Só resta o frio
Da memória escrava
Do arrepio que se lavra
frente o sono
e a noite densa
todo mal que sobrepõe
ao solitário acompanhado
Ao pobre escriturário
de poesia passando o que só é abstrato em palabra morta, para outro tentar compreender.
Pobre escriturário poeta.
Pobre pateta,
Escrever versos: e de que adianta estes versos?
Mulheres não te olham,
o dinheiro não te vem,
o sistema te engole…
Enquanto isso
pensa na revolução de novo…
Não tem jeito: seu nada, seu troço!