9, Julho, 2009
Oh, Flor do céu! Oh, flor cândida e pura!
Quem que contigo pode, quem te atura?
Quem tal perfeição contraída insinua?
Sois pó e vento, amargura e sofrimento!
Candura nada vale à vida dura
E quanto mais se marchem os buquês
Mais fazem panegíricos a ataduras
Afinal, tal formosura pra quê?!
Enorme mar de gentes morre em fome
grande bando indigente em si poluente
P’ra Elite da Academia* e pince-nez.
Ahh Quem me dera ao menos uma vez**…
‘Cabar de vez com toda essa gentalha***:
- Perde-se a vida, ganha-se a batalha!****
_____
Ao leitor comum:
* Sim, isto é uma crítica direta a Machado. Elitista. Nada contra a obra dele que até vale como bom material… Homero era filho da aristocracia grega e nem por isso era mau poeta.
** É exatamente copiado do Legião Urbana. Propositadamente.
***Como diria Kiko do Chaves, “Gentalha, gentalha, bzzzz!”
****E sim, é baseado no desafio de escrever esses versos em negritos em um soneto que está em “Dom Casmurro”, no capítulo LV. Uns lugares comuns, umas frases clichês das mais irritantes!
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7, Julho, 2009
Sei.
Eu sei muita coisa.
Queria saber menos.
Saber é um fardo.
Como dardo.
Me atinge…
Me restringe…
Como um escudo.
E se algumas vezes me faço de surdo,
Não é por mal.
é por pensar saber demais.
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6, Julho, 2009
De repente me vi
Me vi um Vômito
Decrépito arroto
Da cripta temporal
Dos poetas imortais.
De repente me vi sonso
Tanso. Nada.
Minha poesia vi-a sem brilho
Todo meu escrito
Sem sabor
sem sentido.
De repente vi um mar,
Vi um sorriso, um olhar
Esqueci-me tudo…
E faço rimas toscas
Que me perseguem feito moscas.
Inimigo meu dirá:
-estava na hora…
Eu só tenho a lamentar…
Pois ainda que seja vômito
Ainda que seja subproduto
De classicismo perdido,
De um desexistir de arte
Andando pelo esgoto
Eu ainda assim…
Clamo minha poesia.
Poesia como minha.
Mesmo não tão boa
é muito melhor
Que muita rima à toa
E muita coisa feita apenas pra vender.
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Tags: metalinguagem;
6, Julho, 2009
Faz de conta que o mundo
Fosse todo só um dia.
Inventa que todo tempo
Fosse o espaço e sorria!
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30, Junho, 2009
O
Simples
nada
Aleatório
Convicto
Simplório
comutatório
Observatório
O inexato
Impresciso
Insensato
Inquirido.
Não existem.
Os sais de astato
O falso Comungado
O canto retratado,
O povo isolado
O povo alienado…
Existe.
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25, Junho, 2009
As pombas voam pelas praças
Lá vou-me célere pela estrada.
Alegre, mas só, como se nada
Tivesse, mas confio que minh’alma
Está acompanhada e penso, calmo..
A alegria de ter algum dia uma amada.
O Sol é tão opaco…
Mas o frio que congela, também anima…
E me faz querer ter a vista de cima,
De tudo e quase nada. Como se num lapso
Cantasse o fator de carnasso…
E helênico visse os campos da Arcádia.
Entretanto, só vento poeira e fumaça…
Algum dia, inda encontro minha amada…
Mas o sol opaco,
É como lapso… Ainda vou célere..
Porque cantam os pássaros,
E vêem-me a imagem de quem jamais vi.
Impressionante tecnologia encanta…
Em sua galhardia diáfana sobreposta
Aos tempos que se alevantam…
Mas passeio calmo, pensando em nada…
Olhando cada detalhe de pedra…
E como se cada pedra sorrisse..
Como se cada pessoa unisse…
Cada humano se felicitasse..
E não mais carro passasse
Nem barulho fizesse…
Tanto mais estivesse só.
E num sonho só..
Vi dragões dominando o mundo,
Mas agora, é o viver calmo serene…
Deixo os tempos de agonia,
E canto as moças, os pássaros, os lugares…
E sobre tudo as imagens irregulares…
Aquelas imagens elementares,
Douradas, eternas no tempo e espaço,
Que fazem melhor o viver e o sentir.
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20, Junho, 2009
You feel the dragon’s breath / você sente o sopro de dragão
And Inside your heart is fire / E dentro seu coração é fogo
Is everything from north / é toda coisa do norte
From south, From now here… / do sul, do aqui agora…
‘is walking like it were frozen/ tá andando como se congelado
Like were nothing, forgoten/ como fosse nada
And that you’ve taken/ e tudo que você tem pêgo
Is lost is lost is lost…/ é perdido é perdido é perdido…
All you can feel is cold / Tudo o que se pode sentir é frio
Like the world was sold/ Como o mundo fosse vendido
A stone is gold… Alchemy of cold/ uma pedra é ouro… Alquemia do frio
What could you’ve done? / O que você podia ter feito?
The dragon is spitting ice / O dragão está cuspindo gelo
Snow is falling, and this dragon / neve está caindo e este dragão
Inside is your heart which is fire/ dentro é seu coração que é fogo
But now here is gone, is past/ mas aqui agora é ido, é passado.
And, what have you done? / E, o que você tem feito?
Lost you´re alone. alone. / Perdido ( a ) você é só. só.
Like nothing, everything was sold. / Como nada, toda coisa foi vendida
Nobody have told, have told. / Ninguém tem dito, tem dito.
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17, Junho, 2009
O mundo é sempre o mesmo
O mesmo mutante convergente
Muda desde Governo a detergente
A realidade mesmo é à esmo.
E compreendem a falsidade
Superficialidade, banalidade,
irresistibilidade…
Dessas energúmenas transformações.
Enquanto é só a estrada
O mundo sobrevive de decepções…
E a crítica é própria
dos reclamões…
E os novos dilemas não se resumem
em ser ou não ser;
___Tupi or not Tupi;
Se resumem em ter ou não ter;
___________Aparecer ou não aparecer.
-Mas isso não importa:
Afinal estamos cada vez mais
Absoluta e diferentemente iguais,
não?
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17, Junho, 2009
III – Dragões
Os dragões pairam às multidões
Dragões impõem seus grilhões
E escravizam o Manifesto das Nações.
Escamadamente sem formas
Formalizados sem cor
Vão sobre a humanidade, aonde está for.
E manipulam os homens
Seduzem as mulheres
Incitam as crianças…
Milhões de estímulos sem valor!
O sopro destes dragões
sofrimento de milhares, milhões, bilhões…
Especulam e tornam o mundo falso…
Ó dragões, quem sois, quem sois?
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17, Junho, 2009
I
Ela dorme ao lado
Doutro lado do Corredor
E concorre num translado
MInha vontade tê-la
Sem o menor pudor
E sonha e dorme e vira
Como se nada existisse
COmo se toda dor humana se resumisse
se resolvesse, se conquistasse
Apenas com o dormir,
Tomara Deus, meu Senhor…
______
II
Que será esse Corredor?
Eu não sei, não sei não.
É um espaço, um vão
É uma rota uma fuga?
E quem será ela?
Será um amor?
Interpretação tua, leitor.
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17, Junho, 2009
Ô rua em que ando
E a mim se insinua
Na simbiose com meus pés
Convida, nua, ver suas luzes…
Asfalto soberbo cretino!
Cobre a rua e dá passagem
a carros, meninas e meninos
Rua que sai do Vácuo
E Vai para o Destino!
Tão grande como estalido…
Tão eterna quanto palha…
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17, Junho, 2009
A criança sorriu para moça
A moça sorriu em retorno
O moço vendo a moça sorrir, sorriu
E a moça vendo efeito tão singular
Sorriu.
E o moço foi ter com a moça
E em meio a novos sorrisos
Planejaram nova criança.
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17, Junho, 2009
Ama, com pá e entulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza jaz perpetuamente em sesta,
É um seio de meretriz a bordar pus e vinho.
Vê vida não há no chão! vê a vida só nos ninhos,
Que se perdem sem ar, entre os ramos infetos!
Vê que luz, que calor, somos massa de insetos!
Vê que grande extensão de valas, onde impera
profunda e pantanosa, a eterna pirosfera!
Boa terra! apenas negou a quem trabalha
O pão que mata o nome, o teto que fornalha…
Quem com o seu suor a imola, padece:
Vê raso o seu esforço, e é perdiz, mais faz prece!
Criança! não verás país nenhum como este:
Limita na dureza a terra em que nasceste!
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13, Junho, 2009
Frio, macio.
Desce por cima do vazio
Esfria a alma dos macilentos
dos fracos
e birrentos
Leva consigo os que vivem ao relento
Marginais…
Dum sistema anti iguais.
E não vivemos bem há muito tempo..
Só que sinto é o frio
do vazio do sentimento das pessoas..
Do enternecido breu do pensamento fechado
Do saber ultrapassado.
Frio, bravio amigo meu…
Traz-me reflexão dum passado,
de ser antepassado…
E das condições de translado…
Ahh frio,
Imagem bela e aterradora tuas manhãs.
Te trago a salmoura dos afãs..
O embrutecimento dos sentidos
E a resistência para saber devido
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10, Junho, 2009
Serenata da Revolução
I
Se o capital é o novo deus
Eu sou o novo satã
à guisa dos espetáculos teus
Morrem sem ver o Sol
Escravos de números ateus.
II
A luz e as trevas se consomem
Sa infusão suplicante dos homens
Perdidos e soterrados na ofensa
Por si só licença e convença
da descrença nestes números ateus.
III
Enquanto morrem, cantam
Diariamente se espantam tanto
com nada relevante nada
realmente em si mutante
Mais do mesmo, a todo instante.
IV
Anjos decaídos, outrora defensores
Agora clamam pelo sangue
dos opressores, superiores arcanjos
Revoltos submersos em remorsos
Dantes esplendor, agora: Revolução!
V
Revolução que nunca chega:
Atacam à força
Degolam os nobres
Põem no poder os pobres
Pobres viram nobres e o ciclo se mantém.
VI
Brandiriam as espadas
A um novo falso deus:
O deus social das leis
Eis o espetáculo e tal se deu:
Luz racional tornou-se breu.
VIII
E toda mídia falaria
Todo tempo, todo dia
Quem foi satã e agora
no poder, como se saíria?
Ditadura nova: da ideologia…
VIII
Trabalham pelo poder monetário
Depois pelo poder político
De sangue sonhos todos societários
Desse viver raquítico
E o verdadeiro bem se perde autoritário.
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6, Junho, 2009
Duas horas no dia
O tempo restante
Para versos e versos
Razão emoção cantante…
5 minutos numa hora
O tempo de escrever
De digitar, de caligrafar
Enfim registrar, áspera
Palavra na garganta,
Minúscula e ácara…
5 segundos num minuto…
Uma eternidade instântanea
que decerto momentânea,
Se moldam à coletânea
Dos olhares congelados,
Dos rostos parados,
Dos cantos escritos.
E emoções e sentimentos sentidos.
2/3 de vocabulário
1/4 de elegância
e 1/12 de divindade.
1/12 eterno…
Maior que a forma
Maior que a toda a roupagem
humana em que submergem
As nobres luzes dos pensamentos
Sãos.
______
PS.: tá, continuo não devendo escrever sobre o modo como eu escrevo, mas eu precisava terminar o que eu comecei no poema anterior. Então… Se alguém for ler/estudar/declamar/vender/ enfim, usar desse poema, o faça mas leia o outro com um título barroco, que não era pra ter título ali embaixo.
Grato, o autor.
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5, Junho, 2009
dados
olhos
fadados
surreais
conhecer
saber
vimos,
tocou…
telas
virtuais
mundo
sustentam
páginas…
espírito
essência
importa…
importa?
fotos…
nós:
dados.
códigos.
modificados
falsificados…
nós?
neutros
estado.
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5, Junho, 2009
Estranho pensar que são dados
Os que se passam aos olhos
E nessa geração estamos fadados
Relações inconcretas, surreais.
É difícil imaginar conhecer
difícil imaginar saber
alguém que nunca vimos,
que nunca se tocou…
Pessoas que povoam as telas
De comunidades virtuais,
que não existem no mundo
apenas em algum lugar sustentam
Os bytes e mega bytes das páginas…
Somos enfim, como espírito
Somos enfim, apenas essência
E nossa aparência, pouco importa…
Pouco importa?
Mesmo que hajam fotos…
Esses não somos nós:
São frios e meros dados.
São frios e meros códigos.
E podem ser adulterados, modificados
falsificados…
Então…Que restou de nós?
Palavras neutras
Definindo nosso estado.
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3, Junho, 2009
Só resta o frio
Da memória escrava
Do arrepio que se lavra
frente o sono
e a noite densa
todo mal que sobrepõe
ao solitário acompanhado
Ao pobre escriturário
de poesia passando o que só é abstrato em palabra morta, para outro tentar compreender.
Pobre escriturário poeta.
Pobre pateta,
Escrever versos: e de que adianta estes versos?
Mulheres não te olham,
o dinheiro não te vem,
o sistema te engole…
Enquanto isso
pensa na revolução de novo…
Não tem jeito: seu nada, seu troço!
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2, Junho, 2009
Imagéticas paráfrases dos sonhos de frases
Entendeu?
E o que se passa agora
Com o adjetivo adverbial composto ignomínio
Platônico sedativo e derivado da distância do
vácuo de tolerância percentual?
Entendeu?!
E o idílio lírico onírico da ontologia
Poética que passa pelos campos
De naftalina reagentes com carbonos
e castos comburentes, combustivos
Ardentes, perdidos e frementes
Na contra cultura do caos existente
O tanto altivo e ativo
E que se passa por nada eufemismo?
Entendeu, caramba?!
Será que sou eu ou o mundo
Está cada vez mais complexo
Será tudo mais convexo..
E a imagem permeie tudo
Quanto foi um dia real,
Hein? Tornando infernal
O que já é triste e sombrio.
Tornando inverno mais frio…
O calor mais insuportável
Dentre tanta gente que se acha,
mas não passa de fútil e miserável…
Ah, mas quem sou eu, meu Deus,
Pra dizer um ai dessa gente?
Deixam-se levar pelo que veem.
E enganaram eles direitinho:
Sabem porque ouviram dizer,
Sabem porque viram na TV,
Sabem porque deixaram saber
Sabem
O que fica, na verdade,
É permeado de
-
-
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-
-
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-
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-
-
-
VAZIO E ESPETÁCULO.
OU O ESPETÁCULO TRAZ O VAZIO
OU O VAZIO GERA UM SHOW
SARCÁSTICO.
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31, Maio, 2009
Pela primeira vez
Não tenho palavras
Eu, mudo
Tal e qual absurdo
Faço a mínima ideia
Um pobre concreto escudo
E tendo tudo tudo tudo
Já não é a primeira vez
Escorre pelas mãos
Meu passado, presente
——–Futuro——–
__Escorrendo
___Escorrendo
_____correndo
________indo
_________indo
__________indo
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29, Maio, 2009
Hoje é um dia feliz
Hoje a tenho clara
Hoje é simples luz,
Hoje é o que quis…
Hoje tudo acaba!
E recomeça.
No sacana passar
Do tempo, andar
A contento
E disseminar ensinamento
E cantar com vento
…
Hoje é a alma revigorada
É o sentir da estrada
O vento invernal
O prazer em ser
Antes que parecer
Antes que ter.
.
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26, Maio, 2009
Humano e fraco,
Que te sucedeu?
Humano em lapso,
Como se perdeu?
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26, Maio, 2009
Os erros cometidos
meus mesmos,
os dias contados
Me tornam convalido.
Sou vencido,
Pelo meu tormento estranho,
me perco pelo próprio
Egoísmo…
Que não deveria ter,
Insensato!
E abstrato
Correlato,
De pormenores tamanhos,
Hoje entendo
Como, ao tentar ser perfeito,
Me tornei quase demônio!
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26, Maio, 2009
Sente o frio do Sul?
As baixas pressões?
A mentalidade amena?
A nobreza altiplana?
Sente o frio do Sul?
Cadê seu céu azul?
Cadê sua gente sensata
Seu valor de vida?
Sente o frio do Sul?
Cadê a tua gente,
Morto tropeiro
Perdido no túmulo
Eis teu cúmulo
eis o furúnculo…?
Gente enlatada
Gente desafiada
Insensata
Perdida.
Destruída,
Destilada…
Cadê você, sul?
Vejo numa metrópole a passividade
Duma Nação inteira…
Curitiba dos tormentos
Dos lamentos…
martírios!
Cadê você, Sul?
Esta cidade não passa
De 5ª Comarca de São Paulo até hoje?
Levanta e disperta!
Apesar de toda melhora,
ainda há ferida aberta
Seu existir é nada…
Sinta o frio do Sul
Se é que você é Sul,
Curitiba das Gerais abastada,
No meio das montanhas
à deus-dará relegada,
E um povo metido a francês
Num estoicismo de amargar…
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26, Maio, 2009
Veja o receptáculo
Dessa saga imortal:
Uns aparecem – os tais!
muitos padecem bens essenciais,
E cadê as liberdades individuais?
Panificadas, planificadas e
A-R-T-I-F-I-C-I-A-I-S.
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24, Maio, 2009
O reino pelo toque teu
O vácuo existente
Entre o nada e a existente…
E o que quer e a exigente
O ser, o indigente…
É bela?! Sistema
Não é.
O sistema pelo sonho meu
O feixe de luzes caem
No dragão fosforescente
Da quântica materializada
Na estrada espiritualizada
Em que flutuam as pedras,
E se vivem às pressas…
O reino em troca do fim da distância tua.
Enquanto isso, morre gente
Carne crua. Corte nua,
Fica a grua…
- E atriz de pornochanchada tem programa infantil.
O socorro cai, politizada.
Vivo na geração digitalizada:
O contato é virtual
O perfil é virtual
A escrita é virtual
O amor, o viver, o sentir, o fruir, o sorrir, o crescer, o aprender, o ser é tudo virtual!
- e você queria por um instante,
aquilo virtual real,
E o real, apenas virtual…
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24, Maio, 2009
Maquinalmente responde:
-Não!
E como via, vomo vivia?
- Não!
E a morfologia,
Morfema, sintaxe?
Sei?
- Em teoria, sim.
Mas como?!
- É (!) Não me ensinaram direito,
E fica sem jeito…
E pára pra pensar:
- Não isso, não é direito!
A memória e nomes…
Gramática é a madrasta.
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23, Maio, 2009
Todo o meu poema
Escrevo como novo
Mesmo o mais
Desgastado tema;
Esqueço tudo
quanto fiz
- o que a má memória
ajuda…
Repenso toda ideia
Tudo como se diz
Escrevo tais palvras
Aquelas que quis
Então com 1/4
de requinte
e mais 2/3
de vocabulário
De tudo esqueço
E passo a caneta sobre papel
Ou então movo meus dedos
Em teclado…
Controlando os ventos
Da minha cabeça
E só assim com certeza
Escrevo e alivio
O frio tempo
O frio da alma.
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23, Maio, 2009
Morrendo aos poucos
Não se adaptam..
O Mercado frio e desumano
Os cala. Degola sua
Vida, oportunidade
Decaída, sangrando
A saída, só e tal
convalida, dói por ser
Sofrida a inumana
Insensata, inscrita
Exploração excessiva…
E, mesmo assim, falta comida…!
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23, Maio, 2009
As coisas serenando aos poucos
Agindo em si como doidas…
Morrem, morrem todos lobos
E a explosão em seu globo
Tal fogo, tal fogo arde…
E vai correr, escorre sentir
De novo e de novo!
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23, Maio, 2009
Teu trabalho não vale o assoalho!
Se faça a ciência ou queijo coalho
E só se passa o tempo árido…
Lembro queles olhos curiosos
Daquela uma descobrinte alma
Da beleza encoberta calma…
Inda que a rima falhe
E não falhe o que valhe
Menos que chão, menos que pão
_____________________________________
Reencontrá-la do nada e passa…
Mas mandei amor à vala!
A quero e então por isso a cortejo,
Talvez não seja só a vejo
Talvez não venha ser minha,
Mas eu tento tento tento!
Se não, pois sim, morro…
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19, Maio, 2009
Fogo ilustre que não queima
Queima o vácuo, eis seu lema
E não consegue sair do trema,
Que coisa fantástica fonema!
É a vida o som o fio o cinema
O anzol a isca réles problema
tanto coça seu só sim dilema
E não se vem com anêmona
tentar destilar nos canônes
do sistema seu poema…
Cansaço cana palhaço
traço jactância em tema…
Pedantismo e antena.
O Sol, simples raio, Nêmesis.
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19, Maio, 2009
O canto é estranho
Estranho é vago
Canto vago…
E estranho subo
Sobre as asas do raio,
Que humilde talho
Nas nuvens.
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19, Maio, 2009
Vem do infinito e cai no nada
Sobre o fio duma espada
E o compasso largo
Dum gosto amargo
Do som do vento
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16, Maio, 2009
Pobre Goya espanhol Perseguido
teu sofrimento herético sinto…
Como meu, como se fosse eu.
Verdade: jamais heresia o sucedeu…
Era só pela arte e a arte só:
Pintava dragões, demônios, deuses…
Camarada, o surreal nos condena…
À obra que se olha,
séculos de existência
Morreu por heresia,
Sendo que nem sabia
A arte é herética…
E todo artista merece fogueira!
Porque ilude a todos
De que a realidade é ilusão
E a ilusão é a realidade…!
- Enfim, Se acaso estiver me vendo,
Sr Goya, entendo seu sofrimento…
E que do teu sofrimento se’a antecipado
Que Deus vá do teu lado… DEUS SUPREMO
Não esse deus mesquinho criado
para justificativa da tua morte.
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14, Maio, 2009
O que pensar?
Nada
Nada
Que fecho meus olhos
E penso…
Não penso!
órgãos dilacerados?
Retesados e tensos?
Não…
O capital, a estrada e o tempo!
E a amada e o vento?!
Nada… Nada… Nada…
‘Penas penso o agora, o dia
O cumprimento… O nada!
A estrada, o silêncio!
Mas cala-te:
Pensas… E isso desagrada,
Ou será suposto a pensar?
Mas não dá, mas não dá!
Um monte de coisas vãs
Um monte de coisas não quis
E sou obrigado saber…
calado, numa prova de estado
sou obrigado a dizer!
Ainda assim, penso.
Mas não deveria.
Seguem a Locke -
nossa cabeça é vazia…
E minha subversão ao Estado
É pensar,
Ainda que apenas um dia.
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13, Maio, 2009
E quanto passe, o céu azul
Vai estar lá, pra assistir
Você cair, eu vou sorrir,
E a amargura simples se apaga
Derivada do nada, do infiinito
E passa, enquanto se enerva
Se marca nada o prazer da estrada
E é esquisito. É esquisito.
Se está por si mesmo, a sombra
E o som, e o som e o som e o som…
Se lembra que nada se leva
E a margura cai, enquanto neva
e neva neva neva neva neva
Em país tropical! Que coisa
De absurda abissal…
Estando ou não, só se resta o pranto
De cair enquanto falido
Levantar, pois se alevantou
E não, o pobre marginal
Espera, espera. Espera!
O pobre marginal, que tal?!
Somos nós… Tanto tanto tanto!
E nada faz por sim…
Resta o tom, resta serva,
Resta o som e o som e o som e o som…
Enquanto isso a luz que dá o tom,
Se acaba se mata se leva se explode…
Pensando melhor,
Não vou sorrir quando falir:
- vou dar uma festa!
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11, Maio, 2009
Ah, em algum lugar me espera
E a folhar que se passar como fera
E a ardência do nada trás da tela…
O canto de pássaro saúda não ir.
Saúda seu miserável viver,
Inexorável ter muito a voar
tal liberdade nunca se ter…
Por que humanos nascemos sem asas?
Por que vivemos nossas tábulas rasas?
Por que somos senhores dominados
jogados fora da natureza e
determinados pela própria destreza?
E alienados da beleza
retirados do ensimesmo momento
Da falta do cabimento…?
Senhor, vejo só dor e sofrimento!
A alegria é um triste raro prólogo
Pois a humanidade conversa monólogo
Total em um só tom
Igual e totalmente diverso…
De um pra um, seu próprio som.
– absurdo como não conseguimos conversar como irmãos….
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11, Maio, 2009
All those damned figured stamps
Or photos, whatever you want
Won´t say nothing to me, champs
You lose it all ’cause your faint
your lack of clarity, mad wishes…
And those nondesired triches*
Lucky of mine,
You won´t call me
Did you heard about commit?
Yeah, that seems your limit
Having fun of loves, isn´t it?
You are lost:
You won´t ever got summit!
Loosing all your mind, oh
How can you talk about Heaven?
That´s Hell you deserve so!
Nothing will change it, then
going through darkness
being consumed by them
Now you’re a shadow
of that you should be…
This is your fade, to Evil
Is this your end, Trinity?
And nothing change, isn’t it?
The morning is blood raining…
Your fire made you egotistical
Gothical, nothing… And damned!
An all your treasures are illegal,
You just run through the meadow
of Hell, buses and zombies, you see
All you meant do be… all these times
You were just having fun of loves…
Lucky of mine
You won´t call me!
Have you heard about commit?
Yeah that seems your limit
Having fun of loves, isn´t it?
You are lost:
Your lights are gone, Trinity…
* Trich is a word to a kind of sexual disease, it causes inflammation in vagine and urethra.
Enviado em Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, Trovas para alguém, Trovas pra ninguém, crítica? | Deixar um comentário »
9, Maio, 2009
O sangue nos olhos
Incomodam…
aumenta pressão
Dói a cabeça.
As ideias vêm confusas.
Não quer. Aparece.
Quer. Desvanece…
O mundo entristece!
A órbita ocular é oprimida
Pelo crânio, assim como
a pessoa é oprimida
pelo capitalismo.
Foge disso!
Pare de pensar besteira!
É o dinheiro que manda.
Encha tua carteira…
Terá tudo!
Desde bens até mulheres…
Ah, quer saber?
Vou pro Tibet,
Em um monastério qualquer,
virar monge,
Sabe qualé?
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6, Maio, 2009
Natureza sem igual…
Realidade descomunal!
Nato prazer impugne
No autóctone grunge…
E tudo tal óleo unge…
Naturreal, tal e qual,
Imortal, normal… Total!
E toda ausência de metal
Sobre esforço mental
Torna humano banal… Banal!
Será banal a falta d’ouro?
Vejo rebanhos ao matadouro…
irmãos de mau agouro!
Naturreal
Palavra viva e fatal
Toda busca tende a finar mal…
Se não for Naturreal.
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4, Maio, 2009
Nada melhor que o sono
para sair da dor.
Nada melhor que o sono!
Sono,
Sono!
Eis algo que ninguém me tirou
Meu amor, já tive e perdi
inúmeras vezes,
Minha razão, já descri e cri
inúmeras vezes,
Minha vontade, é certa
invariante…
apesar de voar com o vento…
Então, que me resta?
Meus versos e meu sono!
Enviado em Poesia base | Deixar um comentário »
4, Maio, 2009
Gurias vem e fogem
Todos os dias.
Os caras legais
como eu, agonizam.
Porque elas ferem
Como cacto…
Como rosa
Todas elas sentem dor
E todas elas
Querem carinho…
E o seu toque,
Porém, meu filho,
NÃO as toque!
Ou então será VOCÊ
algum dia
quem sentirá dor.
Enviado em Poesia base | 1 Comentário »
4, Maio, 2009
Lua, cadê minha igualdade?
Lua, cadê teu belo sorriso prata?
Lua, Te vejo na cidade,
tal opulência me mata…
Lua, cadê a humanidade sensata?
Lua, observa a todos,
vê, veja os lobos!
Lua, humanos grunhindo
raivosos de mim…
Lua, compreende os globos de marfim dos crânios?
Lua, ai de mim não tê-la mais…
Com quem poderia falar tais asneiras celestais?
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4, Maio, 2009
I
Té parece cidadão!
Há verdade em seu coração?
Té parece cidadão!
Quedê a lei lhe dando pão?
Té parece…
II
Destila o ódio povo canino
Tratam-te como lata
Posta aberta, um mesanino!
Sou independente…
E você asinino?
Terá “grandeza dum menino”
Terá clareza dum sino,
Será Kami, Shintó ?
Se sente só, só, só, só, só!
A desorde lhe arrebate
Cadê a justiça? Cadê a lei?
APenas com Deus?
E a lei dos homens deste Estado?
Dotemos todos nós amarelos
Ensinemos parcelas de fome e dor,
Incógnito povo sofredor…
E, o que restou? Que restou?
* Fumaça do bom direito – termo usado para expressar quando o agente numa ação aparenta estar correto e assim pode entrar com pedidos de adiantamento de sentença.
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4, Maio, 2009
Não importa mais o princípio logos
Da razão instrumental
Não passaremos de humus e fogos
Numa dinâmica imortal
E cada deus que lhe parar
Terá sobre si maldição caso continuar,
O único e Supremo Deus
Este a lhe guiar, a lhe guiar…
Mas dado movimento
“Gospel, fora já!”
O qual irei começar,
Que fique clara minha crença…
Em todo santo altar!
Quando de saudades chorar,
Mentecapto, se lembrará de que
alguém lhe quis ajudar
E toda maldição do Estado
Sobre e apenas ti, cairá.
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4, Maio, 2009
Vertido no tempo espaço paralelos
Quero teu humilde olhar singelo
Inda que longe, a quero,
É melhor longe, não desespero!
E no meio de aula chata
Impetuosa, insurreita…
Não, não está no CP
ou CC
Aquilo que pequeno se vê
E isto não é ilegal.
Assim meu pensamento voa
à toa à toa…
A hora e
scorre to
da boa…
Sem prestar A
T
E
NÇ
ÃO
Pensar em nada
Ressoa!
Enviado em crítica?, desaignesia | Deixar um comentário »
4, Maio, 2009
Não canto mais ao amor
Seu desgraçado!
Suma dentro do soneto
Com fome e dor, humilhado!
Quero tua morte
Filho do cão, cabra mimado
Seus modos finos…
Descarado! Vá ter com Hades…
Tente levar-lhe Perséfone
Seu afrouxado maldito!
Me joga às belas donzelas
E não me da uma delas,
Eros e Psiquê malditos,
Afrodite! Se’a destruída!
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4, Maio, 2009
Não tem coisa
Talha, foice
Não é preciso
Esqueceram seus
Erros
Perdeu tempo
I-S-E-N-T-O ?
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4, Maio, 2009
O fato apático
Ático, estico.
O fato é nada
Tétrico, fálico,
- Implico -
Total falha de senso
Total…
Só falha imenso…
E é todo contra senso!
É o nada invocado
Com o qual luto.
O fato gerado em Bismuto
E, só, escuto
Leio teu nada
Tua cara lavada!
Rio, páro
- Você me dá pena, ignomínia!
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4, Maio, 2009
Coma teu cérebro
Roa teus ossos
Tua razão é colosso?
Quero as trevas do Cérebro…
Aos poucos saindo do limbo
E coma teu coração!
Tua emoção me envenena
Contra o que engendra, engrena
Enquanto a Romaria vai seguindo…
E a Revolução partindo, sumindo…
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4, Maio, 2009
Olhos não dizem nada!
Olhares me tocam
Horas me negam
Oras, teus olhos
Em quais me
afundavam
Agora uso óleos
em que
célere me cegam!
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4, Maio, 2009
Tanto faz
Agora jaz
A sua paz
Deteriorada
Sua tez alisada
No cemitério
Da memória
No clímax
Do despautério…
Tanto faz
Jaz, Jazz
Vento, Rock
Cobre, Coque…
A sua paz deteriorada
Advoga a sua sina
À translucida navalha.
Enviado em crítica? | Deixar um comentário »
30, Abril, 2009
Sis
Te
Ma
TEMA
Sis ma
Cisma.
Masista.
Marxista
Fasciste.
tasisma.
massita
Capitalista.
TUdo FArinha do mesmo saco…
Sistema.
atissam.
Enviado em Poesia base | Deixar um comentário »
28, Abril, 2009
O repolho encontra a berinjela
Pede-lha que pinte uma aquarela.
A berinjela nega nega.
Mas que revolucionária!
E os dois viraram sucos,
Devido os tomates totalitários…
Solitários.
Enviado em sátira? | Deixar um comentário »
28, Abril, 2009
Ando meio cansado
De todo viver ao lado
E todo todo gramado…
Me convida.
Só me perde o Sol
Só me perco órfão
Não de pai ou mãe
Mas órfão de Sol.
Órfão de praia
Órfão de mulher
Órfão de capital,
Órfão de sucesso…
Eu sei sempre fui
Um fracasso total
E a melhora demora
E o mundo é igual
Exatamente igual.
Absurdamente igual
Absolutamente igual
Temporariamente igual
Sim, sempre fui
Um fracasso total.
Órfão,
Nem pra louco presto.
E a loucura que me invade
A loucura me consome indigesto
A sociedade que molda o louco
Na verdade é louca.
Os loucos são normais:
Só cansaram de lutar
por seus objetivos ideais.
Enviado em Neo romantiquismo, crítica? | Deixar um comentário »
28, Abril, 2009
Descrevendo meus medos
Passados inteiros
segredos segredos segredos,
De quem sofre tempos…
E ressurge.
Como a alva luz
Agora, sou constante
Em meus pensamentos
Razões e sentimentos…
E luminosidade em 300 milhões de m/s
Não é mais rápida
Que o girar de todo pensamento
Passando pelas terras
De todos os ventos
E sentimentos…
Eu penso… Penso…
E desse pensar
Liberto da escuridão
Corações e emoções…
Sou só eu mesmo.
reformado
transformado
Porque agora tenho
Plena noção
tenho muito a saber.
Enviado em Poesia base | 1 Comentário »
28, Abril, 2009
Ao teu calar
Canto manso
Humildemente
a sós, remanso.
Ao teu sorriso
Traz-me paraíso…
A rimar com “iso’s”
Sempre se diz,
De mim a você,
É que tudo se vê
Só de se olhar…
Só há gratidão
A sós, de prontidão
Nesse meu coração
Que bate e bate
Esperando ansioso
O momento em tê-la
Sim, que se’a sempre
“Minha amante companheira”
Enviado em Neo romantiquismo, Trovas para alguém, trovasugestiva | Deixar um comentário »
28, Abril, 2009
Clama meu nome
Faça teu ideal nobre
Sou só um…
E esse mundo se perde em fome.
Cante e dance, chore.
Se apavore,
Pois o fim está aí.
Ou se alegre…
Corra do tempo espaço.
O céu não vai cair,
Mas os porcos vão voar
E você vai sorrir.
Os porcos vão ser esfaqueados
E você vai sorrir.
Os cães vão latir
Os dragões vão surgir,
Os meteoros vão cair.
E você, bem, você vai sorrir.
Sua manta não restará,
Seu raio cairá, a morte se extinguirá…
Bem, e você? Você vai sorrir.
Calma, tranque sua raiva
Tranque a sua fome
Abra a sua alma,
costure a sua talha
E viva novamente,
Amputado,
dilacerado.
Ensanguentado,
Se lembra daquele dia?
A sua revolta era segredo
era segredo de Estado.
Mas não se preocupe,
Seus inimigos irão cair,
E você irá sorrir.
Prepare a festa…
Os mortos vão finalmente dançar,
Planando sobre seus aerodáctilos
E você vai sorrir.
Caindo do azul sobre o negro
subindo da prata sobre o ogro,
vivendo a falha e a elfitude,
sobra apenas a atitude
de negar a sua capacitude,
Sobra apenas os Sacis
As Cucas, os boitatás,
E os curupiras.
E você vai sorrir.
E você vai sorrir.
Porque a morte vai deixar de existir
Vamos virar mitos,
vamos virar mitos.
E você, bem, você vai sorrir…
E se perde. se perde só.
Ouvindo os gritos do caos.
Os gritos dos maus,
os gritos dos perdidos
dos sós, dos decaídos…
E volta para ajudar,
mas a sua tristeza o engole.
E você então vai despertar,
E vai acordar e vai ver
O Sol roxo sobre o grande côco verde
que se perde sempre..
Sempre…Sempre!
E a água vai cair do côco
E vai chover,
E você vai sorrir…
Porque perdeu o sentido.
Perdeu o sentido esse existir.
Veja, os tolos gritam Revolução,
Gritam Revolução para os outros,
Mas nunca mudam seu coração…
Veja, os tolos gritam empregos,
mas você só vê semi escravidão…
E gritam por direitos…
E cai o azul sobre eles,
o vermelho de suas faces se confunde
com o verde de seus bolsos,
e nasce tudo.
E você acorda.
E percebe que era só a realidade.
E você reflete.
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26, Abril, 2009
Trato trago
Só afago…
Trato trago
Sua face abro
Com seu sorriso
Apaixonado…
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23, Abril, 2009
[...]uma poesia só com f
todas as palavras
-T:
eu lembro só do começo
-H:
ahhh… nem é difícil..
fácil falar fazenda
- T:
é, eu nem consigo fazer
- H:
funcinando, falando
fáctuo fabril fabuloso,
famando, fumando, feiando…
futigado, falado…
Famoso feioso…
feiosa,
fulada.
Fula.
Farmácia fecha,
Fosso faço fácil…
falta firmeza falada…
falta falácia fechada..
falta fotossíntese folheada..
Fama faço fácil,
fétido fato fechado
- T:
tá bom
-H:
(:D)
hauahuahuahauhah
Desculpa.
eu tive que tentar.
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23, Abril, 2009
Mas há quem acredite
que só dá chilique
Em apenas todo henrique..
mas não é verda’e, afrodite.
É que todo clique,
é só um simples
dique.
Enviado em Poesia base | 3 Comentários »
22, Abril, 2009
Água bate calha
Mansa, perdida, só.
À espreita, na tocaia
Caio entre macacos e lobos.
Caio entre compassivos e loucos
Cujo saber nunca é pouco.
E dói-me n’alma, só entre muitos
A vontade de tê-la e tocá-la…
Porque todo amor é convulsivo
É cego, é humano, é sonho…
Desculpe-me? Há amor ou somos toscos!
Há amor ou somos toscos…
Amor não só de mulher
Cujo prazer impagável já tenho
Mas o amor inexorável
é agir como se agisse a si – eis o empenho…
E há amor ou somos toscos,
Água bate na calha
Mansa, perdida, só,
à espreita na tocaia.
Espera a vida invisível
que não nos mantemos – pois não
ouvimos ouvimos os poetas, os profetas,
Espera que ardemos para ter sua vez.
Enviado em Pseudopsicologiapoetica, trovasugestiva | Deixar um comentário »
20, Abril, 2009
O mundo não é nada
É nada
é.
O mundo não.
é.
É.
O mundo?
Não.
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20, Abril, 2009
É.
Só
Tudo o que
É
Só
Tudo o que
Um dia
Dois
Três
E passa
E faz
É só
É só.
É só!
E só.
Procura.
Não acha.
Luta
E não encaixa.
Enquanto isso,
Perdida e só,
o céu se fecha…
Logo o fim chega.
Calma.
Logo logo…
Enquanto isso,
A lama corre
O sangue escorre
E o canto sobe
E o canto sobe
Sabe?
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15, Abril, 2009
Já são mais de meia noite
Corre o laço sobre a veia
O líquido que se avermelha
Em todo pulsar do sistema.
Já são mais de meia noite
Fantasma do sono segue
Persegue a todos hereges
Fugidos decaídos pensantes…
Todas as razões se confundem
Sós, no breu, no piche, no trapiche
No sono, no estalar de dedos
No digitar que caio sobre a tela.
E aos poucos se confunde calma.
todo vazio e escuridão se apagam
E toda alma não mais se cala, cala
Só após a meia-noite no meio tom…
No badalar zênite lunar viver bom.
Só o bater esse simples coração
Os ciclos segundo do olhar e sentir
Fazem concluir são mais meia noite.
A hora de adormecer
E estremecer o sistema.
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Tags: escuridão, heresia, meia noite, quadras, quebra quadra, trovas
13, Abril, 2009
Chove o que tiver
E cai prateada
Destruída
Rubra faca
Por nada
Facada
E é nada..
E é nada..
Não mais.
Não mais…
Não sinto medo
Não mais,
Não mais
Mais forte,
torço o que ficou pra trás.
Torço o que resta.
Sai a água seca.
Os poros da máquina soltam óleo
E não se reproduzem
Amém.
E não sinto mais medo.
Agora eu vejo…
Estou mais desperto
Mais justo
Honesto…
Mas sabe?
É complicado,
Por que não creem em mim?
Deus, te entendo,
Deus, te entendo…
Porque só sei,
Eu estou vivo
E ainda chutando o vento…
Dói
Porque a verdade incomoda.
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12, Abril, 2009
Se todo tempo
Tivesse em si
Não passaria
Por mim, não não.
Ia ser sem sentido
Ser sentido
O tempo todo
Imortalidade
É um perigo…
Ainda bem,
algum dia eu morro
E deixo alguém em meu lugar,
E deixo alguém em meu lugar…
Melhor que eu…
E só assim,
A espécie é imortal.
A morte não passa isso,
E fica sem abrigo,
reproduzir-se é subversivo…!
Assim vence o espaço,
Assim vence o tempo.
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12, Abril, 2009
Correr do mundo I
Cansa-te com facilidade,
Menino,
Salva-te desse destino,
Miserável
Destoa raciocinio e idade
Mezanino
E não vê o por do Sol
É tão lindo!
Tudo morre, tudo dói
O passarinho morre
O pião cai
A árvore sangra
E o por do sol, menino?
Esconda-te atrás
Do mezanino..
Pobre, pobre.
Não sai da grandeza dos asininos…
Comendo o lixo intelectual
da TV nossa do dia a dia…
Sorrindo para morte
Reluzente, no presente
Auditável e contente…
Pois és tão franzino…
É tão pequeno,
é tão subnutrido
Como teu próprio mundo,
pobre menino.
Mas todo teu mundo é pequeno
Os que te criam
São menos ainda…
Mas quem és tu?
Ah besteira minha
Me confundi!
Devia chamá-la menina,
Por ser feminina,
Por ter seu nome, na verdade
Gratidão…
Sentimento…
Perseguida e sempre má alimentada…!
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7, Abril, 2009
O sono embala e destrói
um dia se constrói por fila
embala a vida dos lençóis
da própria só alforria
Trazendo a luz e agonia
de quem se entristece e caminha
por só em si e falida,
O sono é a própria vida.
demarcada uma noite
cortada sempre à foice
E trazendo o açoite
O contrário dê o coice.
E caí de baixo da montanha
Uma anja, um demônio
Não sei, chove fogo,
Valha-te arsênico e amônio…
Pela manhã, cansa’do jogo,
Sua e tem sono…
Trepida o antimônio
Sobre o solidário patrimônio,
Expurgando de si próprio
em éster estupidez e ferrolho
Forjados à nulidade cotidiana
Contra a revolução profana:
“Tá! Mas cala-te! escrevo
só que vê meu olho!
Minha vida e meu ovo,
Minha casca e
todo resto de molho”
Pobre ser humano,
Pobre renegado,
Morrem mil a seu lado,
e ele preocupado co’as mortadelas…
Este sono concentrado,
torna inútil seu dom,
Torna inútil… inútil, inútil…!
E vive como se nunca vivesse.
E esse sono torpe,
Destrói não só a alma:
Deixa o resto ir se embora.
Enviado em Poesia base | Deixar um comentário »
5, Abril, 2009
“Melhores posts de todos no WordPress.com
* SUPER Paredao Formado: Quem sai? Ana ou Max? Quem voce quer fora da casa?
* BBB9 – Ana x Max e o paredão do século
* BBB9 com Priscila na final: quem sai, Ana ou Max ?
* Enquete BBB9: Max ou Ana Carolina será eliminado?
* Spoiler Manga Naruto Shippuuden 443
* Skol Sensation – Videos, Fotos e muito mais
* Maira Cavalgando
* Flamengo x Fluminense – Transmissão ao vivo
* BBB9: Maíra confirma vídeo pornô caseiro
* Ponte Preta x Santos – Transmissão ao vivo”
Pagina inicial da administração do blog: dia 5/04/2008
Eis o que o povo brasileiro vê,
eis o retrato da estupidês…
Mas tudo bem,
Todos precisamos distração,
Mas das boas,
De coração.
Não isso tudo que lê aí não…
E eu só posso entender esse
“melhores” no título como ironia.
Enviado em crítica? | 2 Comentários »
5, Abril, 2009
E não passe sombra ser eterno
não passe ser eterno aprendiz
somente em si subalterno
subjugado, sub-julgado e moderno.
Mas ser somente em si,
é ser também, mas não ser
é melhor que ser em si,
E somente sombra solavanco
situacionado dos seus sistemas
arbitrários saem de si…
Sobre o mundo paira só
só solamente sublime,
sempre suave e sorridente,
a sombra suspeita de si,
E sobre si, não se é, não mais…
Somente a escuridão enquanto se faz,
A claridade aos poucos se sublima
Pois solidão se destrói…
Simplesmente a situação mudou…
E só é tal qual é… Mas melhorou!
Em si, per si…
Só uma constante no mundo,
a despeito das outras 170,
é amor.
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4, Abril, 2009
Já tentaram me chamar covarde
Tentaram me ver indisciplinado
Mas se esqueceram que fogo arde
E meu espírito, apesar cansaço, vive.
Esqueceram manutenção vida
Como valor primeiro total acima
De toda frustração de rima.
Já tentaram me chamar covarde:
Não se acovarda o espírito se lavre
E em si se mantenha sublime.
Socorro salvação é manter vida.
Esqueceram provisão fracasso
Pois seus músculos feitos d’aço
Sucumbem às conclusões deste palhaço.
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4, Abril, 2009
A cabeça dói,
A garganta dói
E o pulmão chia.
Roma não se constrói
Não se faz num dia,
Enquanto arde
Enquanto esfria.
E morre,
Morre
Escorre
A sobra
Do nada
Calada
Falada
Morta, morta
Subindo do nada
Caindo n’água.
E corre
corre
orbe.
E
A cabeça dói,
A garganta dói
E o pulmão chia.
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3, Abril, 2009
O que diria Conde Drácula
Se visse essa palhaçada
Que fizeram com seu nome
Esse bando de boatos…
E essa palhaçada que chamam de vampiros?
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Tags: etc, idiotice, twilight, vampiros
31, Março, 2009
O canto dos pardais,
Nas revoltas ancestrais,
Não dirão, não dirão
E apenas cercearão,
O presente…
Pobres pardais de sangue,
Cujo nobre espírito
Em sacrifício fizeram mares verdes
De árvores brancas,
Perdidas aladas sobre as estradas
do nada em meio as estrelas
em manhã insolarada.
Os felinos fantamas
alegóricos quiasmas
fortificadas falácias,
sobre fazer e dizer…
Sempre empreendendo
Para a velocidade da luz
Construir
E assim fazer.
Enquanto isso,
O céu, ah o céu,
Olha triste o coração da moça
escorrer entre as suas mãos.
E ninguém a socorrer.
Só noite e escuridão,
Em pleno meio-dia.
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Tags: etc, ilogismo, paradoxos, Poesia de momento, Surrealismo
31, Março, 2009
Disasters
The Hell´s doors were opened
And now, no soul, no spirit
Is safe anymore,
Those damned are excited
Those anxious feelings
Now are opened,
No one is safe.
None.
This is the time to fight,
To fulfill light,
There´s not just economic crisis
It´s not only for the crazy weather
People sick made world sick,
And always one disaster brings up
another
Natural disaster;
poverty, starvation,
people loosing homes
Economic disaster;
poverty, starvation,
people loosing homes;
From the three Big calamities
We’re only waiting for the war,
it seems to be fought in the sky
in heaven or hell, o inside of human
or someplace else…
Enviado em Tentativadealgumacoisaemlínguaestrangeira, crítica? | Deixar um comentário »
Tags: criticizing, Economic crisis, End of Capitalism, End of Times, Global crisis
30, Março, 2009
Escorre pelas pedras alcalinas,
O saber de toda simples salinas
Assim voando te vejo menina,
E rica independe de si mesma.
E já obtive obtive um ímã
Cujo norte fosse tu,
teu contato como uma shamã,
Me mostrou a vida sobre a vida,
O além expectativa do bem viver,
só você só você só você…
As esmeraldas na superfície macia,
lisa,tal pedra polida entre cortam
teus rios de traços, toda cartografia
E esse ímã, esse ímã…
Era meu coração, procurando,
procurando por ti, por ti…
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30, Março, 2009
Sempre ser coadjuvante.
que idéia torpe,
caro comandante…
O mundo se faz em orbe,
Pranto, esforço e levante.
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29, Março, 2009
Tá, muda tudo,
só não o amor em si, per si
e a velocidade da luz.
Mas como a constante luminosa
varia de acordo com o meio,
Também o amor varia.
Constantes invariáveis variantes.
Eita mundo moderno!
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29, Março, 2009
Sempre perdido,
Até quando estrangeiro
Na própria casa?
Até quando estrangeiro,
No seu próprio país?
Será porteira ou pirraça?
E o canto que neva
em pleno janeiro,
vê que é veneno
Branco e pequeno.
Mercúrio antraceno,
Cianeto e tolueno…
Ah, pensar pequeno!
Vê que é veneno…
Até quando estrangeiro,
Até quando passageiro?
Até quando,
Apenas porteiro?
E na beira do desfiladeiro?
Precisa de dinheiro.
Mas nada além de banheiro
e passagens fétidas
de rodoviárias e pardieiros,
o seguem…
A atmosfera pesa sobre si,
E o grito preso na garganta!
Engasgado,
Doído, preso.
Convalido.
Hoje é mais um dia.
É mais um dia inteiro.
E eu vivo…
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27, Março, 2009
Ah, quem precisa de vampiros?
Tenho meu sangue,
Meu próprio espírito,
E não uso o de iguais,
para manter vida comigo.
Quem precisa de romances bestas?
Humanos e vampiros,
Nunca existiram um para o outro.
Então, que importam certos livros?
Vejo com tristeza,
Pessoas contra natureza,
Comprando papel
para ler lixo.
Nada contra literatura de momento,
mas a beleza de texto,
A qual sequer comento,
é irrelevante,
frente ao tema central
cuja idéia em si é lixo.
O filme deve ser lixo.
Zilhares de pessoas que leem,
bem, essas adoram lixo,
como se comessem lixo.
E eu tenho pena desse lixo.
Por que não era isso,
Nunca foi tudo isso.
Era só o vômito de uma dona de casa
Que causou tanto rebuliço.
mas continuou lixo.
Lixo…
Mas não critico quem lê a tudo isso.
Afinal, os miseráveis de espírito
absorvem lixo,
assim como os miseráveis da matéria,
catam lixo.
Só restam versos de Gehenna,
Slipknot:
“I can finally be myself
Cuz I don’t want to be myself”
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Tags: críticas, crepúsculo, idiotice, lixo, twilight
27, Março, 2009
“Esses são dias desleais” – Metal contra as nuvens – Legião Urbana
Sopra fogo nas ventas
Ignomiosas das mais assombrosas
Mais estrondosas
Eras que se passam por quimeras,
E não se esquecem
Até se muito se quisera.
E não, não tem descaso,
Apenas o ocaso,
E o crepúsculo idiliado,
Excomungado de religião
qual nunca fora sua.
Pobre fim e começo de dia…
Exilados e roubados por muitos.
Explicados por muitos
Realmente sentidos por poucos.
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Tags: críticas, crepúsculo, idiotice, Pseudossoneto
26, Março, 2009
My eyes seek reality
“My fingers seek my veins” (Low Man’s lyric – Metallica)
E o mundo olha
Parado quieto
Sem nada a contribuir.
E o canto descanto
Destroçado desencanto,
E olhares vazios,
Fulgazes perdidos
Buscando a Fonte para sugar,
E a lama que os barra,
Que os decrépita em suas
críptas obscuras endividadas
-Decrépitas nênias diárias…
E sumam-se as dores de morte
-e não somem…
E vivem com as verdades ocultas
- e ainda vivem…
E as hipocrisias nuas.
- porque nunca sorriem…
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25, Março, 2009
E tudo tudo
absolutamente nada
surdo mudo
absurdo palavra cantada,
Nada nada nada…
E contínua estrada.
E fala fala fala,
Diz algo? Não, nada!
E canta, dança,
Sorri, mas nunca diz.
Apenas viu uma opção,
E foi ser infeliz.
E cante com o coração,
Não não não não.
É menos que nada,
é pó, é lama da calçada,
é lixo que se incinera
e a chuva lava…
e a terra apaga…
Eis que é
um sentimento cortado,
destruído, detonado,
Deixado de lado.
e a chuva lava…
e a terra apaga…
As gralhas, os corvos,
olham ansiosamente
os pobres corpos,
dos sentimentos,
perdidos cortados.
E os abutres digerem suas carnes.
E é o seu fim…
E não há resquício,
O que antes se arde,
agora silencia e apodrece.
Calmo.
Nutrindo novos sentimentos.
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25, Março, 2009
Trato retrato
trote de Trotsky
tarântula trata
trator topado
tirado tratado
do trote da tara…
tomate totalitário.
Todos topados
Torpes totalizados
Tirados e azulados,
Ah! Finalmente livres,
Pero Amassados.
Tomates coléricos,
Toténs montados,
Os pássaros comem,
Os humanos comem,
Tão envenenados.
Trato retrato
trote de Trotsky
tarântula trata
trator topado
tirado tratado
do trote da tara…
tomate totalitário.
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24, Março, 2009
Olhe poeta
O mundo caí,
Autofágico
Menor.
Olhe poeta,
Não há palavra reta.
Não sem o vômito
Não sem uretra.
Sinta poeta,
Morto, Morto.
A vida se desenterra.
Sinta poeta
Pena do soneto sombrio
que se desenterra.
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20, Março, 2009
Sono abençoa e abala
Tem-se somente a vala,
Sem amá-la.
E tua face me persegue
nos desígnios profundos dos sonhos.
Nos saberes desconhecidos.
Tua face lá. Nua e clara, Teus olhos:
lamparinas de mostarda verde.
Que salpicam ardendo e limpando meu coração.
Ou um mar em que minh’ alma se lava.
Estás desvairada pelos séculos
A procura de mim,
E me livrei dos fétidos velhos abusos
longe de confuso para tê-la assim…
______________
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20, Março, 2009
Acorda gigante
Teu dia
Teu descanso
Não mais é como antes.
Agora, levante!
Marchando sob o Sol
E o céu que o pariu.
Ressuscita gigante Pátria
A tanto se aboliu a escravidão
E teu povo continua vassalo
Da ignorância servil.
Acorda gigante,
Cujo explendor maior
Nunca se viu,
Eis o momento!
Acorda gigante,
Não mais atam as tuas pernas
Não mais predem seus punhos.
Sempre foi livre,
mas nunca teve consciência
E cada letra que aqui cunho
é para que acorde gigante!
Essa gente,
Esse povo,
Inteligente, criativo,
Já passou muito ignorante.
Acorda gigante!
Cada um não se veja como antes,
Cada um!
E todas as forças se somem.
Pare de respirar ofegante
Não mais veja pelo basculante,
Saia do pronto socorro,
Da morte, do hospital.
Ressuscite gigante!
Nunca alguém foi como tal.
E sei nem todos leem eu escrevo.
Mas levanta-te, agigante enquanto escrevo.
Porque o vício da morte
governa os desejos
das maiorias dos seus governos.
O vício da não morte te mantém pequeno,
ó povo brasileiro.
E resta demolir o passado.
E construir tudo de novo.
E que esse vendaval não
não se repita.
Ô gigante, que seja em ti
tudo agigantado,
Porque o sedimento
Destruiu meu cascalho…
Tudo precisa ser ressuscitado.
Erga-te gigante.
O condor andino paira sobre ti.
mesmo nos trópicos.
O cheiro de sangue
Se espalha em algum lado.
A revolução vive
Em cada coração
De cada explorado.
Mas todos todos sofrem calados,
Porque nunca os ensinaram
nunca disseram que pensaram.
E meu coração falante
Sente um não sei o quê errante,
Um chamado nômade…
A revolução vive em mim.
A sinto. Pressinto.
E vive em todos nós.
Até quando vamos nos prender em desatar os nós cegos?
Acorda gigante,
Não respire mais pelo basculante,
Não veja pelo vão da porta,
Cade educação pra esse povo meu?
Acorda gigante
Agora, levante!
Ressuscite gigante!
Nunca alguém foi como tal.
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20, Março, 2009
Estrada vazia.
Gente fedia,
Numa lata.
Deus do céu,
Deus do céu!
A chapa queimava,
E embaixo carne assava,
Carne humana!
E o melhor transporte.
Ah… O melhor!
Claro, sempre com o cardápio
Pronto.
Amaciando o povo,
Com música clássica
Que não traz sequer ovo…
Ou um tempero qualquer!
Coa, passa, fala.
Vive tragédia
Cotidiana.
E nunca dá pra fazer nada.
São milhares
Milhões.
Pessoas
Unidades monetárias…
Passagens:
Sempre mais cara.
E a demanda maior.
O liberalismo se cala.
E o pobre Hermes
Ou então Artémis se calam…
Como falar,
como falar…
Com pessoas em que Hécate
E o Silêncio e o Morfeu
Imperam?
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18, Março, 2009
Ah traças
Que bailam traços
Sob talhos
Em copos de c’alho.
E a nata, branca,
Espumante carranca,
Humilde, manca,
A tromba das antas,
Sugando o a vinho imortal:
Suas traças nojentas de cristal.
E deixeis o alho
Fervilhar:
-Os bugalhos, Se separam sós.
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17, Março, 2009
Eu não gosto do descenso
A febre consome cada célula
E cada organela busca a fécula
De se manter por extenso.
Não, não venha com descenso.
Só quero o descanso
Dos inexoráveis enfermos;
A enfermidade é tida sem apreço.
Mas por que sou enfermo?
Oras, sou simples são:
Com humanidade enlouqueço.
E o único são de verdade,
Sim é meu irmão,
Porque enlouquece com esse mundo vão.
Já eu, eu não.
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16, Março, 2009
Ah olhos cristalinos esmeralda cuja boca nevada
Que carrego comigo como prêmio
Como minha única tenda…
E cujo sorriso carrego comigo,
Nos tempos difíceis,
Nos tempos de guerra,
E em que tudo morre:
Perece prece perene,
Só tua lembrança fica,
Minha amada.
Ah, a carrego comigo,
Sempre sempre em pensamento,
E há força no mundo capaz de me tirar de ti?
Não, o que Deus une o homem não pode
Não pode separar.
E que seja sempre minha,
Enquanto o Superior deixar.
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16, Março, 2009
Sirva de desabafo
Viva ao relento.
Não faça nada,
Da porta para fora,
Ou da porta adentro.
Não seja escravo,
Desligue a TV
E seja tormento,
Daqueles que lá falam.
Ah, não se monte,
Não se morte,
Não se acomode.
Grite, fale, espante.
E quando houver levante,
Destrua o sistema
Com foice e martelo.
E quando o sangue cobrir chinelo,
Lembra da garrida vida de cutelo,
E agora será rei,
Do seu tenebroso castelo.
Erguido pelo povo que agora explora…
E o capitalismo, cruel, de novo aflora.
Porque não soube cuidar da tua fauna
Muito menos, da tua humilde flora…
E não os distribui mundo afora.
- Você prometeu! Cadê?
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16, Março, 2009
A verdade amigo,
é que nada é comigo.
Só vejo inimigo,
Em todo lado.
A verdade amigo,
É que corro perigo,
Porque toda estrada
É fechada.
E eu não posso correr
Pra longe daqui.
A verdade amigo,
É que não tenho amigos,
Nem inimigos.
Só o céu, só o mar.
E o vento…
Ah é o vento quem me faz sentir vivo.
A verdade,
é que o vento me causou pneumonia
E de tanta agonia,
Nem o vento é meu amigo.
A verdade meu amigo,
É que só tenho a paixão comigo.
Mas o amor paixão passa.
Como traça da roupa.
A verdade meu amigo,
Não há poesia,
Não há sentido.
Só há minha linda aqui comigo.
Mas, peraí, ela também não está exatamente aqui.
Então, meu amigo,
Não há verdade.
Não há verdade?
Como!
Há apenas o Sol.
E um dia raiando, novo.
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15, Março, 2009
Você anda?
Você pensa?
Você sente?
Você cria?
Você tem sinapses?
Você canta?
Você vive?
Você come?
Você sorri?
Você sente gratidão?
Você fica horrorizado com a podridão do mundo?
Você quer paz?
Você quer vida?
Você que melhorias?
Você tem espírito.
Você vive.
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15, Março, 2009
E chegou Deus lá em algum dia entedeado
E disse:
- Fiat Lux!
E criou-se tudo.
Inclusive Zeus, Chronus,
Réia, Deméter, Ceres,
Afrodite, Nefertite, Ísis,
Athenas, Odin, Thor,
Quartzoacl,
Kanzeon Bossatso,
Jesus Cristo,
Krishna e mais uma galera.
Também veio no saco homem,
E
E a marca a palito de fósforos…
Sem querer fazer propapaganda.
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15, Março, 2009
A amo
Mais que amor.
Sim, a amo.
Ela ama a mim!
Sim, a amo.
E quanto for significado,
Tudo é simplificado:
A amo. Só. Calmo e quieto.
A amo.
Só.
Calmo e quieto.
Enquanto for tempo
For correto,
A quero…
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