Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de 2009

Hecatombe I

In Poesia base on 3, Dezembro, 2009 at 9:37

Lanças para o alto!
Fazei, tomai de assalto…
A voz de contralto
Fazei de soprano…

Todo arcanjo,

Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.

Esperem! A morte os espreita…
E a meia-vida é pela metade
Uma metade de vida,
Substrato e decaída,
Correlata avenida de sons
E barulhos de sangue,
sofrimento e dor.

Cante, anjo decaído,
É grande tormento que causa
A tua obra é a tua casa,
Mas te lembre: a morte
Te aguarda!

Todo arcanjo,

Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.

O que esbanjo,
Não ver claro
Não é raro…
Você apenas não entendeu.
Os anjos decaídos
Estão por todos os lados.
Humanos amigos…

Você apenas não entendeu.
É o fim da horda
É a grande forca
A tua dose de stress diário.
Conta nós de corda,
Fabrica o engenho da morte.
Será, meu Deus, tão forte?

É nada é nada é nada!
Assim como todo arcanjo
Todo arcanjo,

Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.

A morte os espreita.
Mire veja! Não é nada
Sem as abelhas da Terra
Não é nada sem colheita
Teu veneno, decaído,
é a tua própria proveta!

Só você ainda não entendeu…
Humanos, humanos, humpf.

Criando clichês… III

In Poesia base on 30, Novembro, 2009 at 22:34

“Eu sempre venerei a nossa amizade”

Já se venerou amizade?
Que bela falta de vontade!
Somos nada, somos a beira da estrada.
Amizade post mortem relaciones
Não existe.
Pergunte aos Ramones.

Mas eles só tem dois acordes.
Deixe, amanhã seremos mais fortes.

Sim, canto como podia
o pudor da veneração
Que jamais existia…
Essas coisas do coração
Mas quanta, mas quanta
mas quanto quanta
quanta…

Pura hipocrisia!

Silêncio

In Poesia base on 27, Novembro, 2009 at 20:12

I
O povo vive surdo.
A mudez de quem muito diz
é um absurdo pouco feliz.
II
A mansa clara luz do dia
e tudo vai em harmonia…
Franca aparência. Mudos.
III
A multidão cala-se espanta
E canta e trota fractal…
Cada um sendo cada qual.
IV
Mas, o povo, será o ovo
Será o gérmen, único
púnico, fáctuo culpado?
V
O melhor dizer é quieto
Melhor falar calado
Com seus humildes atos.
VI
Seja correlato, isto…
Isto é só carrapato.
E não se diz o certo.
VII
Se convive surreal
Mundo esquisito,
Gente que nem moscas.
VIII
Os mosquitos de toucas
As louças, as marcas,
as roupas… Zunem quietos.

Pós Fim do Mundo – Nova Era II

In Poesia base on 25, Novembro, 2009 at 10:55

Visto de relance
O novo alcance
De ignomínia e morte.

A virulência revolta do corte,
Se espera profundo e forte.
Sistema de revôlto campo.

Vista em transe
A nova chance
De se libertar e crescer.

Hoje se comenta:
é o processo,
A história fermenta.

Sobrevisto o caos,
Se inicia novo ciclo
Surreal. Afora, anormal.
.
.
.

E o Fim do Mundo
………………….É a lembrança
………………………..Mais viva que se vive.

Hieros

In Poesia base on 24, Novembro, 2009 at 11:51

Sou subalterno hieros dum mundo
Sobressaltado de capital.
Sou subalterno hieros dum período
pós feudal
Orgulhoso quero sua queda fatal,
Prudente espero a mudança radical.
E cada tática mansa prospero
Num passo pra trás… Três de lado
Uma valsa, um tango, um estrago.

Sou subalterno hieros,
Amaldiçoo eros e as suas obras demoniais.
.
.
.
Mas quer saber:
Que se FODA a cultura clássica de gregos
Que sequer são meus ancestrais.
Que me venha a Toscana forma Veneziana
De descobrir que no Tingui ou em Bagdá
Eu sou brasileiro. Sou como está.

Sol subalterno de um mundo em colapso.

Please, free my soul of capitalism…!

In Poesia base on 23, Novembro, 2009 at 22:12

E vi o gado correr pelos céus
Sobre o véu da morte correndo corte
Eu sou meu trato comigo
QUanto os faços seus fálicos
Campos tétricos da cultura de consumo
E os gados correm sobre o asfalto
E o piche e o lodo e a cama e a fama
A grandeza destrói ou ti consigo
E eu canto o fato e o lodo e a nódoa
E os 537 braçs recôndidos
___Convexos traços amplexos
___Não quero o traço fixo
___O fixo é estanque comprimido
_____Cingido científico e social
Sim traço, lapso social no golpe
__________Da morte na morte no….
Trote
___Termine seus dias pacatos
___Gado, gado, fato trato
___Inorgânico abismal.
______________Buraco Negro.

Blood e vermes / Sangue and worms

In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, crítica? on 23, Novembro, 2009 at 20:51

Meu sangue ferve por falhas
De raiva ou medo.
Tenho muito asco pelo que não entendo
Sou o enredo da morte
Engendrado na sorte
O acaso e a sua ciência
____vã, muda, choca.
_E o seu método de verdades
Totais e totalmente superficiais
____Futilidade sobressai.
E as tuas mortas convenções sociais.
Ai de ti, do próximo, de si
Daqueles engolidos pelos vômitos
Dos monstros inquisitoriais
Dos venenos da cobrança
Das antas, jamantas,
___________________E a minha paz?
.
.
.
My blood boils by mistakes
of angry or fear
I´m very spoiled by what I don´t understand
My worms, they talk to me
They asked to see
The putrified mind of my enemies…
___The science is the first problem of the World
We know too much!
- My worms asked to see
- you killed by your damned
_______________________technology
Can´t you see? It´s about consumption
But, the worms, They put the blame on me.

Go ahead ‘n’ try it

In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira on 23, Novembro, 2009 at 19:28

If you think you’re too smart
You should have seen that art
Nothing has taken or felt apart
Disgusting engineering of spikes

Through the true love
There´s a fucking Black Hole
And hapiness is a shadow of dust
Yeah, you are lost.
_____Son of the european culture
_____True fake demon
_____Cruel evil and abstinence!

Be prepared to the apartheid
Between you and yourself
When the beast in you became a dog
A fucking small dog afraid of losing all,
When you don´t have it at all.

Go ahead and try, damned soul
You’ve prepared this. Go ahead.
You and your 897 resistences of shit.
Th overall ranking of sparkling fools.

You your yours, we our ours
feel of sorry for the blame you didn´t know
You had.
They them their
Cut throat in three pieces
That I wished, that I wished you didn´t had
- BUt you had.

Corrente dominante

In Poesia base on 22, Novembro, 2009 at 12:57

ma’ enfim,
__eu vou morrer da contra cultura.
_Abaixo ao mainstream.
_E às necessidades inventadas!
__E às piadas de saguão
__E aos saguis de beira de estrada..
__E às putas de salão…
__E às fodas de convenção
_E aos casamentos sem tezão
-E Imposições sociais
_De mera formalidade!
_Abaixo ao Mainstream..
-Abaixo às necessidades inventadas.

_A comida, a leitura
[] – Tudo de plástico.
– À favor do que não corre na mídia
No popularesco
Desinformado.
Como a minha eloqüencia…

- E as obras de Goya e Pablo Picasso.

Morte

In Poesia base on 20, Novembro, 2009 at 23:21

Sumam os gráficos de cânhamo
Sumam as passagens de bálsamo
Se esconda a fraqueza humana.

Os que fomos convidados
A viver na festa dos viventes
Somos mortais contentes.
Uns pobres tão coitados.

Desextirpam-nos a ignorância
De que tudo tem um fim
Mas que seja assim!

Estimulam a ganância
Se entope de ouro, marfim,
Mas que seja assim!

Ahh, morte, coisa bizonha:
tão fria, gélida, risonha!
Ahh, morte de espírito:
Acomodação enfim.

A vida ante ardente
Em festa torrente
Em festa corrente.

Agora some vaga
Some… Some…

E se consome

Para que num outro
Plano paralelo de existência
plena no Sol espiritual
Do inexorável sobrexistir astral

E se renove

E a Morte, morta de ciúmes,
veja o renascimento
Seja de ideias ou de você.

Paranóia

In Poesia base on 17, Novembro, 2009 at 22:49

Foca no tempo e espaço
Sem nada a contento visceral
E começa cinza o traço laranja
não sabe porque dói
Na rua, na estada, na canja…
E é cinza… A cor do céu
Cinza se vê todo rosto
Todo sorriso… Toda gente
Se desperta, só. Cinza.

E o traço laranja?
Em outro plano astral
Talvez. Compreenda
Entende.

A venda é
O essencial.

Mas que essência há
Na operação comercial?

Meu traço laranja
Acaba de traçar a lona…

Fractal III

In Poesia base on 15, Novembro, 2009 at 22:56

“Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser” – Refrão de um Bolero;

Engenheiros do Hawaí

O quanto                               espero,
Tanto                           quero
Já não                      importa mais
pecados                                                 Que eu conheço
Meus                                  p               r             ecados não                                      importam
Meus                                              erros                        e                           defeitos
O                                  insensato                               espaço
E os meus                                                                                      defeitos
São                                              direitos não
Complementos                                             não são
direitos são                                 não importam

mais conheço de nada
como nada como nada

Não                                        importa                                mais
como um bolero
Eu fui sincero.
.. A música.
E o sono.

E sinceridade é um erro?
Um crime assim é tão um pecado
vulgar complementos não são

Sensos                           latos

E os cães latem…                       Eu percebo

O meu dinheiro                                                                                               queimando
E a                                 minha                                    liberdade evaindo
Percebo a                                   morte…
Porque                       suicidas                 atraem                           tanto…
Tanto?                       Um erro assim tão                                     vulgar…
Eu                                               fui                                                                                    sincero.                                 Uma                        pedra no   meio             o                      caminho             tinha         Uma                                          pedra sincero
E sincero vomito vômito
recondito                                             cômodo,               dragão   de   comodo.
Pecilotérmico,                  ágil…
Eu fui              sincero                                como não se pode ser.
E um                   erro              erro                    err              er                        e….

é um refrão                               de                                        tango

sem vocal.

Pós Fim do Mundo – Nova Era I

In Poesia base on 15, Novembro, 2009 at 22:35

De repente me vi,
atordoado pelas dores ancestrais;
Senhor dos Céus, eu vi!
Quem tenha escárnio
Quem me desconsidera, não me importa.

Sorri. Sorriso pleno.
O Paraíso e os jardins florais,
Quanto tempo não as via,
Passava ao longe,
Como nada, sem nada…
Era um sonho que vivia.

O ar, puro, ameno
Os cantos de pássaros pardais
Quanto tempo não corria,
na ingenuidade de monge
Me perdi da estrada,
Era o tormento que tinha.

Vi o mundo, vi o fundo do poço.
Inglório, infértil, imundo.
agora é pra reorganizar.

Troglodita

In Poesia base on 12, Novembro, 2009 at 12:39

Trilobite – Mastodon

“If you can’t get it
I can’t get it
Fly
Soul is single
Wind beneath us
I can’t take it
If you can’t take it
Fly
Soul is single
Wind beneath us

Shades of sixteen
You’re with me
Shades of sixteen
Remember”
_____________

Por favor não me ame:
Colabore;
Por favor não me ame:
Suma, evapore;
Por favor não me ame:
Sou um monstro
Que a tudo engole.
Por favor não me ame:
Suma na dor,
toda lágrima, engole.
Por favor não me ame:
Não sei comer direito,
não sei andar direito
Não sei falar direito.
Não mereço convívio social.

Eu sou um pária.
Por favor, não me ame.
E se quer saber,
Não tenho asas.
Nem cavalo branco indomável.
Não tenho espada,
nem ak 47, ou uma conta na suíça,
nem sou um gênio dos artigos eletrônicos.

Sim, por favor não me ame:
Eu não mereço a realeza
De um bairro de Curitiba,
ou então de Veneza,
qual a diferença?
Agem como reis e rainhas,
Mas não passam da limpeza.

Oh céus, quanta nobreza!

Mas me deixe com os
16 tampões de Sol,
E as sombras e os benefícios das asas cortadas…
Não mais sou anjo decaído.

Poema do Fim do Mundo XV

In Poesia base on 11, Novembro, 2009 at 8:57

Quem sou eu, pra dizer que vai ser?
Nesse mundão de Deus sou o último
Dos homens o primeiro dos bodes…
Dos bodes expiatórios de lamento…

Dor, que será que fui ou fiz,
De tanto vexame passei
E tanta Lua que corri, cantei.
A escuridão vem bem lenta…

O que me alenta é saber
Ou me desespera conhecer
Só sei que a morte é violenta
O mundo não não aguenta.

Quem sou eu, quem tenta?
Como visto e não reconhecido?
É o final dos tempos, a aparência
Sobrepuja a simple’ essência.

É o alarido dos mortos
Dos falsos zunidos dos gloriosos
anjos decaídos que irão perder.
Lutarei e vencerei? Não sei.

Me desespera conhecer
Como nunca devia ser
Se como nunca antes ido,
Meu poema é corte zunido.

E machuco gente
“Cada um matará dez mil
à direita e mil à esquerda”
Mas quem sou eu

Pra dizer como vai ser?
Espero que a angústia
Da condição humana termine
E que nunca mais desatine…

A implorar perdão.

Capiau

In Poesia base on 10, Novembro, 2009 at 9:20

Io mi fiz uletimamiente
num istado di dô
Io sô o qui num fala u qui
ocê pensá qui sô.
Io mi criei cum as vaca
Os bicho du campu

Aque’es que ocê
jamás cunsiderô…
A mi’a dô era dô
De trabaio duro e certo
que me trazia sustança certa
Dispois de tanto sufrê
por capiná, lidá com ela
cum carinho, com amô.

Ma’ hodje o pessoar
Nein qué mai sabê
Dexe que passe
Qui teño a dizê

Veví no baru da ignorânça
io nein sei comê derecho
U qui ferve, catei cum gostu
Comia r’ápido qui é pra nun
Perdê a hora di vê o Sor,
Pra recoiê as ovêia

Ahora nein disso mai
teño, só sardade
Q dói mardita,
Da tera que coria à vontadi
Qui tratava e ninsuno
Mi domaba, Tar caballo
de r’aça nobre.

dos campo,
das parada de tropero,
dos vale, das margem
De água ante pura…
Ahora non são mai
que a imagi do lixo
poluído, dize os dotô.

E mios fi’o hoy qué
Solamiente o baruio
De ca’r'o, ma’ meu caro
Io nein siqué falá english
pa mim, isso é qui nein pixe…
Negrecido, pegadjoso
Poluenti.

languarre de imperadô.

Ma’ dexe, só a palabra
dum capiau, meu sinhô.
Io quero as paragem do
pampa verdeiante;
Num as cinza capitar
tar a Nova Baber de Nova Iorque,
E a farsidade dus francês
Qui dispuseram us nobre
Ma’ purque quiria de sê iguar.

Hoy, io vevi da tera
no churume du lixo;
quere que io mi adapite
A tanto teror… Tanta guera qui dá.
Tanta coisa inútir que querim
Mi fazê tê, mi fazê sê…

Io sô libre.
Nada tenti mi impô.
Mi vença por argumentos,
Mi dê seus cumprimentos,
Ma’ me respeite no homê qui sô.

P

In Poesia base on 9, Novembro, 2009 at 11:03

O pó
Poeira estrada
justiça debelada
revolta não considera
Que caímos com o tempo.
O esplendor de todo sentimento,
figura mais um tempo,
para passar
a dor;
passa?

venha e veja.

In Poesia base on 9, Novembro, 2009 at 10:56

Veja só,
é o canto o templo o sol.
Veja só,
Cantos de mi fá sol.
Veja só.
Estamos todos em nós.

Corremos tanto para sermos
Sem teto de nós
Hipócritas sem dó.

Sócio – lógico

In Poesia base on 6, Novembro, 2009 at 8:59

Poema sinceramente dedicado a todos os que atormetaram minha vida durante estes últimos quatro anos;  todos o que formaram um preconceito idiota e vil contra minha pessoa; àqueles que me humilharam e indignificaram; aos que agiram baseados em seus preconceitos a respeito de mim; aos que nunca me deram uma segunda chance pra me recuperar. A todos eu sou humildemente grato: sem eles jamais seria o poeta e a pessoa que sou; contudo, se eu preciso melhorar, muitos também – não estou só neste latifúndio e tenho plena convicção de que estou me tornando, aos poucos, um sujeito melhor.

 

É como se fosse réptil:
A pele escama, seca,
O corpo, pecilotérmico;

É como se fosse réptil:
A fauna e a flora
Do local se escondem;

Desconfiam,
Quem confiaria,
Num jabuti, num lagarto?

Eles querem raposas
e cotias, cães e gatos
Bichos de bom trato.

É como se fosse réptil:
quem confiaria num hermitão
No meio da selva de pedra?

É como se fosse réptil:
Quem vive só, egoísta,
Tem o prêmio da boa caça

“‘té comeria própria raça
Pela melhor colocação?”
______________________________________

É como se fosse inseto.
Inseto inseto inseto
rola bosta, insignificante.

Escaravelho, carrapato
sentelha ignorante;
A vida toda num instante.

E as sinceras saudações
Aos que agem falsamente,
Mas eles não sabem exatamente
O que os esperam

Insetos,
Só sabem da própria colônia
Como uma casta ralé
de orgulhosos vencededores.

Besouros virulentos
Pestes de humores
que instigam instintos violentos.

A fome dos répteis.
Vivem da caça de mamíferos
E deles.

Os que não são
répteis são insetos.
E os mamíferos… Onde estão?

Alguns poucos agem
De cabeça baixa,
junto com os bandos;

Cuidando para não atormentar
ou ferir os répteis.
Outros, se unem aos de escama.

Quando não agem
Feito aves
Que a esta hora já estão longe.

(confiaria mais na minha águia,
Se a tivesse, que no meu melhor amigo).

E os poucos humanos que sobram
Estes, perdidos na selva de pedra,
Se escondem, por medo e vergonha.

caos VI

In Poesia base on 4, Novembro, 2009 at 10:54

Em si em si em si ti em mim
Em nada que é nada que algo
é como nada importunado
o dilacerado perdido em mim
em ti e as 567 cabeças
de mirocu
Em emim em si em nada
as mil cabeças de Kannon
E o começo da face reconstrução
a luz cega no comecço
luz cega luz cega luz cega
no começo nega, erga
reviravolta revolução.

A luz cega, cega era…

E a escuridão, té que enfim,
termina.
E as pessoas perdidas no Caos
Dessa nova Revolução.

Escrevo em versos sem sentido.
É o tempo mais bem vivido.
Mais bem partido, esperado
E discutido.

E o caos do egoísmo ergue a desconstrução.

A alavanca do caos
Dá impulso
em si em si em si em ti em mim.
5,67 bilhões de anos.
567 cabeças de dragão
E 948 bilhões de cabeças no chão
e olhos nos pés.

caos IV

In Poesia base on 2, Novembro, 2009 at 23:18

é o fim do começo que começo
A crer que termina
como as criaturas o nada flutuam
no fluido espiritual das têmperas
Do neocórtex cerebral.
E que o amor seja mais que mais
que um conjunto de dados;
seja condição, seja estado
caótico mais organizado
que o meio América Central.

Caos III

In Poesia base on 2, Novembro, 2009 at 23:14

Beira a beira do, precipício, ribeira
malefício, primeira, de péssimo
hábito e ótimo vício, mal vídeo
E comamos o, eco, do ar que cheira
à estação, primeira, da beira beira
da, figueira e a fogueira, que escorre;
Como a, trigueira, galhardia socorre
No caos da, passageira, ordem, idílio,
Que tenha, pessegueira, no sépito
nasal da falta da ignorância,
Que corre ao desbunde do precipício
Do fim do, armísticio, e do, caos.

caos II

In Poesia base on 2, Novembro, 2009 at 23:02

as águas correm
despretensiosas não sabem
dos venenos dos tóxicos
dos alucinógenos dos martírios
dos fatos dos matos das merdas
dos cactos das areias dos abutres
das pontes de hidrogênio
dos humanos inumanos
das lâmpadas de tungstênio
do caos social
das ideias dos desamenos
dos desalmados desafetados
das anfetaminas das dores
dos amores.
Dos extasis,

do ar.

Do caos da constituição fractal.

caos I

In Poesia base on 2, Novembro, 2009 at 22:50

Caos
Mortal.
Atmosfera
beira a estrada que passa
Na ribeira na ribeira
que beira
que não passa que viaja
e some no no no

caos.

Feliz

In Pseudopsicologiapoetica on 2, Novembro, 2009 at 22:24

A felicidade do novo errante
Pra quando novo levante
Gratos ancestrais me ajudam
A chegar onde dá.
Enquanto for pela estrada,
Afora, somos seres sociais,
Corta fora o hermitão
E o isolado de quinta.

Perdidos na vida
Perdidos em tudo
A felicidade do novo errante
Os pobres, os infantes,
que vão ganhar com a morte
Do caminhante
De filosofia pensante
filologia de amante.

Somos o nada
E a felicidade é a estrada
Enorme pela frente;
Chegar ao destino
é o detalhe sobressaltado
Do coração pequenino;
Da mente do mesquinho.

Humildade

In Poesia base on 27, Outubro, 2009 at 8:49

“O, mas quem sou eu
Pra dizer que vai ser mestre
Quem sou eu,
Pra dizer quem vai ser?”

“Por favor não confundir
Humildade com humilhação”;

E sair de abstrair
Que só com humilidade
É que se obtém condição
De crescer e evoluir.

Ser pequeno é ser grande,
é saber que tá ‘contecendo,
é maturar e compreender
sem se deixar levar pelo não ser,
Pela massa anencéfala
Midiaticamente espetacular.

aprendamos com os humildes,
Os pobres, os decaídos.
Na simplicidade dos oprimidos
Há força de questão ao sistema:
A própria evolução
Sintática solução do problema…

Dirá você: fora de moda dizer
Sobre mudar o mundo…
Ninguém quer saber;
Ninguém.

Mas não se podeixar de dizer,
de falar…

Sortidos

In Poesia base on 26, Outubro, 2009 at 19:54

I
as olheiras fundas
A pálpebras nauseabundas.
O lamento de morte.
A chuva canta sua queda
junta.
II
As lágrimas na queda
O desalento
A perda
A Pedra.
E o mundo passa
Mais um tanto… Soturno.
III
Espírito rubro
líquido nas veias
queima queima
E cada erro é só
mais um passo ao abismo
Um passo ao absurdo.
IV
As garras mundiais
Sobre os sonos profundos
de Anjos Decaídos
E imagens sacerdotais
Que já não quero mais.
E as garras mundanas…
V
Fez-se dia em treva
Uma vez mais
A escuridão envolvida
Em ti…
Ó tenham pena,
Nobres ancestrais.
VI
Cada passo,
Um erro.
Um passo, dois, três
E três, seis, nove
Anda pra trás!
VII
Será o cadafalso
Da vida morta
O próprio opróbrio
das imposições sociais?
Não há como saber.
Somos seres muito axiais.
E nos esquecemos
ver o mundo
Simples, uma vez mais

A Gênese Revisitada

In Poesia base, meta linguagem on 26, Outubro, 2009 at 10:39

O mundo é uma bola de gude
No mar absurdo de fluídos
Sem nada como todos sentidos
Perdidos em falta no grude
Dos australopitecos ancestrais
Um bola de gude extradimensional
Lançada em convergência
Concêntricas nas forças gravitacionais
A uma boa bola de fogo,
Que esquenta essa bola.

Somos pequenas bactérias
Na bola de gude…
Vivendo na miséria,
De quirelas em quirelas,
Conhecendo o Universo
Desconsiderando o multi…
os multiplanos paralelos,
E as outras bolas de vidro
De encapar a bola de gude
Em que vivemos.

O que conhecemos em nossa
Mente pequena de bactéria
É longe longe de explicar matéria…
E como tudo foi 7 dias,
Na verdade, 13,7 bilhões de anos
Quase 2 bilhões por dia.

E houve um dedo que lançou
Todas as bolas
Do caos inicial,
sendo tiradas da caixa
Do big bang integral,
Surgiu cada cada forma fractal.

E nós, as bactérias,
Somos um cultivo de transgenia
Evolutiva Seletiva Natural.
Sobrevivendo de modo especial.
E temos vaga ideia
do espaço do mundo,
suscetíveis a tudo
Do singelo ao absurdo.

Oras, mas que bobagem
há bactérias que não amam
E negam tudo.
Se’a como for.
Nos resignemos e aprendamos
Com a Grandiosa Natureza.
Deixaremos o estado de baixeza:

Pelo menos seremos
bactérias senhores
Da bolinha azul de gude.

Poema para Aline XLVII

In Poesia base on 23, Outubro, 2009 at 17:43

Olhos que se afungentam
Os nervos que não aguentam
O nada dos teus unguentos
E o pranto do meu lamento…

Somos dois lados do mesmo
Perdido
Espaço.

Somos duas formações
Excêntricas,

E fractais nas nossas
Vidas e nossas cabeças

Somos dois.
Dois geniosos

Em conflito para melhorarmos
Um ao outro.

Somos dois
prólogos e epílogos
do mesmo tango,
da mesma vida
romance de ida.

Somos dois.
Independentes como seres
dependentes,
amantes frementes.

E… Desculpas pelos maus modos
Volta e meia
Sou bicho e sou gente.
Somos…

Então nos perdoamos.
A conclusão fractal disso tudo
se integra numa expressão…
uma função:
Nos amamos.

Aparência…

In Poesia base on 17, Outubro, 2009 at 2:24

“You don’t know how you’re coming across” – Placebo, Come Undone

Gira o tempo e o espaço
Espiriladamente como
Se fosse tudo tudo
Sempre de novo e novamente
Anevoadamente…

E o tempo passa invisível
Invisível humanos somos
Totais, completos chegamos
Com total desalento
Desengano?

Ainda há Deus. Deus Deus…
Nossas faces soberbas
Nos perdemos nas esquinas
Nadando em problemas
Submersos em floemas
Sobram os embutidos de carne
Os enlatados de mesa.
Os enlatados na mesa.
E as ciências todas todas todas todas todas
Entoadas toadas caos. Nadas…
Não consolidadas, tão líquidas quanto
O próprio meio hipocritamente social.

E a forma não nos controla…
Só dita os padrões de comportamento.
(Poetinha dita música.
Poetinha dita poesia.
Poetinha diz bom não bom…
Boêmio fala de fidelidade,
Com nove casamentos
E uma vaga ideia de separação
Como se beleza
Como se beleza…
Dissesse alteza, mas não diz nada.)

E a conclusão…
Você não sabe como
Você está continuando.
Você não sabe como
Parece… Não sabe
A impressão que outrem
De ti padece.

Mulheres da minha vida.

In Poesia base on 17, Outubro, 2009 at 1:41

Faz-se no céu laranja
De fáctuo fogo cacto
Ovo de sistema novo
Passa tanto canto ato.

As quero novas,
Como sempre novas
Galática super-novas
Sistema ressoa trovas.

Luminosidade
Atordoa, subsititui
Completa, salva, flui.

Sejam.
Como nunca nunca nunca
Escondem, esconde, foge…
Ideia forjante de estanho,
ímã, cobre.

Nobre. Nobre.
E sobressai do mundo pobre
-Pobre mundo perdido
Dilacerado, banido…
Aliás sem elas,
Seria mais um dilacerado
Perdido, banido…
Sim.

Digo, mãe,
irmã, namorada
E ideologia.
Como sempre dizia
Não se morre todo dia
Só se vive bem
Se se vive bem cada dia,
E a alegria alheia
Alumia.

Sim, elas.
As mulheres da minha vida.
As quero novas,
Sempre novas,
Super-novas…
E os 497 detalhes
Do céu laranja de seus
humildes espetáculos.

Digo as mulheres da minha vida
E a ideologia,
Multante, como é vida
Como é o dia
A identidade que tenho
Só a fiz por elas.
Só a tenho delas.

In Poesia base on 12, Outubro, 2009 at 23:33

Grotesco II

In Poesia base on 12, Outubro, 2009 at 23:12

Fome, sede, frio…
Bem-vindo animal
Ao mundo que o pariu.

O desejo e a culpa
Em constante luta,
Amargam os floemas
E as seivas brutas.

Alcança-me a lupa!
Não enxergo bem,
Ou será que não há
gente sensata, humana?

O transcorrer profana
Pobre natureza humana
…………………………
Mas sem pena, piedade
ou o que for.
Só sinto fome, sono
e dor.

Gratidão intento.
Ideal mór.

animaninfa II – para Aline XLVII

In Poesia base on 12, Outubro, 2009 at 23:10

Sobrexiste tal fato?
Pode tal encanto engenho
De simples artefato…
E girar o mundo parar
no mesmo lugar tácito?
É que desenho… Destino
E os traços laranjonegros
De arvoredos holografizam
E o que resta a mim?
O que resta enfim…
É só a animaninfa…
-Real, minha ao meu lado.
Verificados garbos
azulverdificados…
Substratos de hidrogênio
sobressaltados
E traços vivos na cor de fá…
Sabores que vejo em lá.
Amarelos rios em vinho…
Mostram correr fininho
Do tempo do som dó
Sol maior que compõe
E os pássaros substraem
Em couro de si bemol,

Animaninfa comigo…
Sempre no abrigo
Da tenda de seda carbonada.
___________________
- Sim, que dúvida…
A animaninfa é minha namorada.

Fiabhras – Fever = Ø » Febre^बुखार =∞

In Poesia base on 6, Outubro, 2009 at 9:01

O coração paupita rápido rápido
Músculo de rubra pepita volúvel
Corroído pelo ácido da distância
Subo nível
da insapiência a Inteligência
Da inteligência ao Conhecer
Do conhecer ao Sentir…

A febre que desnatura,
Também salva.

XLVI – para Aline

In Poesia base on 4, Outubro, 2009 at 14:06

Raspa de vontade minha garganta
Estranha como nunca como nuca
Parada, calada minha boca canta
Só versos nonsense, feito mulanta.

Agora e nunca como feito urca
Velho novo amor se alevanta,
O passado traz a mirta,
Errei ao renegar a murta…

A planta de vênus que se cala
Sem mais nem menos perpassa
A linhagem (in)exorável dos tempos

E quanto mais se abre ala
Mais dela o amor tem graça…
Só ela – Aline – minha amada.

Trova de Aniversário II

In Poesia base on 30, Setembro, 2009 at 11:58

Resquícios de criticismo

Monto cego um quadro
Futuro de translado
Que me força a ver o adro
a vida, o lado, o cedro.
O humilde e o certo
Longe e perto
Ao contrário.
E que se perde
Ganha…
Como que se passa
E o movimento é a lei
De tudo que feito
Se fez…
Se fez em paz
De quem pondera
Vai atrás
Volta em frente.

Se enfrenta todo mundo
toda gente
Simples e profundo,
Com um ano a mais.
Ainda, ainda somos iguais.
Maduro, sim…
Mas o pomar do mundo
Não carece só de uma árvore a mais…

Mas de uma Amazônia inteira.

Totêmicos realocados

In Poesia base on 30, Setembro, 2009 at 10:02

Cantando traço que se faça
Nada nada episcopal
E que vivemos num tempo surreal
As inorgânicas imagens de ancestral
é o que basta basta para
Os muares se conformarem
Com estes tempos sem igual
Tempos de lamento
Tudo pastam em sentimento
Em valores de foice cossenoidal.

E a derivativa logarítmica
da aritmética complexa diferencial…
Enquanto situa o campo matricial
Do magnânimo conjunto fractal.
E toda toda estética rítmica

Nada vale.

Cadê a ética a poética
Nos campos científicos
Nos po(ss)(ç)os específicos
Do cientificismo?

Neste país, mesmo gênios
Respiram do arsênio…
Respiram do veneno
Em pensar que tudo deve
deve deve deve deve
Continuar igual…

Enquanto isso os ingênuos
Muares do perifélio da miséria ancestral
Convivem com a morte à própria sorte…

O dinheiro é o que vale
Que permaneça igual,
Mesmo tudo infernal,
Se estiver bem aos oligarcas
Aos totêmicos re-alocados,
- no mesmo lugar, sistema macro burro
De capacidade crítica infinitesimal.

Desdesejo.

In Poesia base on 26, Setembro, 2009 at 2:22

Desejava parar de escrever
Ardentemente, deixar de entender
Aquilo que ninguém mais entende
E compreender o que não se compreende.
Poesia é um fardo ancestral:
Alguns me admiram, outros me defenestram…
atingi a verdade do Inferno,
compreendi o sofrimento
Com amor fraterno.
Meu pensamento pesou sarcástico
Como o vento bravo de tempestade
E que, graças a Deus, não tombou eterno.

E registrei tudo em versos.
E escrevi tudo do Final dos Tempos,
como pude compreender.
Ainda mais que dizer.
Desejava parar de escrever
Porém depois que se começa a fazer o bem
O bem gera bem e todo escrito
Faz-se mais… faz-se muito mais…
Pois tudo dito agrada a alguém…

Re(a)mando

In Poesia base on 26, Setembro, 2009 at 2:15

Passo o tempo inteiro
Te procurando…
Com os remos navegando
Pelos mares de ar
Vou transpassando…
Vou furando e contornando
A te achar no instante interno
Da eternidade empacotada
Como a dual particonda ondícula.

Quisera quimericamente criar
o teletransporte e ir direto
Para onde estivesse
E com sorte viesse a socorrê-la
De si mesma, perdida neste mundo
De dessabores complexos profundos.
De uma Razão Instrumental
Ditadora dum absurdo mundo
Tornado SUB ou DES ou RE
qualquer coisa…

Quando não Hiper, Super ou Mega.

Deixando de toleimas…
Sendo pró ou contra,
Vou furando o mar dos esquemas aéreos
Vou achando-na à medida que sou sincero…
Eletrizo-me e descarrego-me
__________Nela____________
Num sentimento do mundo líquido
O ar líquido nado e supero…

Passado negro que não mais quero.

Noite

In Poesia base on 26, Setembro, 2009 at 2:03

Passa escura
Calma. Sincera
Misteriosa.
___Sem o mínimo de mistério_____
Grande Lua
___Pequena aos olhos humanos___
E Vê-la nua…
____De nuvens cobertada_______
Ver-te paz
___Do sangue e do etéreo_______
E o frio de todo dia
___De gelar o ministério_________
Que vira fumaça
___Que na verdade é vapor______
No sangue do corpo ancestral
______Movido a linhaça_________
Da vida imortal…
______Que um dia acaba________
Nada é
________E tudo diz_____________
Na noite escura.
________E que é clara, rara______

Noite que cega mais que a razão.
Cega o espírito.

Fractais II

In Poesia base on 26, Setembro, 2009 at 1:55

O vento
_________passa

|_____________Organizando____________|

_________A ordem
dos átomos.
_____________________ΚαØΖ→χΑος__________________________________
Como passagens
________________________________________________Pálidos

IRRITADOS.

Iridium…
Perfilado.

Não esperem os sais de Urânio 238,
238,238,238,238,238,238,238,238,238,238….

Transmutar decaindo até virar ouro.

Certas coisas matam.

E o vento passar
E reordena.
E a tudo condena______________________________________________

Divididos divididos divididos autossomados.fract240

Oráculo

In Poesia base on 26, Setembro, 2009 at 1:39

Não há como saber receptáculo
O Prazer do corpo nada tácito
É -se o nada complicado e plácido
Mugidos munidos murdidos n’espetáculo.

Quer-se saber o vento eletriza
Quer-se viver a vida ioniza
Quer-se compreender o Nada
Se ativa…Info translada.

Como fada ninfa ela vem e fala
É comunicação com deuses
Humilde som a minha boca cala.
E complicados tantas vezes…

Humanos, esquecemos nos ouvir
Como se fôssemos irmãos
Resta-nos o porvir do fim hermitão
Somos tantos nãos nãos.

E complicamos cada vez mais.
ô saudade dos dizeres populares
Das simplicidades elementares…
Tudo é elétrão e lógi’a capaz.

E o que diz a massa inspirada
é desconsiderado. Pouco visto.
E o grande público nunca muda
Bem ou mal ou simples cisto.

nados em olhos dágua salgada
Sou senhor de nada… Feliz servo
De uma humilde fada camponesa
Do final de tempos e cravos?

Conquistá-la a cada dia agradá-la
E viver-me…! Mas o fluxo dinâmico
Das radiais paralelas ondas universais
Os prazeres satânicos da poesia…

E a viva força da sinestesia
Mais me prendem que alforriam.
E não! É todo todo dia…
AH, mas tenho fada…

E me completam os nadas
E me sorriem pelas estradas
E me fingem dizeres veniais,
E minha vida vai mais mais mais….

Só uma palavra
Não digo nada meu.
Tudo que vem, vem de Deus.
Um poeta é um oráculo

E toda vida é receptáculo
Julgar bem ou mal humano
é tão blasfemo e profano
Quanto endeusar a ciência.

Porque esse mundo é um teatro…

In Poesia base on 24, Setembro, 2009 at 11:38

Fechem as cortinas
Abram o espetáculo
Liguem as luzes
Tirem os capuzes.

Cada forma, cada olhar
E cada ser, cada amar
Cada viver e respirar
Todos interligados…

Todos supremos atos
simples de interpretar
Auto realizar e se expressar
De modo sensato

E a plateia alegrar…

-Mas nunca te esqueças
A cada ato, jamais se passa
De um réles teatro.

Ahá! Carpe diem!

In Poesia base on 22, Setembro, 2009 at 10:58

Falta falta falta
O que não se acha
O que se passa
E não se vê mais.

Acha Acha acha
O que se quer
O que se pede
E não se acha mais.

Ama ama ama…
A que se ama
E só se ama,
Quando não desama
Nunca mais.

Geminilibre

In Poesia base on 19, Setembro, 2009 at 20:42

Como um corcel selvagem
Não tente me entender
A cada vida, cada contagem
Sempre mais vou ser.

Eu vejo os campos
Num sobrevôo surreal
Vôo como nunca antes

Escamado no prazer do vento
Loopings concêntricos
Saio de banda na corrente vertical.

A visão sobrenatural apraz
Cantar a alma, cantar a paz.
Quando não voo, eu canto mal
E perdido no escuro, denuncio o mal.

Liquefeito.

In Poesia base on 17, Setembro, 2009 at 12:08

Fato tácito
Compreenda
Não é. É. Não é.
E pode ser.

E não é mais…
Mundo líquido
Vastidão azul
Mutáveis abstratas…

Mutantes correlatas
Fazer um fundo sul
Ou um norte baixo…

Rosa dos ventos
Ensinou a correr
Num mundo incerto…

E somos assim.
Incertos.
Tudo escorre pelas mãos:
O vento, a água, o fogo…
A chuva, a terra ensolarada
A noite enluarada
A voz enamorada
A vida calma e agitada

Passam os tempos,
As ciências, os ciclos…
Se vão as gratidões
Os conflitos, os lamentos

Os jogos são ganhos
perdidos. Um dia no alto
Amanhã, no chão.

Somos todos cegos…
Todos todos servos
Da falta de orientação.
Mundo Líquido…
Eis nossa maior benção
e maldição.

Pseudo Fractal

In Poesia base on 16, Setembro, 2009 at 17:52

Tanto canto tanto canto
Tanto canto
Tanto canto mal
Espanto espanto espanto
Espanto fractal.

A soma do esparso
Fáctuo tacto
Mato senso cacto
Cato traço lapso
Sonho mal
E pois fractal
Etc era tal
lapso lapso
lapso lapso
IMORTAL

Gera era era gera
O quintal
Fera mera quimera
Erra erra erra
Já era o mal?
era era já que tal?

Amor amor amor
Não existe mais
Capaz capaz capaz
Não satisfaz
Amor amor amor
Morte mais

Inconsequência é mal?
fato fato fato
Retrato ato
Sépito nasal
Recato regalado
De ouro jaspe
— Nada mal
Canto cansaço
De pacto luau
Delineado si bacanal

Alienado
Segregado
Computado
Ilhado e mal
- ilha do mal.
Não ‘parece
em Jornal Nacional…

Soa Natural
É o tanto passo
No vitral
Coloquial
E tanto temos
Aparecemos
Cremos
– Nada mal

Tudo tudo
tudo tudo
IGUAL…

A penca cerimonial

Ácido

In Poesia base on 13, Setembro, 2009 at 21:44

Ácido sulfúrico
Opróbrio correlato
Sou amargo
Sou fraco
Sou ácido.

E minha saliva dissolve
As carnes das palavras doces
E torna tudo uma pasta só.
Uma pasta pasma sem sentido
Sem gosto.

Minha língua maneja os sons
Que se tornem palavras de revolta
De revolução.
E o amor que não se compreenda,
Se renegue.

Amor é para os tolos
E soldados.
Amor é para os poetas
Imortalizados.

Eu, eu não.
Sou só sombra…

Enquanto isso
Nada de áurico
Ou de sôfrego me comovem.
E as palavras se dissolvem
Junto a ‘plastros lógicos
De pacotes de onda, de dor.

(Des)Otimizar→∞

In Poesia base on 8, Setembro, 2009 at 23:29

Eu otimizo
Tu otimizas
Ele / Ela otimiza
Nós otimizamos
Vós otimizais
Eles / Elas otimizam.

E os códigos digitais
Não reconhecem
Não reconhecem
Não reconhecem
Vermes, vermes… Vermes…. Conhecem…
Que otimização não existe no PC não.

Que pena que certas pessoas
Não tem coração.

Nunca foram otimizidas pela situação
nem tiveram desempenho ótimo.
São a própria desolação.

Não são otimistas
Nem ótimos.
é a mediocridade…

Virtuallis felicità V

In Poesia base on 8, Setembro, 2009 at 23:18

Espaço tempo, como queria
com que sinfonia, fosse irrelevante
E só por instante ir a qualquer lugar
No tempo dum toque

De um sorriso de um instante.

Em tecnologia, sou infante,
Mas meu Deus, até quando…
Só por virtualmente viver,
Só virtualmente se entreter…
Cadê, cadê o que só se vê?
O vento que leva pra longe
Quase nunca traz de volta.
O passado, o distante
O agora e próximo
São todos irrelevantes…
IRRELEVANTES.

____

Sou mais um mais um
Falante no meio de muitos
apenas um solidário capitalista
De alma vendida, como tinha de ser.

Mas não tem dinheiro que compre
O prazer, mesmo sendo escravo,
De conseguir qualquer coisa
Sem pagar um centavo…
Nesse mundo líquido incerto
Irreal, virtual… Incompleto.

___
De resto é por certo
o resto que mais queria
ter quem mais quero por perto
E não só numa tela.

Não sei o que dizer I

In Poesia base on 7, Setembro, 2009 at 23:05

O espaço aleatório clama teu sorriso
Esqueci se este é sanatório ou Paraíso.
O tempo passa por de baixo da ponte…
No Horizonte cinzento de Belerofonte.

E mesmo assim intimando a quimera
Da impossibilidade dos teus clamores,
Esparso desperto meu ar de vazio.
E canto o Soluço imortal de caniço

De tanto implorar se tornou castiçal
Sangue é fogo mas sinto tanto frio…
Mexe com brios, guria d’olhos brilhantes,

Cujo espaço aleatório pede sorriso
E o tempo contraditório exige: Cante!
E nada nada seja como dantes…

Invisibilidade do Navio Naufragado.

In cotidiano torpe, crítica?, simbolismorevisitado? on 29, Agosto, 2009 at 18:53

Os rotos dos poucos sistemas
Orquestrados pelo nada dilacerados.
Somos a multidão de condenados.
Subimos pelos xilemas…
De um tronco podre e oco.
Nossas estradas e vidas
São o súber atacado
Por cupins e vermes conclamados
pela britadinheira, pedra de troca.

E nos vemos formigueiros,
Nesse pardieiro subforçados.
Uns aos outros somos nada
Meristemas meritocráticos
Ordenando sistemas fálicos
Porém podres criptogênicos,
Tomando mais de arsênico
Que o mínimo diário.

Viliescondidos pendiaformados.

Remetido às “doses homeopáticas”
em Funções tétricas invisíveis
Somos todos ordenados…
Em prol duma vida falida,
De semiescravo, semicondenado.
O lenho de uma árvore podre,
Cujo Navio fora naufragado.

Mas pouco tema> o subversivo
Viver, pesar complicado,
Traz a raíz do colonato
De si em si mesmo.
Pesar Dilacerado, invisível,
Somos uma massa de células
Células indispensáveis.
Agindo como bactérias, podres
Nos troncos do Navio naufragado.

-Até quando esperará a humanidade
para se reencontrar, humilde,
Com a sanidade dos loucos virgens
E das donzelas angelicais?

Somos fantasmas a viver
Num Infinito Cais:
Pior: Fantasmas uns aos outros
tão Fantasmagóricos,
Que atropelamos nossos iguais,
Não porque sejamos maus, afinal
Viajamos num Navio Naufragado,
feito de Madeira Podre.

Protocolo de Ninguém

In Poesia base on 24, Agosto, 2009 at 18:11

Tu me passas se me vem
Que que eu faço
O que que tem?
Risco traço,
Que me vem,
Se é que passo
Ando bem.
Não tenho nada nada
Só a estrada.
E o protocolo de Ninguém

O Poeta está Morto.

In Poesia base on 23, Agosto, 2009 at 2:09

“Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento”?
Frejat/Barão Vermelho – O Poeta está Vivo.

Todos estão ao vento
Não tem mais nada
nem mais sentimento.

O inferno é só o tempo…
E cogito como formam demônios
Que vivem a atormentar
O seu simples passamento.

Mas este céu bonito,
De uma noite tão fria…
Vê, veja as nuâncias do templo,
Cada humano é um: sua carne não é frígida!

E tudo dorme atormentado
por qualquer regra tola e rígida.
Aurora dos nossos tempos…

Repuxam novos fingimentos.
Enquanto isso, corremos.
A fina garôa bate na parede
E o pobre morre de sede.

Mas não…
O inferno é só o tempo…
E cogito como formam demônios
Que vivem a atormentar
O seu humilde passamento.

Ou serão os moinhos de templo?
Viram os corpos nus,
Detelhorados por guerras mundo afora?

Depois os loucos são os poetas
E os que se esquecem, perdem a hora.
Pra viver e não enlouquecer
Nesse mundo, é preciso ser atleta.

Não é que seja algo mais
É que a chuva engrossa lá fora
tem gente morrendo, enloquecendo e correndo…

Mas não… Não!
inferno não é só o tempo…
Não cogito como formam demônios
Que vivem a atormentar
O seu sóbrio passamento.

Me pergunto se amanheceu o mesmo o pensamento;
Um poeta morreu. E não, não choro.
Outros vieram em seu lugar.
seus moinhos de vento padeceram
Frente aos moinhos do Tempo.

E as rodas da história
Caíram apenas pra memória.
Bem vindo ao tempo do não tempo.

Ilusão é base da vida:
Tudo é um grande fingimento.

Grotesco

In Poesia base on 22, Agosto, 2009 at 14:35

Com tempo deixo de sonhar
Fácil se perde a mocidade
Nos gases do ar.

Pão de centeio
Vira farelo, permeio.
Amanhã, dia inteiro

Pra me organizar… organizar?!
Ordem preciso…
E a minha cabeça dói.
Meu sangue ferve, range.

As sombras do Inferno
não querem
Não vão me deixar.

E o mundo sempiterno…
Não é mais não é mais

Criando clichês …II

In Poesia base on 16, Agosto, 2009 at 17:28

Algum dia quando tudo passa
Um canto finca a foice traça
Nos escondemos na carapaça
Nossa própria pelo medo
de viver o que se valha.

Poema do fim do mundo XIV

In Poesia base on 9, Agosto, 2009 at 1:28

O cenário

Sonho tal rubra face desencanta
Sim, Salve tal estado draconiano
Formatadas faltas em desalento
É tão nada tal feriado fim de ano.
Assim me passa o vento rodopiando.

Relâmpago, trovão de tempestade
Saem das profundezas as Potestades
Afim de levar pecados mortais
Com as Vossas Maldades ancestrais.
Assim passa o vento da humanidade.

O líquor rubro sobre a terra tinge
Nutre alimentos dos filhos bastardos
Das eras que nunca humilde se cingem
E se sentem a fome, o cansaço, a dor
Assim caem petardos na humanidade!

Quantos morreram por nada? Imortais.
Simples demônios cabais? Ilusão.
Tantos nomes, guerras, fome? Fatais.
Salva em anais do opressor retidão?
Tal soçobra a ilustre razão humana…

Demônios, em pé, saúdam seu mestre
gen’ auto flagelo, auto destruição.
Sim, Soa piegas da morte e escuridão
E se ri da multidão: face equestre.
Assim se forma a tola humanidade…

Potestades rupestres jogam pestes
Potestades de gente inculta a mandar,
A contaminar a terra, água e ar…
Nuvens de fumaça cobrem estepes
Assim se mata a tecno humanidade.

Os medos e demônios e segredos
tais quaisquer os degredos e degelos
Formatam um estado draconiano
Império da força à fome em oceanos…
Assim se ordena a desumanidade.

Gente tão pé rapada, sem chinelos
À mercê da aristocracia dos castelos
Câmaras de cimento e corrupção.
Resta ao singelo sujeito a flagelo
Só o sangue…O mesmo pra humanidade.

Poema do fim do mundo XIII

In The unnamed feeling, crítica? on 6, Agosto, 2009 at 22:41

“A hora soou, Doravante vou manifestar toda a minha força!”

Ah, Se é canto ou fado, triste sina
Há gente a morrer em toda esquina
Não mais se sai à rua co’a face nua.
Pó virou arma mortal, resta a Lua…

Sã prata desse céu anil sem nuvem
Resta o Sol – desvela imagem senil
Céticos sépticos: pavor vem.

Figura magistral Sol Total
Das colinas de Sal sem igual
Mostrando tudo claro. Eterno…
Vida imortal de teor sempiterno.

Agora começa o fim dos tempos
Somos o céu, a voz, a vida, o vento!
Dor finda quando o medo vai embora

Oi, vou bem e você?

In Poesia base on 4, Agosto, 2009 at 22:26

Levando essa vida.
Enquanto dá.
Como dá.
Como pode.
Escrevendo.
Como escreveria um bode.
Pensando como pensa um poste.
E não fazendo nada…
Nada que não pode.

Tá… Só besteira escrita.
Pra escrever bem,
nem usando escada…

Rimo e rimo com a cara lavada.

Ode sobre o encontro com II

In crítica? on 4, Agosto, 2009 at 15:54

Onde esteve meu amigo?
Tanto em si mundo falha
Tanto falha o prodígio…
Terra deriva ao Imigo,
E onde camará antigo
Percebes teu litígio?

O povo todo à míngua
Sofrendo, escurraçado
Age por quem oprime
Sinuoso desalmado?

- “Não me acuses não!
Estive muito ocupado
Em limpar seus pecados
Fui ao Inferno e voltei
Prados todos andei
Dor de crucificado
Só eu sei, só eu sei!
Tem gente que me espera
Não sei se voltarei
Tanta gente distorce
tal Aquilo dito
Se voltasse e mostrasse
A Verdade Suprema
Talvez muitos me dessem
Por alienado esquisito.”

-Deixe de ser covarde!
Precisam a verdade
sem sentido,tão insanos!
Precisam da verdade

Nua, pura e cristalina…
O ritmo que se imprime
Destrói Terra feminina
Relega aos oprimidos
a Mortes, exauridos…
Morte não mais redime!

-”Seria tal sublime
Favor, Tu não imagines
Não cogitei vim ver
Cobrar luz e paz. tez;
Fibra, liberdade e Sol!
Assim mais uma vez,
tal faria meu Reino
Sem fardo, tração ansol
Destempera o treino
Mas não canto pequeno…
Mas Pai, Mas Pai, Mas…
Por que me abandonastes?
Fizesse neo Dilúvio;
Não me deixasse assim!”

Bah, Pare de reclamar…
Lamúria cria lamúria,
Nós dois sabemos isso
E é nosso compromisso
Tirar o povo do Abismo.

É hora de lutar
Lutar e vencer.

Sopra o vento de morte,
O tempo e a vida acalma
Não há sorte, apenas alma.
Ainda há muito o que fazer.
Hora de espertar, crescer.

Artificial…

In Poesia base on 2, Agosto, 2009 at 2:14

“Tudo em minha vida é artificial,” – Tequila Baby

Até a cor dos seus olhos
Fétida dor virulenta.
Escorre nas tuas ventas…

Olhos olhos olhos.
Não são teus,
Nem meus, graças a Deus!
Pois são artificiais.

Ilegais: uma afronta…
Nem adianta cara de sonsa.
É contigo mesma.

Sim, devia ter sido mais seco
Mais grosso e sarcástico.
Pra tirar essa fama de escolástico.
E, pra carcar: é artificial…

News

In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, cotidiano torpe on 30, Julho, 2009 at 9:16

Nothing is going to change…?
___
What are all those ends?
++++
Am I unwritten?
__

C’mon, welcome to the jungle
+++
Ugle ugle ugle ugle…
+++
Cheat up, I don´t wanna hear you…
__

That´s violent pornography
++++++
We’re fulfilling a dream…
++++++
An American Dream.
__
But is it real?
The realm is over,
Our city is crowded.
And the Fuel is loaded.

Welcome to the sparks
To the thunders
Of a lost country.

Three billion watch three people
Every second, every moment.
That´s a wise prophecy.

losin’ sense

In Poesia base on 27, Julho, 2009 at 13:49

Perspectiva conflituosa numa estrada retardatária.
Per spectiva con fli tu o sa nu ma es tra da re tar da tá ria;
Per spec tiva ria con o sa ma tra da re tar fli tá da tu nu
…………………………………………………………………
Espectro Pergaminho Ativa
Spec Per tiva ma tra da re tar fli
Es ga va trama dare flitar
Esquiva ‘flitiva nu Ativa ma
E-s-q-u-i-v-a
P-e-r-s-p-e-c-t-i-v-a-?
Não. É boleia.
Caldeia.
Dinheiro fala
falta dinheiro
caldeiajudeiadinheiro
Nada.
Juventude Hitlerista…
Exterminada exterminada.

Nazismo mancha.
P-e-r-s-p-e-c-t-i-v-a.
Mannachazismo
Suerrealidade
é o meu compromisso.

fora aos pântanos. bushes, pauls e brushes transparentes.

Achismo.
a…

Destino

In Poesia base on 21, Julho, 2009 at 16:00

Quem afinal das contas será o destino?
Será pobre humor que desatino?
Será a nova força das manhãs?
Será o prazer e a ausência de afãs?

Destino é um pobre menino
De quem roubaram um doce
E por mais ligeiro em si fosse
Não passou dum ingênuo trapaceiro.

Controlando tudo com o Acaso
Como seu sublime padrinho
E a chuva batendo fininho…

Ah! Não… Minto minto por inteiro!
Destino é a desconstrução dos desatinos
De erros e acertos que sinta.
___

And

In Poesia base, Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira on 21, Julho, 2009 at 15:04

and is nothing
It´s related to ending
And is sneezing.

What do we seek?
And. And. And….
But and is a land
Of flowers in hell
Or liquid steel.

Just here …
Here it´s and.
And it´s nothing.
And everything it is.

“Una creek du croup”
On a high way covered
by burned hails…

And is thought of group
Not seen or interested in being
What we think, and
what and is…

That´s just
And
And is the first sound in my mind…
And is a picture which could be mine.

Ok, We´ll be fine.
But the willed Death
Won´t let us shine…
Just because,

There’re dragons on our world.
And these dragons are being eaten
By dragonflies.

Those swimming in the souls of
Simple mortals
Coming down one more time
After the scream of the
Deads Husskarls.

And is just ice spitting in our eyes
Don´t worry, after dead,
(sic) Everyone is fine…

But Don´t wish dying…
After some time
your ancestors
Mix with your soul
in a how you won´t want to know…

But if you can fly
And are born wings in your back
Show yourself strong
And that´re uniteds alones

They’re the biggest party
in the Cosmos’ Congress.

Poema do fim do mundo XII

In Poesia base on 19, Julho, 2009 at 0:34

Haicais dos momentos decisivos
I
Masmorra sem fãs
Tal das grandes cinzas vãs
modelam cidades.
II
Pássaros revoam
Pessoas com amenidades
Cinzas distoam.
III
Nasce sonho antigo
em si se passe o alarido
Fanho sem amigo…
IV
Civilização
limpa: longa construção;
Pássaros sonham!

Desafio do capítulo LV de Dom Casmurro

In The unnamed feeling, Trovas pra ninguém, crítica?, sátira? on 9, Julho, 2009 at 23:27

Oh, Flor do céu! Oh, flor cândida e pura!
Quem que contigo pode, quem te atura?
Quem tal perfeição contraída insinua?
Sois pó e vento, amargura e sofrimento!

Candura nada vale à vida dura
E quanto mais se marchem os buquês
Mais fazem panegíricos a ataduras
Afinal, tal formosura pra quê?!

Enorme mar de gentes morre em fome
grande bando indigente em si poluente
P’ra Elite da Academia* e pince-nez.

Ahh Quem me dera ao menos uma vez**…
‘Cabar de vez com toda essa gentalha***:
- Perde-se a vida, ganha-se a batalha!****

_____
Ao leitor comum:
* Sim, isto é uma crítica direta a Machado. Elitista, mesmo tendo subido na vida, mesmo sendo saído das camadas baixas e tendo cutucado a burguesia, ele o fez de maneira tão sutil que não surtiu lá grande efeito fora do âmbito pessoal. Sem falar que ele advogou pela República, criticando duramente Antônio Conselheiro e Canudos, por quem nutro certa afinidade ideológica. Nada contra a obra dele que até vale como bom material… Homero era filho da aristocracia grega e nem por isso era mau poeta.
** É exatamente copiado do Legião Urbana. Propositadamente.
***Como diria Kiko do Chaves, “Gentalha, gentalha, bzzzz!”
****E sim, é baseado no desafio de escrever esses versos em negritos em um soneto que está em “Dom Casmurro”, no capítulo LV. Uns lugares comuns, umas frases clichês das mais irritantes!,

Prepotente…?

In Poesia base on 7, Julho, 2009 at 19:14

Sei.
Eu sei muita coisa.
Queria saber menos.
Saber é um fardo.

Como dardo.
Me atinge…
Me restringe…
Como um escudo.
E se algumas vezes me faço de surdo,
Não é por mal.
é por pensar saber demais.

Meus versos. II

In Poesia base on 6, Julho, 2009 at 22:21

De repente me vi
Me vi um Vômito
Decrépito arroto
Da cripta temporal
Dos poetas imortais.
De repente me vi sonso
Tanso. Nada.
Minha poesia vi-a sem brilho
Todo meu escrito
Sem sabor
sem sentido.

De repente vi um mar,
Vi um sorriso, um olhar
Esqueci-me tudo…
E faço rimas toscas
Que me perseguem feito moscas.

Inimigo meu dirá:
-estava na hora…
Eu só tenho a lamentar…

Pois ainda que seja vômito
Ainda que seja subproduto
De classicismo perdido,
De um desexistir de arte
Andando pelo esgoto
Eu ainda assim…
Clamo minha poesia.
Poesia como minha.

Mesmo não tão boa
é muito melhor
Que muita rima à toa
E muita coisa feita apenas pra vender.

Criando clichês…

In Poesia base on 6, Julho, 2009 at 21:01

Faz de conta que o mundo
Fosse todo só um dia.
Inventa que todo tempo
Fosse o espaço e sorria!

______

In Poesia base on 30, Junho, 2009 at 19:01

O
Simples
nada
Aleatório
Convicto
Simplório
comutatório
Observatório
O inexato
Impreciso
Insensato
Inquirido.
Não existem.
Os sais de astato
O falso Comungado
O canto retratado,
O povo isolado
O povo alienado…
Existe.

Brincando de árcade.

In Arcadismo em pleno séc XXI?, Neo romantiquismo, crítica? on 25, Junho, 2009 at 21:49

As pombas voam pelas praças
Lá vou-me célere pela estrada.

Alegre, mas só, como se nada
Tivesse, mas confio que minh’alma
Está acompanhada e penso, calmo..
A alegria de ter algum dia uma amada.
O Sol é tão opaco…

Mas o frio que congela, também anima…
E me faz querer ter a vista de cima,
De tudo e quase nada. Como se num lapso

Cantasse o fator de carnasso…
E helênico visse os campos da Arcádia.
Entretanto, só vento poeira e fumaça…
Algum dia, inda encontro minha amada…

Mas o sol opaco,
É como lapso… Ainda vou célere..
Porque cantam os pássaros,
E vêem-me a imagem de quem jamais vi.
Impressionante tecnologia encanta…
Em sua galhardia diáfana sobreposta

Aos tempos que se alevantam…
Mas passeio calmo, pensando em nada…
Olhando cada detalhe de pedra…
E como se cada pedra sorrisse..

Como se cada pessoa unisse…
Cada humano se felicitasse..
E não mais carro passasse
Nem barulho fizesse…

Tanto mais estivesse só.
E num sonho só..
Vi dragões dominando o mundo,
Mas agora, é o viver calmo serene…
Deixo os tempos de agonia,
E canto as moças, os pássaros, os lugares…
E sobre tudo as imagens irregulares…

Aquelas imagens elementares,
Douradas, eternas no tempo e espaço,
Que fazem melhor o viver e o sentir.

Coldness / Frieza

In Poesia base, Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, The unnamed feeling, cotidiano torpe, crítica?, simbolismorevisitado? on 20, Junho, 2009 at 23:08

You feel the dragon’s breath / você sente o sopro de dragão
And Inside your heart is fire / E dentro seu coração é fogo
Is everything from north / é toda coisa do norte
From south, From now here… / do sul, do aqui agora…

‘is walking like it were frozen/ tá andando como se congelado
Like were nothing, forgoten/ como fosse nada
And that you’ve taken/ e tudo que você tem pêgo
Is lost is lost is lost…/ é perdido é perdido é perdido…

All you can feel is cold / Tudo o que se pode sentir é frio
Like the world was sold/ Como o mundo fosse vendido
A stone is gold… Alchemy of cold/ uma pedra é ouro… Alquemia do frio
What could you’ve done? / O que você podia ter feito?

The dragon is spitting ice / O dragão está cuspindo gelo
Snow is falling, and this dragon / neve está caindo e este dragão
Inside is your heart which is fire/ dentro é seu coração que é fogo
But now here is gone, is past/ mas aqui agora é ido, é passado.

And, what have you done? / E, o que você tem feito?
Lost you´re alone. alone. / Perdido ( a ) você é só. só.
Like nothing, everything was sold. / Como nada, toda coisa foi vendida
Nobody have told, have told. / Ninguém tem dito, tem dito.

In cotidiano torpe, crítica?, desaignesia on 17, Junho, 2009 at 23:06

O mundo é sempre o mesmo
O mesmo mutante convergente
Muda desde Governo a detergente
A realidade mesmo é à esmo.
E compreendem a falsidade
Superficialidade, banalidade,
irresistibilidade…
Dessas energúmenas transformações.
Enquanto é só a estrada
O mundo sobrevive de decepções…
E a crítica é própria
dos reclamões…
E os novos dilemas não se resumem
em ser ou não ser;
___Tupi or not Tupi;
Se resumem em ter ou não ter;
___________Aparecer ou não aparecer.

-Mas isso não importa:
Afinal estamos cada vez mais
Absoluta e diferentemente iguais,
não?

Bgft – Brado de um guerreiro no final dos tempos

In Pseudopsicologiapoetica, cotidiano torpe, crítica?, simbolismorevisitado? on 17, Junho, 2009 at 22:56

III – Dragões

Os dragões pairam às multidões
Dragões impõem seus grilhões
E escravizam o Manifesto das Nações.

Escamadamente sem formas
Formalizados sem cor
Vão sobre a humanidade aonde esta for.

E manipulam os homens
Seduzem as mulheres
Incitam as crianças…
Milhões de estímulos sem valor!

O sopro destes dragões
sofrimento de milhares, milhões, bilhões…
Especulam e tornam o mundo falso…
Ó dragões, quem sois, quem sois?

Sono III

In Neo romantiquismo, cotidiano torpe, simbolismorevisitado?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 22:33

I
Ela dorme ao lado
Doutro lado do Corredor
E concorre num translado
MInha vontade tê-la
Sem o menor pudor
E sonha e dorme e vira
Como se nada existisse
COmo se toda dor humana se resumisse
se resolvesse, se conquistasse
Apenas com o dormir,

Tomara Deus, meu Senhor…
______

II
Que será esse Corredor?
Eu não sei, não sei não.
É um espaço, um vão
É uma rota uma fuga?
E quem será ela?
Será um amor?
Interpretação tua, leitor.

caminho do espaço…

In simbolismorevisitado?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 22:17

Ô rua em que ando
E a mim se insinua
Na simbiose com meus pés
Convida, nua, ver suas luzes…

Asfalto soberbo cretino!
Cobre a rua e dá passagem
a carros, meninas e meninos

Rua que sai do Vácuo
E Vai para o Destino!
Tão grande como estalido…
Tão eterna quanto palha…

Romance da Era Moderna I

In Neo romantiquismo, cotidiano torpe, sátira?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 22:07

A criança sorriu para moça
A moça sorriu em retorno
O moço vendo a moça sorrir, sorriu
E a moça vendo efeito tão singular
Sorriu.
E o moço foi ter com a moça
E em meio a novos sorrisos
Planejaram nova criança.

A Pátria

In sátira?, trovasugestiva on 17, Junho, 2009 at 21:54

Ama, com pá e entulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza jaz perpetuamente em sesta,
É um seio de meretriz a bordar pus e vinho.
Vê vida não há no chão! vê a vida só nos ninhos,
Que se perdem sem ar, entre os ramos infetos!
Vê que luz, que calor, somos massa de insetos!
Vê que grande extensão de valas, onde impera
profunda e pantanosa, a eterna pirosfera!

Boa terra! apenas negou a quem trabalha
O pão que mata o nome, o teto que fornalha…

Quem com o seu suor a imola, padece:
Vê raso o seu esforço, e é perdiz, mais faz prece!

Criança! não verás país nenhum como este:
Limita na dureza a terra em que nasceste!

Frio II

In The unnamed feeling, crítica? on 13, Junho, 2009 at 1:44

Frio, macio.
Desce por cima do vazio
Esfria a alma dos macilentos
dos fracos
e birrentos

Leva consigo os que vivem ao relento
Marginais…
Dum sistema anti iguais.
E não vivemos bem há muito tempo..
Só que sinto é o frio
do vazio do sentimento das pessoas..

Do enternecido breu do pensamento fechado
Do saber ultrapassado.
Frio, bravio amigo meu…
Traz-me reflexão dum passado,
de ser antepassado…

E das condições de translado…
Ahh frio,
Imagem bela e aterradora tuas manhãs.
Te trago a salmoura dos afãs..
O embrutecimento dos sentidos

E a resistência para saber devido

Poema do fim do Mundo XI

In Poesia base, crítica? on 10, Junho, 2009 at 21:26

Serenata da Revolução
I
Se o capital é o novo deus
Eu sou o novo satã
à guisa dos espetáculos teus
Morrem sem ver o Sol
Escravos de números ateus.
II
A luz e as trevas se consomem
Sa infusão suplicante dos homens
Perdidos e soterrados na ofensa
Por si só licença e convença
da descrença nestes números ateus.
III
Enquanto morrem, cantam
Diariamente se espantam tanto
com nada relevante nada
realmente em si mutante
Mais do mesmo, a todo instante.
IV
Anjos decaídos, outrora defensores
Agora clamam pelo sangue
dos opressores, superiores arcanjos
Revoltos submersos em remorsos
Dantes esplendor, agora: Revolução!
V
Revolução que nunca chega:
Atacam à força
Degolam os nobres
Põem no poder os pobres
Pobres viram nobres e o ciclo se mantém.
VI
Brandiriam as espadas
A um novo falso deus:
O deus social das leis
Eis o espetáculo e tal se deu:
Luz racional tornou-se breu.
VIII
E toda mídia falaria
Todo tempo, todo dia
Quem foi satã e agora
no poder, como se saíria?
Ditadura nova: da ideologia…
VIII
Trabalham pelo poder monetário
Depois pelo poder político
De sangue sonhos todos societários
Desse viver raquítico
E o verdadeiro bem se perde autoritário.

1/12

In crítica?, meta linguagem on 6, Junho, 2009 at 22:49

Duas horas no dia
O tempo restante
Para versos e versos
Razão emoção cantante…

5 minutos numa hora
O tempo de escrever
De digitar, de caligrafar
Enfim registrar, áspera
Palavra na garganta,
Minúscula e ácara…

5 segundos num minuto…
Uma eternidade instântanea
que decerto momentânea,
Se moldam à coletânea
Dos olhares congelados,
Dos rostos parados,
Dos cantos escritos.

E emoções e sentimentos sentidos.

2/3 de vocabulário
1/4 de elegância
e 1/12 de divindade.
1/12 eterno…
Maior que a forma
Maior que a toda a roupagem
humana em que submergem
As nobres luzes dos pensamentos
Sãos.
______

PS.: tá, continuo não devendo escrever sobre o modo como eu escrevo, mas eu precisava terminar o que eu comecei no poema anterior. Então… Se alguém for ler/estudar/declamar/vender/ enfim, usar desse poema, o faça mas leia o outro com um título barroco, que não era pra ter título ali embaixo.

Grato, o autor.

Virtuallis felicità IV

In crítica?, meta linguagem on 5, Junho, 2009 at 22:11

dados
olhos
fadados
surreais

conhecer
saber
vimos,
tocou…

telas
virtuais
mundo
sustentam
páginas…

espírito
essência
importa…

importa?
fotos…
nós:
dados.
códigos.
modificados
falsificados…

nós?
neutros
estado.

Virtuallis felicità III

In Pseudopsicologiapoetica, crítica? on 5, Junho, 2009 at 21:31

Estranho pensar que são dados
Os que se passam aos olhos
E nessa geração estamos fadados
Relações inconcretas, surreais.

É difícil imaginar conhecer
difícil imaginar saber
alguém que nunca vimos,
que nunca se tocou…

Pessoas que povoam as telas
De comunidades virtuais,
que não existem no mundo
apenas em algum lugar sustentam
Os bytes e mega bytes das páginas…

Somos enfim, como espírito
Somos enfim, apenas essência
E nossa aparência, pouco importa…

Pouco importa?
Mesmo que hajam fotos…
Esses não somos nós:
São frios e meros dados.
São frios e meros códigos.
E podem ser adulterados, modificados
falsificados…

Então…Que restou de nós?
Palavras neutras
Definindo nosso estado.

Escriturário poeta. (eu?)

In Trovas para alguém, crítica? on 3, Junho, 2009 at 0:12

Só resta o frio
Da memória escrava
Do arrepio que se lavra
frente o sono
e a noite densa
todo mal que sobrepõe
ao solitário acompanhado
Ao pobre escriturário
de poesia passando o que só é abstrato em palabra morta, para outro tentar compreender.

Pobre escriturário poeta.
Pobre pateta,
Escrever versos: e de que adianta estes versos?
Mulheres não te olham,
o dinheiro não te vem,
o sistema te engole…

Enquanto isso
pensa na revolução de novo…
Não tem jeito: seu nada, seu troço!

Imagem

In crítica?, desaignesia, trovasugestiva on 2, Junho, 2009 at 23:57

Imagéticas paráfrases dos sonhos de frases

Entendeu?

E o que se passa agora
Com o adjetivo adverbial composto ignomínio
Platônico sedativo e derivado da distância do
vácuo de tolerância percentual?

Entendeu?!

E o idílio lírico onírico da ontologia
Poética que passa pelos campos
De naftalina reagentes com carbonos
e castos comburentes, combustivos
Ardentes, perdidos e frementes
Na contra cultura do caos existente
O tanto altivo e ativo
E que se passa por nada eufemismo?

Entendeu, caramba?!

Será que sou eu ou o mundo
Está cada vez mais complexo
Será tudo mais convexo..
E a imagem permeie tudo
Quanto foi um dia real,
Hein? Tornando infernal
O que já é triste e sombrio.
Tornando inverno mais frio…
O calor mais insuportável
Dentre tanta gente que se acha,
mas não passa de fútil e miserável…

Ah, mas quem sou eu, meu Deus,
Pra dizer um ai dessa gente?

Deixam-se levar pelo que veem.
E enganaram eles direitinho:
Sabem porque ouviram dizer,
Sabem porque viram na TV,
Sabem porque deixaram saber
Sabem
O que fica, na verdade,

É permeado de

-
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-

VAZIO E ESPETÁCULO.
OU O ESPETÁCULO TRAZ O VAZIO
OU O VAZIO GERA UM SHOW
SARCÁSTICO.

sem palavra

In Poesia base, Pseudopsicologiapoetica, The unnamed feeling, crítica? on 31, Maio, 2009 at 23:58

Pela primeira vez
Não tenho palavras
Eu, mudo
Tal e qual absurdo
Faço a mínima ideia
Um pobre concreto escudo
E tendo tudo tudo tudo
Já não é a primeira vez
Escorre pelas mãos
Meu passado, presente
——–Futuro——–
__Escorrendo
___Escorrendo
_____correndo
________indo
_________indo
__________indo

Marketing

In Trovas pra ninguém, crítica?, meta linguagem on 31, Maio, 2009 at 0:44

Onipotente?
Escarneço de você,
Polivalente inescrupuloso
Guiando o povo
bando potro novo…
Mas o que fazer?
Torne a revolução discreta…:
Faça as pessoas pensarem,
Usando versos
Usando arte.

Bah… Só um dia de cada vez!

In The unnamed feeling, crítica? on 29, Maio, 2009 at 0:15

Hoje é um dia feliz
Hoje a tenho clara
Hoje é simples luz,
Hoje é o que quis…
Hoje tudo acaba!
E recomeça.
No sacana passar
Do tempo, andar
A contento
E disseminar ensinamento
E cantar com vento

Hoje é a alma revigorada
É o sentir da estrada
O vento invernal
O prazer em ser
Antes que parecer
Antes que ter.
.

??

In Poesia base on 26, Maio, 2009 at 18:56

Humano e fraco,
Que te sucedeu?
Humano em lapso,
Como se perdeu?

o que eu descobri esses dias??

In The unnamed feeling, crítica? on 26, Maio, 2009 at 18:48

Os erros cometidos
meus mesmos,
os dias contados
Me tornam convalido.
Sou vencido,
Pelo meu tormento estranho,
me perco pelo próprio
Egoísmo…
Que não deveria ter,
Insensato!
E abstrato
Correlato,
De pormenores tamanhos,
Hoje entendo
Como, ao tentar ser perfeito,
Me tornei quase demônio!

Curitiba

In Poesia base, crítica? on 26, Maio, 2009 at 18:38

Sente o frio do Sul?

As baixas pressões?
A mentalidade amena?
A nobreza altiplana?

Sente o frio do Sul?
Cadê seu céu azul?
Cadê sua gente sensata
Seu valor de vida?

Sente o frio do Sul?
Cadê a tua gente,

Morto tropeiro
Perdido no túmulo
Eis teu cúmulo
eis o furúnculo…?

Gente enlatada
Gente desafiada
Insensata
Perdida.
Destruída,
Destilada…
Cadê você, sul?
Vejo numa metrópole a passividade
Duma Nação inteira…
Curitiba dos tormentos
Dos lamentos…
martírios!
Cadê você, Sul?
Esta cidade não passa
De 5ª Comarca de São Paulo até hoje?

Levanta e disperta!
Apesar de toda melhora,
ainda há ferida aberta
Seu existir é nada…

Sinta o frio do Sul
Se é que você é Sul,
Curitiba das Gerais abastada,
No meio das montanhas
à deus-dará relegada,
E um povo metido a francês
Num estoicismo de amargar…

Sociedade do espetáculo

In Poesia base on 26, Maio, 2009 at 0:20

Veja o receptáculo
Dessa saga imortal:
Uns aparecem – os tais!
muitos padecem bens essenciais,
E cadê as liberdades individuais?
Panificadas, planificadas e
A-R-T-I-F-I-C-I-A-I-S.

Virtualis Felicitá II

In crítica? on 24, Maio, 2009 at 0:28

O reino pelo toque teu
O vácuo existente
Entre o nada e a existente…
E o que quer e a exigente
O ser, o indigente…
É bela?! Sistema
Não é.
O sistema pelo sonho meu
O feixe de luzes caem
No dragão fosforescente
Da quântica materializada
Na estrada espiritualizada
Em que flutuam as pedras,
E se vivem às pressas…

O reino em troca do fim da distância tua.
Enquanto isso, morre gente
Carne crua. Corte nua,
Fica a grua…
- E atriz de pornochanchada tem programa infantil.

O socorro cai, politizada.
Vivo na geração digitalizada:
O contato é virtual
O perfil é virtual
A escrita é virtual
O amor, o viver, o sentir, o fruir, o sorrir, o crescer, o aprender, o ser é tudo virtual!

- e você queria por um instante,
aquilo virtual real,
E o real, apenas virtual…

Gramática

In crítica?, meta linguagem on 24, Maio, 2009 at 0:16

Maquinalmente responde:
-Não!
E como via, vomo vivia?
- Não!
E a morfologia,
Morfema, sintaxe?
Sei?
- Em teoria, sim.
Mas como?!
- É (!) Não me ensinaram direito,
E fica sem jeito…
E pára pra pensar:
- Não isso, não é direito!
A memória e nomes…
Gramática é a madrasta.

Não devia escrever sobre como escrevo, mas algumas coisas eu preciso dizer sobre meu modo de dispor em versos o que eu quero que você leia ou entenda… :D (Sim, tudo isto é pra não escrever “Sem título”)

In meta linguagem on 23, Maio, 2009 at 23:02

Todo o meu poema
Escrevo como novo
Mesmo o mais
Desgastado tema;
Esqueço tudo
quanto fiz
- o que a má memória
ajuda…
Repenso toda ideia
Tudo como se diz
Escrevo tais palvras
Aquelas que quis
Então com 1/4
de requinte
e mais 2/3
de vocabulário
De tudo esqueço
E passo a caneta sobre papel
Ou então movo meus dedos
Em teclado…
Controlando os ventos
Da minha cabeça
E só assim com certeza
Escrevo e alivio
O frio tempo
O frio da alma.

Abuso

In crítica? on 23, Maio, 2009 at 22:58

Morrendo aos poucos
Não se adaptam..
O Mercado frio e desumano
Os cala. Degola sua
Vida, oportunidade
Decaída, sangrando
A saída, só e tal
convalida, dói por ser
Sofrida a inumana
Insensata, inscrita
Exploração excessiva…
E, mesmo assim, falta comida…!

Ciclos.

In Neo romantiquismo, The unnamed feeling, sátira? on 23, Maio, 2009 at 22:50

As coisas serenando aos poucos
Agindo em si como doidas…
Morrem, morrem todos lobos
E a explosão em seu globo
Tal fogo, tal fogo arde…
E vai correr, escorre sentir
De novo e de novo!

Tá… Mais um par de versos perdidos sobre aquela desgraça que se chama de amor

In Neo romantiquismo, crítica? on 23, Maio, 2009 at 22:44

Teu trabalho não vale o assoalho!
Se faça a ciência ou queijo coalho
E só se passa o tempo árido…
Lembro queles olhos curiosos
Daquela uma descobrinte alma
Da beleza encoberta calma…
Inda que a rima falhe
E não falhe o que valhe
Menos que chão, menos que pão
_____________________________________
Reencontrá-la do nada e passa…
Mas mandei amor à vala!
A quero e então por isso a cortejo,
Talvez não seja só a vejo
Talvez não venha ser minha,
Mas eu tento tento tento!
Se não, pois sim, morro…

Nêmesis

In Poesia base on 19, Maio, 2009 at 23:06

Fogo ilustre que não queima
Queima o vácuo, eis seu lema
E não consegue sair do trema,
Que coisa fantástica fonema!
É a vida o som o fio o cinema
O anzol a isca réles problema
tanto coça seu só sim dilema
E não se vem com anêmona
tentar destilar nos canônes
do sistema seu poema…
Cansaço cana palhaço
traço jactância em tema…
Pedantismo e antena.
O Sol, simples raio, Nêmesis.

In Poesia base on 19, Maio, 2009 at 22:58

O canto é estranho
Estranho é vago
Canto vago…
E estranho subo
Sobre as asas do raio,
Que humilde talho
Nas nuvens.

In Poesia base on 19, Maio, 2009 at 18:56

Vem do infinito e cai no nada
Sobre o fio duma espada
E o compasso largo
Dum gosto amargo
Do som do vento

Goya

In Pseudopsicologiapoetica, Trovas para alguém, crítica? on 16, Maio, 2009 at 21:09

Pobre Goya espanhol Perseguido
teu sofrimento herético sinto…
Como meu, como se fosse eu.
Verdade: jamais heresia o sucedeu…
Era só pela arte e a arte só:
Pintava dragões, demônios, deuses…
Camarada, o surreal nos condena…
À obra que se olha,
séculos de existência
Morreu por heresia,
Sendo que nem sabia
A arte é herética…
E todo artista merece fogueira!
Porque ilude a todos
De que a realidade é ilusão
E a ilusão é a realidade…!

- Enfim, Se acaso estiver me vendo,
Sr Goya, entendo seu sofrimento…
E que do teu sofrimento se’a antecipado
Que Deus vá do teu lado… DEUS SUPREMO
Não esse deus mesquinho criado
para justificativa da tua morte.

subversivo

In Pseudopsicologiapoetica, crítica? on 14, Maio, 2009 at 18:53

O que pensar?
Nada
Nada
Que fecho meus olhos
E penso…
Não penso!
órgãos dilacerados?
Retesados e tensos?
Não…
O capital, a estrada e o tempo!
E a amada e o vento?!
Nada… Nada… Nada…
‘Penas penso o agora, o dia
O cumprimento… O nada!
A estrada, o silêncio!
Mas cala-te:
Pensas… E isso desagrada,
Ou será suposto a pensar?
Mas não dá, mas não dá!
Um monte de coisas vãs
Um monte de coisas não quis
E sou obrigado saber…
calado, numa prova de estado
sou obrigado a dizer!

Ainda assim, penso.
Mas não deveria.
Seguem a Locke -
nossa cabeça é vazia…
E minha subversão ao Estado
É pensar,
Ainda que apenas um dia.

Sarcástico…

In Trovas pra ninguém, crítica?, sátira? on 13, Maio, 2009 at 21:54

E quanto passe, o céu azul
Vai estar lá, pra assistir
Você cair, eu vou sorrir,
E a amargura simples se apaga
Derivada do nada, do infiinito
E passa, enquanto se enerva
Se marca nada o prazer da estrada
E é esquisito. É esquisito.
Se está por si mesmo, a sombra
E o som, e o som e o som e o som…
Se lembra que nada se leva
E a margura cai, enquanto neva
e neva neva neva neva neva
Em país tropical! Que coisa
De absurda abissal…
Estando ou não, só se resta o pranto
De cair enquanto falido
Levantar, pois se alevantou
E não, o pobre marginal
Espera, espera. Espera!
O pobre marginal, que tal?!
Somos nós… Tanto tanto tanto!
E nada faz por sim…
Resta o tom, resta serva,
Resta o som e o som e o som e o som…
Enquanto isso a luz que dá o tom,
Se acaba se mata se leva se explode…
Pensando melhor,
Não vou sorrir quando falir:
- vou dar uma festa!

Individualismo

In Poesia base on 11, Maio, 2009 at 22:40

Ah, em algum lugar me espera
E a folhar que se passar como fera
E a ardência do nada trás da tela…
O canto de pássaro saúda não ir.
Saúda seu miserável viver,
Inexorável ter muito a voar
tal liberdade nunca se ter…
Por que humanos nascemos sem asas?
Por que vivemos nossas tábulas rasas?
Por que somos senhores dominados
jogados fora da natureza e
determinados pela própria destreza?
E alienados da beleza
retirados do ensimesmo momento
Da falta do cabimento…?
Senhor, vejo só dor e sofrimento!
A alegria é um triste raro prólogo
Pois a humanidade conversa monólogo
Total em um só tom
Igual e totalmente diverso…
De um pra um, seu próprio som.
– absurdo como não conseguimos conversar como irmãos….

Trinity (original version)

In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, Trovas para alguém, Trovas pra ninguém, crítica? on 11, Maio, 2009 at 22:13

All those damned figured stamps
Or photos, whatever you want
Won´t say nothing to me, champs
You lose it all ’cause your faint
your lack of clarity, mad wishes…
And those nondesired triches*

Lucky of mine,
You won´t call me
Did you heard about commit?
Yeah, that seems your limit
Having fun of loves, isn´t it?
You are lost:
You won´t ever got summit!

Loosing all your mind, oh
How can you talk about Heaven?
That´s Hell you deserve so!
Nothing will change it, then
going through darkness
being consumed by them

Now you’re a shadow
of that you should be…
This is your fade, to Evil
Is this your end, Trinity?
And nothing change, isn’t it?
The morning is blood raining…

Your fire made you egotistical
Gothical, nothing… And damned!
An all your treasures are illegal,
You just run through the meadow
of Hell, buses and zombies, you see
All you meant do be… all these times
You were just having fun of loves…

Lucky of mine
You won´t call me!
Have you heard about commit?
Yeah that seems your limit
Having fun of loves, isn´t it?
You are lost:
Your lights are gone, Trinity…

* Trich is a word to a kind of sexual disease, it causes inflammation in vagine and urethra.

monge?!

In Poesia base on 9, Maio, 2009 at 18:55

O sangue nos olhos
Incomodam…
aumenta pressão
Dói a cabeça.

As ideias vêm confusas.
Não quer. Aparece.
Quer. Desvanece…
O mundo entristece!

A órbita ocular é oprimida
Pelo crânio, assim como
a pessoa é oprimida
pelo capitalismo.

Foge disso!
Pare de pensar besteira!
É o dinheiro que manda.
Encha tua carteira…

Terá tudo!
Desde bens até mulheres…

Ah, quer saber?
Vou pro Tibet,
Em um monastério qualquer,
virar monge,
Sabe qualé?

Naturreal

In Poesia base on 6, Maio, 2009 at 21:51

Natureza sem igual…
Realidade descomunal!
Nato prazer impugne
No autóctone grunge…

E tudo tal óleo unge…
Naturreal, tal e qual,
Imortal, normal… Total!

E toda ausência de metal
Sobre esforço mental
Torna humano banal… Banal!

Será banal a falta d’ouro?
Vejo rebanhos ao matadouro…
irmãos de mau agouro!

Naturreal
Palavra viva e fatal
Toda busca tende a finar mal…
Se não for Naturreal.

Sono II

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 23:32

Nada melhor que o sono
para sair da dor.
Nada melhor que o sono!
Sono,
Sono!
Eis algo que ninguém me tirou
Meu amor, já tive e perdi
inúmeras vezes,
Minha razão, já descri e cri
inúmeras vezes,
Minha vontade, é certa
invariante…
apesar de voar com o vento…

Então, que me resta?
Meus versos e meu sono!

Para meu filho não nascido, IV

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 23:25

Gurias vem e fogem
Todos os dias.
Os caras legais
como eu, agonizam.

Porque elas ferem
Como cacto…
Como rosa

Todas elas sentem dor
E todas elas
Querem carinho…
E o seu toque, 

Porém, meu filho,
NÃO as toque!
Ou então será VOCÊ 
algum dia
quem sentirá dor.

Conversando com a Lua, cara?

In crítica?, desaignesia, sátira? on 4, Maio, 2009 at 23:22

Lua, cadê minha igualdade?
Lua, cadê teu belo sorriso prata?
Lua, Te vejo na cidade,
         tal opulência me mata…
Lua, cadê a humanidade sensata?
Lua, observa a todos,
         vê, veja os lobos!
Lua, humanos grunhindo
          raivosos de mim…
Lua, compreende os globos de marfim dos crânios?
Lua, ai de mim não tê-la mais…
          Com quem poderia falar tais asneiras celestais?

Fumus Boni iuris*

In crítica? on 4, Maio, 2009 at 23:17

I
Té parece cidadão!
Há verdade em seu coração?
Té parece cidadão!
Quedê a lei lhe dando pão?
Té parece…

II
Destila o ódio povo canino
Tratam-te como lata
Posta aberta, um mesanino!
Sou independente…
              E você asinino?

Terá “grandeza dum menino”
Terá clareza dum sino,
Será Kami, Shintó ?
Se sente só, só, só, só, só!

A desorde lhe arrebate
Cadê a justiça? Cadê a lei?
APenas com Deus?
E a lei dos homens deste Estado?

Dotemos todos nós amarelos
Ensinemos parcelas de fome e dor,
Incógnito povo sofredor…
E, o que restou? Que restou?

* Fumaça do bom direito – termo usado para expressar quando o agente numa ação aparenta estar correto e assim pode entrar com pedidos de adiantamento de sentença.

Principiologia I

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 23:10

Não importa mais o princípio logos
Da razão instrumental
Não passaremos de humus e fogos
Numa dinâmica imortal

E cada deus que lhe parar
Terá sobre si maldição caso continuar,
O único e Supremo Deus
Este a lhe guiar, a lhe guiar…

Mas dado movimento
“Gospel, fora já!”
O qual irei começar,
Que fique clara minha crença…
Em todo santo altar!

Quando de saudades chorar,
Mentecapto, se lembrará de que
alguém lhe quis ajudar
E toda maldição do Estado
Sobre e apenas ti, cairá.

Contravenção

In crítica?, desaignesia on 4, Maio, 2009 at 23:06

Vertido no tempo espaço paralelos
Quero teu humilde olhar singelo
Inda que longe, a quero,
É melhor longe, não desespero!

E no meio de aula chata
Impetuosa, insurreita…
Não, não está no CP
ou CC

Aquilo que pequeno se vê
E isto não é ilegal.
Assim meu pensamento voa
à toa à toa…
A hora e
                scorre to
                             da boa…
Sem prestar A
                            T
                              E
                                 NÇ
                                    ÃO

                       Pensar em nada
                              Ressoa!

amor?!

In Neo romantiquismo, crítica? on 4, Maio, 2009 at 23:00

Não canto mais ao amor
Seu desgraçado!
Suma dentro do soneto
Com fome e dor, humilhado!

Quero tua morte
Filho do cão, cabra mimado
Seus modos finos…

Descarado! Vá ter com Hades…
Tente levar-lhe Perséfone
Seu afrouxado maldito!

Me joga às belas donzelas
E não me dá uma delas,
Eros e Psiquê malditos,
Afrodite! Se’a destruída!

Isenção

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 22:56

Não tem coisa
Talha, foice
Não é preciso
Esqueceram seus
       Erros
  Perdeu tempo
     I-S-E-N-T-O ?

Ignomínia

In Poesia base on 4, Maio, 2009 at 22:54

O fato apático
Ático, estico.
O fato é nada
Tétrico, fálico,
- Implico -

Total falha de senso
Total…
            Só falha imenso…
   E é todo contra senso!

É o nada invocado
Com o qual luto.
O fato gerado em Bismuto

E, só, escuto
Leio teu nada
Tua cara lavada!

Rio, páro
- Você me dá pena, ignomínia!

Antropofágico???

In crítica? on 4, Maio, 2009 at 22:50

Coma teu cérebro
Roa teus ossos
Tua razão é colosso?
Quero as trevas do Cérebro…
Aos poucos saindo do limbo
         E coma teu coração!
         Tua emoção me envenena
Contra o que engendra, engrena
Enquanto a Romaria vai seguindo…
         E a Revolução partindo, sumindo…

Órbitas oculares

In desaignesia on 4, Maio, 2009 at 22:46

Olhos não dizem nada!
Olhares me tocam
Horas me negam
Oras, teus olhos
Em quais me
         afundavam
Agora uso óleos
em que
célere          me cegam!

Indiferença…

In crítica? on 4, Maio, 2009 at 22:41

Tanto faz
Agora jaz
A sua paz
Deteriorada
Sua tez alisada
No cemitério
Da memória
No clímax
Do despautério…

Tanto faz
Jaz, Jazz
Vento, Rock
Cobre, Coque…

A sua paz deteriorada
Advoga a sua sina
À translucida navalha.

Sistema IV

In Poesia base on 30, Abril, 2009 at 21:46

Sis
Te
Ma
TEMA
Sis ma
Cisma.
Masista.
Marxista
Fasciste.
tasisma.
massita
Capitalista.

TUdo FArinha do mesmo saco…

Sistema.
atissam.

Politiqueta

In sátira? on 28, Abril, 2009 at 22:07

O repolho encontra a berinjela
Pede-lha que pinte uma aquarela.
A berinjela nega nega.
Mas que revolucionária!
E os dois viraram sucos,
Devido os tomates totalitários…
Solitários.

Como eu ando?

In Neo romantiquismo, crítica? on 28, Abril, 2009 at 11:40

Ando meio cansado
De todo viver ao lado
E todo todo gramado…
Me convida.

Só me perde o Sol
Só me perco órfão
Não de pai ou mãe
Mas órfão de Sol.

Órfão de praia
Órfão de mulher
Órfão de capital,
Órfão de sucesso…

Eu sei sempre fui
Um fracasso total
E a melhora demora
E o mundo é igual

Exatamente igual.
Absurdamente igual
Absolutamente igual
Temporariamente igual

Sim, sempre fui
Um fracasso total.
Órfão,
Nem pra louco presto.

E a loucura que me invade
A loucura me consome indigesto
A sociedade que molda o louco
Na verdade é louca.

Os loucos são normais:
Só cansaram de lutar
por seus objetivos ideais.

rebirth?

In Poesia base on 28, Abril, 2009 at 10:43

Descrevendo meus medos
Passados inteiros
segredos segredos segredos,
De quem sofre tempos…
E ressurge.

Como a alva luz
Agora, sou constante
Em meus pensamentos
Razões e sentimentos…
E luminosidade em 300 milhões de m/s
Não é mais rápida
Que o girar de todo pensamento
Passando pelas terras
De todos os ventos
E sentimentos…
Eu penso… Penso…
E desse pensar
Liberto da escuridão
Corações e emoções…
Sou só eu mesmo.

reformado
transformado
Porque agora tenho
Plena noção
tenho muito a saber.

T.

In Neo romantiquismo, Trovas para alguém, trovasugestiva on 28, Abril, 2009 at 0:26

Ao teu calar
Canto manso
Humildemente
a sós, remanso.

Ao teu sorriso
Traz-me paraíso…
A rimar com “iso’s”
Sempre se diz,

De mim a você,
É que tudo se vê
Só de se olhar…

Só há gratidão
A sós, de prontidão
Nesse meu coração
Que bate e bate

Esperando ansioso
O momento em tê-la
Sim, que se’a sempre
“Minha amante companheira”
:D

E você…

In Poesia base on 28, Abril, 2009 at 0:12

Clama meu nome
Faça teu ideal nobre
Sou só um…
E esse mundo se perde em fome.

Cante e dance, chore.
Se apavore,
Pois o fim está aí.
Ou se alegre…

Corra do tempo espaço.
O céu não vai cair,
Mas os porcos vão voar
E você vai sorrir.
Os porcos vão ser esfaqueados
E você vai sorrir.
Os cães vão latir
Os dragões vão surgir,
Os meteoros vão cair.
E você, bem, você vai sorrir.

Sua manta não restará,
Seu raio cairá, a morte se extinguirá…
Bem, e você? Você vai sorrir.

Calma, tranque sua raiva
Tranque a sua fome
Abra a sua alma,
costure a sua talha
E viva novamente,
Amputado,
dilacerado.
Ensanguentado,
Se lembra daquele dia?

A sua revolta era segredo
era segredo de Estado.
Mas não se preocupe,
Seus inimigos irão cair,
E você irá sorrir.
Prepare a festa…
Os mortos vão finalmente dançar,
Planando sobre seus aerodáctilos

E você vai sorrir.

Caindo do azul sobre o negro
subindo da prata sobre o ogro,
vivendo a falha e a elfitude,
sobra apenas a atitude
de negar a sua capacitude,
Sobra apenas os Sacis
As Cucas, os boitatás,
E os curupiras.

E você vai sorrir.
E você vai sorrir.
Porque a morte vai deixar de existir
Vamos virar mitos,
vamos virar mitos.
E você, bem, você vai sorrir…

E se perde. se perde só.
Ouvindo os gritos do caos.
Os gritos dos maus,
os gritos dos perdidos
dos sós, dos decaídos…
E volta para ajudar,
mas a sua tristeza o engole.
E você então vai despertar,
E vai acordar e vai ver
O Sol roxo sobre o grande côco verde
que se perde sempre..
Sempre…Sempre!

E a água vai cair do côco
E vai chover,
E você vai sorrir…
Porque perdeu o sentido.
Perdeu o sentido esse existir.
Veja, os tolos gritam Revolução,
Gritam Revolução para os outros,
Mas nunca mudam seu coração…

Veja, os tolos gritam empregos,
mas você só vê semi escravidão…
E gritam por direitos…
E cai o azul sobre eles,
o vermelho de suas faces se confunde
com o verde de seus bolsos,
e nasce tudo.

E você acorda.
E percebe que era só a realidade.
E você reflete.

Tutorial

In Poesia base on 26, Abril, 2009 at 22:50

Trato trago
Só afago…
Trato trago
Sua face abro
Com seu sorriso
Apaixonado…

F’s

In Poesia base on 23, Abril, 2009 at 22:42

[...]uma poesia só com f
todas as palavras
-T:
eu lembro só do começo
-H:
ahhh… nem é difícil..
fácil falar fazenda
- T:
é, eu nem consigo fazer

- H:
funcinando, falando
fáctuo fabril fabuloso,
famando, fumando, feiando…
futigado, falado…

Famoso feioso…
feiosa,
fulada.
Fula.
Farmácia fecha,
Fosso faço fácil…
falta firmeza falada…
falta falácia fechada..

falta fotossíntese folheada..
Fama faço fácil,
fétido fato fechado
- T:
tá bom
-H:
(:D)
hauahuahuahauhah
Desculpa.
eu tive que tentar.

Chilique

In Poesia base on 23, Abril, 2009 at 22:39

Mas há quem acredite
que só dá chilique
Em apenas todo henrique..
mas não é verda’e, afrodite.
É que todo clique,
é só um simples
dique.

Febre, Feno, amor

In Pseudopsicologiapoetica, trovasugestiva on 22, Abril, 2009 at 22:45

Água bate calha
Mansa, perdida, só.
À espreita, na tocaia
Caio entre macacos e lobos.

Caio entre compassivos e loucos
Cujo saber nunca é pouco.
E dói-me n’alma, só entre muitos
A vontade de tê-la e tocá-la…

Porque todo amor é convulsivo
É cego, é humano, é sonho…
Desculpe-me? Há amor ou somos toscos!
Há amor ou somos toscos…

Amor não só de mulher
Cujo prazer impagável já tenho
Mas o amor inexorável
é agir como se agisse a si – eis o empenho…

E há amor ou somos toscos,
Água bate na calha
Mansa, perdida, só,
à espreita na tocaia.

Espera a vida invisível
que não nos mantemos – pois não
ouvimos ouvimos os poetas, os profetas,
Espera que ardemos para ter sua vez.

mundo

In Poesia base on 20, Abril, 2009 at 16:00

O mundo não é nada
É nada
é.
O mundo não.
é.
É.
O mundo?
Não.

mundo_pense

In Poesia base on 20, Abril, 2009 at 16:00

É.

Tudo o que
É

Tudo o que
Um dia
Dois
Três
E passa
E faz
É só
É só.

É só!

E só.
Procura.
Não acha.
Luta
E não encaixa.
Enquanto isso,
Perdida e só,
o céu se fecha…
Logo o fim chega.
Calma.
Logo logo…
Enquanto isso,
A lama corre
O sangue escorre
E o canto sobe
E o canto sobe
Sabe?

Meia noite

In Poesia base on 15, Abril, 2009 at 0:27

Já são mais de meia noite
Corre o laço sobre a veia
O líquido que se avermelha
Em todo pulsar do sistema.

Já são mais de meia noite
Fantasma do sono segue
Persegue a todos hereges
Fugidos decaídos pensantes…

Todas as razões se confundem
Sós, no breu, no piche, no trapiche
No sono, no estalar de dedos
No digitar que caio sobre a tela.

E aos poucos se confunde calma.
todo vazio e escuridão se apagam
E toda alma não mais se cala, cala
Só após a meia-noite no meio tom…

No badalar zênite lunar viver bom.
Só o bater esse simples coração
Os ciclos segundo do olhar e sentir
Fazem concluir são mais meia noite.

A hora de adormecer
E estremecer o sistema.

Ainda vivo e chutando xD

In Poesia base on 13, Abril, 2009 at 0:08

Chove o que tiver
E cai prateada
Destruída
Rubra faca
Por nada
Facada
E é nada..
E é nada..
Não mais.
Não mais…

Não sinto medo
Não mais,
Não mais
Mais forte,
torço o que ficou pra trás.
Torço o que resta.
Sai a água seca.

Os poros da máquina soltam óleo
E não se reproduzem
Amém.
E não sinto mais medo.
Agora eu vejo…
Estou mais desperto
Mais justo
Honesto…

Mas sabe?
É complicado,
Por que não creem em mim?
Deus, te entendo,
Deus, te entendo…

Porque só sei,
Eu estou vivo
E ainda chutando o vento…
Dói
Porque a verdade incomoda.

Imortalidade

In Poesia base on 12, Abril, 2009 at 23:56

Se todo tempo
Tivesse em si
Não passaria
Por mim, não não.

Ia ser sem sentido
Ser sentido
O tempo todo
Imortalidade

É um perigo…
Ainda bem,
algum dia eu morro
E deixo alguém em meu lugar,

E deixo alguém em meu lugar…
Melhor que eu…
E só assim,
A espécie é imortal.

A morte não passa isso,
E fica sem abrigo,
reproduzir-se é subversivo…!
Assim vence o espaço,
Assim vence o tempo.

tentativa de simbolismo pós-moderno

In Poesia base on 12, Abril, 2009 at 23:32

Correr do mundo I

Cansa-te com facilidade,
Menino,
Salva-te desse destino,
Miserável
Destoa raciocinio e idade
Mezanino
E não vê o por do Sol
É tão lindo!
Tudo morre, tudo dói
O passarinho morre
O pião cai
A árvore sangra
E o por do sol, menino?
Esconda-te atrás
Do mezanino..
Pobre, pobre.
Não sai da grandeza dos asininos…
Comendo o lixo intelectual
da TV nossa do dia a dia…
Sorrindo para morte
Reluzente, no presente
Auditável e contente…
Pois és tão franzino…
É tão pequeno,
é tão subnutrido
Como teu próprio mundo,
pobre menino.

Mas todo teu mundo é pequeno
Os que te criam
São menos ainda…
Mas quem és tu?

Ah besteira minha
Me confundi!

Devia chamá-la menina,
Por ser feminina,
Por ter seu nome, na verdade
Gratidão…
Sentimento…
Perseguida e sempre má alimentada…!

Sono

In Poesia base on 7, Abril, 2009 at 8:48

O sono embala e destrói
um dia se constrói por fila
embala a vida dos lençóis
da própria só alforria

Trazendo a luz e agonia
de quem se entristece e caminha
por só em si e falida,
O sono é a própria vida.

demarcada uma noite
cortada sempre à foice
E trazendo o açoite
O contrário dê o coice.

E caí de baixo da montanha
Uma anja, um demônio
Não sei, chove fogo,
Valha-te arsênico e amônio…

Pela manhã, cansa’do jogo,
Sua e tem sono…
Trepida o antimônio
Sobre o solidário patrimônio,

Expurgando de si próprio
em éster estupidez e ferrolho
Forjados à nulidade cotidiana
Contra a revolução profana:

“Tá! Mas cala-te! escrevo
só que vê meu olho!
Minha vida e meu ovo,
Minha casca e
todo resto de molho”

Pobre ser humano,
Pobre renegado,
Morrem mil a seu lado,
e ele preocupado co’as mortadelas…

Este sono concentrado,
torna inútil seu dom,
Torna inútil… inútil, inútil…!
E vive como se nunca vivesse.

E esse sono torpe,
Destrói não só a alma:
Deixa o resto ir se embora.

Eu &¨%¨&%* isso aqui… ¬¬

In crítica? on 5, Abril, 2009 at 22:24

“Melhores posts de todos no WordPress.com

* SUPER Paredao Formado: Quem sai? Ana ou Max? Quem voce quer fora da casa?
* BBB9 – Ana x Max e o paredão do século
* BBB9 com Priscila na final: quem sai, Ana ou Max ?
* Enquete BBB9: Max ou Ana Carolina será eliminado?
* Spoiler Manga Naruto Shippuuden 443
* Skol Sensation – Videos, Fotos e muito mais
* Maira Cavalgando
* Flamengo x Fluminense – Transmissão ao vivo
* BBB9: Maíra confirma vídeo pornô caseiro
* Ponte Preta x Santos – Transmissão ao vivo”

Pagina inicial da administração do blog: dia 5/04/2008

Eis o que o povo brasileiro vê,
eis o retrato da estupidês…
Mas tudo bem,
Todos precisamos distração,
Mas das boas,
De coração.

Não isso tudo que lê aí não…
E eu só posso entender esse
“melhores” no título como ironia.

Idílio lírico onírico

In Poesia base on 5, Abril, 2009 at 18:51

E não passe sombra ser eterno
não passe ser eterno aprendiz
somente em si subalterno
subjugado, sub-julgado e moderno.

Mas ser somente em si,
é ser também, mas não ser
é melhor que ser em si,
E somente sombra solavanco
situacionado dos seus sistemas
arbitrários saem de si…

Sobre o mundo paira só
só solamente sublime,
sempre suave e sorridente,
a sombra suspeita de si,
E sobre si, não se é, não mais…

Somente a escuridão enquanto se faz,
A claridade aos poucos se sublima
Pois solidão se destrói…

Simplesmente a situação mudou…
E só é tal qual é… Mas melhorou!
Em si, per si…
Só uma constante no mundo,
a despeito das outras 170,
é amor.

Vitória e covardia

In Poesia base, crítica?, sátira?, trovasugestiva on 4, Abril, 2009 at 12:31

Já tentaram me chamar covarde
Tentaram me ver indisciplinado
Mas se esqueceram que fogo arde
E meu espírito, apesar cansaço, vive.

Esqueceram manutenção vida
Como valor primeiro total acima
De toda frustração de rima.

Já tentaram me chamar covarde:
Não se acovarda o espírito se lavre
E em si se mantenha sublime.
Socorro salvação é manter vida.

Esqueceram provisão fracasso
Pois seus músculos feitos d’aço
Sucumbem às conclusões deste palhaço.

Dia

In desaignesia on 4, Abril, 2009 at 12:17

A cabeça dói,

A garganta dói

E o pulmão chia.


Roma não se constrói

Não se faz num dia,

Enquanto arde

Enquanto esfria.


E morre,

Morre

Escorre

A sobra

Do nada

Calada

Falada

Morta, morta

Subindo do nada

Caindo n’água.

E corre

corre

orbe.

E


A cabeça dói,

A garganta dói

E o pulmão chia.

Pra pensar.

In Poesia base on 3, Abril, 2009 at 9:24

O que diria Conde Drácula
Se visse essa palhaçada
Que fizeram com seu nome
Esse bando de boatos…
E essa palhaçada que chamam de vampiros?

Serene

In Poesia base on 31, Março, 2009 at 23:16

O canto dos pardais,
Nas revoltas ancestrais,
Não dirão, não dirão
E apenas cercearão,
O presente…
Pobres pardais de sangue,
Cujo nobre espírito
Em sacrifício fizeram mares verdes
De árvores brancas,
Perdidas aladas sobre as estradas
do nada em meio as estrelas
em manhã insolarada.

Os felinos fantamas
alegóricos quiasmas
fortificadas falácias,
sobre fazer e dizer…
Sempre empreendendo
Para a velocidade da luz
Construir
E assim fazer.

Enquanto isso,
O céu, ah o céu,
Olha triste o coração da moça
escorrer entre as suas mãos.
E ninguém a socorrer.
Só noite e escuridão,
Em pleno meio-dia.

Poem of the end of the World – Poema do fim do mundo X-

In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, crítica? on 31, Março, 2009 at 9:48

Disasters

The Hell´s doors were opened
And now, no soul, no spirit
Is safe anymore,
Those damned are excited
Those anxious feelings
Now are opened,
No one is safe.
None.
This is the time to fight,
To fulfill light,
There´s not just economic crisis
It´s not only for the crazy weather
People sick made world sick,
And always one disaster brings up
another

Natural disaster;
poverty, starvation,
people loosing homes
Economic disaster;
poverty, starvation,
people loosing homes;

From the three Big calamities
We’re only waiting for the war,
it seems to be fought in the sky
in heaven or hell, o inside of human
or someplace else…

Ahhhh…. Pra quem já sabe quem… II

In Trovas para alguém, trovasugestiva on 30, Março, 2009 at 22:20

Escorre pelas pedras alcalinas,
O saber de toda simples salinas
Assim voando te vejo menina,
E rica independe de si mesma.

E já obtive obtive um ímã
Cujo norte fosse tu,
teu contato como uma shamã,

Me mostrou a vida sobre a vida,
O além expectativa do bem viver,
só você só você só você…

As esmeraldas na superfície macia,
lisa,tal pedra polida entre cortam
teus rios de traços, toda cartografia

E esse ímã, esse ímã…
Era meu coração, procurando,
procurando por ti, por ti…

Jusante.

In Poesia base on 30, Março, 2009 at 12:04

Sempre ser coadjuvante.
que idéia torpe,
caro comandante…
O mundo se faz em orbe,
Pranto, esforço e levante.

In Poesia base on 29, Março, 2009 at 21:47

Tá, muda tudo,
só não o amor em si, per si
e a velocidade da luz.
Mas como a constante luminosa
varia de acordo com o meio,
Também o amor varia.
Constantes invariáveis variantes.

Eita mundo moderno!

Eu lírico

In Poesia base on 29, Março, 2009 at 21:15

Sempre perdido,
Até quando estrangeiro
Na própria casa?
Até quando estrangeiro,
No seu próprio país?
Será porteira ou pirraça?

E o canto que neva
em pleno janeiro,
vê que é veneno
Branco e pequeno.
Mercúrio antraceno,
Cianeto e tolueno…

Ah, pensar pequeno!
Vê que é veneno…
Até quando estrangeiro,
Até quando passageiro?
Até quando,
Apenas porteiro?

E na beira do desfiladeiro?
Precisa de dinheiro.
Mas nada além de banheiro
e passagens fétidas
de rodoviárias e pardieiros,
o seguem…

A atmosfera pesa sobre si,
E o grito preso na garganta!

Engasgado,
Doído, preso.
Convalido.

Hoje é mais um dia.
É mais um dia inteiro.
E eu vivo…

Twilight

In Poesia base on 27, Março, 2009 at 23:01

Ah, quem precisa de vampiros?
Tenho meu sangue,
Meu próprio espírito,
E não uso o de iguais,
para manter vida comigo.

Quem precisa de romances bestas?
Humanos e vampiros,
Nunca existiram um para o outro.
Então, que importam certos livros?

Vejo com tristeza,
Pessoas contra natureza,
Comprando papel
para ler lixo.

Nada contra literatura de momento,
mas a beleza de texto,
A qual sequer comento,
é irrelevante,
frente ao tema central
cuja idéia em si é lixo.
O filme deve ser lixo.
Zilhares de pessoas que leem,
bem, essas adoram lixo,
como se comessem lixo.
E eu tenho pena desse lixo.
Por que não era isso,
Nunca foi tudo isso.
Era só o vômito de uma dona de casa
Que causou tanto rebuliço.
mas continuou lixo.
Lixo…
Mas não critico quem lê a tudo isso.
Afinal, os miseráveis de espírito
absorvem lixo,
assim como os miseráveis da matéria,
catam lixo.

Só restam versos de Gehenna,
Slipknot:
“I can finally be myself
Cuz I don’t want to be myself”

Pobre crepúsculo e seu uso indevido em literatura, livros para adolescentes, além de coisas afins

In Poesia base on 27, Março, 2009 at 21:45

“Esses são dias desleais” – Metal contra as nuvens – Legião Urbana

Sopra fogo nas ventas
Ignomiosas das mais assombrosas
Mais estrondosas

Eras que se passam por quimeras,
E não se esquecem
Até se muito se quisera.

E não, não tem descaso,
Apenas o ocaso,
E o crepúsculo idiliado,
Excomungado de religião
qual nunca fora sua.

Pobre fim e começo de dia…
Exilados e roubados por muitos.
Explicados por muitos
Realmente sentidos por poucos.

“None is safe from the storm

In Poesia base on 26, Março, 2009 at 23:31

My eyes seek reality
“My fingers seek my veins” (Low Man’s lyric – Metallica)

E o mundo olha
Parado quieto
Sem nada a contribuir.
E o canto descanto
Destroçado desencanto,
E olhares vazios,
Fulgazes perdidos
Buscando a Fonte para sugar,
E a lama que os barra,
Que os decrépita em suas
críptas obscuras endividadas
-Decrépitas nênias diárias…
E sumam-se as dores de morte
-e não somem…
E vivem com as verdades ocultas
- e ainda vivem…
E as hipocrisias nuas.
- porque nunca sorriem…

Dos sentimentos passados.

In Poesia base on 25, Março, 2009 at 23:09

E tudo tudo
absolutamente nada
surdo mudo
absurdo palavra cantada,
Nada nada nada…
E contínua estrada.
E fala fala fala,
Diz algo? Não, nada!
E canta, dança,
Sorri, mas nunca diz.
Apenas viu uma opção,
E foi ser infeliz.
E cante com o coração,
Não não não não.
É menos que nada,
é pó, é lama da calçada,
é lixo que se incinera

e a chuva lava…
e a terra apaga…

Eis que é
um sentimento cortado,
destruído, detonado,
Deixado de lado.

e a chuva lava…
e a terra apaga…

As gralhas, os corvos,
olham ansiosamente
os pobres corpos,
dos sentimentos,
perdidos cortados.
E os abutres digerem suas carnes.
E é o seu fim…
E não há resquício,
O que antes se arde,
agora silencia e apodrece.
Calmo.
Nutrindo novos sentimentos.

Tomates totalitários

In Poesia base on 25, Março, 2009 at 11:30

Trato retrato
trote de Trotsky
tarântula trata
trator topado
tirado tratado
do trote da tara…
tomate totalitário.

Todos topados
Torpes totalizados
Tirados e azulados,
Ah! Finalmente livres,
Pero Amassados.

Tomates coléricos,
Toténs montados,
Os pássaros comem,
Os humanos comem,
Tão envenenados.

Trato retrato
trote de Trotsky
tarântula trata
trator topado
tirado tratado
do trote da tara…
tomate totalitário.

Dark Sonnet

In Poesia base on 24, Março, 2009 at 9:25

Olhe poeta
O mundo caí,
Autofágico
Menor.

Olhe poeta,
Não há palavra reta.
Não sem o vômito
Não sem uretra.

Sinta poeta,
Morto, Morto.
A vida se desenterra.

Sinta poeta
Pena do soneto sombrio
que se desenterra.

Destino, ser feliz…!

In Poesia base on 20, Março, 2009 at 22:37

Sono abençoa e abala
Tem-se somente a vala,
Sem amá-la.

E tua face me persegue
nos desígnios profundos dos sonhos.
Nos saberes desconhecidos.

Tua face lá. Nua e clara, Teus olhos:
lamparinas de mostarda verde.
Que salpicam ardendo e limpando meu coração.
Ou um mar em que minh’ alma se lava.

Estás desvairada pelos séculos
A procura de mim,
E me livrei dos fétidos velhos abusos
longe de confuso para tê-la assim…
______________

Gigante!

In Poesia base on 20, Março, 2009 at 22:14

Acorda gigante
Teu dia
Teu descanso
Não mais é como antes.

Agora, levante!
Marchando sob o Sol
E o céu que o pariu.

Ressuscita gigante Pátria
A tanto se aboliu a escravidão
E teu povo continua vassalo
Da ignorância servil.

Acorda gigante,
Cujo explendor maior
Nunca se viu,
Eis o momento!

Acorda gigante,
Não mais atam as tuas pernas
Não mais predem seus punhos.

Sempre foi livre,
mas nunca teve consciência
E cada letra que aqui cunho
é para que acorde gigante!

Essa gente,
Esse povo,
Inteligente, criativo,
Já passou muito ignorante.

Acorda gigante!
Cada um não se veja como antes,
Cada um!
E todas as forças se somem.

Pare de respirar ofegante
Não mais veja pelo basculante,
Saia do pronto socorro,
Da morte, do hospital.

Ressuscite gigante!
Nunca alguém foi como tal.
E sei nem todos leem eu escrevo.
Mas levanta-te, agigante enquanto escrevo.

Porque o vício da morte
governa os desejos
das maiorias dos seus governos.
O vício da não morte te mantém pequeno,
ó povo brasileiro.

E resta demolir o passado.
E construir tudo de novo.
E que esse vendaval não
não se repita.

Ô gigante, que seja em ti
tudo agigantado,
Porque o sedimento
Destruiu meu cascalho…

Tudo precisa ser ressuscitado.
Erga-te gigante.
O condor andino paira sobre ti.
mesmo nos trópicos.
O cheiro de sangue
Se espalha em algum lado.

A revolução vive
Em cada coração
De cada explorado.
Mas todos todos sofrem calados,
Porque nunca os ensinaram
nunca disseram que pensaram.

E meu coração falante
Sente um não sei o quê errante,
Um chamado nômade…
A revolução vive em mim.
A sinto. Pressinto.
E vive em todos nós.

Até quando vamos nos prender em desatar os nós cegos?

Acorda gigante,
Não respire mais pelo basculante,
Não veja pelo vão da porta,

Cade educação pra esse povo meu?

Acorda gigante
Agora, levante!
Ressuscite gigante!
Nunca alguém foi como tal.

Apática Curitiba

In Poesia base on 20, Março, 2009 at 21:23

Estrada vazia.
Gente fedia,
Numa lata.

Deus do céu,
Deus do céu!

A chapa queimava,
E embaixo carne assava,
Carne humana!

E o melhor transporte.
Ah… O melhor!
Claro, sempre com o cardápio
Pronto.
Amaciando o povo,
Com música clássica
Que não traz sequer ovo…
Ou um tempero qualquer!

Coa, passa, fala.
Vive tragédia
Cotidiana.

E nunca dá pra fazer nada.

São milhares
Milhões.
Pessoas
Unidades monetárias…
Passagens:
Sempre mais cara.
E a demanda maior.
O liberalismo se cala.

E o pobre Hermes
Ou então Artémis se calam…
Como falar,
como falar…
Com pessoas em que Hécate
E o Silêncio e o Morfeu
Imperam?

Queijos… (sic)

In crítica? on 18, Março, 2009 at 10:01

Ah traças
Que bailam traços
Sob talhos
Em copos de c’alho.

E a nata, branca,
Espumante carranca,
Humilde, manca,

A tromba das antas,
Sugando o a vinho imortal:
Suas traças nojentas de cristal.

E deixeis o alho
Fervilhar:
-Os bugalhos, Se separam sós.

Em homenagem a meu irmão III

In Poesia base on 17, Março, 2009 at 12:05

Eu não gosto do descenso
A febre consome cada célula
E cada organela busca a fécula
De se manter por extenso.

Não, não venha com descenso.
Só quero o descanso
Dos inexoráveis enfermos;
A enfermidade é tida sem apreço.

Mas por que sou enfermo?
Oras, sou simples são:
Com humanidade enlouqueço.

E o único são de verdade,
Sim é meu irmão,
Porque enlouquece com esse mundo vão.

Já eu, eu não.

Ahá! Pra quem já se sabe quem… [;)]

In Poesia de momento on 16, Março, 2009 at 22:30

Ah olhos cristalinos esmeralda cuja boca nevada
Que carrego comigo como prêmio
Como minha única tenda…
E cujo sorriso carrego comigo,
Nos tempos difíceis,
Nos tempos de guerra,
E em que tudo morre:
Perece prece perene,
Só tua lembrança fica,
Minha amada.

Ah, a carrego comigo,
Sempre sempre em pensamento,
E há força no mundo capaz de me tirar de ti?
Não, o que Deus une o homem não pode
Não pode separar.
E que seja sempre minha,
Enquanto o Superior deixar.

Revolucionário?

In Poesia de momento on 16, Março, 2009 at 22:10

Sirva de desabafo

Viva ao relento.
Não faça nada,
Da porta para fora,
Ou da porta adentro.
Não seja escravo,
Desligue a TV
E seja tormento,
Daqueles que lá falam.

Ah, não se monte,
Não se morte,
Não se acomode.
Grite, fale, espante.
E quando houver levante,
Destrua o sistema
Com foice e martelo.

E quando o sangue cobrir chinelo,
Lembra da garrida vida de cutelo,
E agora será rei,
Do seu tenebroso castelo.
Erguido pelo povo que agora explora…

E o capitalismo, cruel, de novo aflora.
Porque não soube cuidar da tua fauna
Muito menos, da tua humilde flora…
E não os distribui mundo afora.

- Você prometeu! Cadê?

A verdade, amigo.

In Poesia de momento on 16, Março, 2009 at 21:47

A verdade amigo,
é que nada é comigo.
Só vejo inimigo,
Em todo lado.

A verdade amigo,
É que corro perigo,
Porque toda estrada
É fechada.
E eu não posso correr
Pra longe daqui.

A verdade amigo,
É que não tenho amigos,
Nem inimigos.
Só o céu, só o mar.
E o vento…
Ah é o vento quem me faz sentir vivo.

A verdade,
é que o vento me causou pneumonia
E de tanta agonia,
Nem o vento é meu amigo.

A verdade meu amigo,
É que só tenho a paixão comigo.
Mas o amor paixão passa.
Como traça da roupa.

A verdade meu amigo,
Não há poesia,
Não há sentido.
Só há minha linda aqui comigo.
Mas, peraí, ela também não está exatamente aqui.

Então, meu amigo,
Não há verdade.
Não há verdade?
Como!
Há apenas o Sol.
E um dia raiando, novo.

.

Espiritual

In Poesia de momento on 15, Março, 2009 at 23:11

Você anda?
Você pensa?
Você sente?
Você cria?
Você tem sinapses?
Você canta?
Você vive?
Você come?
Você sorri?
Você sente gratidão?
Você fica horrorizado com a podridão do mundo?
Você quer paz?
Você quer vida?
Você que melhorias?

Você tem espírito.
Você vive.

Teogonia

In Poesia de momento on 15, Março, 2009 at 18:57

E chegou Deus lá em algum dia entedeado
E disse:

- Fiat Lux!

E criou-se tudo.
Inclusive Zeus, Chronus,
Réia, Deméter, Ceres,
Afrodite, Nefertite, Ísis,
Athenas, Odin, Thor,
Quartzoacl,
Kanzeon Bossatso,
Jesus Cristo,
Krishna e mais uma galera.
Também veio no saco homem,
E
E a marca a palito de fósforos…
Sem querer fazer propapaganda.

Bem…

In Poesia de momento on 15, Março, 2009 at 18:54

A amo
Mais que amor.
Sim, a amo.
Ela ama a mim!
Sim, a amo.
E quanto for significado,
Tudo é simplificado:
A amo. Só. Calmo e quieto.
A amo.
Só.
Calmo e quieto.
Enquanto for tempo
For correto,
A quero…

Revolução.

In Poesia de momento on 15, Março, 2009 at 18:50

O pulsar do peito,
Levou enfim.
Não se sente sujeito
À rima ruim.

Só o que vê
Gente socada,
acomodada,
Parada.

Tudo assim.
Gente boa, quieta
muda nada…

Uma reta torta,
Atente à porta.
Nunca saem da rota.

Poema do fim do mundo IX – Tempo

In Poesia de momento on 15, Março, 2009 at 18:41

O tempo é agora;
Não tem mais:
Não faça hora.

Morrem milhões
Caem pelo chão.
Não há tempo.

Há agora
E só; o movimento -
A Luz retorna.

O mal vai embora?
Chegou a hora.
Não resta pedra.

Não, não cora:
Só tem o agora.
Breve tudo melhora.

Mas não agora.
Destruição,
Mundo afora.

Sobra o coração,
Povo que chora.
Dust to dust.

Chegou a hora:
Conclamem aliados.
Bem e Mal marcados.

O fim aflora.
Alvorecer,
Alvorecer de novos tempos.

-A humanidade reformada.

Mas memórias se mantém:
A tristeza marca o compasso.

Chegou a hora.
é o fim dos tempos,
não é ruim.

É. chegou o fim
Pra você e pra mim.
No auge,
a humanidade chora.

Resta não ir embora.
Enfrentar as escolhas…

Conselho para mim mesmo I

In Poesia de momento on 11, Março, 2009 at 21:40

Sinta o vento do norte
Corre solto pelo ar
Cante: isso faz mais forte
Não com sorte chega lá.

Sinta a brisa do mar
Com vento se confunde
Por si mesma faz calar
Não tarde veja o Sol baixar.

Sonhe, não se acanhe
Nem tudo acaba em sangue,
Ainda que não ganhe
Sua vida vai contar.

Corra e não pare
Mesmo no trilho errado
Deixe o coração que fale
Certo vai se ajeitar.

Culpa e perdão

In Poesia de momento on 11, Março, 2009 at 9:02

Porque eu realmente sei também o que é se sentir culpado.

Mas o mais difícil,
O mais complicado
Entretanto,
É perdoar-se.
É livrar-se dessas amarras do passado,
E começar de novo.
Sim, eu sei como é.
Deus te abençoe, onde quer que esteja.

In Poesia de momento on 10, Março, 2009 at 22:05

Trote
Ande
Corra,
Não pare.

O mundo urge
O tempo surge
Não volta, não volta!

E no fim do dia,
Dói a cabeça…

Serenata sobre o amor

In Poesia de momento on 10, Março, 2009 at 9:57

É nada inacabado:
Em tudo por si ofusca.
E é então dilacerado:
Não por ensimesmado,
De ver o que se busca.

É correr solicitado
Do fazer despautério…
Como se não criado,
E do nada formado,
Arte, valor ou critério!

Não apague a poesia
E aquilo que simboliza:
Poderá ter harmonia,
Visando alforria,
Do que se estatiza!

Cada pobre derrotado
Lembrar-se-á por cisma
De tudo quanto falado
Da perfídia detonado,
Então verá acima…

E de todo esforço,
-Morto por corsário-
Não mais que só escorço…
Age com desengonço:
Caído sob um armário.

E a poesia esquecida
Será ressuscitada,
Para que dor sofrida
seja então convalida…
Urge ser lembrada.

E não se faça fingido:
Tal mundo sobe seu dorso!
E então destruído,
Do seu chão destituído,
Que seja fênix seu corso!

Ei-lo sublime sentimento;
Eis curso de todo amor…:
Não sem fim: em crescimento…
E voa voa com o vento;
Ciclos eternos: gozo e dor.

TH+AÍS

In Poesia de momento on 8, Março, 2009 at 23:30

Ah, o mais belo sorriso
Dos mais belos olhos,
De modo igual não vi.

Esses olhos me engolem,
Esse sorriso também…
Me engole só estar em ti.

Engloba flores por onde for
Merece todo meu amor…
Todo amor que me reensinou.
Reergueu, ressuscitou.

Mas dilata a pupila, tua íris,
E vai toda por ali, sobrenatural,
Realizar aquilo sempre quis…
Alguém -eu!-, pra chamar meu bem…!

AÍS

In desaignesia on 7, Março, 2009 at 18:04

Há felicidade crua

    Crua felicidade
    E não se diz nada.
  • Não desvirtua nada
  • Não se corrompe…
    Há, tem de haver,

    felicidade…

    Com sorriso,
    Simples de acontecer

    E cantar na estrada

    ÊUQ ROP

    Sentimentos, sentimentos…
    Estão condecorados a maior solidão e estopim.

    Algum dia,
    Hoje.

      • Correspondido.
      Será?
      É.
      Então…
  • Pois que seja…
  • E nado na alma duma alteza…

    Sujeira

    In crítica? on 7, Março, 2009 at 17:04

    Fundir do partir
    Em comparar com nada
    A ânsia quebrada
    E a toalha rasgada…

    Não aparecem
    Não compadecem
    E a ponta da morte,
    Fere a gerência exaltada.

    Se exaure o nada
    Complementando a nata,
    De um bando de vacas.
    Que apenas correm…
    Sós.

    E a sagrada obsessão
    Destitulada dos acertos sãos…
    De cair na insanidade,
    De alguns mesmos erros vãos.

    Ah… Sinta o veneno
    Correndo no ar,
    Na água, queimando em si,
    Queimando em todos.

    Poluição corrupta não só do meio,
    Mas de todo todo coração.

    Dilema moderno II

    In Poesia de momento on 7, Março, 2009 at 16:30

    Caro e estranho
    Este mundo moderno:
    Não há tempo
    E na falta de tempo
    É cada vez mais certa
    Cada vez mais clara
    A eternidade cronometrada.

    Troca-se tempo por abuso.
    E não fazemos o uso certo.
    Eu, por exemplo,
    tive a minha última eternidade
    limitada em 20 minutos…!

    In Poesia de momento on 7, Março, 2009 at 16:24

    Sóbrio sou mais ébrio
    Que muito ébrio
    Pois por isso não bebo;
    Não bebo uma gota de álcool

    hmmm…

    In Poesia de momento on 6, Março, 2009 at 21:42

    E paro o tempo,
    Em seus olhos e sorriso
    Não há apenas alento:

    Há todo prazer de sentimento
    Há o mar e há o vento
    Há você mesma, só minha.

    E não escapo do meu nada,
    Sem tua paz entrecortada
    Sem tua face apaixonada…

    Há apenas tua face calada,
    Há teu soneto,
    O maior dos poemetos, não se escrevem:
    – Se calam.

    Soneto de fidelidade

    In Poesia de momento on 5, Março, 2009 at 21:59

    De mudo, ao meu rancor serei atento
    Antes, e com tal gelo, e sempre, espanto
    Que sempre em face do maior encanto
    Não só se encante mais meu pensamento

    Quero novelo em cada vão momento
    E em seu louvor hei de espalhar meu pano
    E rir meu piso e derramar meu canto
    Ao seu calar ou seu discernimento

    E assim quando mais tarde não te ature
    Quem sabe a morte, sorte de quem sobrevive
    Quem sabe a solidão, norma de quem pensa

    Eu possa lhe dizer da cor (que vive):
    Que o besta seja irreal, posto que não ama
    Mas que seja fielzinho enquanto assiste.

    In Poesia de momento on 4, Março, 2009 at 20:09

    Eu queria dizer
    que em olhos cor esmeralda,
    eu tenho muito a viver…

    E que minha malfadada vida,
    Vai agora acontecer.
    Não por simples acaso,
    Mas de tanto lutar, pra (te) merecer.

    E não que doa,
    Não que haja saída.
    Errar e aprender:
    Próprio alvo de viver.

    No entanto,
    Vejo tanto,
    “Em desalento,
    Desencanto”,

    Enfim,
    Só me resta,
    Corrigir e nadar, e nadar,
    Fundo nessa íris,

    E passar pra essa alma,
    E conquistar esse espírito
    cansado dessa moça…
    Surrealismo pra mim sempre foi isso.

    Dilema modernoI

    In Poesia de momento on 4, Março, 2009 at 17:57

    Ela vem?
    Não… Ela não vem!
    Ah, eu acho que ela vem, hein?
    E vai te pegar de calças curtas…xD
    Ah, não, nem pensa, que ela não vem!
    Bah, mas queria que ela viesse, afinal,
    Bem…
    Então, se você quer que ela venha,
    Que venha ela então.
    Por que você acha o contrário?
    Ah… Não sei não!
    Confia em ti mesmo?
    Não.
    Cuida da tua propaganda?
    Além de alguns versos, não.
    Já a viu pessoalmente?
    Não.
    Já olhou diretamente nos olhos dela?
    Não.
    Já tocou na pele dela?
    Não.
    Sabe a consistência de pensamentos e idéias?
    Não…
    Não não não não não!!!
    Ela vem?
    Bem, não sei não…

    ————————
    5 minutos depois e lá estava ela…

    la chanson du coeur noirci II

    In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira on 4, Março, 2009 at 11:49

    There’s no mercy,
    No fear, No regrets.
    It´s only the wind
    Over your crazy head…
    And no fellowship is waited.

    There´s the sky above us,
    There´s nothing above sky,
    And there´s no reason, no why.
    Well, That´s, surely, not about stars…
    Only the warm wind,
    And the unknown strangers
    Inside yourself.

    No fellowship is waited,
    No mercy is coming…
    And everything,
    uncompromising,
    dies.

    No death,
    No regret,
    No power.
    You don´t even know yourself!
    Since that´ve been in this way
    I can´t say hallo,
    I´m going to let you go.

    But be sure
    The wind isn´t also your friend.
    It may confuse you, disturb you.
    You may not find the cure,
    For your blackened heart.

    Friendship & new end

    In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira on 1, Março, 2009 at 22:48

    God Bless you My friend
    Before all things come down to the end…
    God Bless you my friend..
    In all your ways and highways,
    Through the Ocean, Land or the sky…
    God Bless you my friend…
    Maybe someday you could fly,
    Through the sky withou’ airplanes…
    As just an angel.
    As just like we always should be.
    And, forget everything wrong
    You had a life.
    Now, It´s time to star a new one.

    Lilian

    In Poesia de momento on 1, Março, 2009 at 22:37

    Foi meu último amor platônico
    Quem lá no fundo ainda inspira alguns poemas.
    De beleza auto-evidente,
    Nunca tive coragem o suficente
    Pra falar direito com esta moça…
    - Eu, sempre tão falante…

    Fica na minha imaginação,
    Se torna uma das estrelas
    Da constelação de musas,
    que passam pela vida de todos nós.
    Não pode ser assim, pois…
    se idealizada,
    Como linda e eterna fada,
    Não pode ser amada
    E não se poderá merecê-la.

    Muito me atrai a chance
    Algum dia, sem pressa, tê-la…
    Mas falta coragem para
    poder sequer convencê-la…

    Ah, Não sei mais,
    Só sei que se hoje amargo tantas letras,
    Foi muito por você…
    Cuja inspiração serviu a versos e versos…

    alquebrado eu II

    In Poesia de momento on 28, Fevereiro, 2009 at 19:36

    Ei, sou mais que belas palavras
    E um sorriso cortado.
    Sou mais do que essa imagem
    Que vê aí ao lado.

    Sou mais que um animal,
    Que é apenas racional,
    Sou menos que Deus,
    que é perfeito.

    Ei, sou mais que essa imagem
    que vê aí ao lado.
    Sou mais do que posição social

    Mas, bem lá no fundo,
    como todo bom poeta, digno de pena,
    Não passo simples moribundo,
    Um amante das coisas do mundo…

    Mas serei digno da honra de meus entes queridos antepassados?
    Confesso, não sei se algum dia serei
    Tão luminoso como se afigura,
    Como tanto anseia, meu espírito
    Já cansado, já tantas vezes encarnado.

    mares em marés, mundos imundos e os saberes absurdos

    In Poesia de momento on 28, Fevereiro, 2009 at 19:20

    “E eu nem sei, eu nem sei como te chamas…
    Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
    Quando eu também já não tiver mais nome.”

    Obsessão do Mar Oceano – Mário Quintana, in “Aprendiz de feiticeiro”

    Mar em maré

    Mar, o que corre ameno
    A direita, a esquerda,
    água que é quase veneno…

    Insálubre,
    Cobre esse mundão,
    Como se fosse pequeno…

    Mar sob-posto ao petróleo
    Aos compostos desde alcanos a toluenos,
    E o cotidiano,
    que lhe é tão volúvel…

    E o pobre vento,
    Que a massa azul move
    Sem nada dizer, se fazendo servo…

    Oras, não é o mar que se move:
    é o vento, levando consigo o mar…

    ______________________________________________

    Mundos imundos

    E esse mesmo vento,
    Move as multidões,
    Destrona as monarquias,
    Rompe oligarquias,
    Desde que bem utilizado.

    Esse mesmo vento,
    Leva e traz amores,
    Destilados
    abruptamente descompassados.

    Esse vento que carrega
    Nossa agora multidão,
    Apesar das desconhecida
    multidão de nós,
    Que não sabes o nome,
    Somos o escárnio e a denúncia das Fomes…

    E sim, caro Quintana, temos um nome:
    Nos chamam vencidos,
    Nos chamam banidos,
    Nos chamam ignaros.

    E nos cabe apenas uma palavra: “Poetas”

    ___________________________________________________

    Os saberes absurdos

    Apesar disso,
    esse nome desconhecido, porém, não é de poetas,
    Nem do grupo de poetas,
    é a simples é a simples condição humana
    Sofredora…
    Porque a poesia não é restrita ao domínio da palavra
    é acima de tudo,
    Foice que a terra lavra,
    instrumento de subversão da mais viva,
    Da mais brava.
    E o Mar Oceano é a figura do conjunto
    Mundo-Além mundo…

    Pronto pra batalha?

    In Poesia de momento on 27, Fevereiro, 2009 at 8:33

    Se ameaça é fumaça
    Teu dizer passa traça
    É nada. Corra: não há perdão…

    Seu não é nada,
    Não é digno do chão.
    Seu escrito não compassa.
    Morra com a tua anágua.

    Quisera tingir rubro a água,
    Pára, teu desejo é quimera,
    E a besta transgênica nem é brava…

    Espere, todo mal se faz: se paga.
    E que alguém execute tua ameaça
    Em tua própria carne desgastada.

    Não chore nem core depois:
    Assim teu cristianismo ajuda nada…
    Espere! Teu ataque já foi rechaçado…

    “Alone, I break*”

    In Poesia de momento on 26, Fevereiro, 2009 at 23:40

    Humilhado
    Guilhotinado
    Destroçado
    Devorado
    Ignorado
    Incompreendido
    Desossado.

    Não me importaria,
    Se aquela a quem quisesse
    Estivesse ao meu lado.

    Mas continua tudo cinza,
    Caindo do chão,
    Do incompleto inanimado.

    Titubeio em andar no gramado,
    Tranquilamente, livre, sossegado…:
    É que nunca fui considerado.
    Opinião que é vento…

    Sou o típico revoltado.
    Porém, para tornar esse poema alongado, na livre tentativa de fazer o leitor desistir de ler,
    Lá vai mais um monte de versos descompassados:

    O que tive fazendo?
    Não… Não me mereço.
    Ter tudo isso direito…
    É…Não sou perfeito.

    Mas não sei ser eu…
    Não sei lidar comigo mesmo.
    Eu só sei que não era pra ser assim,

    Mas quem sou eu pra reclamar
    De estar vivendo?
    Tenho de aceitar minha fraqueza,
    Meus defeitos…

    Lutar contra eles.
    Ao contrário desse povo de “se me diz”,
    Eu digo. Eu tento fazer.
    Mas acontecer… Não é bom pro
    meu ímpeto de a trazer.
    Por fim, a quem me odeia,
    Reservo a consciência da cadeia,
    De fatos que vai te suceder…

    Alone, I break.
    *poema escrito enquanto eu ouvia essa música.
    Pode ajudar aqueles que querem tentar me entender. ;)

    Amor, adiante!

    In Poesia de momento on 26, Fevereiro, 2009 at 23:20

    O livro estampado da morte
    Do latir a sorte, parado,
    Conurbado trote,
    De tudo quanto antepassado.

    A maldade evidente
    corrói, destrói,
    E não, não se é pensado
    Ou então melhorado.

    Apenas se quer mudar estado,
    E da raiva que trago,
    Um dia se faça luz.

    Mágoa não pode ser útil.
    Só sei que cada sílaba foi inútil
    Cada segundo, inútil
    Cada pentelhésimo de tempo, inútil.
    Cada poema, inútil.
    Cada canção, inútil.
    Cada cinema, inútil…

    Ah, o tempo perdido!
    Eis algo que não tem como devolver.
    E agora, de revólver ou de fuzil,
    Acabe logo o que tem a fazer.

    É contato com condição sub-humana,
    quase sempre, que traz a humanidade…

    Desconhecida

    In Poesia de momento on 23, Fevereiro, 2009 at 23:50

    Tão bonita…
    Tão ingênua…
    Tão inteligente
    Tão longe
    tão real
    Tão imaginária,
    Tão fria,
    Tão quente.
    Tão rodeada de gente
    Tão só.

    Amizade impossível de poeta e musa

    In Poesia de momento on 23, Fevereiro, 2009 at 2:22

    Bem. Tua imagem a quanto vejo
    Forte, só em seu relevo.
    Bela, só, sol, um relampejo…

    Do passado esqueça,
    pro futuro, enriqueça,
    No presente, ame… ame…!

    Ah…Em preto e branco
    Tua imagem, como em sonho
    Dizer que me estanco,
    Paro, levanto -a vejo, aqui…

    Ah, menina de olhar perdido,
    olhai, se quiser, a mim, anjo decaído…
    Sou pobre subnutrido,
    Que algum dia, em sonho, a teve.

    pensamentos soltos

    In Poesia de momento on 21, Fevereiro, 2009 at 13:18

    suma.
    suma.
    suma.

    Não…
    Não…
    Não…

    A visão paradisíaca me atormenta.
    O Paraíso me alimenta,
    Meu paraíso me tormenta.
    Não existe mais sorriso.
    É tudo cinza e cor cruenta.
    Algum dia quero ser libre disso.
    Mas você não tem nada com isso.

    Queria sumir no tempo e espaço.
    Certeza: pouca gente irá notar.
    Talvez fosse melhor ser apagado,
    Do que ser ignorado.
    Dói menos ser maltratado
    Do que ser mal amado.

    Enfim,
    Suma.
    Suma.
    Suma.

    Para meu filho não nascido III

    In Poesia de momento on 19, Fevereiro, 2009 at 23:40

    A respeito do amor

    Amar é prece
    É gozo,
    É morte.
    É estado doente.
    É complexo demente,
    É enxergar bem
    O que deveria ser.

    Amor é o vinho
    De todos os mortais,
    é tecido linho,
    Dos mercadores orientais,
    É o canto das ninfas
    é néctar do coice…

    O melhor instrumento
    Análogo ao amor é a foice:
    Capine tudo, mate, degole.
    E não morra:
    tome de amor mais um gole.

    Pois nunca se combina
    O alerquim com a columbina
    Ele querendo amá-la,
    Ela querendo o mágico ou o dinheiro de plástico.

    Quando estiver no sufoco,
    Solte qualquer ruído,
    Que exprima seu estado louco.

    Mas que imbecilidade discorrer pelo inexistente.
    Amor é só idéia de enciclopédia.

    Enfim, amar é amor.

    Autoajuda resumida II

    In Poesia de momento on 19, Fevereiro, 2009 at 22:27

    Tudo é bom.
    Nada lhe sobra.
    Sinta o som.
    E o que lhe recobra,
    Figura o tom,
    saudável:
    Faça o que quiser para ti,
    Para os outros.

    Vejo você na próxima vida.

    In Poesia de momento on 19, Fevereiro, 2009 at 22:06

    O que fazer,
    O que pensar,
    Não penso a morte, que tem sido feita,
    O sonho é a derrota do corte,
    Que fecho meus olhos
    E penso
    Meus órgãos dilacerados,
    Vão sobreviver… E a
    Sorte consorte, Não há de
    Me poder detonar,
    E tudo quantas drogas, do tempo e espaço
    Vão ceder.
    Sinto perdido pelo ardor seduzido de fugir de cá.
    Mas a minha fuga não satisfaz a minha ira
    Não distrai minha sina.

    Por fim é a
    Vida que não
    Pode ser,
    é o canto que não
    Quis cantar,
    é o sonho que não
    quer se concretizar.

    Se é assim:
    Não digo mais aquelas três palavras imbecis,
    Convencionadas de sentimentos infantis.

    Geologia I

    In Poesia de momento on 19, Fevereiro, 2009 at 21:37

    Conurbado
    Estado
    Priorizado,
    individualizado,
    Forçado,
    Detonado.
    Enfim…
    O que for pra rimar com ado.
    Foda-se o patrão
    E o proletariado.
    Quero a estrutura cristalina,
    Da rocha que eu piso.
    Porque sem ela,
    Não andaria.

    animaninfa I

    In Poesia de momento on 18, Fevereiro, 2009 at 21:46

    Pode o homem,
    Perdido,
    Encharcado em linfa,
    Fedendo charque,
    Curtido a conhaque
    E sal de linhaça…
    Pode o homem,
    Sem cerca e estrabo,
    Ver algo além do algo?
    E tocar a animaninfa?

    Totemicos deslocados

    In Poesia de momento on 16, Fevereiro, 2009 at 20:53

    Solto canto cabaceira
    A morte: desilusão primeira.
    E rima lima com limeira
    Sorte frágil e passageira,
    A saudade pioneira
    Canta e dança, traiçoeira
    O céu cai subindo
    Todo bovino mugindo
    A noite vai sentindo
    Inteiro dentro nada
    Que componha uma estrada
    Aérea, formada aréolas
    Em saber exprimido
    Voam nelas vermes tagarelas
    Cuja ciência – verde -
    Tentou negra explicar,
    Que Solto canto cabaceira
    A morte , desilusão primeira
    E rima lima com limeira,
    O clichê:
    “Sorte frágil e passageira”
    Ou será sorte ilusão helicoidal
    Presa no espaço-tempo senoidal,
    Formatada, formicitiva, sem igual?
    Todo bovino sorrindo,
    Chorando, caindo…
    Eis Brasil povo sem igual!
    Mas com a inteligentzia de muares
    Como se salvam nossos pares?

    Soneto

    In Poesia de momento on 16, Fevereiro, 2009 at 20:41

    Quero um soneto
    Não tão grande
    Nem tão pequeno

    Quero soneto
    Para pô-la em tercetos
    E rimar cianuretos.

    Os gravetos complementos
    Com eles, comemos.
    Enquanto no ônibus escrevo
    Inda quero soneto!

    Se que quem não quero
    me adora e o contrário, me apavora,
    Em meio a linhas em branco…
    Meu Deus! Não fixo, fiz um sonteo!

    - Ou quase, pois soneto bom
    Só é soneto perfeito.

    Nonsense!

    In Poesia de momento on 16, Fevereiro, 2009 at 20:34

    Soprando soprano pranas
    Soplando soplano planos
    Pranas planificados,
    Planos pranificados.
    Eis maná da aduana.

    In Poesia de momento on 16, Fevereiro, 2009 at 20:31

    À folha lavra lava
    Pobre lava larva
    Ignora vala
    Lavra lava lava larva
    E mais uma inocência cai morta.

    Trote de tarântula tardia

    In Poesia de momento on 16, Fevereiro, 2009 at 20:28

    Fabris tardes
    Das noites de abril
    Peito inda arde
    Numa estafa senil.

    E não mais se lembra
    Do mês juvenil
    Onde se escondem lendas
    E a água respinga.

    As tardes de março
    Nada devem às de abril.
    Em fevereiro é o laço,
    Da lassidão

    Fogosa e decrépita,
    Inda assim:
    Inda mais contam
    As noites e tardes febris…

    Por as noites de abris
    Se escondem na mágoa aprendiz,
    Por que será estrelado
    tanto esse céu quanto diz?

    Às foices e multidões forçadas
    A entendem porque não escravas…
    Mas são escravas de tanto me diz!
    Zunem em caixas fechadas,
    O desprazerm o desencanto o desalento
    a desatenção a descoberta a agonia.
    De todos nós zumbis colibris.

    Peremptório

    In Poesia de momento on 16, Fevereiro, 2009 at 20:20

    As cores difusas
    Fortalecem pranto
    Tanto olham, espanto…
    Falta jargão então usa!

    Contra as correntes
    Que são confusas…
    Usa a sábia palavra
    Do solto subjacente.

    Não mais será gente.
    Será mortalha crua,
    Será força tua,

    O que não compactua,
    E toda em ti nua
    Mas não te quero mais…

    Para meu filho não nascido II

    In Poesia de momento on 14, Fevereiro, 2009 at 22:32

    Todo trote
    capote,
    Capote.
    Comanda a morte
    Sê forte,
    Sê sorte…

    Engana o corte,
    Usa serrote,
    Usa todo o lote
    De madeira podre,
    E não perca o dedo…

    “Não tenha medo”
    Corroído por cedo,
    Cambaleie sem carregar o malote.

    Nem por isso,
    Assumirá compromisso,
    Ou será engolido pela sua própria poesia.

    Os tempos de recolher saber

    In Poesia de momento on 14, Fevereiro, 2009 at 17:50

    Olhe não tem porque.
    Tudo é nada.
    Nada é molde,
    Molde se acaba.

    Mulheres, se passam,
    Dinheiro, se acaba,
    A vida, vai-se…
    O som ecoa e voa longe.

    Mas não, não se é nada.
    Tudo é nada,
    E nada é molde.
    Esculpo o latente compromisso de golpe.
    Porque esculacha do espírito que não se resolve.
    E nunca a nuca se entope,
    Pelo saber muito torpe,
    Algum dia, alguém nos colocou.

    Nazifascismo

    In Poesia de momento on 12, Fevereiro, 2009 at 22:50

    És nada,
    És vento,
    És maldição,
    mau fado…

    E não, da Lua não se contenta
    E sim, se nua não se atenta…
    E não, da rua não se aguenta,
    E sim, te suas às bicas…

    És nada,
    És vento,
    Estrada,
    Mau fadada,

    Oh pobre da ilusão descabida
    A sorte da morte iconoclasta,
    A foice na multidão desinibida,
    A forca da sandice: emplasta.

    És maldição.
    Que corre pelo porão.
    Morrem mil
    E mais milhão.

    És o opróbrio dos tempos,
    Dos próprios infindados lamentos,
    É a suástica invertida dos movimentos,
    É a morte, morta, ferindo a seu contento.

    São multidões cavalares
    Abaixando a cabeça para líderes asininos,
    Onde um bando de bárbaros,
    Jamais entenderão às meninas e aos meninos.
    E nunca passarão da grandeza dos muares…

    Eis seu nazi-fascismo,
    Eis sua ideologia hipócrita
    Insana, amarga,
    Profana e melancólica.

    Morra o mundo nas suas cólicas.
    E vamos às armas, “porque amar tá foda.

    Corra, o mundo vem aí!

    In Poesia de momento on 10, Fevereiro, 2009 at 9:44

    Vai-te embora, não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora, Vai-te embora,
    não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora, Vai-te embora,
    não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora, Vai-te embora,
    não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora,

    Tum-tum; tum-tum; tum-tum;
    Vai-te embora… Três, dois, um…
    Canta, chora, mais passa um…
    Tum-tum; tum-tum; tum-tum;

    marcha, trota, não demora…
    Passa cinco, seis, sete.
    Vai-te embora… Três, dois, um…
    E todo ciclo se repete…

    Vai-te embora, não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora, Vai-te embora,
    não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora, Vai-te embora,
    não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora, Vai-te embora,
    não demora,
    E não chora, tá na hora,
    O rosto cora, passa fora,
    Se explora,

    tum-tum; tum-tum; tum-tum
    Simples assim: Kabum!

    Para meu filho não nascido

    In Poesia de momento on 9, Fevereiro, 2009 at 21:15

    Não se dane do foco…
    Há tudo in loco,
    Esperando pelo fim logo:
    Torcem para morte,

    Não é mais o que jogo.
    Sonhe com a sorte,
    Mas se comporte,
    Pois no máximo terá corte…

    E nunca na vida se prenda,
    A meros padrões,
    mas se não os seguir,
    Não terá mais que nada…

    É nada.
    É nata.
    Elite decaída.
    Toda visão é possuída,

    Meu filho ainda não nascido…
    Espero que aprenda com este velho jovem cansado
    Muito mais o que não ser!

    O motivo de eu não gostar de exatas* II

    In Poesia de momento on 7, Fevereiro, 2009 at 10:14

    Transpassado o raio
    Do fim, imune ao quadrado
    Derivado da integral
    Elevada à quarta de terceiro grau,
    Somada com variância
    Da demanda denotada,
    Pela própria intolerância,
    Simples número complexo
    Da sua singela ignorância,
    E tal são o pleito e o plexo,
    Que dividido pela própria indiferença,
    Da raiz nona da variável principal,
    Cruzando o coeficiente logaritimal
    Com as matrizes infinitas de Gauss
    Dão o resultado sem igual,
    Um gráfico harmônico e primordial…
    Mas cujo final é repentino,
    Mas que eu não precisava pra dizer uma coisa:
    - Chegou o final?

    *Não é porque eu não “goste”, que eu não consiga me adaptar…xD.

    Talhas

    In Poesia de momento on 6, Fevereiro, 2009 at 23:30

    Flui tudo naturalmente
    O tanto muda exatamente,
    O canto pula mais uma vez…

    Sonhe: se não existisse
    Novamente, talvez perseguisse
    Incongruente, O que nem se
    quis saber…

    Vive-se numa alegria inexistente,
    E tudo floresce, apesar de tantas dores
    E se cai de novo em amores,
    Que não têm pretensão de ser…

    Vê-se de tudo um quanto pouco,
    Um modo meio louco de se entender
    Que nada é mais que hoje…
    Só hoje é muito mais que hoje,
    E manhã também tem entardecer!

    E corre-se simples forçadamente.
    Com o corriqueiro duradouro,
    E as folhas nunca caíssem
    E o tempo fosse ferro a fundir…

    E leve consigo enquanto sente
    Meu sorriso em fundo ouro,
    Como se talhas não dividissem
    Nosso existir.

    Sistemas III

    In Poesia de momento on 5, Fevereiro, 2009 at 18:52

    Porcos maltratados, maltrapilhos,
    Dum sistema malfadado, decaido.
    Mas lhe sejam eminentes as vidas,
    Dessa pobre explorada gente.

    Como cães, cadelas e cavalos,
    Vivem por todos os lados,
    Destruídos, detonados,
    Não têm o que comer…

    Mas o que fazer, o que fazer?
    À caridade lhe é negada,
    Pois caridade ajuda nada…

    Faltam forças e marteladas,
    Numa foice bem mais afiada,
    Há tudo; só não querer ser

    Choro

    In Poesia de momento on 5, Fevereiro, 2009 at 16:20

    Mas não chore…
    Não gaste nada por mim.
    Nem água dos olhos,
    Nem saliva da boca.

    Não se incomode comigo,
    Não pense em me dar abrigo,
    Nem pergunte como vou.

    Seja capaz de sofrer,
    Mas não por mim.
    Sofra por quem te vê assim:
    Do jeito que é.

    Só te vejo como podia ser…
    Sou sonhador por natureza,
    Algum dia sua luz vai transparecer.

    Mas até lá,

    Não chore, endureça,
    Trate tudo racionalmente,
    Como quer sua poderosa mente.
    Eu vou seguir meu caminho, enfim.

    E agora acabou?

    In Poesia de momento on 5, Fevereiro, 2009 at 16:02

    Se as pessoas te engolem,
    Se te é mais fácil morrer,
    E o mundo faltar aos seus pés.
    E tudo ser nada na estrada do absurdo.
    E o contraditório tomar tom de mudo,
    Assim como tudo é.

    Não… Não deixe o mundo,
    Não caia, levante se erga, espere.
    Melhor….
    Se tudo forçar a nada…
    E o nada te engolir,
    Degluta sua revolta,
    Sê mais nobre:
    E eleve seus sentimentos aos céus.
    E eleve seus sentimentos aos céus!
    ………………………….
    Se tudo fizer for inútil,
    Se todo mal for salvo conduto,
    E tiver vontade de quebrar o resto,
    Quebrar o rosto, os vidros e o povo,
    E tudo tudo… For nada…
    Não se esqueça da estrada..
    Da estrada do absurdo!

    Se as pessoas te engolem,
    Saia, os devore! Não se deixe levar…
    Não se esqueça,
    Sonhos são para tolos e sábio,
    Mas nada adianta levar o projeto de cabo a rabo,
    Se nada adianta, se tudo está errado…
    Ou serei pobre escravo,
    De um mundo totalmente limitado.

    Se tudo quanto for
    Tiver magistralmente falhado,
    Não se esconda… Eu estive ao seu lado.
    E voltarei se preciso for…
    E voltarei se preciso for…

    XLIV

    In Trovas para alguém, trovasugestiva on 5, Fevereiro, 2009 at 15:46

    E quanto tempo…
    Não espero a morte,
    Não espero esse lamento!

    Sou eu próprio, o mesmo vento.
    Se a carne e o sangue não te alegram,
    Que fazer para aceitar meus carinhos?

    Não, não mais sou.
    Apenas mudei.
    Mudei porque quis.
    Quis agradar… Quis fazer feliz…

    Agora, quem sou eu?
    De que tudo me adiantou?
    Sou. Ponto, mas mudei.
    Porque quis, se te alegra: Não por você!
    Mudei pra ser melhor pro mundo.
    Pra você era consequencia.
    Mas deixo essa desinência, enfim.

    A hora é de ir.

    Poema para Aline, XLIII;

    In Poesia de momento on 5, Fevereiro, 2009 at 8:24

    A respeito do amor

    Sou melhor amando
    Do que sendo amado
    Me sinto mais humano…
    Menos complicado.

    Porque amor só dói
    Não correspondido;
    É forte que a tudo destrói,
    Pero hay que ser unido.

    Não se renda ao anjo decaído
    Do fáctuo e falso amor:
    Amor, querida, não é magnitude.

    É, muito antes, atitude
    Que lhe traga plenitude,
    Exatamente como você é.

    Poema do Fim do Mundo VIII – O Sacrifício

    In Poesia de momento on 25, Janeiro, 2009 at 18:22

    Em alto relevo
    Das óbvias obras que penso enquanto escrevo,
    Em alto relevo,
    Gente chora, canta, tem medo…

    O Grande Dragão
    E a Águia prepotente
    Estão em crise,
    Mas ainda é cedo…

    A prostituta do mundo
    Está podre.
    E agora,
    Gente chora, canta, tem medo.

    Porque das óbvias obras que penso enquanto escrevo
    levam milhares
    De ovelhas a falsos altares
    Em sacrifício ao
    deus Capital.

    Sobressai a corrente
    Em alto relevo,
    Enquanto na torrente urbana,
    Malígna,
    Sofre e chora o inocente.

    Discursos

    In crítica? on 25, Janeiro, 2009 at 12:31

    A palavra arde e fere
    fere a palavra arde.
    Ardente sai, machuca, sara.

    Todo discurso é arma em potencial:
    Palavra saída quente
    Da garganta corta contente…

    A situação áspera em aspergir
    A verdade congruente e ácara.
    Acariação que se não é falha
    É ao menos meio de navalha…!

    Mas não se compara
    A gota condensada de lágrima
    Com a palavra sobremodo sábia,
    De modo que enxugue a lágrima.

    Sonho

    In Poesia de momento on 25, Janeiro, 2009 at 11:15

    O sonho
    é doce.
    Sonho
    é nada.

    Sonhar
    Apunhala.
    Mas o doce
    sonho
    Acalenta
    e fala.

    Há o sonho
    que engorda.
    Será doce um devaneio,
    Ou um devaneio por ser doce?

    Eis o sonho…
    Agora é imaterial, nada.

    Lugares verdes

    In crítica? on 25, Janeiro, 2009 at 10:42

    Há muito verde no lugar em que passo.
    Há muito passo verde no lugar.
    Há muito lugar no verde em que passo.
    Há lugar muito verde em que passo.

    Passo muito num lugar verde.
    Passo verde muito no lugar.
    O lugar é verde, sou verde?
    Verde é cor boa, a relaxar.

    Verde onde há cobra e sabiá.
    Não o verde do Palmeiras,
    Da Irlanda, e do Goiás.

    Há muito verde no lugar em que passo.
    Passo há muit num lugar verde.
    Há lugar muito verde em que passo.

    dia a dia I

    In Poesia de momento on 25, Janeiro, 2009 at 10:35

    Claro dia cinza
    Ar em corrente
    e ponte móvel
    Elevadiça.

    Canta o vento
    Como se nada
    houvesse…

    Só o silêncio
    Para a morte,
    De mais um dia.

    Autoajuda resumida

    In Poesia de momento on 25, Janeiro, 2009 at 10:33

    Há o nada
    Estrada
    Em pranto.

    Há tudo
    Consorte,
    levanta!

    Sonhe,
    Pare,
    Encante.

    (content supressed)

    In Poesia de momento on 25, Janeiro, 2009 at 10:30

    Tem algo recrudescente
    Um não sei o quê vivente,
    Um canto urgente
    Um sonho fremente
    um céu de augusto poente
    Um canto inocente
    Um termo amável quente.
    Um distúrbio da mente
    Uns perdidos, dentes.
    Um egoísmo agente.
    Um tanto de tudo crescente.

    - Ah, não largo não!
    Regenera a insatisfação
    E, no entanto, faz melhor
    Meu pobre coração.

    Dependências I

    In Poesia de momento on 20, Janeiro, 2009 at 21:53

    H – Você me ama, certo?

    A – Sim, amo…
    mas não diga que não é nada sem mim…

    A – Porque é sim…
    você não depende de ninguém!

    H – Infelizmente..
    Eu dependo de mta gente amor.
    Dependo sim. Dependo de você.
    Dependo de meus pais.
    Da saúde de meus irmãos.
    Dependo da saúde do motorista.
    Dependo da saúde das pessoas que andam no tráfico.

    Dependo da saúde dos professores, dos meus colegas.
    Da boa vontade de meus amigos.
    Dependo dos impostos que são investidos no lugar onde eu moro…
    Dependo dos desígnios divinos…
    Dependo da minha linhagem ancestral.
    Dependo da economia mundial.

    Dependo do que os homens do quartel vão achar de mim.
    E dependo do que eu estiver pensando nesse exato momento.
    E, do que mais dependo…
    É o do amor que eu nutro por você,
    E que você nutre por mim.
    Porque a minha fé só se alimenta com o amor verdadeiro…

    Não te precipites:

    In Poesia base, Poesia de momento, Pseudopsicologiapoetica on 20, Janeiro, 2009 at 21:31

    Ir além do necessário
    Mas pare, otário!
    Sua vida é de vigário
    Corsário, corsário

    E me fez idólatra sangüinário,
    Preso num mero aquário,
    E serei taxado mercenário.

    Porque de sangue faz a carne
    fez a dor, o canto errado.
    De sangue se fez o amor:
    Toda toda esperneia e arde…

    Não tenho dons para Encantado
    Me poupe de perfume barato…
    Seu medo fez-me cogitar assexuado!

    O salto, o espanto

    In Poesia base, Pseudopsicologiapoetica, crítica?, trovasugestiva on 16, Janeiro, 2009 at 11:07

    O canto do nada
    O salto, o espanto
    A mais velha estrada,
    Talco e canto.

    A rima é surda
    É o solavanco.
    É tanto por alma,
    A filosofia do pranto.

    Mas não, saltimbanco,
    Não sé é alegre
    O tempo todo.

    Só se consegue
    Amar e amar tanto,
    Após sofrido em mesmo espanto.

    Poem of the End of the World – Poema do Fim do Mundo VII – Against midia… (em Inglês)

    In Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira on 15, Janeiro, 2009 at 18:14

    That is finished up.
    This’ the end,
    There´s no how stand…
    But, it´d really work…

    With real words…
    Why can´t stand?
    You may wonder
    Say me you why!

    When the things are over
    You may them shine over bright,
    But, it´s only our right…
    Right?

    Careless of attention
    Sick, not humored yet,
    Fallen on the edge…
    Waitin’ for the new settin’
    up of this new complex programation
    In our all-might-poor-civilization

    Is there any badge for those who wait?
    May be death… May be salvation!
    But nothing will take away
    Our free-souls from the midia’s mesmerize…

    Carbono ambulante

    In Poesia de momento on 13, Janeiro, 2009 at 21:20

    Carbono que anda.
    Química de um lado para outro,
    Todo andarilho, é uma farmácia,
    Uma biossintética constante.

    As estruturas carbonadas,
    Hidrogênios, oxigênios,
    Nitrossubstâncias destiladas…

    E os pobres sem entender nada,
    Só vinham suas mentes,
    suas mãos, suas casas,
    destruídas, mutiladas!

    E o maldito carbono andante,
    Abria largo sorriso -pseudo inteligente
    Como se dissesse tudo e nada.
    Uma alegria macabra.
    Guerras, mais guerras…
    Até quando vai,
    Esse materialismo, esse egoísmo,
    Que não acaba?

    Carbono ambulante,
    De raciocínio vil,
    Matando, matando,
    Pela sua Pátria Mãe Gentil…

    Inaptidão 2 – Alienação

    In Poesia de momento on 12, Janeiro, 2009 at 22:53

    A fuga a fugir do rapto,
    Eis que se é:
    Inapto, inapto…

    A escuridão no seu rastro,
    Eis que se é:
    Colapso, colapso!

    O tempo a urgir acanhado,
    Eis que se pensa:
    Passado! Passado!

    As nuvens condensadas, pesadas,
    Eis que se vê:
    ‘Cinzento, cinzentado…!

    E todo canto é sujo, dilacerado,
    Eis que se escreve:
    Mofado, morgado, parado!

    E não se quer greve,
    Mas só se vê
    O desvalor do salário…

    Povo -quase- todo mascarado:
    muitos se acham malandros,
    Em coletivo: grande otário!

    E sentados – quase – todos
    No mesmo horário, vê-se
    A ração morta da cabeça
    Torna a – quase – todos
    Alienados, derrotados, conquistados.

    “Não sabemos o que queremos; Sabemos o que não queremos.”

    In Poesia de momento on 12, Janeiro, 2009 at 21:57

    Eu não sou aquele
    se proclama normal.
    Não sou pobre idiota
    não me acho o tal.

    Não sou mais,
    Não disserto sobre
    Teologias insensatas do caos,
    Apenas vejo objeto em si, igual.

    Não me atraem muito cantos populares, veniais…
    Mas sim, o requinte dos escritos imortais,
    Dos sentimentos imortais,
    Dos pensamentos imortais.

    O povo merece uma voz,
    Mas como ser essa voz
    Sem ser versado
    em tudo antepassado?

    Enquanto escrevo,
    Milhares morrem,
    Então, por estar vivo,
    quanto eu devo?

    Porque a minha pena
    É andar,
    E serviço maior é escrever,
    É falar;
    É de algum modo registrar,
    Os tempos difíceis
    Desse mundo de agora.
    Para que meus filhos,
    Em dias melhores,
    Possam se lembrar,
    E perceber como não ser,
    Não agir.

    Inaptidão 1

    In Poesia de momento on 5, Janeiro, 2009 at 10:44

    Inaptidão assoladora
    simples, avassaladora.
    Íntrega, salvadora.

    Eis que se é:
    Inapto!
    Já se disseram
    Inútil…

    Mas se é responsável
    Pelo menor saldo…
    Já levam os sonhos,

    Se amável,
    Destilam o veneno do caldo:
    Fala o fanho…

    Poema do Fim do Mundo VI – Ciclos do mundo

    In Poesia de momento on 3, Janeiro, 2009 at 19:58

    Não seja como sonhamos.
    Seja as coisas como são.
    Não da maneira queremos.
    O fim sobreopõe tempo.

    Não temos mais lamento.
    Sem nada, só sentimento
    Por favor. A cada traço,
    Um novo movimento.

    O re-encontro, seja novo.
    Seja de fato o que é.
    Seja novo encontro.
    Porque não há tempo.

    Há apenas sentimento.
    E tudo se faz há tempos,
    Tem seu fim, tem sim.
    E assim será. Pois tudo acaba.

    E sempre recomeçará.
    ‘Té o mundo.

    Solidão

    In Poesia de momento on 1, Janeiro, 2009 at 17:55

    Condoi as veias do coração,
    O horror estranho e avulso,
    Inexorável, lento, convulso…
    Ah sim, dói estar só, ou quase.

    Não, não se há solução:
    Própria falência da razão.
    Uma dor pessimista, fria
    Num coração covarde.

    Covarde em frio,
    Covarde em medo.
    O frio resquício de medo
    De permanecer só.

    Está escuro… Sim
    Sim, de dar dó!
    A solidão amarga alma:
    Ficar só é virar pó.