais,
não?

Bgft – Brado de um guerreiro no final dos tempos

In Pseudopsicologiapoetica, cotidiano torpe, crítica?, simbolismorevisitado? on 17, Junho, 2009 at 22:56

III – Dragões

Os dragões pairam às multidões
Dragões impõem seus grilhões
E escravizam o Manifesto das Nações.

Escamadamente sem formas
Formalizados sem cor
Vão sobre a humanidade aonde esta for.

E manipulam os homens
Seduzem as mulheres
Incitam as crianças…
Milhões de estímulos sem valor!

O sopro destes dragões
sofrimento de milhares, milhões, bilhões…
Especulam e tornam o mundo falso…
Ó dragões, quem sois, quem sois?

Sono III

In Neo romantiquismo, cotidiano torpe, simbolismorevisitado?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 22:33

I
Ela dorme ao lado
Doutro lado do Corredor
E concorre num translado
MInha vontade tê-la
Sem o menor pudor
E sonha e dorme e vira
Como se nada existisse
COmo se toda dor humana se resumisse
se resolvesse, se conquistasse
Apenas com o dormir,

Tomara Deus, meu Senhor…
______

II
Que será esse Corredor?
Eu não sei, não sei não.
É um espaço, um vão
É uma rota uma fuga?
E quem será ela?
Será um amor?
Interpretação tua, leitor.

caminho do espaço…

In simbolismorevisitado?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 22:17

Ô rua em que ando
E a mim se insinua
Na simbiose com meus pés
Convida, nua, ver suas luzes…

Asfalto soberbo cretino!
Cobre a rua e dá passagem
a carros, meninas e meninos

Rua que sai do Vácuo
E Vai para o Destino!
Tão grande como estalido…
Tão eterna quanto palha…

Romance da Era Moderna I

In Neo romantiquismo, cotidiano torpe, sátira?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 22:07

A criança sorriu para moça
A moça sorriu em retorno
O moço vendo a moça sorrir, sorriu
E a moça vendo efeito tão singular
Sorriu.
E o moço foi ter com a moça
E em meio a novos sorrisos
Planejaram nova criança.

A Pátria

In sátira?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 21:54

Ama, com pá e entulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza jaz perpetuamente em sesta,
É um seio de meretriz a bordar pus e vinho.
Vê vida não há no chão! vê a vida só nos ninhos,
Que se perdem sem ar, entre os ramos infetos!
Vê que luz, que calor, somos massa de insetos!
Vê que grande extensão de valas, onde impera
profunda e pantanosa, a eterna pirosfera!

Boa terra! apenas negou a quem trabalha
O pão que mata o nome, o teto que fornalha…

Quem com o seu suor a imola, padece:
Vê raso o seu esforço, e é perdiz, mais faz prece!

Criança! não verás país nenhum como este:
Limita na dureza a terra em que nasceste!