Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Novembro 4th, 2008

Disciplina I

In Poesia de momento on 4, Novembro, 2008 at 21:33

Ôh, minha menina
Que será; que será
A ditosa disciplina?

Confesso não sei
Não por isso, não
Quer dizer não tenho.

Quanto mais me aplico
Desconheço e arrisco
Soturno começo
Tão importante isso…

Não tenho medo
Não deletério:
É disciplina
Seu mero critério.

em Paralelo

In Poesia de momento on 4, Novembro, 2008 at 21:25

Mas inexisto lírico
Me chamo arcano
Dum pendor satírico.

Inconstante fedor
Aldeído e alcano.
De todo poder livrar
Me livrar!
Do inculto e inconsistente
humano.

Destituído da velha roupagem
Do indissociável plano,
vivo em paragens
Que fazem por mim
Só ser humano.

Milagrosamente
Escrevo um dia, um ano…
Mas não sou fonte
Apenas e apenas só
Mais um ciclo
Um ciclo começa –

- O outro corre em paralelo.

O motivo de eu não gostar de exatas ;p

In Poesia de momento on 4, Novembro, 2008 at 21:19

O limite do quadrado
da metade da distância
Derivado do infinito
humor da variância.

Trás, do integrado ao fatorial
Natural do logaritmo de Neper
Elevado pelo cosseno imaginário
Do somatório da constância,

Apenas se e somente se
Simplificado pela constante
Derivada da paciência e tolerância.

a explicação mais clara
Das escalas e de por elas repugnância
Tudo isto resulta em “atração irresistível”
-Não preciso disso pra falar “amor”.