Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Dezembro, 2008

Sobre humanos I

In Poesia de momento on 29, Dezembro, 2008 at 20:27

Tanta guerra
Mundo insano,
Pobre humano.

Se mata
Um pobre nano.
Um nada.
Um pentilhésimo,

Que acha governa o Universo.
Sentimento diverso.
Nada.

Contínua na estrada,
sem meio de movimentar.
Ah se pudesse todos males vomitar.

Poema do Fim do Mundo V – Passar do tempo

In Poesia de momento on 29, Dezembro, 2008 at 20:21

Como é grato o passar do tempo
E quanto colhe o vento,
Corre a traços emaranhados;
Que muda sempre parado.

Como é grato o viver.
O viver sem lamento.
Esquecer da morte,
De todo sofrimento.

Só se atinge tal,
Com um viver bom.
E um bom amor.

Tudo muda, igual.
Anda e corre o tempo,
Como correm todos os sentimentos.
Não há dor, gemido ou lamentos.

Apenas o correr silencioso.
Correr simples
Do próprio Tempo.

Beleza

In Poesia de momento on 27, Dezembro, 2008 at 11:54

Beleza é o muito pouco
Que atrai
Beleza é tanto,
A beleza é nada.

É a forma.
E a paisagem da estrada.
E eu não sei:
A beleza é sempre aliada?

Ao fim de tudo,
A beleza tende a ser
Sempre sempre,
Macumunada:

A beleza ignora
A beleza interior.
E beleza se contradiz,
Assim, oras, não é feliz.

O inseto que canta

In Poesia de momento on 27, Dezembro, 2008 at 10:29

I
Eu quero sangue.
Não o sangue comum:
Quero o sangue ruim
Fora e expurgado.

Quero a morte
Quero a sorte
Não ser importunado.

Eu escrevo revoltado
Contra o sistema
Indignado.
Mas o que farei?

Esse mundo não é meu
Não é pra mim.
Não aguento corrupção.

-A minha própria inclusive.

II
A pureza eu nunca tive,
Eu encontro….
Bem… Eu encontro.

Avoado me mantive.
Continuo lutando,
Com minha língua
Meu pensar
Meu pesar
De detetive.

Mas que o mundo
Não me olhe.
Eu olho o mundo.
Eu sonho
Eu espero.
Eu … Eu sou nada.

O escrever estranho
Um pudor tamanho.
Espero,
Não!!! Não desespero.
Tem a força de ferir
quando quero.
Não usando armas.
Mas palavras.
As mais belas
As mais sensatas.

A morte é só uma espera
Que agonia e dilacera…
Mas quem se importa?
Eu tinha sonhos,
Afora, meus erros…
Agora já era!
E eu ainda tenho os mesmo sonhos.

Dói a cabeça.

sistema II

In Poesia de momento on 26, Dezembro, 2008 at 19:08

Sistemas soterrados
Simplesmente passados
Malamente observados.

Corpulento, mirrado,
Obsoleto, parado,
Entupido, finado.

Sistemas…
Quais problemas
Não são por vós
Justificados?

Cinza I

In Poesia de momento on 26, Dezembro, 2008 at 18:58

É preciso coragem para ser
Muito mais que entreter,
É preciso coragem humana
E uma roupa cinza.

O tempo é cinza
Seja o tempo…
Mas não perca a coragem
A cada lamento.

Porque se guia a contento
Longe da morte,
De qualquer passamento.

Mas salve ao tempo
Cinza da falta de coragem…
O globo veste cinza.

Poema do fim do mundo IV – Soneto

In Poesia de momento on 20, Dezembro, 2008 at 21:04

É tempo de recomeçar
O fim se aproxima.
E o que você fará?

É, o fim… Aí. Claro,
pra quem quiser ver,
Quem quiser olhar.

Fim que não é do amor
Fim que não é das coisas boas.
É só o fim dos tempos,
Estou certo: você vai gostar…

E vivemos dias estranhos…
Tamanhos… Tamanhos…
Eis um mundo de fanhos:
Quase ninguém sabe comunicar.

Solitares possibilitum.

In Poesia de momento on 19, Dezembro, 2008 at 22:34

Tanto tanto
Pensar pensa
Pesa o peso
Canto o conto.

Paro, levanta.
E o mesmo
E o senso…
Grunhe.

E a vida.
E o tempo.
E o dinheiro
E o direito.

O jeito.
A espera,
Aquarela,
O alento.

À Aline – XXXVII

In Poesia de momento on 17, Dezembro, 2008 at 21:37

Ah, Mais fantástica expressão
Que linda, linda… linda!
É minha, toda, só minha
De todo coração.

E escrevo esses versos,
Pra marcar esse dia,
merece outros mais…
E merece gratidão.

Ah, felicidade minha,
Quantos presentes;
Felicidade nossa,
Sim, se sente!

Não tenho palabra
Que me contente…
Ah, mais ainda mais,
A terei, fremente.

Salve a vida vinda a frente.
A amo, Aline, totalmente.
E a canto… Amor como dela,
Me motiva contente.

Arte

In Poesia de momento on 15, Dezembro, 2008 at 22:05

Por que não se pode viver de arte?
Não importa o quanto se escreva
Se o que se vomita é arte.
Talvez alguém sobreveja,
Cujo viver seja arte…
Mas não!
Não se pode viver de arte!
É perigoso demais:
A fome corrói-lhe as ventas,
O frio congela as vestimentas,
E vive-se sob o céu e as estrelas…
Ah!Quão pueril esse âmbito
De morrer por arte!
Por tão tolo, por achar que se pode
Viver de arte. A gente se explode…
Ai de quem viver de arte!
Porque a arte injurtia e sentencia,
A arte mente, dizendo a verdade,
E jamais se esconde num covarde!
-Aí seria qualquer coisa, menos arte.
Aquilo de saber que vem pela tarde
E some… Some! Aquilo é arte?
Ah… Não se pode viver de arte!
É como viver de vento,
Exaltando os sentimentos Antes de tudo, porém é necessário arte.
A grande prostituta dos povos,
A grande imunda e serena…
Aquela que entretém aos velhos
E toca, inexoravelmente, aos novos!
Eis que suprema, não se pode sugá-la:
Ela salva, mas também envenena, -
Ei-la vistosa, à beira da morte…
a verdadeira arte não se faz com dinheiro,
Não se faz com sorte:
É apenas a vontade de dizê-la
De fazê-la, de denunciar a sorte.

In Poesia de momento on 15, Dezembro, 2008 at 20:52

Começo sincero
Sim, eu erro!
E não sou bom orador…
Vejo tudo.
Vejo mudo
Sim, eu erro ao me calar.

Não há dor:
Só sinto cansaço.

Não sei I

In Poesia de momento on 13, Dezembro, 2008 at 21:25

E quanto mais eu vejo
Mais eu penso.
Muito desse mundo estranho
Eu cresço.

E nada prevejo,
Porque não sou Deus,
Sou eu, apenas eu.

Quanto mais eu ganho,
Mais quero.
Mas quero crescer.

Chega de reclamar.
Meu sonho é um mundo bom
quase perfeito.
quando vamos conseguir isso?

Eu encho o peito e grito:
Não sei, não sei, não SEI!

C.1

In Poesia de momento on 13, Dezembro, 2008 at 21:17

Canto
Corrido
Como nada
Caído
Canto Canto
Conto
Criado do nada
Caindo, chegando.
Para menos ainda.

Pausa.

In Poesia de momento on 3, Dezembro, 2008 at 21:17

Quieto
Sim, poeta.
Permaneça calado.
Não diga nada, instante todo.
Sem assunto absolutamente mudo.
Quieto, poeta.
Quieto à porta.
Quieto.
Nada diga.
Respire profundo.
E não faça nada errado.