Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Frio II

In The unnamed feeling, crítica? on 13, Junho, 2009 at 1:44

Frio, macio.
Desce por cima do vazio
Esfria a alma dos macilentos
dos fracos
e birrentos

Leva consigo os que vivem ao relento
Marginais…
Dum sistema anti iguais.
E não vivemos bem há muito tempo..
Só que sinto é o frio
do vazio do sentimento das pessoas..

Do enternecido breu do pensamento fechado
Do saber ultrapassado.
Frio, bravio amigo meu…
Traz-me reflexão dum passado,
de ser antepassado…

E das condições de translado…
Ahh frio,
Imagem bela e aterradora tuas manhãs.
Te trago a salmoura dos afãs..
O embrutecimento dos sentidos

E a resistência para saber devido