Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Novembro 13th, 2008

Impressões inoportunas.

In Poesia de momento on 13, Novembro, 2008 at 23:19

I
Solto
O sonho só
Assim,
Escolto, tó!
Fez-se
Do pranto Sol
Simples,
Úmido atol!

II
Molho
Seus lábios
Em si TODA poesia.
Às gregas,
fenol!

III
E canto
O encanto
Das ninfas
Só limpas
Só claras
Só lindas
- Não as amo!

IV
Voz
Vergonha
Ao céu feroz
Meu pranto
Toca ao Hades
Amigo cão
Dorme em paz.

V
Caninos
De leite
fúlgidos
Da rubra
Carne
Esperam mais…

VI
Das miríades
Musicais
Do Gólgota
Assolado
Por Satanás;
Escarnece,
Não satisfaz!

VII
Armagedon
-Izanagui
Izanami
Odin
Thor
Qaurtzoactl
E tantos mais…

VIII
Esperam
Resolução
Suprema
Que não se
vê mais….
Sonham fogo,
cantam paz.

IX
Nem todo sangue
Os satisfaz;
Poseidon,
Astarte,
Calipso,
Afrodite,
Ergam
O Estandarte…

X
Tantos deuses…
Quem pode mais?
Conheço
Só a Luz
Da prática
Que satisfaz…

XI
A Noite
Insana
Ronda,
Krishna
Disse:
Morte não há mais…

XII
Reencarnamos
Mas minha musa
Ajuda-me ir
mais mais
Bem adiante
Dos deuses
ancestrais…

XIII
A morte
Vil
Consome
cada átomo
Soluçando
Cantando

XIV
Bêbada
corre
Por toda canto
Rubro líquido
Embriagado solo…
Nunca vermes,
Comeram tanto!

XV
Aos porcos
Porcos cantavam
Ao fundo posso
BillacA
E os parnasianos
—–toscos—–
Pela sua defesa
Da morte
Ou da obrigatoriedade
Do ensino dela.

XVI
Fúteis os que são
Gomorrenses
Sodomenses
Suas carnes
Sob águas jazem
Que mais digno
de Aniguilação
Não se faz?

XVII
Não Judas
Não traiu,
Seu mestre já sabia
Que pagaria
pelos pecados
do povo
Desde que
a virgem
o pariu.

XVIII
De sono e sonho,
Um poeta se faz.
De comida,
Amor de
Uma virgem
Que se torna
Vivente e em
____paz!____

Epistemologia do funcionarismo público brasileiro

In Poesia de momento on 13, Novembro, 2008 at 22:54

Não compreendo a talha
Do poder infecundo
Da boa qualha
Do firme vagabundo.

É pobre senhor anacoluto,
Observado e procrastinado,
Ausente vivente no mundo.

É estranha fonte limitada,
Que toda manhã se lavra!
É um absurdo totalitário,
do jovem escriturário!

Antes de tudo, é o tédio!
É sintaticamente deletéria
Compreensão do mundo…
Ora, isto é impropério!

- Seja lá meu Deus,
O que isso tudo for -
O poeta ainda não compreende!

Eu poetando eu.

In Poesia de momento on 13, Novembro, 2008 at 22:46

Meu eu
Não mais eu
O pobre eu.

O estranho que se sucedeu;
O perdido que se compreendeu;
O sentido que surrou;
O banido que se convalesceu.

Mas eu,
Não mais eu
O pobre mendigo
Do estranho Idílio
Do pesar caudilho…
Eu, não mais eu…

Sobretudo o banido
De tal forma convalido…
Ah! O pobre estranho distraído
Que eu sou e que de eu
Se esqueceu!

Meus versos.

In Poesia de momento on 13, Novembro, 2008 at 22:41

Eu não sou poeta
Eu não canto versos;
Os vomito.

E da situação calamitosa
De jogar pra fora
TUdo que em mim gruda
Não faço versos…
Eu os expulso
Pois é-me agradável
Escrever o quanto quero
Assim suposto melhor
Assim não me desespero
Assim suposto melhor
Sim – meu alter-ego
Que canta sério
Mas nunca foi leve
Sempre fétido, aterno.

Não sou poeta
Apenas manejo palavras
Pra tentar entender a poesia
E fazer com que cada verso deixe de ser vômito.

la chanson du coeur noirci

In Trovas pra ninguém, trovasugestiva on 13, Novembro, 2008 at 11:10

Pois, Tem algo no peito
Só me faz sentir sem jeito:
Eu, o menino perdido

O maluco dos outros;
O isolado do mundo;
O Black Metal exaurido…

No meu peito
Meu músculo já dolorido
De tanto bater
Num ritmo perdido.

Senhor do meu destino?
Não penso mais nisso.
Apenas o presente
É o que faz sentido.