Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Novembro 18th, 2008

Soneto de estudante

In Poesia de momento on 18, Novembro, 2008 at 22:10

Preciso de algum tempo pra descansar;
Já me basta todo o tempo do mundo
Quero de volta, meu tempo, meu ar!

Porque esse ofício de questionar
É o mais vago, é; torna a me isolar.
Meu sonho de mundo, não é mundo.
O fôlego se perde…Mais um segundo!

E a rima empobrece, solto farpas;
E a morte se engradece, Acaba!
Eu torço pelo fim do ano mudo;
Mais um ano, então, livre disso tudo!

A cada tempo tento intento
E a névoa parece permanecer
No inaudito mesmíssimo lugar.