Acabou uma era, hora de começar uma nova.

Chão de Fábrica

In Poesia base on 9, fevereiro, 2010 at 8:26

Pobre Cão que passa à máquina
O dia inteiro e nada muda
O mesmo desespero, pátina
De papel amarelado que ser forma
Sobre seus dedos,
Dado a vida para quem, por eles
Apenas nutre desprezo.

Bestial carga lhe sobe contato
E quanto lhe diga o mesmo,
É certo que o incerto Mercado
há de lhe impor medo.

Pobre Cão que passa à máquina
É maior que o auxiliar
Sempre menor que o patrão.
Seu padrão não existe:
O pensamento é só um borrão.

Enquanto isto, fúteis meninos vãos
Que nem sabem o que é graxa
Tentam ganhar uma discussão:
“Não passará do chão de fábrica,
peão!”

Não tem maior dignidade que o cão
Mente corroída de vermes,
Como aprende e aprende tanto
E não aprende a tratar seu irmão?

Capiau II.

In Poesia base on 7, fevereiro, 2010 at 23:04

Io qui mi ve’o cum sardade
Nas hora ruim du fim di taRde
Mansamenti co’os baruio da cidade…

Esp’randu mi’a si’óra,
Qui non te’o na’a…
Só mi’a te’r'a mi’a morada…
I us pássaro qui me vem ni revoada…

Io me fiz fraco num jarro d’água
I mi passo ni na’a, numa nuova ni’ada.
qui io sê qui amô di ama’a é iscudo
É ispada… É la própria istrada…

I qui du poco qui tenho me ve’o bem
No preciso, non me queda lo excesso
Expresso, io prefiro u qui tenho.

non sastifeito cum qui sou,
mas co’o qui tenho,
Mas hei de merecê mais:
Hei di sê muito mais!

Purque é na simpricidadi
Qui’o posso mais.

I non naset’queta
No’nas ap’rênça,
Surriso farso, às moda francesa,
O na lógi’a dus grego/alemão/japonês…
O na arrogântia dus am’ricano do norte
O do puevo CUrit’bano.

Ma’ mio si’ô, non mi levi à mar
Non mi é sardáve generalizá,
Ma’ qui mi é penoso cuma
qui podi tanta cuisa ruim
r’eunida num só lugar…?

Oração anti-ganância

In Poesia base on 7, fevereiro, 2010 at 22:23

Ó Senhor dos desgraçados e humilhados
Que tanto tirastes de quantos mundos…
Porque eles não conseguiram entender!

Ó Senhor Supremo de todos os mudos
E quanto que se passa de tanto absurdo…
Por erros de não fazer o que é de ser.

Ó Senhor, escutai minha súplica,
Que a justiça feita seja única
Seja coberta de Tua Sagrada Túnica,

E de tantas riquezas que obtiver
Que A Eliminação das Grandes Desgraças
Seja verdadeira, eterna e única.

De que adianta, Senhor, ter tudo
Perdendo o ser dentro de cada um?
Senhor,
Só lhe peço não nos deixe apodrecer
Não seja para guerra nosso poder…

E que nós não usurpemos dos fracos,
Sendo apenas agentes de teu santo poder.