Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Posts de Outubro, 2008

Mensagem

In Poesia de momento on 28, Outubro, 2008 at 21:30

Tu quem dizes
Que daria sua vida
Da minha em troca
Desemboca…
Desentoca,
Acorda
e Levanta:
Minha vida vale nada,
Nada nada mais que a sua!

Problemas (trova n° XXXII para Aline?)

In Poesia de momento on 26, Outubro, 2008 at 22:57

Mas sonhe com seus novecentos problemas
Pequenos seu sua supostos sonetos
Sonhados sombrados são nadas.
soslaio
Seu si sua si
Não existe
Não desistir
dos zilhares
De pantagruéis mortos

Agora
Que interessam bancos destruídos
Sistemas mortos??
Core, corre, socorre
Volte não logo
Minha mão percorre
Mas por nada passa…

E toda loucura
Bebi daquela taça.
Mas não bebo.

E a borracha acinzentada
É o que se passa
É o que está.

Mas sonhe com seus novecentos problemas.
Os novelos, as sequelas
As aquarelas, as novelas…
Que horror, que horror!

As cores e coisas
Se perdem
Enquanto eu me perco nos olhos dela…

Mas tudo tem de ti tudo tá tatando totalmente
Totalado. Tem perda dum sistema
Altamente desfigurado…

Mas que nos importam esses novecentos problemas?
Somos nós, Em nosso soslaio.
Sonhamos e voamos …
Mas nada é alçado.
E somos humanos errados!
Pois errados somos mesmo.
Somos nós mesmos.
E assim vamos,
Incoesos.
Nesse ode ao tempo
Ao que resta,
Dos seus novecentos problemas
Dos meus novecentos problemas
E nossas árvores voando
E nossos pássaros plantados…
E nossos corações pulsando.

Mas muito melhor que eu
É Vinícius, o de Moraes.
Ou Augusto, o dos Anjos…
Mas prefiro não olhar pra trás.
Se conseguir simplificar
novecentos em nove
E de acabar com oito.

Ainda restará um problema
Que jamais se resolverá por si…
Ou com minha força.
O problema, é que a amo…
Amo amo amo Aline,
A amo como jamais me vi amar.
Oras, mas desde quando amar é problema?
Talvez este seja a solução dos outros
899 problemas que são realmente problemas.

Garganta

In Poesia de momento on 26, Outubro, 2008 at 22:35

Arde,
Dói,
Corrói,
Flui
Mormente
Conjunto Orgânico
_______E só!

Graças a Deus!

Trato com vegetais, alimentação etc I

In Poesia de momento on 26, Outubro, 2008 at 22:22

Pulverizada
Força sem massa
Que diminuimos
viver maior
Pequenos vivemos.

Formamos florestas,
Trazemos sementes…
Pequenos!

Pequenos!
Ainda aprendemos…
O que somos?

Nos comprazemos
Em diária
Ração-veneno…
Somos pequenos!
Passa tempo…

Poesia de auto ajuda

In desaignesia on 26, Outubro, 2008 at 22:19

Quando aparentar
Tudo perdido

Destruído

Convalido

Estufe o peito
Fa
ça di
rei
to

Não
se en
tre
gue

Aumen
te res
peito

Enfa
tize

Prio
rize!

Se pre
ciso for

Durma na marquise…

Nunca

Nunca

Se esqueça:

Tudo é apenas

Sempre
o começo

Continuidade.

In Poesia de momento on 26, Outubro, 2008 at 22:00

Amamos
Andamos
Amanhecemos
Amadurecemos
Assim vivemos
Assim somos
Assim sempre
Aprendemos.

Ganhamos
Paramos
Sobretudo
Perdemos
A cada derrota
Começa novo
Novo fim.

Desânimo aumenta
Faz pensar

“Tudo é assim”;

Não se amue,
Pobre curumim,
“A vida é assim
Só ganha” quem resiste
Persiste, evolui
“até o fim”.

ShCe

In crítica? on 25, Outubro, 2008 at 22:08

Shopping
Comprando
Templo moderno
De todo lixo
Poluindo
No pseudo evoluindo,
no pseudo Cantando.

“Vá ao shopping,
compre compre compre”
Incorpore aquelas falsas mentes.

A única coisa que sinto
A melhor,
Comumente..
É por que
Cinemas e praças de alimentação,
e livrarias
Ficam [quase] sempre em shopping center?

reflexo
luz
complexo
Mortal
seduz.
100 mil estímulos inúteis
De 847 pessoas fúteis,
pelo menos.

Dívida.
Total
Naturreal,
As pessoas destroem suas mentes
Invés de diversão decente…

Alimentam falsidade crescente…
Carcaças consumidas pelos vermes.

Nada absolutamente novo

In Poesia de momento on 22, Outubro, 2008 at 21:37

Mas por que tanto
Lutar contra o que
Inevitável é?

A luta portanto,
É inútil ataque
dum anão
Contra gigante.

Sonho com um mundo
Livre do que é.
Sonho absurdamente
Tanto, tanto, tanto…

Queria não ter distinção
E ter real liberdade.
Mas se salva a estrutura
Social que nos quer…

E por que tanto…
Por que?
O que é inevitável,
simplesmente é.

O que os outros vão pensar?
Não sei.
Só sei que a relevência disso
É proporcional
A relevância deles para comigo.

Revolt against the system I

In Uncategorized on 21, Outubro, 2008 at 11:04

I can feel my blood throw my face;
I think I just have a big headache
After a still bigger nightmare
Oh, My Lord, At least,
I still have my faith…

And they want to take me/us…
Oh my Lord, make me stronger
To merely escape;
Here Joinning in the army is obligated;
This fucking Hell,
Where they try to slave
boys in their eighteen’s

Oh my Lord…
Are our officials
Bands of cowards?
So cowards that
Can’t they work for themselves
And they abuse of teenagers’ work?

Oh, of course,
It is lots cheaper
Doing stupids things…
Instead the right ones;
And so,
I´m forced to criticize them
In a language that´s not mine.
Because I´m just afraid.

Mais uma vez sobre o ser.

In Poesia de momento on 21, Outubro, 2008 at 7:47

Vamos, vamos?
Vemos queremos ver
Somos queremos ser
Somos, somos?
Conhecemos, conhecemos
Tudo o que achamos
Realmente ser
Não objetividade
Num mundo em desigualdade
Mas iguais-diferentes
Sempre tendemos ser…

Salve os ventos!
Que nos fazem
Sentir
Quem somos
Sem palavra
num assobio,
num assombro.
E nos trazem de volta
Aonde estamos
E quem no momento somos

virtualis felicitá

In Poesia de momento on 21, Outubro, 2008 at 7:39

Não, não se perca
Pela virtualidade existente
Dum não sei o quê
Potente
Cujos desejos,
Sonhos reais
Surreais
Que talvez não venham a acontecer.

Não,
Não se perca por energias,
E cuide bem da sua matéria
Preciso também de matéria
Não só forma etéria,
Por isso, por isso
creio a felicidade
Se’a conjunto
De harmonias paradisíacas
Entre espírito e o corpo
Então,
Se apenas há mente;
é manca.
Apenas há corpo;
é vazia…

Modernidade

In Poesia de momento on 10, Outubro, 2008 at 22:13

Compramos o nada
vivemos sentados.
Olhando pra onde não for
Que seja assim.
Seja assim, o que se falou..
E temos temos temos…
Nada somos.
E apenas pequenos,
vivemos.

Balanceio

In Poesia de momento on 10, Outubro, 2008 at 22:08

3
2
1
Algum
Algum?
Nenhum!
E assim
Mais 1
e assim 3
pois são somados
pois são divididos por 2;

Mas a soma magnificent
é quando
1+1=1
3
2
1…

Soneto de perdido

In Poesia de momento on 8, Outubro, 2008 at 9:45

Porque eu sou nada
Sou o próprio ar
Sou vento
Sou a histeria muda do lugar.

Porque o próprio lamento
É o que vai nos afundar.
Porque eu sinto o ar…
Eu sou o ar?

Sou eu o próprio irrelevante senso
Aquele que nunca soube
Cantar, dançar, tocar.

E a despeito desse contra senso
Sei que malemal sei rimar…
E malemal consigo poetar

E

In Poesia de momento on 8, Outubro, 2008 at 9:43

Essa dimensão
Estrábica
Esquizofrênica
Estereótipa.

Eis aqui
Emudecido
Esquecido
Escalado

Eu, Eu
Estive
Ensandecido
E… É só.

alquebrado eu.

In Poesia de momento on 8, Outubro, 2008 at 9:40

O sono dos loucos
Que me importa se sou pouco?
Sou eu; mais ninguém.
O pobre deixado pra trás.

O transtornado,
Enfeitiçado,
Perdido, transformado.

Sou eu? Ahh.. quisera ser EU
EU mesmo mesmo EU.
Mas meu eu se perdeu…

Desde o dia em que eu
Achei você. (clichê!)

Mas e quem se importa?
Quem se importa comigo?
Importa abrigo.
Eu continuo sendo
abrupto e inexorável.
Um monte de Carbono ambulante.
Ser humano instigado, errante.

Eu sou eu
Mas não sou mais eu
Sem…

Ninfas…+_+

In Poesia de momento on 8, Outubro, 2008 at 9:38

às tristes ninfas
Que choram
Que oram
que coram..

Tristes ninfas
me apavoram
me atam
me olham…

Ah ninfas,
Sumam
Sumam
sumam!

Sou eu ensimesmado
Me deixem comigo mesmo
Me deixem acabado!

Porque não importa
Não importa
Seu néctar
Seu suco dourado…
Sem ela aqui.

Bahh!

In Poesia de momento on 6, Outubro, 2008 at 10:35

Chega disso.
Queria cantar o céu azul
Mesmo estivesse cinza.

E os sons de construção…
Sumissem, se tornassem sinfonia!
E solidão, que virasse liberdade!

Mas solidão
Não é liberdade.
É a mais absoluta prisão
Dos erros que se comete.

Eu posso estar só,
E estar bem melhor
Do que se tivesse
um mundo ao meu redor.

waiting for the end

In Poesia de momento on 6, Outubro, 2008 at 10:12

Since these things
Since lies and lies always told.
I´m tired up
by the way, also damn’d
‘Cause I cannot fly
with broken wings.

I know,
I´m supposed to do everything right
But I can´t stand this darkest Night.
Oh my nightmare…
Coming true today
When I´m awake,
When I´m alive!

And I´m blind!
I am blind
Because other’s shine…
And I can´t see.
I just cannot see
What were the things inside on my mind
Just feel tired today

Waiting for the end of times.

I´d rather pay all alone

In Poesia de momento on 6, Outubro, 2008 at 9:58

Tem uma ferida aberta
Tem um contenda desperta
Tem fera lenda coberta…
perdido perdido, na certa.
tem história micorrística
e o sombria paralisia
da pobre incerteza mística.

Tem um pobre poeta
Que se vê com a dura
Incapacidade realística.
Sou eu?
Não sou poeta
E não sei rimar.
Sou eu pobre e fraco
Que escreve versos
Que os perde
Nos escreveres em versos.
Eu

eu…
Essa dor é minha!

I´d rather pay all alone!

Hipócritas III

In Poesia de momento on 5, Outubro, 2008 at 20:59

Eu vejo a face da morte
Sorrindo inescrupulosamente.
Eu vejo a faca do povo da sorte
Da aparência mais forte…

Eu vejo a luz
Falsa do tungstênio
E pessoas falando português
Vestindo tecido pseudo armênio…
E um pobre poeta
E uma pobre donzela
Perdidos, incautos…
No meio de lobos,
Famintos por carne de vaca
E carne de erros.

Eu sei que sou nada
E essa magnânima estrada
É pisar em ossos
E em pus de condimentos;
Em todo sangue podre
Das guerras de milênios.

Eu vejo-me perdido
Pela sandice dos hipócritas;
Eu vejo-me exaurido
Pela distância proposta.

Homenagem aos deprimidos do mundo

In Poesia de momento on 5, Outubro, 2008 at 20:47

Ninguém me vê
Ninguém me lê
Ninguém me toca.

Eu sou nada
E vôo com o vento
Eu vôo por nada
E eis meu lamento.

Ninguém me vê
Mesmo estando ali
Eu sou nada.
Invisível.
Ou queria ser.

Ninguém me lê
É, isso mesmo…
Ninguém ninguém ninguém!

E ninguém me toca…
Pois se sou ar,
como ar arraigado em momentos
Desolados,
Sou apenas um sombrio
passar.
Sou a própria solidão,
No meio de tanta gente…
Afinal, como o ar seria ouvido?

Ahhh….
E quando mais precisa suporte…
Eu sou negado,
E acabo tendo que voar.

Fila

In crítica?, sátira? on 1, Outubro, 2008 at 20:49

Inexorável
Mutável
Pessoas
Desconstruídas
Sem corações
Ou egoístas
Com mínima
evolução
À perda e à
derrota
Cantam
os sussurrares
e às lamentações
perdem-se
no senso espaço
Em si o colapso
E os mais mortos
Acham-se melhores
que os mais vivos
Viva o envelhecimento da população!

Revolta

In crítica?, sátira? on 1, Outubro, 2008 at 20:45

Revolta
Do indomado
Perdido
Dilacerado

Revolta
Do líver
Infeliz
Ingratidão
Infelitidão
E enlatados
Muitos
Num busão. [:D]