I
Solto
O sonho só
Assim,
Escolto, tó!
Fez-se
Do pranto Sol
Simples,
Úmido atol!
II
Molho
Seus lábios
Em si TODA poesia.
Às gregas,
fenol!
III
E canto
O encanto
Das ninfas
Só limpas
Só claras
Só lindas
- Não as amo!
IV
Voz
Vergonha
Ao céu feroz
Meu pranto
Toca ao Hades
Amigo cão
Dorme em paz.
V
Caninos
De leite
fúlgidos
Da rubra
Carne
Esperam mais…
VI
Das miríades
Musicais
Do Gólgota
Assolado
Por Satanás;
Escarnece,
Não satisfaz!
VII
Armagedon
-Izanagui
Izanami
Odin
Thor
Qaurtzoactl
E tantos mais…
VIII
Esperam
Resolução
Suprema
Que não se
vê mais….
Sonham fogo,
cantam paz.
IX
Nem todo sangue
Os satisfaz;
Poseidon,
Astarte,
Calipso,
Afrodite,
Ergam
O Estandarte…
X
Tantos deuses…
Quem pode mais?
Conheço
Só a Luz
Da prática
Que satisfaz…
XI
A Noite
Insana
Ronda,
Krishna
Disse:
Morte não há mais…
XII
Reencarnamos
Mas minha musa
Ajuda-me ir
mais mais
Bem adiante
Dos deuses
ancestrais…
XIII
A morte
Vil
Consome
cada átomo
Soluçando
Cantando
XIV
Bêbada
corre
Por toda canto
Rubro líquido
Embriagado solo…
Nunca vermes,
Comeram tanto!
XV
Aos porcos
Porcos cantavam
Ao fundo posso
BillacA
E os parnasianos
—–toscos—–
Pela sua defesa
Da morte
Ou da obrigatoriedade
Do ensino dela.
XVI
Fúteis os que são
Gomorrenses
Sodomenses
Suas carnes
Sob águas jazem
Que mais digno
de Aniguilação
Não se faz?
XVII
Não Judas
Não traiu,
Seu mestre já sabia
Que pagaria
pelos pecados
do povo
Desde que
a virgem
o pariu.
XVIII
De sono e sonho,
Um poeta se faz.
De comida,
Amor de
Uma virgem
Que se torna
Vivente e em
____paz!____