Lanças para o alto!
Fazei, tomai de assalto…
A voz de contralto
Fazei de soprano…
Todo arcanjo,
Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.
Esperem! A morte os espreita…
E a meia-vida é pela metade
Uma metade de vida,
Substrato e decaída,
Correlata avenida de sons
E barulhos de sangue,
sofrimento e dor.
Cante, anjo decaído,
É grande tormento que causa
A tua obra é a tua casa,
Mas te lembre: a morte
Te aguarda!
Todo arcanjo,
Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.
O que esbanjo,
Não ver claro
Não é raro…
Você apenas não entendeu.
Os anjos decaídos
Estão por todos os lados.
Humanos amigos…
Você apenas não entendeu.
É o fim da horda
É a grande forca
A tua dose de stress diário.
Conta nós de corda,
Fabrica o engenho da morte.
Será, meu Deus, tão forte?
É nada é nada é nada!
Assim como todo arcanjo
Todo arcanjo,
Sem amor, sem rancor,
Sem dor, sem morte…
O corte será n’alma,
1 000 à esquerda,
10 000 à direita.
A morte os espreita.
Mire veja! Não é nada
Sem as abelhas da Terra
Não é nada sem colheita
Teu veneno, decaído,
é a tua própria proveta!
Só você ainda não entendeu…
Humanos, humanos, humpf.










