Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Maio, 2009

sem palavra

In Poesia base, Pseudopsicologiapoetica, The unnamed feeling, crítica? on 31, Maio, 2009 at 23:58

Pela primeira vez
Não tenho palavras
Eu, mudo
Tal e qual absurdo
Faço a mínima ideia
Um pobre concreto escudo
E tendo tudo tudo tudo
Já não é a primeira vez
Escorre pelas mãos
Meu passado, presente
——–Futuro——–
__Escorrendo
___Escorrendo
_____correndo
________indo
_________indo
__________indo

Marketing

In Trovas pra ninguém, crítica?, meta linguagem on 31, Maio, 2009 at 0:44

Onipotente?
Escarneço de você,
Polivalente inescrupuloso
Guiando o povo
bando potro novo…
Mas o que fazer?
Torne a revolução discreta…:
Faça as pessoas pensarem,
Usando versos
Usando arte.

Bah… Só um dia de cada vez!

In The unnamed feeling, crítica? on 29, Maio, 2009 at 0:15

Hoje é um dia feliz
Hoje a tenho clara
Hoje é simples luz,
Hoje é o que quis…
Hoje tudo acaba!
E recomeça.
No sacana passar
Do tempo, andar
A contento
E disseminar ensinamento
E cantar com vento

Hoje é a alma revigorada
É o sentir da estrada
O vento invernal
O prazer em ser
Antes que parecer
Antes que ter.
.

??

In Poesia base on 26, Maio, 2009 at 18:56

Humano e fraco,
Que te sucedeu?
Humano em lapso,
Como se perdeu?

o que eu descobri esses dias??

In The unnamed feeling, crítica? on 26, Maio, 2009 at 18:48

Os erros cometidos
meus mesmos,
os dias contados
Me tornam convalido.
Sou vencido,
Pelo meu tormento estranho,
me perco pelo próprio
Egoísmo…
Que não deveria ter,
Insensato!
E abstrato
Correlato,
De pormenores tamanhos,
Hoje entendo
Como, ao tentar ser perfeito,
Me tornei quase demônio!

Curitiba

In Poesia base, crítica? on 26, Maio, 2009 at 18:38

Sente o frio do Sul?

As baixas pressões?
A mentalidade amena?
A nobreza altiplana?

Sente o frio do Sul?
Cadê seu céu azul?
Cadê sua gente sensata
Seu valor de vida?

Sente o frio do Sul?
Cadê a tua gente,

Morto tropeiro
Perdido no túmulo
Eis teu cúmulo
eis o furúnculo…?

Gente enlatada
Gente desafiada
Insensata
Perdida.
Destruída,
Destilada…
Cadê você, sul?
Vejo numa metrópole a passividade
Duma Nação inteira…
Curitiba dos tormentos
Dos lamentos…
martírios!
Cadê você, Sul?
Esta cidade não passa
De 5ª Comarca de São Paulo até hoje?

Levanta e disperta!
Apesar de toda melhora,
ainda há ferida aberta
Seu existir é nada…

Sinta o frio do Sul
Se é que você é Sul,
Curitiba das Gerais abastada,
No meio das montanhas
à deus-dará relegada,
E um povo metido a francês
Num estoicismo de amargar…

Sociedade do espetáculo

In Poesia base on 26, Maio, 2009 at 0:20

Veja o receptáculo
Dessa saga imortal:
Uns aparecem – os tais!
muitos padecem bens essenciais,
E cadê as liberdades individuais?
Panificadas, planificadas e
A-R-T-I-F-I-C-I-A-I-S.

Virtualis Felicitá II

In crítica? on 24, Maio, 2009 at 0:28

O reino pelo toque teu
O vácuo existente
Entre o nada e a existente…
E o que quer e a exigente
O ser, o indigente…
É bela?! Sistema
Não é.
O sistema pelo sonho meu
O feixe de luzes caem
No dragão fosforescente
Da quântica materializada
Na estrada espiritualizada
Em que flutuam as pedras,
E se vivem às pressas…

O reino em troca do fim da distância tua.
Enquanto isso, morre gente
Carne crua. Corte nua,
Fica a grua…
- E atriz de pornochanchada tem programa infantil.

O socorro cai, politizada.
Vivo na geração digitalizada:
O contato é virtual
O perfil é virtual
A escrita é virtual
O amor, o viver, o sentir, o fruir, o sorrir, o crescer, o aprender, o ser é tudo virtual!

- e você queria por um instante,
aquilo virtual real,
E o real, apenas virtual…

Gramática

In crítica?, meta linguagem on 24, Maio, 2009 at 0:16

Maquinalmente responde:
-Não!
E como via, vomo vivia?
- Não!
E a morfologia,
Morfema, sintaxe?
Sei?
- Em teoria, sim.
Mas como?!
- É (!) Não me ensinaram direito,
E fica sem jeito…
E pára pra pensar:
- Não isso, não é direito!
A memória e nomes…
Gramática é a madrasta.

Não devia escrever sobre como escrevo, mas algumas coisas eu preciso dizer sobre meu modo de dispor em versos o que eu quero que você leia ou entenda… :D (Sim, tudo isto é pra não escrever “Sem título”)

In meta linguagem on 23, Maio, 2009 at 23:02

Todo o meu poema
Escrevo como novo
Mesmo o mais
Desgastado tema;
Esqueço tudo
quanto fiz
- o que a má memória
ajuda…
Repenso toda ideia
Tudo como se diz
Escrevo tais palvras
Aquelas que quis
Então com 1/4
de requinte
e mais 2/3
de vocabulário
De tudo esqueço
E passo a caneta sobre papel
Ou então movo meus dedos
Em teclado…
Controlando os ventos
Da minha cabeça
E só assim com certeza
Escrevo e alivio
O frio tempo
O frio da alma.

Abuso

In crítica? on 23, Maio, 2009 at 22:58

Morrendo aos poucos
Não se adaptam..
O Mercado frio e desumano
Os cala. Degola sua
Vida, oportunidade
Decaída, sangrando
A saída, só e tal
convalida, dói por ser
Sofrida a inumana
Insensata, inscrita
Exploração excessiva…
E, mesmo assim, falta comida…!

Ciclos.

In Neo romantiquismo, The unnamed feeling, sátira? on 23, Maio, 2009 at 22:50

As coisas serenando aos poucos
Agindo em si como doidas…
Morrem, morrem todos lobos
E a explosão em seu globo
Tal fogo, tal fogo arde…
E vai correr, escorre sentir
De novo e de novo!

Tá… Mais um par de versos perdidos sobre aquela desgraça que se chama de amor

In Neo romantiquismo, crítica? on 23, Maio, 2009 at 22:44

Teu trabalho não vale o assoalho!
Se faça a ciência ou queijo coalho
E só se passa o tempo árido…
Lembro queles olhos curiosos
Daquela uma descobrinte alma
Da beleza encoberta calma…
Inda que a rima falhe
E não falhe o que valhe
Menos que chão, menos que pão
_____________________________________
Reencontrá-la do nada e passa…
Mas mandei amor à vala!
A quero e então por isso a cortejo,
Talvez não seja só a vejo
Talvez não venha ser minha,
Mas eu tento tento tento!
Se não, pois sim, morro…

Nêmesis

In Poesia base on 19, Maio, 2009 at 23:06

Fogo ilustre que não queima
Queima o vácuo, eis seu lema
E não consegue sair do trema,
Que coisa fantástica fonema!
É a vida o som o fio o cinema
O anzol a isca réles problema
tanto coça seu só sim dilema
E não se vem com anêmona
tentar destilar nos canônes
do sistema seu poema…
Cansaço cana palhaço
traço jactância em tema…
Pedantismo e antena.
O Sol, simples raio, Nêmesis.

In Poesia base on 19, Maio, 2009 at 22:58

O canto é estranho
Estranho é vago
Canto vago…
E estranho subo
Sobre as asas do raio,
Que humilde talho
Nas nuvens.

In Poesia base on 19, Maio, 2009 at 18:56

Vem do infinito e cai no nada
Sobre o fio duma espada
E o compasso largo
Dum gosto amargo
Do som do vento

Goya

In Pseudopsicologiapoetica, Trovas para alguém, crítica? on 16, Maio, 2009 at 21:09

Pobre Goya espanhol Perseguido
teu sofrimento herético sinto…
Como meu, como se fosse eu.
Verdade: jamais heresia o sucedeu…
Era só pela arte e a arte só:
Pintava dragões, demônios, deuses…
Camarada, o surreal nos condena…
À obra que se olha,
séculos de existência
Morreu por heresia,
Sendo que nem sabia
A arte é herética…
E todo artista merece fogueira!
Porque ilude a todos
De que a realidade é ilusão
E a ilusão é a realidade…!

- Enfim, Se acaso estiver me vendo,
Sr Goya, entendo seu sofrimento…
E que do teu sofrimento se’a antecipado
Que Deus vá do teu lado… DEUS SUPREMO
Não esse deus mesquinho criado
para justificativa da tua morte.

subversivo

In Pseudopsicologiapoetica, crítica? on 14, Maio, 2009 at 18:53

O que pensar?
Nada
Nada
Que fecho meus olhos
E penso…
Não penso!
órgãos dilacerados?
Retesados e tensos?
Não…
O capital, a estrada e o tempo!
E a amada e o vento?!
Nada… Nada… Nada…
‘Penas penso o agora, o dia
O cumprimento… O nada!
A estrada, o silêncio!
Mas cala-te:
Pensas… E isso desagrada,
Ou será suposto a pensar?
Mas não dá, mas não dá!
Um monte de coisas vãs
Um monte de coisas não quis
E sou obrigado saber…
calado, numa prova de estado
sou obrigado a dizer!

Ainda assim, penso.
Mas não deveria.
Seguem a Locke -
nossa cabeça é vazia…
E minha subversão ao Estado
É pensar,
Ainda que apenas um dia.

Sarcástico…

In Trovas pra ninguém, crítica?, sátira? on 13, Maio, 2009 at 21:54

E quanto passe, o céu azul
Vai estar lá, pra assistir
Você cair, eu vou sorrir,
E a amargura simples se apaga
Derivada do nada, do infiinito
E passa, enquanto se enerva
Se marca nada o prazer da estrada
E é esquisito. É esquisito.
Se está por si mesmo, a sombra
E o som, e o som e o som e o som…
Se lembra que nada se leva
E a margura cai, enquanto neva
e neva neva neva neva neva
Em país tropical! Que coisa
De absurda abissal…
Estando ou não, só se resta o pranto
De cair enquanto falido
Levantar, pois se alevantou
E não, o pobre marginal
Espera, espera. Espera!
O pobre marginal, que tal?!
Somos nós… Tanto tanto tanto!
E nada faz por sim…
Resta o tom, resta serva,
Resta o som e o som e o som e o som…
Enquanto isso a luz que dá o tom,
Se acaba se mata se leva se explode…
Pensando melhor,
Não vou sorrir quando falir:
- vou dar uma festa!

Individualismo

In Poesia base on 11, Maio, 2009 at 22:40

Ah, em algum lugar me espera
E a folhar que se passar como fera
E a ardência do nada trás da tela…
O canto de pássaro saúda não ir.
Saúda seu miserável viver,
Inexorável ter muito a voar
tal liberdade nunca se ter…
Por que humanos nascemos sem asas?
Por que vivemos nossas tábulas rasas?
Por que somos senhores dominados
jogados fora da natureza e
determinados pela própria destreza?
E alienados da beleza
retirados do ensimesmo momento
Da falta do cabimento…?
Senhor, vejo só dor e sofrimento!
A alegria é um triste raro prólogo
Pois a humanidade conversa monólogo
Total em um só tom
Igual e totalmente diverso…
De um pra um, seu próprio som.
– absurdo como não conseguimos conversar como irmãos….

Trinity (original version)

In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, Trovas para alguém, Trovas pra ninguém, crítica? on 11, Maio, 2009 at 22:13

All those damned figured stamps
Or photos, whatever you want
Won´t say nothing to me, champs
You lose it all ’cause your faint
your lack of clarity, mad wishes…
And those nondesired triches*

Lucky of mine,
You won´t call me
Did you heard about commit?
Yeah, that seems your limit
Having fun of loves, isn´t it?
You are lost:
You won´t ever got summit!

Loosing all your mind, oh
How can you talk about Heaven?
That´s Hell you deserve so!
Nothing will change it, then
going through darkness
being consumed by them

Now you’re a shadow
of that you should be…
This is your fade, to Evil
Is this your end, Trinity?
And nothing change, isn’t it?
The morning is blood raining…

Your fire made you egotistical
Gothical, nothing… And damned!
An all your treasures are illegal,
You just run through the meadow
of Hell, buses and zombies, you see
All you meant do be… all these times
You were just having fun of loves…

Lucky of mine
You won´t call me!
Have you heard about commit?
Yeah that seems your limit
Having fun of loves, isn´t it?
You are lost:
Your lights are gone, Trinity…

* Trich is a word to a kind of sexual disease, it causes inflammation in vagine and urethra.

monge?!

In Poesia base on 9, Maio, 2009 at 18:55

O sangue nos olhos
Incomodam…
aumenta pressão
Dói a cabeça.

As ideias vêm confusas.
Não quer. Aparece.
Quer. Desvanece…
O mundo entristece!

A órbita ocular é oprimida
Pelo crânio, assim como
a pessoa é oprimida
pelo capitalismo.

Foge disso!
Pare de pensar besteira!
É o dinheiro que manda.
Encha tua carteira…

Terá tudo!
Desde bens até mulheres…

Ah, quer saber?
Vou pro Tibet,
Em um monastério qualquer,
virar monge,
Sabe qualé?

Naturreal

In Poesia base on 6, Maio, 2009 at 21:51

Natureza sem igual…
Realidade descomunal!
Nato prazer impugne
No autóctone grunge…

E tudo tal óleo unge…
Naturreal, tal e qual,
Imortal, normal… Total!

E toda ausência de metal
Sobre esforço mental
Torna humano banal… Banal!

Será banal a falta d’ouro?
Vejo rebanhos ao matadouro…
irmãos de mau agouro!

Naturreal
Palavra viva e fatal
Toda busca tende a finar mal…
Se não for Naturreal.

Sono II

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 23:32

Nada melhor que o sono
para sair da dor.
Nada melhor que o sono!
Sono,
Sono!
Eis algo que ninguém me tirou
Meu amor, já tive e perdi
inúmeras vezes,
Minha razão, já descri e cri
inúmeras vezes,
Minha vontade, é certa
invariante…
apesar de voar com o vento…

Então, que me resta?
Meus versos e meu sono!

Para meu filho não nascido, IV

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 23:25

Gurias vem e fogem
Todos os dias.
Os caras legais
como eu, agonizam.

Porque elas ferem
Como cacto…
Como rosa

Todas elas sentem dor
E todas elas
Querem carinho…
E o seu toque, 

Porém, meu filho,
NÃO as toque!
Ou então será VOCÊ 
algum dia
quem sentirá dor.

Conversando com a Lua, cara?

In crítica?, desaignesia, sátira? on 4, Maio, 2009 at 23:22

Lua, cadê minha igualdade?
Lua, cadê teu belo sorriso prata?
Lua, Te vejo na cidade,
         tal opulência me mata…
Lua, cadê a humanidade sensata?
Lua, observa a todos,
         vê, veja os lobos!
Lua, humanos grunhindo
          raivosos de mim…
Lua, compreende os globos de marfim dos crânios?
Lua, ai de mim não tê-la mais…
          Com quem poderia falar tais asneiras celestais?

Fumus Boni iuris*

In crítica? on 4, Maio, 2009 at 23:17

I
Té parece cidadão!
Há verdade em seu coração?
Té parece cidadão!
Quedê a lei lhe dando pão?
Té parece…

II
Destila o ódio povo canino
Tratam-te como lata
Posta aberta, um mesanino!
Sou independente…
              E você asinino?

Terá “grandeza dum menino”
Terá clareza dum sino,
Será Kami, Shintó ?
Se sente só, só, só, só, só!

A desorde lhe arrebate
Cadê a justiça? Cadê a lei?
APenas com Deus?
E a lei dos homens deste Estado?

Dotemos todos nós amarelos
Ensinemos parcelas de fome e dor,
Incógnito povo sofredor…
E, o que restou? Que restou?

* Fumaça do bom direito – termo usado para expressar quando o agente numa ação aparenta estar correto e assim pode entrar com pedidos de adiantamento de sentença.

Principiologia I

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 23:10

Não importa mais o princípio logos
Da razão instrumental
Não passaremos de humus e fogos
Numa dinâmica imortal

E cada deus que lhe parar
Terá sobre si maldição caso continuar,
O único e Supremo Deus
Este a lhe guiar, a lhe guiar…

Mas dado movimento
“Gospel, fora já!”
O qual irei começar,
Que fique clara minha crença…
Em todo santo altar!

Quando de saudades chorar,
Mentecapto, se lembrará de que
alguém lhe quis ajudar
E toda maldição do Estado
Sobre e apenas ti, cairá.

Contravenção

In crítica?, desaignesia on 4, Maio, 2009 at 23:06

Vertido no tempo espaço paralelos
Quero teu humilde olhar singelo
Inda que longe, a quero,
É melhor longe, não desespero!

E no meio de aula chata
Impetuosa, insurreita…
Não, não está no CP
ou CC

Aquilo que pequeno se vê
E isto não é ilegal.
Assim meu pensamento voa
à toa à toa…
A hora e
                scorre to
                             da boa…
Sem prestar A
                            T
                              E
                                 NÇ
                                    ÃO

                       Pensar em nada
                              Ressoa!

amor?!

In Neo romantiquismo, crítica? on 4, Maio, 2009 at 23:00

Não canto mais ao amor
Seu desgraçado!
Suma dentro do soneto
Com fome e dor, humilhado!

Quero tua morte
Filho do cão, cabra mimado
Seus modos finos…

Descarado! Vá ter com Hades…
Tente levar-lhe Perséfone
Seu afrouxado maldito!

Me joga às belas donzelas
E não me dá uma delas,
Eros e Psiquê malditos,
Afrodite! Se’a destruída!

Isenção

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 22:56

Não tem coisa
Talha, foice
Não é preciso
Esqueceram seus
       Erros
  Perdeu tempo
     I-S-E-N-T-O ?

Ignomínia

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 22:54

O fato apático
Ático, estico.
O fato é nada
Tétrico, fálico,
- Implico -

Total falha de senso
Total…
            Só falha imenso…
   E é todo contra senso!

É o nada invocado
Com o qual luto.
O fato gerado em Bismuto

E, só, escuto
Leio teu nada
Tua cara lavada!

Rio, páro
- Você me dá pena, ignomínia!

Antropofágico???

In crítica? on 4, Maio, 2009 at 22:50

Coma teu cérebro
Roa teus ossos
Tua razão é colosso?
Quero as trevas do Cérebro…
Aos poucos saindo do limbo
         E coma teu coração!
         Tua emoção me envenena
Contra o que engendra, engrena
Enquanto a Romaria vai seguindo…
         E a Revolução partindo, sumindo…

Órbitas oculares

In desaignesia on 4, Maio, 2009 at 22:46

Olhos não dizem nada!
Olhares me tocam
Horas me negam
Oras, teus olhos
Em quais me
         afundavam
Agora uso óleos
em que
célere          me cegam!

Indiferença…

In crítica? on 4, Maio, 2009 at 22:41

Tanto faz
Agora jaz
A sua paz
Deteriorada
Sua tez alisada
No cemitério
Da memória
No clímax
Do despautério…

Tanto faz
Jaz, Jazz
Vento, Rock
Cobre, Coque…

A sua paz deteriorada
Advoga a sua sina
À translucida navalha.