Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Virtuallis felicità III

In Pseudopsicologiapoetica, crítica? on 5, Junho, 2009 at 21:31

Estranho pensar que são dados
Os que se passam aos olhos
E nessa geração estamos fadados
Relações inconcretas, surreais.

É difícil imaginar conhecer
difícil imaginar saber
alguém que nunca vimos,
que nunca se tocou…

Pessoas que povoam as telas
De comunidades virtuais,
que não existem no mundo
apenas em algum lugar sustentam
Os bytes e mega bytes das páginas…

Somos enfim, como espírito
Somos enfim, apenas essência
E nossa aparência, pouco importa…

Pouco importa?
Mesmo que hajam fotos…
Esses não somos nós:
São frios e meros dados.
São frios e meros códigos.
E podem ser adulterados, modificados
falsificados…

Então…Que restou de nós?
Palavras neutras
Definindo nosso estado.