Um poeta maneja as letras de acordo com sua necessidade. Somos crianças que não podemos gritar. Somos o Estado doentio do coma social. Um mundo enegrecido pelo fantasma das luzes gloriosas de uma razão instrumental desditosa.

Sócio – lógico

In Poesia base on 6, Novembro, 2009 at 8:59

Poema sinceramente dedicado a todos os que atormetaram minha vida durante estes últimos quatro anos;  todos o que formaram um preconceito idiota e vil contra minha pessoa; àqueles que me humilharam e indignificaram; aos que agiram baseados em seus preconceitos a respeito de mim; aos que nunca me deram uma segunda chance pra me recuperar. A todos eu sou humildemente grato: sem eles jamais seria o poeta e a pessoa que sou; contudo, se eu preciso melhorar, muitos também – não estou só neste latifúndio e tenho plena convicção de que estou me tornando, aos poucos, um sujeito melhor.

 

É como se fosse réptil:
A pele escama, seca,
O corpo, pecilotérmico;

É como se fosse réptil:
A fauna e a flora
Do local se escondem;

Desconfiam,
Quem confiaria,
Num jabuti, num lagarto?

Eles querem raposas
e cotias, cães e gatos
Bichos de bom trato.

É como se fosse réptil:
quem confiaria num hermitão
No meio da selva de pedra?

É como se fosse réptil:
Quem vive só, egoísta,
Tem o prêmio da boa caça

“‘té comeria própria raça
Pela melhor colocação?”
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É como se fosse inseto.
Inseto inseto inseto
rola bosta, insignificante.

Escaravelho, carrapato
sentelha ignorante;
A vida toda num instante.

E as sinceras saudações
Aos que agem falsamente,
Mas eles não sabem exatamente
O que os esperam

Insetos,
Só sabem da própria colônia
Como uma casta ralé
de orgulhosos vencededores.

Besouros virulentos
Pestes de humores
que instigam instintos violentos.

A fome dos répteis.
Vivem da caça de mamíferos
E deles.

Os que não são
répteis são insetos.
E os mamíferos… Onde estão?

Alguns poucos agem
De cabeça baixa,
junto com os bandos;

Cuidando para não atormentar
ou ferir os répteis.
Outros, se unem aos de escama.

Quando não agem
Feito aves
Que a esta hora já estão longe.

(confiaria mais na minha águia,
Se a tivesse, que no meu melhor amigo).

E os poucos humanos que sobram
Estes, perdidos na selva de pedra,
Se escondem, por medo e vergonha.

caos VI

In Poesia base on 4, Novembro, 2009 at 10:54

Em si em si em si ti em mim
Em nada que é nada que algo
é como nada importunado
o dilacerado perdido em mim
em ti e as 567 cabeças
de mirocu
Em emim em si em nada
as mil cabeças de Kannon
E o começo da face reconstrução
a luz cega no comecço
luz cega luz cega luz cega
no começo nega, erga
reviravolta revolução.

A luz cega, cega era…

E a escuridão, té que enfim,
termina.
E as pessoas perdidas no Caos
Dessa nova Revolução.

Escrevo em versos sem sentido.
É o tempo mais bem vivido.
Mais bem partido, esperado
E discutido.

E o caos do egoísmo ergue a desconstrução.

A alavanca do caos
Dá impulso
em si em si em si em ti em mim.
5,67 bilhões de anos.
567 cabeças de dragão
E 948 bilhões de cabeças no chão
e olhos nos pés.

caos IV

In Poesia base on 2, Novembro, 2009 at 23:18

é o fim do começo que começo
A crer que termina
como as criaturas o nada flutuam
no fluido espiritual das têmperas
Do neocórtex cerebral.
E que o amor seja mais que mais
que um conjunto de dados;
seja condição, seja estado
caótico mais organizado
que o meio América Central.