I
O povo vive surdo.
A mudez de quem muito diz
é um absurdo pouco feliz.
II
A mansa clara luz do dia
e tudo vai em harmonia…
Franca aparência. Mudos.
III
A multidão cala-se espanta
E canta e trota fractal…
Cada um sendo cada qual.
IV
Mas, o povo, será o ovo
Será o gérmen, único
púnico, fáctuo culpado?
V
O melhor dizer é quieto
Melhor falar calado
Com seus humildes atos.
VI
Seja correlato, isto…
Isto é só carrapato.
E não se diz o certo.
VII
Se convive surreal
Mundo esquisito,
Gente que nem moscas.
VIII
Os mosquitos de toucas
As louças, as marcas,
as roupas… Zunem quietos.
Silêncio
In Poesia base on 27, Novembro, 2009 at 20:12Pós Fim do Mundo – Nova Era II
In Poesia base on 25, Novembro, 2009 at 10:55Visto de relance
O novo alcance
De ignomínia e morte.
A virulência revolta do corte,
Se espera profundo e forte.
Sistema de revôlto campo.
Vista em transe
A nova chance
De se libertar e crescer.
Hoje se comenta:
é o processo,
A história fermenta.
Sobrevisto o caos,
Se inicia novo ciclo
Surreal. Afora, anormal.
.
.
.
E o Fim do Mundo
………………….É a lembrança
………………………..Mais viva que se vive.
Hieros
In Poesia base on 24, Novembro, 2009 at 11:51Sou subalterno hieros dum mundo
Sobressaltado de capital.
Sou subalterno hieros dum período
pós feudal
Orgulhoso quero sua queda fatal,
Prudente espero a mudança radical.
E cada tática mansa prospero
Num passo pra trás… Três de lado
Uma valsa, um tango, um estrago.
Sou subalterno hieros,
Amaldiçoo eros e as suas obras demoniais.
.
.
.
Mas quer saber:
Que se FODA a cultura clássica de gregos
Que sequer são meus ancestrais.
Que me venha a Toscana forma Veneziana
De descobrir que no Tingui ou em Bagdá
Eu sou brasileiro. Sou como está.
Sol subalterno de um mundo em colapso.