Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Novembro 20th, 2008

Ácido

In Poesia de momento on 20, Novembro, 2008 at 10:07

I
-Sente febre?
-Não! eu morro…
II
-Por que contraria tanto?
-Quero aprender!

morto vivo I

In Poesia de momento on 20, Novembro, 2008 at 9:35

Eu canto falido
Só, morto, convalido
De tanto dormir em pé
Sou quase morto vivo.
De sonho em sonho
Me passam um pessimismo
Enfadonho.

Ganzel da má sorte; 11 dísticos

In Poesia de momento on 20, Novembro, 2008 at 8:46

O sonho, a sorte
Um manto, a morte.

“Força do hábito”
Amor morre, morre não!

E o sangue escorre, escorre
Jorrado em poços rubros

O canto sofrido
De quem estava ali…

Estava ali nunca
Ninguém sabe!

Coronhada na nuca
Espanta a vida, a insulta!

Não insulto a morte
Daquele que não quer viver.

A força corre
A vida socorre.

Canto, canto
Olha solitária

A vontade só em si
Em socorre.

Canto canto
À moça que quero.

Apenas luto são
contra o opróbrio do som;

O energunismo
Que mata um, mata um milhão.

Que bom; e o amor
Ressuscitou; que bom!

Gray metal

In Poesia de momento on 20, Novembro, 2008 at 8:36

Acinzentado tempo branco
Humilde sangue estanco
Jogado a baixo do barranco
Lamaçal fátuo no canto.

Sonho morte
Desespero, desencanto.
E canto forte
Mas não choro, manto.

E acinzentado metal profano
Distoada força humana
Escrito sangue em todo pano.

Canto esquemático
Findado manto
Pele, porta tranco.

Poesia de estudante

In meta linguagem on 20, Novembro, 2008 at 8:19

Poesia não é algo que se troque por nota
Não é algo que seja restrito, ou se toca…
É muito mais do que sua simples situação.

Não se deixe perecer pelo dizem bom
Poesia só se pode fazer com inspiração.
Seja sobre só o globo ou o bom cidadão…

Todo todo o resto é vulgar, vil, vazio, vão…
E todo professor que tem essa concepção
Mal sabe isso é coisa do século passado

E quanto mais se escreva em modo antiquado
Mais cerceará seu eu poético sublimado,
Este deve ser livre, voar sobre esse mundão…!