Tanta guerra
Mundo insano,
Pobre humano.
Se mata
Um pobre nano.
Um nada.
Um pentilhésimo,
Que acha governa o Universo.
Sentimento diverso.
Nada.
Contínua na estrada,
sem meio de movimentar.
Ah se pudesse todos males vomitar.
Tanta guerra
Mundo insano,
Pobre humano.
Se mata
Um pobre nano.
Um nada.
Um pentilhésimo,
Que acha governa o Universo.
Sentimento diverso.
Nada.
Contínua na estrada,
sem meio de movimentar.
Ah se pudesse todos males vomitar.
Como é grato o passar do tempo
E quanto colhe o vento,
Corre a traços emaranhados;
Que muda sempre parado.
Como é grato o viver.
O viver sem lamento.
Esquecer da morte,
De todo sofrimento.
Só se atinge tal,
Com um viver bom.
E um bom amor.
Tudo muda, igual.
Anda e corre o tempo,
Como correm todos os sentimentos.
Não há dor, gemido ou lamentos.
Apenas o correr silencioso.
Correr simples
Do próprio Tempo.
Beleza é o muito pouco
Que atrai
Beleza é tanto,
A beleza é nada.
É a forma.
E a paisagem da estrada.
E eu não sei:
A beleza é sempre aliada?
Ao fim de tudo,
A beleza tende a ser
Sempre sempre,
Macumunada:
A beleza ignora
A beleza interior.
E beleza se contradiz,
Assim, oras, não é feliz.
I
Eu quero sangue.
Não o sangue comum:
Quero o sangue ruim
Fora e expurgado.
Quero a morte
Quero a sorte
Não ser importunado.
Eu escrevo revoltado
Contra o sistema
Indignado.
Mas o que farei?
Esse mundo não é meu
Não é pra mim.
Não aguento corrupção.
-A minha própria inclusive.
II
A pureza eu nunca tive,
Eu encontro….
Bem… Eu encontro.
Avoado me mantive.
Continuo lutando,
Com minha língua
Meu pensar
Meu pesar
De detetive.
Mas que o mundo
Não me olhe.
Eu olho o mundo.
Eu sonho
Eu espero.
Eu … Eu sou nada.
O escrever estranho
Um pudor tamanho.
Espero,
Não!!! Não desespero.
Tem a força de ferir
quando quero.
Não usando armas.
Mas palavras.
As mais belas
As mais sensatas.
A morte é só uma espera
Que agonia e dilacera…
Mas quem se importa?
Eu tinha sonhos,
Afora, meus erros…
Agora já era!
E eu ainda tenho os mesmo sonhos.
Dói a cabeça.
Sistemas soterrados
Simplesmente passados
Malamente observados.
Corpulento, mirrado,
Obsoleto, parado,
Entupido, finado.
Sistemas…
Quais problemas
Não são por vós
Justificados?
É preciso coragem para ser
Muito mais que entreter,
É preciso coragem humana
E uma roupa cinza.
O tempo é cinza
Seja o tempo…
Mas não perca a coragem
A cada lamento.
Porque se guia a contento
Longe da morte,
De qualquer passamento.
Mas salve ao tempo
Cinza da falta de coragem…
O globo veste cinza.
É tempo de recomeçar
O fim se aproxima.
E o que você fará?
É, o fim… Aí. Claro,
pra quem quiser ver,
Quem quiser olhar.
Fim que não é do amor
Fim que não é das coisas boas.
É só o fim dos tempos,
Estou certo: você vai gostar…
E vivemos dias estranhos…
Tamanhos… Tamanhos…
Eis um mundo de fanhos:
Quase ninguém sabe comunicar.
Tanto tanto
Pensar pensa
Pesa o peso
Canto o conto.
Paro, levanta.
E o mesmo
E o senso…
Grunhe.
E a vida.
E o tempo.
E o dinheiro
E o direito.
O jeito.
A espera,
Aquarela,
O alento.
Ah, Mais fantástica expressão
Que linda, linda… linda!
É minha, toda, só minha
De todo coração.
E escrevo esses versos,
Pra marcar esse dia,
merece outros mais…
E merece gratidão.
Ah, felicidade minha,
Quantos presentes;
Felicidade nossa,
Sim, se sente!
Não tenho palabra
Que me contente…
Ah, mais ainda mais,
A terei, fremente.
Salve a vida vinda a frente.
A amo, Aline, totalmente.
E a canto… Amor como dela,
Me motiva contente.
Por que não se pode viver de arte?
Não importa o quanto se escreva
Se o que se vomita é arte.
Talvez alguém sobreveja,
Cujo viver seja arte…
Mas não!
Não se pode viver de arte!
É perigoso demais:
A fome corrói-lhe as ventas,
O frio congela as vestimentas,
E vive-se sob o céu e as estrelas…
Ah!Quão pueril esse âmbito
De morrer por arte!
Por tão tolo, por achar que se pode
Viver de arte. A gente se explode…
Ai de quem viver de arte!
Porque a arte injurtia e sentencia,
A arte mente, dizendo a verdade,
E jamais se esconde num covarde!
-Aí seria qualquer coisa, menos arte.
Aquilo de saber que vem pela tarde
E some… Some! Aquilo é arte?
Ah… Não se pode viver de arte!
É como viver de vento,
Exaltando os sentimentos Antes de tudo, porém é necessário arte.
A grande prostituta dos povos,
A grande imunda e serena…
Aquela que entretém aos velhos
E toca, inexoravelmente, aos novos!
Eis que suprema, não se pode sugá-la:
Ela salva, mas também envenena, -
Ei-la vistosa, à beira da morte…
a verdadeira arte não se faz com dinheiro,
Não se faz com sorte:
É apenas a vontade de dizê-la
De fazê-la, de denunciar a sorte.
Começo sincero
Sim, eu erro!
E não sou bom orador…
Vejo tudo.
Vejo mudo
Sim, eu erro ao me calar.
Não há dor:
Só sinto cansaço.
E quanto mais eu vejo
Mais eu penso.
Muito desse mundo estranho
Eu cresço.
E nada prevejo,
Porque não sou Deus,
Sou eu, apenas eu.
Quanto mais eu ganho,
Mais quero.
Mas quero crescer.
Chega de reclamar.
Meu sonho é um mundo bom
quase perfeito.
quando vamos conseguir isso?
Eu encho o peito e grito:
Não sei, não sei, não SEI!
Canto
Corrido
Como nada
Caído
Canto Canto
Conto
Criado do nada
Caindo, chegando.
Para menos ainda.
Quieto
Sim, poeta.
Permaneça calado.
Não diga nada, instante todo.
Sem assunto absolutamente mudo.
Quieto, poeta.
Quieto à porta.
Quieto.
Nada diga.
Respire profundo.
E não faça nada errado.