Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Escriturário poeta. (eu?)

In Trovas para alguém, crítica? on 3, Junho, 2009 at 0:12

Só resta o frio
Da memória escrava
Do arrepio que se lavra
frente o sono
e a noite densa
todo mal que sobrepõe
ao solitário acompanhado
Ao pobre escriturário
de poesia passando o que só é abstrato em palabra morta, para outro tentar compreender.

Pobre escriturário poeta.
Pobre pateta,
Escrever versos: e de que adianta estes versos?
Mulheres não te olham,
o dinheiro não te vem,
o sistema te engole…

Enquanto isso
pensa na revolução de novo…
Não tem jeito: seu nada, seu troço!

  1. legal…gostei…vc escreve bem..